Pseudopapel

Retrospectiva Pseudopapel 2011

calendario-dezembro-2011

Ao longo do ano publiquei 52 textos, uma média de exatamente um por semana, algo que se explica pela minha predileção por textos mais detalhados, pois temas não me faltam na “lista de espera”. Esses 52 textos, mais os publicados no ano passado, foram vistos (não necessariamente lidos) por 13.531 visitantes, uma média de 39 por dia, se excluirmos as duas semanas em que desativei sem querer o Analytics. Foram 11.737 visitantes únicos. Não são números nem um pouco assombrosos, mas, se a maioria deles efetivamente leu os textos, dou-me por satisfeito.

Quem mais trouxe visitantes foi o Google, com quase dois mil, a grande maioria após pesquisas no Google Brasil, mas alguns oriundos do Google original e até das versões portuguesa e argentina. Atrás do Google, o blog do meu pai, o Twitter, o site Estações Ferroviárias do Brasil, o Facebook e o site Viaje na Viagem. O dia com mais visitantes oriundos de outra página foi 12 de maio, com 54. Naquele dia, um comentário meu no texto sobre a famigerada mudança de lugar de uma estação da futura Linha 6 em Higienópolis no Implicante trouxe 31 visitantes interessados em saber sobre a antiga Estação Artur Alvim (creio eu).

Mesmo tendo sido publicado em maio, o texto sobre os mapas desatualizados da CPTM foi, disparado, o mais acessado (lido?), com 1.109 visualizações ao longo do ano. Em segundo lugar, um texto do ano passado, falando sobre os direitos dos desempregados no estado de São Paulo, com 798 visualizações. Completando o top 10 de textos de 2011: “Trensurb, o metrô de Porto Alegre” (664), “A Estação Roosevelt ainda existe para a CPTM” (611), “A Estação Butantã do Metrô” (604), “O saque sem segurança do Citibank” (483), “A antiga Estação Artur Alvim” (454), “A Estação Ipiranga da CPTM” (436), “A Estação Pinheiros do Metrô” (396), “Passeio pelo Expresso Tiradentes” (390) e “A tal Associação da Brigadeiro” (343). Obviamente, textos mais antigos terão mais acessos: o texto publicado no segundo semestre mais acessado é o que fala sobre a Estação Luz da Linha 4-Amarela do Metrô, de novembro, com 187 acessos, em 16.º lugar. Curiosamente, um texto publicado em dezembro, sobre a Supervia, tem galgado posições e já tem 168 acessos.

O dia com mais visitas foi 10 de março, com 101, o único no ano em que a marca de cem foi superada. No dia anterior havia sido publicado o texto “A Estação Sagrado Coração da CPTM“, que não está entre os mais lidos do ano e não é algo que instigue grande curiosidade por aí. Mas foi ele o grande responsável pelo número, com 67 visitas naquele dia, seguido pelo campeão do ano, com 22.

A postagem mais comentada deste ano foi aquela sobre a falsa Associação “localizada” na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, com 26 comentários, turbinada por novos dados sobre as correspondências fraudulentas que vinham sendo enviadas com aquele endereço — e que certamente não pararam de ser enviadas, mas agora com outro endereço. Completando o top 5, o texto sobre a Supervia (17), “Memórias do jogo de botão” (12), “A nova cara da Rua Martiniano de Carvalho” (12) e “O saque sem segurança do Citibank” (11). Não é uma quantidade avassaladora de comentários, mas eles em geral têm qualidade e trazem muitas vezes novos dados, que complementam o que foi escrito no texto.

Mas chega de números. Agora eu quero destacar algumas fotos tiradas neste ano, que foram publicadas junto com os textos. Por elas tem-se uma ideia do tipo de conteúdo que escrevi em 2011. (Meu tema mais recorrente foi tudo que está relacionado à memória da cidade, com 23 textos. Depois, assuntos relativos a ferrovias, com 16; passeios fora da cidade de São Paulo, com 7; jornalismo “gonzo”, com 6; e reclamações em geral, com 5.)

