Pseudopapel

A Estação Luz da Linha 4-Amarela do Metrô

Estação Luz da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo

Quem folhear jor­nais do pas­sado em busca de refe­rên­cias sobre a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo não poderá se limitar a edi­ções recentes. Já nos anos 1940, quando o pró­prio Metrô ainda era mera espe­cu­lação, falava-se nessa linha, cujo tra­çado foi defi­nido em fins dos anos 1960, em forma de pará­bola, indo da região sudeste da cidade à região sudo­este, cru­zando a Linha 1-Azul na Estação Luz e a Linha 2-Vermelha duas vezes, nas esta­ções Repú­blica e Pedro II. Sem o pro­jeto sequer chegar perto de sair do papel, a secção rumo ao sudo­este aca­baria limada em 1993, com alguns ajustes na secção sudeste, como o cru­za­mento com a Linha 2-Verde, que dei­xaria de ser na Estação Clí­nicas e pas­saria a ser na altura da Estação Con­so­lação, com uma estação vizinha. O pro­cesso de lici­tação foi aberto em 16 de maio de 1994. Poucos ficaram sur­presos quando o ramal acabou levando dezes­seis anos para ser aberto, em maio de 2010, ainda sem chegar à Estação Luz. Isso acon­te­ceria dezes­seis meses depois, em 15 de setembro último, com a aber­tura da estação, junto com a Estação Repú­blica. Três dias antes a Linha 4 passou a operar em horário inte­gral, embora apenas de segunda a sábado. As duas esta­ções recém-inauguradas ficarão abertas apenas das 10 às 15 horas por ora.

No dia 15, uma quinta-feira, resolvi fazer minha bal­de­ação da CPTM para o Metrô pela Estação da Luz de manhã, para con­ferir como estavam as coisas, embora a bal­de­ação ali não seja expe­ri­ência das mais agra­dá­veis. As duas pas­sa­gens internas para a estação da Linha 4 ficaram os últimos meses cobertas por um tapume com um anúncio da nova linha, como se vê na foto abaixo. Nas últimas semanas esses pai­néis foram reti­rados, e as portas metá­licas pin­tadas de ama­relo ficaram à mostra, sempre fechadas ou, no máximo, entreabertas.

Painel na Estação Luz da Linha 4-Amarela

Na manhã de quinta pas­sada as portas ama­relas seguiam fechadas, mas já havia algumas placas novas infor­mando sobre a imi­nente inau­gu­ração e o fluxo de pas­sa­geiros que faziam a bal­de­ação nos dois sen­tidos já tinha sido rear­ran­jado para algo pró­ximo do que pas­saria a vigorar quando a nova estação fosse aberta. Na foto abaixo, os pas­sa­geiros à direita estão cami­nhando no sen­tido do Metrô, com os da esquerda no sen­tido da CPTM. Até o início da semana, os fluxos seguiam nos lados opostos. A lotação pode ser con­si­de­rada normal. Enquanto eu cami­nhava, alto-falantes da estação soli­ci­tavam a com­pre­ensão dos usuá­rios, pois a trans­fe­rência estava levando cerca de cinco minutos. Isso não dei­xava de ser uma melhoria: na semana pas­sada, mesmo, filmei a minha bal­de­ação da CPTM para a Luz, que levou seis minutos só da pri­meira (e inútil) fileira de catracas até a segunda, ainda no sen­tido antigo. Também foram dis­tri­buídos ao longo da semana folhetos expli­cando como fun­ci­o­naria a trans­fe­rência após a aber­tura da nova estação.

Corredor de transferência lotado na Estação da Luz

Folheto da CPTM fala da transferência na Estação da Luz

À tarde, por volta das 14 horas, voltei à Estação Luz, desta vez para foto­grafar a nova estação, àquela altura já — e final­mente — aberta. Peguei a Linha 2 na Estação Bri­ga­deiro, fiz a bal­de­ação nas esta­ções Con­so­lação e Pau­lista, parei na Estação Repú­blica e segui até a Luz. Talvez por causa da inau­gu­ração da estação, o movi­mento no cor­redor de trans­fe­rência era grande para o horário. Havia filas para passar pelas inú­teis catracas pró­ximas ao acesso à CPTM, nos dois sen­tidos, como se con­fere na pri­meira foto abaixo. A segunda foto, que mostra o acesso à Linha 4, prova que o pro­blema era mesmo cau­sado pelas inú­teis catracas. Mas não fal­tavam placas ori­en­tando para onde se deveria ir. O folheto dis­tri­buído mostra que agora existe um tipo de “rota­tória” onde as pes­soas cir­culam em sen­tido anti-horário. Fica uma cami­nhada um pouco mais longa para quem quer ir da Linha 4 para a CPTM ou da Linha 1 para a Linha 4, mas parece ser a melhor solução.

Filas na transferência de/para a Estação da Luz

Transferência para a Linha 4-Amarela na Estação da Luz

A estação tem exa­ta­mente o mesmo estilo das demais da Linha 4, sendo, entre­tanto, menos pro­funda (apesar de estar um nível abaixo das pla­ta­formas da Linha 1 na mesma estação). Assim como nas esta­ções Pinheiros e Butantã, uma grande estru­tura de vidro no teto per­mite e entrada de luz solar no inte­rior da estação, embora, pela pro­fun­di­dade, esta não chegue às pla­ta­formas. E, também como é comum nas outras esta­ções da Linha 4, há muitas escadas rolantes, espe­ci­al­mente a partir do nível logo acima das pla­ta­formas. Mesmo assim, sair das pla­ta­formas da Estação Luz da Linha 4-Amarela em horá­rios de pico será pro­va­vel­mente muito mais fácil do que sair das pla­ta­formas da Estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM.

Estrutura de vidro no topo da Estação Luz

Escadas rolantes no mezanino da Estação Luz da Linha 4

Escadas na plataforma da Estação Luz da Linha 4

Plataforma da Estação Luz da Linha 4-Amarela

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