Pseudopapel

Na Supervia é proibido fotografar?

Trem na plataforma da Estação São Cristóvao

(Dois parên­teses antes de começar: isto não é uma daquelas com­pa­ra­ções dicotô­micas para provar que São Paulo é melhor que o Rio ou vice-versa; e a CPTM não é uma fer­rovia per­feita — longe disso —, mas tem feito um tra­balho com­pe­tente na mai­oria dos casos, espe­ci­al­mente em situ­a­ções con­si­de­radas inso­lú­veis meros vinte anos atrás.)

Estive em viagem ao Rio de Janeiro no início do mês e no dia 1.º, em vez de almoçar, apro­veitei para dar uma rápida volta pela Supervia, a rede de trens metro­po­li­tanos da capital flu­mi­nense e arre­dores. Eu estava mais curioso para visitar a Estação Praça da Ban­deira, a pri­meira após a Estação D. Pedro II, o nome ofi­cial daquela que é conhe­cida popu­lar­mente como Cen­tral do Brasil. Só que acabei seguindo até a Estação Engenho de Dentro.

Apesar de a CPTM servir como parâ­metro de com­pa­ração por muitos motivos, há inú­meras dife­renças entre ambas as redes. No fim das contas, andar na Supervia hoje é uma expe­ri­ência mais pare­cida com as linhas da CBTU pau­lista nos anos 1980 — as atuais linhas 7, 10, 11 e 12 da CPTM. Em pri­meiro lugar, boa parte dos trens que operam nas linhas da Supervia que usei são TUEs, creio que da série 700, aquela que em São Paulo foi moder­ni­zada pela CPTM na década de 1990 e virou série 1700. (Não sou espe­ci­a­lista em trens; corrijam-me se eu estiver errado.) Por dentro, as séries 700 e 1700 são pra­ti­ca­mente idên­ticas; o que as dife­rencia são as frentes das com­po­si­ções e as portas de cada carro. Na foto que abre o texto vê-se uma dessas com­po­si­ções um trem série 900, que estava che­gando à Estação São Cris­tóvão, rumo à Cen­tral do Brasil. Abaixo, o inte­rior de um dos carros, com a porta antiga, que não existe mais nos 1700 da CPTM.

Interior de TUE série 700 da Supervia

Outro ponto em comum entre a Supervia e a CBTU pau­lista dos anos 1980 é que as linhas não são conhe­cidas por números ou letras, algo implan­tado apenas pela CPTM. No curto período que andei nos trens da Supervia, nada menos que quatro pes­soas vieram me pedir infor­ma­ções: “Este trem vai até Bangu?”, por exemplo. Muita gente res­pon­deria que sim ou que não, mesmo sem saber, o que só pre­ju­di­caria quem fez a per­gunta. Res­pondi sempre que não sabia, mas, como estava perto do mapa das linhas, pro­curei ali a infor­mação e repassei. A bem da ver­dade, todos estavam no trem certo. Mas a mera dúvida já é um sinal de que algo não fun­ciona. Números ou letras resol­ve­riam a questão? Pro­va­vel­mente não, espe­ci­al­mente em curto prazo, já que se supõe que os mapas nos trens e nas esta­ções demo­ra­riam a ser subs­ti­tuídos, o que ocorre até na CPTM, que é muito mais orga­ni­zada que a Supervia. Mas a coisa ten­deria a ser mais sim­ples de ser com­pre­en­dida, creio eu.

Os trens da Supervia ainda saem com horá­rios supos­ta­mente fixos, como cos­tu­mavam sair os trens da CBTU pau­lista vinte e tantos anos atrás — ao menos na teoria, pois a prá­tica era bem dife­rente. Na Estação Praça da Ban­deira, por exemplo, há no painel uma folha com os horá­rios dos trens. Se não me engano, não valia para dias úteis, mas não con­segui foto­grafar e agora já me esqueci. Os inter­valos entre os trens na Supervia de hoje são menores que os da CBTU pau­lista, mas ainda muito altos. No horário que peguei, por volta das 13 horas, com sol a pino, era infor­mado um inter­valo de dezes­seis minutos, uma eter­ni­dade em esta­ções como Praça da Repú­blica e São Cris­tóvão (esta última de inte­gração!), que, como a maior parte das esta­ções, têm poucos tre­chos cobertos em suas pla­ta­formas. Esses inter­valos podem chegar a mais de uma hora em fins de semana e feri­ados. Como se vê na foto abaixo, tirada em São Cris­tóvão, até as escadas para se trocar de pla­ta­forma são des­co­bertas. Ima­gine isso em dia de chuva forte!

