Pseudopapel

O fim da Linha 10 na Luz?

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A antiga Estrada de Ferro Santos–Jundiaí deixou de alcançar Santos com trens de pas­sa­geiros de longo per­curso em 1997 1995. Em 2002, foi a vez de Para­na­pi­a­caba e Campo Grande dei­xarem de ser aten­didos pela CPTM. Agora, no final de 2011, foi extir­pado o miolo da Santos–Jundiaí, que já não existia no nome e agora não existe nem mais no já limi­tado per­curso: a Linha 10 da CPTM não mais atinge a Estação da Luz.

Escla­re­ci­mento ini­cial: a foto acima foi usada apenas pelo seu sen­tido meta­fó­rico. Quando ela foi batida, em 30 de novembro de 2010, ainda estava longe de ocorrer a supressão dos trens da Linha 10 com des­tino à Luz. Ela, na ver­dade, mostra que o embarque de pas­sa­geiros rumo à Luz na Estação Taman­du­ateí tinha sido redi­re­ci­o­nado para a pla­ta­forma 2, em vez da pla­ta­forma normal, a 3. Curi­o­sa­mente, foi após bater essa foto que eu fui abor­dado pela pri­meira vez por um segu­rança ter­cei­ri­zado da CPTM ao foto­grafar uma estação.

Até junho pas­sado, a pla­ta­forma 1 da Estação da Luz era reser­vada para o embarque e desem­barque da Linha 10-Turquesa, que vem de Rio Grande da Serra e da região do ABC para o centro de São Paulo, com a pla­ta­forma 2 aten­dendo ao embarque e ao desem­barque da Linha 7-Rubi — a pla­ta­forma 3, por sua vez, atendia ao desem­barque da Linha 11-Coral, com a pla­ta­forma 4 aten­dendo ao embarque da mesma linha. Dessa maneira, a linha mais movi­men­tada que pas­sava pela Luz tinha pla­ta­formas dis­tintas para embarque e desem­barque. No final daquele mês foram anun­ci­adas obras nas vias fér­reas das pro­xi­mi­dades da Luz, e a con­fi­gu­ração das pla­ta­formas mudou pro­vi­so­ri­a­mente. O embarque e o desem­barque da Linha 11 passou a ser feito na pla­ta­forma cen­tral (2 e 3), com a Linha 7 pas­sando a ser aten­dida na pla­ta­forma 4 e nada mudando para a Linha 10-Turquesa. Feliz­mente, essa con­fi­gu­ração era pro­vi­sória, pois cau­sava inter­mi­ná­veis filas para os pas­sa­geiros da Linha 7, tanto para os que embar­cavam como para os que desem­bar­cavam, já que há menos escadas aten­dendo a pla­ta­forma 4 do que a pla­ta­forma cen­tral. A foto abaixo é um bom retrato do que ocorria durante esse período: enormes e desor­ga­ni­zadas filas para acessar uma única escada rolante de acesso à pla­ta­forma, com outra escada rolante (apa­re­cendo à esquerda na foto) reser­vada para o desem­barque, assim como uma escada fixa um pouco mais atrás.

Embarque da Linha 7 na Estação da Luz pela plataforma 4

Em 6 de agosto, as pla­ta­formas vol­taram à con­fi­gu­ração normal, exceto pela Linha 10, que passou a ter como ponto final a Estação Brás, porque as obras na via agora estavam do outro lado da Estação da Luz. Os acessos à pla­ta­forma 1 pas­saram a ficar fechados. A CPTM dis­tri­buiu pan­fletos onde se lia: “A partir de 6 de agosto, a CPTM vai exe­cutar a troca dos apa­re­lhos de mudança de via na Estação Luz [sic]. Por­tanto, os trens da Linha 10-Turquesa par­tirão da Estação Brás. Com o novo sis­tema, mais moderno e efi­ci­ente, vai ser pos­sível reduzir o tempo de viagem.” Note que no cartaz não é men­ci­o­nado que a linha vol­tará a operar na Luz. Entre­tanto, segundo diversos usuá­rios havia aviso no site da CPTM infor­mando que a mudança seria por apenas ses­senta dias — não é pos­sível encon­trar mais no site da CPTM qual­quer aviso a res­peito, pois a seção de notí­cias traz apenas os últimos dois meses, indo atu­al­mente até meados de novembro. Ao longo das obras, quem vinha pela Linha 10 e tinha como des­tino a Luz era obri­gado a pegar o trem da Linha 11 no Brás para seguir viagem ou bal­dear duas vezes no Metrô. Os ses­senta dias teriam ter­mi­nado no início de outubro, mas as obras só foram con­cluídas em dezembro.