Relógio de plataforma na estação de Dois Córregos

No primeiro dia do ano fui com meu pai à cidade de Dois Córregos, na região de Jaú. Além de fotografar diversas casas antigas, a maioria em excelente estado de conservação, paramos na estação ferroviária da cidade, onde pudemos contemplar e registrar o estado de abandono em que ela se encontra, após um incêndio em 2001. O relógio da plataforma, que um dia foi maravilhoso, dá a ideia de como está o resto.

Vão da Estação Ipiranga da CPTM

Ainda no mês de janeiro, parei pela primeira vez na Estação Ipiranga da Linha 10-Turquesa da CPTM. Minha intenção era, além de conhecer a estação, tentar achar o ângulo de que foi batida uma foto que eu vira no fórum Skyscrapercity. Não achei, então improvisei. O resultado não ficou tão bom, mas já gerou uma paisagem que a maioria das pessoas simplesmente não vê. No caso, o trem estava seguindo rumo à Estação da Luz. Um trajeto aliás, que talvez seja definitivamente extinto.

Transferência entre Metrô e CPTM lotada na Barra Funda

Um problema entre as estações Luz e Barra Funda paralisou esse trecho da Linha 7 em 9 de fevereiro — coincidentemente, o mesmo trecho que se encontra parado atualmente devido ao incêndio na Favela do Moinho. Isso gerou muita confusão, especialmente porque na época a Linha 4-Amarela ainda não estava funcionando no trecho entre Paulista e Luz, o que obrigou os usuários a dar uma longa volta pelo sistema, com bastante lotação para se baldear na Estação Palmeiras-Barra Funda, onde a foto acima foi tirada. Essa foto acabou sendo publicada inclusive na home page do Uol. Também publiquei nesse dia uma foto em que usuários dão um jeito de passar pelas catracas na mesma estação, e ela trouxe algumas visitas oriundas de buscas por imagens de pessoas passando por baixo de catracas.

Terminal de ônibus da Estação Butantã

Muitos visitantes chegaram aqui em busca de imagens das estações inauguradas ao longo do ano na Linha 4-Amarela do Metrô. Foi o caso também da Estação Butantã, aberta em março. De todas as fotos que tirei quando lá estive para conhecê-la, a de que mais gostei não traz a estação, mas, sim, o terminal de ônibus anexo, na época em que ele estava atendendo apenas duas linhas. Hoje já são muitas mais, o que gerou reclamações de usuários que tinham como ponto final o Largo da Batata, em Pinheiros, do outro lado do rio, e passaram a ser obrigados a descer na Estação Butantã e de lá tomar mais uma condução.

Terminal Parque Dom Pedro e Edifício do Banespa

O Parque Dom Pedro II já foi um dos lugares mais bonitos da cidade, mas hoje é um dos mais feios. Um dos motivos (mas longe de ser o único) é justamente o terminal de ônibus ali localizado, encimado por um paredão de edifícios, incluindo um edifício-garagem sem janelas visíveis a partir do parque. Uma paisagem horrível. Mas fascinante.

Placa antiga da Estação Artur Alvim

Esta foto não é um primor, mas é das minhas preferidas. Ela mostra a placa da antiga Estação Artur Alvim da CPTM (e da CBTU, da RFFSA e da Estrada de Ferro Central do Brasil), ainda visível para quem está na Estação Artur Alvim da Linha 3-Vermelha do Metrô. O novo e o velho convivendo de maneira razoavelmente harmoniosa, já que a velha estação ainda está lá, fechada, mas visível, assim como Vila Matilde e Patriarca. No texto, eu mostro um pouco de como ela está, assim como as fotos.