Estação São Cristóvão da Supervia, no Rio de Janeiro

Em Engenho de Dentro agia apenas o calor, pois as pla­ta­formas são cobertas por uma gare, mos­trada na pri­meira foto abaixo. Aliás, a estação agora é cha­mada pela Supervia de Olím­pica de Engenho de Dentro, devido à pro­xi­mi­dade com o Estádio João Have­lange, mais conhe­cido como Enge­nhão, que fica do outro lado da Rua Arquias Cor­deiro. Das pla­ta­formas, é pos­sível con­tem­plar o estádio (mas, claro, não o gra­mado). Com inte­gração entre três linhas, a estação ofe­rece, além de um meza­nino com acesso por meio de escadas e escadas rolantes, uma pas­sagem sub­ter­rânea ligando as plataformas.

Gare da Estação Engenho de Dentro, da Supervia

Estádio Engenhão, visto da Estação Engenho de Dentro

Chamou-me a atenção ainda que muitas esta­ções têm pla­ta­formas que são mais estreitas nas extre­mi­dades, como Man­gueira e a pró­pria Praça da Ban­deira. Isso não seria um grande pro­blema se os trens não parassem nesses tre­chos estreitos. Quando o trem parador (linha ver­melha) parou em Man­gueira, a pla­ta­forma ao lado do carro onde eu estava não tinha muito mais que um metro de lar­gura. Ima­gine isso em horário de pico! Também a quan­ti­dade de ven­de­dores e pedintes era impres­si­o­nante. Na CPTM ainda vê-se deles, mas eu diria que não chega a um terço das minhas via­gens. Nesse pas­seio pela Supervia, em que entrei em quatro trens dife­rentes, não deixei de ver ven­de­dores em nenhum deles, sendo que em um, com pas­sagem livre entre os carros, vi quase uma dezena.

Por outro lado, a impo­nência da Estação D. Pedro II (Cen­tral do Brasil) é de chamar a atenção. São Paulo não tem uma estação assim: a que mais se apro­xima disso é Brás, ainda assim apenas pelo número de pla­ta­formas. A Cen­tral do Brasil tem um enorme saguão com diversas lojas e lan­cho­netes, como em grandes esta­ções fer­ro­viá­rias do exte­rior — um exemplo é a maior das esta­ções Retiro, em Buenos Aires. A Luz e a Júlio Prestes não têm algo assim, e a Roo­se­velt (Brás) até teve, numa escala bem menor, mas o pouco comércio que existia em seu saguão foi reti­rado no pri­meiro semestre deste ano. Abaixo, o acesso à pla­ta­forma 2, onde peguei o trem parador com des­tino a Deodoro.

Acesso à plataforma 2 da Estação Central do Brasil

Se alguém que uti­liza a Supervia, com pouca ou muita frequência, quiser comentar abaixo, seja para cri­ticar o que escrevi, cor­ro­borar ou adi­ci­onar mais infor­ma­ções, sinta-se à von­tade para abrir o debate.

Ah, sim, o título deste texto é “Na Supervia é proi­bido foto­grafar?”. A dúvida surgiu na Estação Praça da Ban­deira, quando o segu­rança, um senhor bem mais velho e muito edu­cado, avisou-me de maneira cor­dial que era proi­bido foto­grafar. Eu já passei por esse tipo de cen­sura na CPTM, em oca­siões em que por­tava minha câmera que lembra (mas não é) uma câmera pro­fis­si­onal. Mas na Supervia eu estava foto­gra­fando com o meu celular. Repito: com o celular! Será que isso é mesmo uma regra refor­çada pela empresa, resquício da época da Dita­dura, ou sim­ples­mente uma regra ana­crô­nica cuja revo­gação nunca foi pas­sada a todos os fun­ci­o­ná­rios? Fica ainda a dúvida: por que fui abor­dado logo naquela pequena estação, e não em Engenho de Dentro, muito maior e com muito mais segu­ranças? Lá pelo menos uns três me viram foto­grafar, de muito perto, e nem esbo­çaram reação. Um deles até saiu em uma foto. Repito a per­gunta: na Supervia é proi­bido fotografar?

Ter­mino este texto com algumas fotos da Estação Praça da Ban­deira, tiradas antes da abor­dagem do fun­ci­o­nário da Supervia. Será que a Supervia real­mente não quer que essas “peri­gosas” ima­gens sejam regis­tradas pelas pes­soas? Ela teria medo de quê? De que as pes­soas des­cu­bram que seu ser­viço é pre­cário e não cor­res­ponde aos 2,80 reais que a popu­lação paga? Não pode ser isso: basta uma viagem para que qual­quer um perceba.