No dia 19 de dezembro cons­tatei que os trens da Linha 7 estavam che­gando à pla­ta­forma 1 na Luz e seguiam par­tindo da pla­ta­forma 2. Tuitei a infor­mação, seguida de um ques­ti­o­na­mento ao Twitter ofi­cial da CPTM: “Será que isso sig­ni­fica que a Linha 10 não vol­tará mais à Luz?” No dia seguinte, a res­posta: “Obras de vias na Luz estão prontas; CPTM avalia estra­tégia na Linha 10 com ter­minal na Estação Brás para melhorar a segu­rança do fluxo de usuá­rios.” Con­fir­mação, mesmo, nada, mas a men­sagem já dava uma ideia do que estava por vir. No dia 27, uma notícia dava conta de que a CPTM tinha alte­rado “o modelo ope­ra­ci­onal nas linhas 7 e 10″, mas o con­teúdo em nenhum momento fala com todas as pala­vras que a Linha 10 não mais alcan­çaria a Estação da Luz. O tom é de uma mudança mínima, quase sem impacto.

Gerente de Relacionamento da CPTM em reunião com usuários

Quase sem impacto? Bem, no último dia 11 um grupo de usuá­rios, reu­nido por mobi­li­zação no Face­book, reuniu-se na Estação Brás com o gerente de Rela­ci­o­na­mento da CPTM, Sérgio Car­valho, para dis­cutir a situ­ação. A posição de Car­valho não era das mais con­for­tá­veis: defender, diante de pouco mais de vinte pes­soas, uma decisão impo­pular da empresa, sendo que boa parte de sua audi­ência che­gara ali “com pedras nas mãos”. Ele explicou que a decisão foi téc­nica, não polí­tica, e culpou a aber­tura em tempo inte­gral da Linha 4-Amarela do Metrô. De fato, foi a Linha 4 que injetou milhares de novos usuá­rios na Luz, espe­ci­al­mente depois de ela passar a fun­ci­onar no mesmo horário que o res­tante do sis­tema. O que eu ques­tiono é o pla­ne­ja­mento para isso, já que a nova linha não brotou de esporos do dia para a noite. Segundo Car­valho, a média de usuá­rios da nova linha espe­rada era bem infe­rior ao número que acabou se mos­trando real quando ela passou de fato a operar.

O pro­blema é que ou isso demonstra um furo de pla­ne­ja­mento ou os números estão incor­retos. Ele falou em pre­visão de qua­tro­centos mil usuá­rios por dia na Linha 4, mas em maio pas­sado, cinco meses antes da ope­ração em horário inte­gral, o governo pau­lista já tra­ba­lhava com um cál­culo entre 700 mil e 750 mil pas­sa­geiros diá­rios. Quando da aber­tura em tempo inte­gral, inclu­sive aos domingos (em 16 de outubro), o volume diário de pas­sa­geiros trans­por­tados pela Linha 4 estava em “apenas” 425 mil, abaixo da pro­jeção divul­gada pela con­ces­si­o­nária Via­Quatro, que opera a linha. Não encon­trei regis­tros de a Linha 4 ter trans­por­tado mais de sete­centos mil usuá­rios por dia até agora.

A CPTM tinha aven­tado outra pos­si­bi­li­dade, a de mudar o ter­minal da Linha 7 da Luz para a Barra Funda, esten­dendo até esta estação a Linha 10. Essa opção, claro, agra­daria aos usuá­rios da Linha 10, embora cer­ta­mente fosse causar um mal estar seme­lhante entre os da Linha 7. Dois motivos foram ale­gados pela empresa para mutilar a Linha 10, em vez da Linha 7: (1) há um número maior de pas­sa­geiros rumo à Luz na Linha 7 do que na Linha 10; e (2) haveria neces­si­dade de mais com­po­si­ções na Linha 10 para atender a um tra­jeto maior, o que seria neces­sário se o ter­minal da Linha 10 pas­sasse a ser a Estação Palmeiras-Barra Funda. Eu ainda adi­ci­o­naria um fator: se a Linha 7 aca­basse na Barra Funda, essa linha teria apenas uma inte­gração com outras linhas, de trem ou de Metrô, na pró­pria Barra Funda, contra quatro da Linha 10 (as atuais Taman­du­ateí e Brás, além de Luz e da Barra Funda). Quem conhece as pla­ta­formas que atendem a Linha 7 na Barra Funda con­segue ima­ginar o caos que seria se ali fosse o ter­minal da linha.