Revista Sãopaulo, da Folha

Esta foto deu um trabalhão. Tirada em um estúdio improvisado (o quarto do meu filho), aproveitei-me de, literalmente, centenas de páginas que eu tinha arrancado da revista Sãopaulo, da Folha de S. Paulo, já que só mantenho as poucas páginas que me interessam. Essas poucas páginas foram justamente o que me incentivou a escrever uma resenha da revista, que vinha dando mais atenção a celebridades e pseudocelebridades do que à cidade, que deveria ser seu principal tema.

Estação São Cristóvão da Supervia, no Rio de Janeiro

Quando passeei pela Supervia, no Rio de Janeiro, eu não carregava uma máquina fotográfica propriamente dita; apenas meu celular, que tem uma qualidade aceitável, mas não ideal. Isso não me impediu de ser abordado por um segurança na Estação Praça da Bandeira, que me avisou que não era permitido bater fotos. Tarde demais, como se pode ver na minha matéria. Mas as fotos em geral sofreram com as limitações de uma câmera de celular, ainda que no caso eu tenha usado o aplicativo Camera Zoom, para Android. A foto acima, da Estação São Cristóvão, foi a que se sobressaiu. Gostei dela.

Estação da Luz vista da Passarela das Noivas

A foto da Estação da Luz tirada a partir da Passarela da Rua das Noivas destaca-se não só entre as fotos daquela matéria, mas também entre as publicadas aqui. Dei sorte com o céu azul, azul, azul. Eu tinha cogitado deixar o enquadramento mais para a direita, a fim de pegar também toda a área do muro azul, mas isso implicaria tirar da composição a torre da Estação Júlio Prestes, que aparece à esquerda. Eu só deveria ter enquadrado um pouquinho melhor, para eliminar o prédio branco ao lado da Júlio Prestes.

6 comentários

gilberto maluf (66)

Muito boa a retrospectiva. Creio que acessei em quase todos os textos. Apareci em alguns, moderadamente.
Relembrei a foto do Parque D.Pedro II e a imagem dos prédios ao fundo, que me lembra, guardada as devidas proporções, alguma fotos antigas de NY.
Feliz Ano Ano!
abs

31 de dezembro de 2011, 14:35

Alexandre Giesbrecht

Eu bati a foto do terminal de ônibus justamente porque me lembrou de fotos antigas — não necessariamente de Nova York. Às vezes me dá a impressão de que a mesma paisagem, com os mesmos prédios (o que seria impossível, claro), seria mais bonita se tivesse sido batida nos anos 1950. Valeu pelas contribuições e feliz Ano-Novo!

31 de dezembro de 2011, 14:40

Aline Freitas (7)

É um dos meus blogs favoritos. Acompanho pelo Google Reader desde meados deste ano que termina.

Parabéns pelo blog Alexandre!

Um bom final de ano e um ótimo início de 2012!

31 de dezembro de 2011, 15:22

Alexandre Giesbrecht

Oi, Aline. Obrigado pelo prestígio, e um ótimo 2012 para você também!

31 de dezembro de 2011, 15:55

Jacquelyne Stephannye (1)

Olá Alexandre!

Parabéns pela retrospectiva, textos e fotos!
Simplesmente adorei o conteúdo, pois sou fã de fotos atuais e antigas da cidade de São Paulo, onde nasci, me criei, e usufruo de todas as oportunidades, bons momentos e reflexões que ela oferece!

Ótimo ano de 2012 prá você e que continue nos brindando com os textos e fotos maravilhosos desta megalópole chamada São Paulo de Piratininga!

Abraços,

Jacquelyne

11 de janeiro de 2012, 23:16

Alexandre Giesbrecht

Obrigado, Jacquelyne. Também sou fão desta cidade e adoro tirar essas fotos. Um excelente 2012 para você também!

12 de janeiro de 2012, 8:46

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Quem?

Alexandre Giesbrecht nasceu em São Paulo, em abril de 1976, e mora no bairro do Bixiga. Publicitário formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, é autor do livro São Paulo Campeão Brasileiro 1977 (edição do autor).

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