Placa na Estação Praça da Bandeira

Trem passando pela Estação Praça da Bandeira

Saída da Estação Praça da Bandeira

Escada de acesso às plataformas da Estação Praça da Bandeira

19 comentários

Ricardo (3)

Pre­zado Alexandre…

então, creio que seja proi­bido desde aquele epi­sodio, onde pseudo-segurança, ”aju­davam” pas­sa­geiros a entrar nos TUE, com auxilio de cace­tetes, uma versão carioca do jei­tinho japonês… estive em 2009 no Rio, foto­grafei livre­mente a Gare Dom Pedro, até pedir para foto­grafar o embarque… dai me falaram que era proi­bido…
até

10 de dezembro de 2011, 17:29

Alexandre Giesbrecht

Eu não duvido que isso tenha sido alguma ori­en­tação dada em algum momento e que não é neces­sa­ri­a­mente refor­çada. Alguns fun­ci­o­ná­rios seguem, outros não, e talvez nem seja mais regra. Sobre foto­grafar pas­sa­geiros, eu até con­cordo com essa proi­bição, embora às vezes seja impos­sível segui-la, devido ao movi­mento e a algumas situ­a­ções que devem ser registradas.

10 de dezembro de 2011, 17:34

gilberto maluf (50)

Apesar de ter morado no Rio 7,5 anos, nunca peguei os trens da SuperVia. Já andei de carro mar­ge­ando a fer­rovia e do lado externo, em alguns pontos, vemos o aban­dono dos bairros.
Quase que fiz o tra­jeto até a estação Engenho de Dentro para ir ao Enge­nhão, mas acabei indo de carro.
A única estação que conheço é a D.Pedro II , ponto final da viagem São Paulo-Rio na época dos trens.
Pelo que me lembro, uma estação impo­nente.
abs

10 de dezembro de 2011, 17:39

Alexandre Giesbrecht

Ainda é impo­nente, Gil­berto. Eu deveria ter saído dela para fotografá-la de fora, mas, devido ao tempo exíguo que eu tinha, optei por ir direto ao Metrô. Vai ficar para a pró­xima vez. Você não está mais morando no Rio?

10 de dezembro de 2011, 18:36

Luis Fernando (3)

Caro Ralph,
Parabenizo-o pela pos­tagem. Como ainda não tive opor­tu­ni­dade, apesar do desejo, de andar nos trens da outrora Cen­tral do Brasil apre­ciei em muito seu relato.
Vi seu pedido para que, de certa forma, aju­dasse a definir o trem. De fato alguns modelos de trens do sis­tema flu­mi­nense são pare­cidos com o do sis­tema pau­lista ainda mais por terem sido adqui­ridos na época em que ambos os sis­temas eram ope­rados ou pela RFFSA ou já pela CBTU.
Dos trens da frota carioca real­mente o “série 700” do Rio é (quase) idên­tico ao de São Paulo o qual de fato a CPTM alterou sua nume­ração para “1700”. Porém a foto de aber­tura de sua pos­tagem trata de um trem série 900, de fabri­cação Cobrasma/Francorail de 1980 em quantia de 50 trens de 4 carros cada. Estas uni­dades che­garam a rodar em algum número nos ser­viços pau­listas enquanto os trens que seriam fabri­cados pela Mafersa não haviam sido entre­gues. Esses trens da Mafersa aca­baram entre­gues em São Paulo em 1987 num total de 25 trens de 4 carros cada. O que fez com as uni­dades da série 900 retor­nassem ao rio. No rio o mesmo modelo da Mafersa foi entregue antes, em 1978 em quantia de 30 trens de 4 carros cada.
Outra uni­dade, porém mais antiga e em aço car­bono, exis­tente “tanto lá quanto cá” é a cha­mada série 400 (RJ) e 4400 (SP) e adqui­ridos em 1964 em mais de 60 trens de 3 carros cada, fabri­cados pela FNV, Cobrasma e Santa Matilde com equi­pa­mentos elé­tricos GE.
Tanto no rio quanto na CPTM estes trens já sofreram reformas tanto pela idade quanto por ques­tões de segu­rança (vide o aci­dente de Perus em 2000 que foi cau­sado por pro­blemas no freio de um trem série 1700). A série 400 do Rio está bem mal con­ser­vada. Essa semana retornou da reforma uma uni­dade da série 700 que agora conta com ar con­di­ci­o­nado e uma nova frente.
A pro­pó­sito, creio, que o trem com pas­sagem livre entre os carros trate-se do trem coreano de fabri­cação rotem de 2005 e desig­nado como série 2005.
Quanto à proi­bição de se foto­grafar também custo a entender as res­tri­ções, pois sendo publica ou con­ces­si­o­nária, ela não deveria proibir de foto­grafar ou relatar seus atos e seu estado, pois em ambos os casos, não deixa de ser da soci­e­dade e de ser man­tida com recursos e finan­ci­a­mentos públicos, em maior ou menor valor, ban­cados pelo imposto que pagamos. Além de nossa pas­sagem.
Se tem medo de que foto­grafe algo errado basta apenas tra­ba­lhar da melhor forma pos­sível para que não existam esses erros.