Vale lem­brar que na pri­meira metade da década pas­sada, quando a Estação da Luz passou pelas obras que cri­aram os átrios sub­ter­râ­neos que fazem a ligação com as atuais esta­ções de metrô homô­nimas, o ponto final das linhas 7 e 10 foi mudado para a Barra Funda por alguns meses. Os resquí­cios dessa mudança pro­vi­sória parecem cada vez mais per­ma­nentes: em alguns trens cir­cu­lando na Linha 7 ainda é pos­sível encon­trar um mapa da linha indi­cando a Barra Funda como bal­de­ação entre as duas linhas e, na Estação Moóca, ao menos até o início de 2011 ainda era pos­sível ver nas placas indi­cando o embarque rumo à Luz o ade­sivo cobrindo o antigo “Barra Funda”, que ainda era bem visível, como se vê na foto abaixo.

Embarque na Linha 10 rumo à Luz ou à Barra Funda

Car­valho citou como os dois prin­ci­pais motivos para a supressão de uma das linhas na Luz o grande movi­mento no cor­redor de bal­de­ação, cau­sado prin­ci­pal­mente pela inte­gração com a Linha 4, e a pos­si­bi­li­dade de passar a usar uma pla­ta­forma para embarque e outra para desem­barque na linha rema­nes­cente. Nesse ponto eu ques­ti­onei a pos­si­bi­li­dade de fusão entre as duas linhas, como era nos anos 1980, por exemplo: a linha amal­ga­mada iria de Rio Grande da Serra a Fran­cisco Morato. Sem titu­bear, ele explicou que isso não é pos­sível no momento, porque a mai­oria das com­po­si­ções que operam na Linha 10 (que, claro, seriam des­ti­nadas à even­tual nova linha junto com as da Linha 7) não têm como vencer as subidas exis­tentes no tra­jeto até Fran­cisco Morato, o que geraria um déficit de trens na linha. Ele deu a entender que a mudança não será revista, ao menos enquanto novas linhas de inte­gração não forem inau­gu­radas, o que poderia desa­fogar a Luz.

Os usuá­rios pre­sentes à reu­nião saíram insa­tis­feitos com o resul­tado, pois tinham espe­rança de con­se­guir reverter a decisão, quem sabe até ali mesmo. Tiveram de se con­formar com o repasse das rei­vin­di­ca­ções à dire­toria da CPTM, mas já come­çaram a se orga­nizar para fazer pro­testos e dis­tri­buir pan­fletos contra a medida. Eu acre­dito que a medida tenha sido tomada com base em cri­té­rios téc­nicos, mas, de fato, duas coisas inco­modam em tudo isso: a pro­vável falta de pla­ne­ja­mento e o fato de a mudança ter sido feita “sor­ra­tei­ra­mente”: sem aviso prévio e em período de férias. Até a reu­nião, ainda não havia nenhum comu­ni­cado ofi­cial da CPTM sobre a mudança ser definitiva.

No dia seguinte à reu­nião o jornal Diário do Grande ABC estampou a seguinte man­chete: “Deci­dido: trens só vão mesmo até o Brás”. A notícia teve 134 comen­tá­rios de lei­tores, pra­ti­ca­mente todos cri­ti­cando a decisão. (Parên­tese: eu deixei um comen­tário ali, o que auto­má­tica e invo­lun­ta­ri­a­mente me inseriu na lista de envio de emails do jornal, con­fi­gu­rando spam. Lamen­tável, pois o DGABC não é nenhum jornal de esquina.) Ontem O Estado de S. Paulo também publicou matéria sobre o assunto — com versão online apenas da nota que acom­panha, falando sobre os bene­fí­cios aos pas­sa­geiros da Linha 7.