10 de dezembro de 2011, 23:30

Alexandre Giesbrecht

Obri­gado pela con­tri­buição extre­ma­mente deta­lhada, Luis Fer­nando. Real­mente, como citei acima, o maqui­nário usado não é o meu forte e já cor­rigi o texto. Acre­dito que a foto interna seja de um 700, não? Sobre o trem com pas­sagem livre entre os carros, não sei te dizer qual é, mas ele apa­rece na foto da pla­ta­forma 2 da Cen­tral do Brasil.

11 de dezembro de 2011, 9:02

Ricardo (3)

Ale­xandre…
aqui acho que con­se­guirá mais infor­ma­ções sobre a frota de TUE da CPTM http://pt.wikipedia.org/wiki/Frota_da_CPTM e da Supervia http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Frota_da_SuperVia

11 de dezembro de 2011, 9:43

Alexandre Giesbrecht

Obri­gado, Ricardo. A Wiki­pédia foi um dos sites que eu con­sultei, embora os ver­betes rela­tivos às frotas sejam ainda muito curtos e com poucas fotos. Foi no ver­bete sobre o 700, por exemplo, que eu des­cobri sobre a nova nomen­cla­tura em São Paulo. Pena que quase tudo sem fontes…

11 de dezembro de 2011, 9:58

Ricardo (3)

infe­liz­mente é uma tonica na Wiki, edi­ções sem fontes, feitas por usu­a­rios que acham que escrever lá é como fazre um blog de qq… já viu o resul­tado… editei quase todos os artigos sobre as loco­mo­tivas Bra­si­leiras, muitos foi eu quem criou, não são uma per­feição mas são bem mais orga­ni­zados… sbre TUE, não edito, pois não tenho conhe­ci­mento de causa…

11 de dezembro de 2011, 10:05

Alexandre Giesbrecht

De fato, é uma pena. Con­tribuo bas­tante com a Wiki, e vejo isso toda hora, nos mais diversos assuntos. Por isso mesmo, nas minhas con­tri­bui­ções que não são mera­mente com­bate a van­da­lismo, gosto de rechear de fontes, como nos ver­betes sobre a Linha Ama­rela ou a Praça Roo­se­velt. Nesses casos é até fácil achar fontes. No caso dos TUEs e mesmo sobre as loco­mo­tivas bra­si­leiras, pro­va­vel­mente deve ser bem mais díficil.

11 de dezembro de 2011, 10:19

Bruno (6)

a comu­ni­cação visual da Supervia, ao menos, me parece mais bonita que da CPTM e do Metrô.

11 de dezembro de 2011, 18:36

Alexandre Giesbrecht

Eu sempre gostei da sim­pli­ci­dade da comu­ni­cação do Metrô, desde os tempos em que cada linha tinha duas tona­li­dades de suas cores. Entendi a neces­si­dade de eli­minar uma das tona­li­dades, devido às novas linhas, e man­ti­veram a sim­pli­ci­dade. Mas o que fizeram neste último ano, com as placas brancas, que será o padrão em todas as esta­ções, é um crime. Talvez seja questão de cos­tume, mas à pri­meira vista parece con­fundir muito mais do que ajudar. Já a CPTM sempre tentou emular a comu­ni­cação do Metrô, mas essa mais recente, de colocar o ver­melho em tudo, parece pior que as placas brancas do Metrô. Já a comu­ni­cação da Supervia, para mim, não tem muita cara de trans­porte público, mas aí, sim, creio que seja questão de cos­tume. Falta inte­grar melhor as cores às linhas, para que as pes­soas possam se loca­lizar melhor nos mapas. E, claro, melhorar pra­ti­ca­mente tudo o que está em volta da comu­ni­cação nas estações.