Placas: destino Brás na Linha 10

Como se pode ver nas fotos acima, as placas de des­tino já foram tro­cadas em várias esta­ções — e foram em mais, só que passei apenas por estas. Note que em três esta­ções sequen­ciais há três padrões dife­rentes de placas. Na Moóca, fizeram uma gam­bi­arra pare­cida com a que mos­trei pouco mais acima, só que mais ben­feita. O que não fizeram foi atu­a­lizar a cor da linha, que já foi tro­cada duas vezes: de marrom para bege e mais recen­te­mente para tur­quesa. Na Ipi­ranga, as cores já foram tro­cadas, e o “Brás” não parece ser um mero ade­sivo. No Brás, quem desem­barca da Linha 10 vê na pla­ta­forma 1 placas brancas indi­cando “Pla­ta­forma 3: Luz”. Elas têm uma seta mos­trando que, para seguir à Luz é neces­sário trocar de pla­ta­forma, mas parecem mais con­fundir do que escla­recer. Se as placas de des­tino foram alte­radas, os mapas da rede nas esta­ções e nos trens per­ma­necem os mesmos de sempre, todos agora desa­tu­a­li­zados; alguns mais, outros menos. Em Taman­du­ateí, por exemplo, o mapa já traz a con­fi­gu­ração atual da Linha Ama­rela, mas ainda a Linha 10 seguindo até a Luz, isso logo embaixo de uma placa indi­cando Brás como des­tino da pla­ta­forma 1. Ainda há muito o que fazer para padro­nizar a comu­ni­cação visual em todas as esta­ções e, prin­ci­pal­mente, deixar à dis­po­sição dos usuá­rios infor­ma­ções cor­retas e confiáveis.

46 comentários

Ralph Giesbrecht (28)

Bpm. os trens para Santos aca­baram em dezembro de 1995 e não em 1997. Os para Para­na­pi­a­caba em novembro de 2001 e Campo Gtande nunca foi parada da CPTM. Creio que qual­quer trem tenha dei­xado de parar nesse local há muu­u­u­u­uito trmpo. Anos 1970, talvez (chute).

18 de janeiro de 2012, 17:34

Ralph Giesbrecht (28)

Parece que ou meu teclado está muito ruim ou eu é que estou muito ruim…

18 de janeiro de 2012, 17:36

Alexandre Giesbrecht

Minha fonte estava errada, mas já foi cor­ri­gida, assim como o texto aqui em cima. Sobre Campo Grande, ainda hoje andei em um trem com um mapa bem desa­tu­a­li­zado, mos­trando a extensão ope­ra­ci­onal entre Rio Grande da Serra e Para­na­pi­a­caba, com Campo Grande cons­tando no meio das duas:
Mapa desatualizado da CPTM mostra Estação Campo Grande

18 de janeiro de 2012, 17:56

Rosana (5)

Estou na luta. Não me con­formo com a medida sor­ra­teira e injusta da CPTM. Todas as pes­soas com des­tina à Luz embar­cando num único trem que vem de Guai­nazes tem sido mais peri­goso do que deixar como estava. O que ocorre é que nos trens para o ABC a gente espe­rava o desem­barque e entrava. Nos trens para Fran­cisco Morato o pessoa se matava, não dei­xava o pes­soal sair para poder entrar, assim com o pes­soal do Guai­a­nazes ainda faz, mesmo o trem parando vazio na pla­ta­forma 4. Então mexeram com os que, tem teoria, seriam os menos pro­ble­má­ticos, pois caso não se lem­brem (quem ler esta matéria) o pes­soal da linha 7 depre­dram 7 esta­ções há alguns anos por des­con­ten­ta­mento.
Então pena­li­zemos o ABC, com todo o seu valor his­tó­rico e econô­mico. Valo­ri­zemos os que vem de cidades dor­mi­tó­rios.
Lem­brando que o pes­soal do ABC vai até São Paulo e São Paulo vai até o ABC. Não é uma rota de mão única. Muitos pau­lis­tanos também estão insa­tis­feitos.
Mas o buraco é mais embaixo. Não vou depredar trens nem esta­ções, mas enviei denúncia para o Con­sório Inter­mu­ni­cipal do ABC, ao Minis­tério Público, para dois jor­nais apu­rarem, enfim estou aguar­dando a matéria que virá no Diário de São Paulo… as armas uti­li­zadas por mim e pelo que vi no Face pela mai­oria dos usuá­rios pre­ju­di­cados são ins­tru­mentos uti­li­zados pela Demo­cracia. E será assim que ven­ce­remos, temos cer­teza, pois somos cida­dãos de bem e merecedores.