11 de dezembro de 2011, 19:03

gilberto maluf (50)

Meu filho mora em São Paulo e meu pri­meiro neto deve nascer em feve­reiro de 2012. Como estava no Rio, 500 km, resolvi vir mais perto e estou em Santos desde outubro de 2011.
abs

12 de dezembro de 2011, 10:34

Luis Fernando (3)

Eu quem agra­deço Alexandre.

Sou for­mado na area fer­ro­viária e se quiser posso lhe ela­borar uma lista deta­lhada sobre as séries de trens uni­dades e inclu­sive com fotos.

Apro­veito e deixo este link com uma foto (que ainda não é lá essas coisas) do trem da série 700 que a SuperVia acabou de receber da reforma. Dá para notar a mudança visual e uma ten­ta­tiva de assemelha-lo ao trem coreano.

http://i949.photobucket.com/albums/ad335/supermasterly/700_new.jpg
http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/388113_206753899404053_100002083342890_458901_1021168184_n.jpg

Abraços

12 de dezembro de 2011, 15:22

Alexandre Giesbrecht

Oi, Luis Fer­nando. Obri­gado nova­mente. Inte­res­sante essa nova frente do 700 da Supervia. Para quem não vê o inte­rior dos carros, dá a impressão total de um novo trem. Já no caso dos 1100 moder­ni­zados pela CPTM, eu não gosto da nova frente, ainda mais porque eu achava muito bonito o desenho stre­am­lined dos trens, que ainda dá para ser con­tem­plado par­ci­al­mente na metade de cada com­po­sição. Você não teria fotos das frentes dos 1100 antes da moder­ni­zação, teria?

12 de dezembro de 2011, 22:50

Luis Fernando (3)

Tenho algumas fotos sim e as passo a você sem pro­blemas.
Só me deixar um e-mail para onde envia-lás.

13 de dezembro de 2011, 13:28

Gustavo de Azevedo (1)

Infe­liz­mente é norma da Supervia a proi­bição de fotos dentro de suas depen­dên­cias, nas esta­ções existem avisos sobre isso e caso um guarda per­ceba alguém foto­gra­fando, nomal­mente eles inter­veem fazendo a proi­bição. Eu como morador da Bai­xada Flu­mi­nense e amante das fer­ro­vias já foto­grafei muitos trens e esta­ções da Supervia, prin­ci­pal­mente dos Ramais Bel­ford Roxo, Japeri e Deo­doro, por vezes sendo abor­dado pelos guardas, uns com edu­cação e outros nem tanto, cer­ta­mente essa proi­bição está rela­ci­o­nado ao pés­simo ser­viço ofe­re­cido pela concessionária.

E se não estiver enga­nado, a com­po­sição da 2ª foto é um Série 500, percebe-se pelo modelo da porta e os bancos pin­tados de ver­me­lhos, resquício da antiga Flumitrens.

20 de dezembro de 2011, 21:11

Betty (4)

Ale­xandre, o senhor viu repor­tagem exi­bida ontem no fan­tá­tico, sobre a super­lo­tação dos trans­portes públicos? Foi incrivel a pos­tura indi­fe­rente ado­tada pelo Secre­tário de trans­portes de SP, Jurandir.…

Segue link para quem quiser con­ferir:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0„MUL1677840-15605,00-INTERNAUTAS+REGISTRAM+CAOS+NO+TRANSPORTE+PUBLICO+PELO+BRASIL.html

16 de janeiro de 2012, 16:34

Alexandre Giesbrecht

Oi, Betty, não tinha visto, obri­gado. Só não achei indi­fe­rente a pos­tura do secre­tário. Na ver­dade, o que ele disse está cor­reto, e a solução (teó­rica; as tais quatro linhas de metrô sendo cons­truídas ao mesmo tempo), também. O pro­blema é que nós, que vivemos essas situ­a­ções extremas quase que dia­ri­a­mente, muitas vezes temos a impressão de que nada está sendo feito, até porque, quando inau­gu­raram a Linha 4-Amarela, ela já nasceu lotada. A lotação sempre vai existir; é assim até no Japão. Quando o repre­sen­tante do Metrô do Rio fala que vai acabar com a lotação no segundo semestre, é uma dema­gogia sem tamanho, pois isso não vai aocn­tecer; pode escrever o que eu digo. São as situ­a­ções extremas que devem ser com­ba­tidas e eliminadas.

16 de janeiro de 2012, 18:34

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