18 de janeiro de 2012, 18:25

Alexandre Giesbrecht

Olá, Rosana. Não se pode fazer esse tipo de gene­ra­li­zação, de que os usuá­rios da Linha 10 seriam “melhores” ou “mais civi­li­zados” que os da Linha 7 ou de qual­quer outra linha. Não é por aí, até porque não faz tanto tempo assim que depre­da­ções eram razo­a­vel­mente cons­tantes em todas as linhas. Isso sem falar que já pre­sen­ciei até brigas na pla­ta­forma 1 da Luz quando ela era usada para embarque e desem­barque da Linha 10 (e da Linha 7 também). A questão não é trans­ferir o ônus para outra linha; do mesmo jeito que os usuá­rios da 10 ficaram revol­tados com a mudança, usuá­rios de outras linhas também fica­riam se fosse outra a linha muti­lada. A questão é achar uma solução que seja boa para todos. Um usuário de Fran­cisco Morato é tão mere­cedor quanto um de Rio Grande da Serra. O caminho que você sugere no último pará­grafo é per­feito, e parece que já há movi­men­tação polí­tica no ABC. Vamos ver no que dá.

18 de janeiro de 2012, 19:02

Bruno Fucci (6)

Eles não atu­a­lizam nem o site que é bem mais facil
http://www.cptm.sp.gov.br/E_REDECPTM/REDE/esquema_estacao.asp?menu=10

18 de janeiro de 2012, 19:48

Alexandre Giesbrecht

É ver­dade. E olha que essa é a parte mais fácil de se atu­a­lizar!
No site da CPTM ainda há informações mostrando a Linha 10 na Luz.

18 de janeiro de 2012, 20:08

João Eduardo (6)

Na Linha 4 já atu­a­li­zaram alguns, mas creio que foi a pró­pria Via Quatro que usou o Paint mesmo. Ficou muito porco. Não tirei foto pois não estava com câmera, mas amanhã mesmo tiro ^^

Outra coisa triste com relação a sina­li­zação visual: Quando inau­gu­raram a estação Luz da Linha 4, ouve um corre-corre pra “atu­a­lizar” os mapas. Mas até hoje não incluíram a inte­gração com a Linha 2 em Taman­du­ateí nem a inte­gração com a Linha 1 na luz, e se quer remo­veram dela da linha 10.

E por isso, muitos ate hoje não sabem da mudança, e se perdem no sis­tema. E isso ajuda a CPTM. Nin­guém sabe mesmo, não vão ligar.

18 de janeiro de 2012, 21:32

Alexandre Giesbrecht

Esse “corre-corre” para colocar a Linha 4 no mapa também foi porco. Sim­ples­mente colaram um ade­si­vinho e pronto. Mesmo em mapas desa­tu­a­li­zados! Há mapas mos­trando Para­na­pi­a­caba, Campo Grande e Pirelli que mos­tram também a inte­gração na Luz com a Linha 4. E só com a Linha 4, porque a com a Linha 1 não é mos­trada, já que não existia na época. Triste isso, e deveria ser pés­simo para a imagem da empresa. Só que não é, vai entender por quê…

18 de janeiro de 2012, 22:07

Rosana (2)

Ale­xandre:
Não é se achar melhor ou mais civi­li­zado, mas a região tem indús­trias, uni­ver­si­dades, hos­pi­tais em que tra­ba­lham pau­lis­tanos, além de nós que tra­ba­lhamos em São Paulo. Mas digo que um morador de Rio Grande da Serra é tão mere­cedor quando Fran­cisco Morato. A CPTM tinha que mexer em uma linha e pegou a que achava que daria menos tra­balho, pelo menos em termos de vio­lência e não pense que 7 esta­ções des­truídas não é uma espécie de ficha cor­rida de uma região. Se eu, sim­ples usuária do sis­tema não esqueci, a CPTM também não. E digo mais, quando nossa linha for jus­ta­mente devol­vida, os pes­soal de Morato não irão gostar nem um pouco. Me revolta quem reclama e nada faz, eu estou fazendo e vi que um pes­soal do Face fazendo também. Foi lá que vi o link desta matéria e o publi­quei também no meu perfil. Tudo que se faz por baixo dos panos, sor­ra­tei­ra­mente, tem coisa errada por trás. Che­guei a escrever para a CPTM (em uma das muitas vezes) e acusar o ide­a­li­zador de morador de Fran­cisco Morato (ou Jun­diaí). No mesmo dia ligou um fun­ci­o­nário que ficou mais de uma hora no tele­fone ten­tando por panos quentes, ten­tando explicar a pes­quisa por amos­tragem e etc. Acha esta ati­tude normal? Vamos ver se os sete pre­feitos do ABC (através do Con­sórcio) tem alguma força polí­tica. Hoje recebi também res­posta da denúncia que fiz ao MP e por ordem do Ouvidor do MP, a denúncia foi enviada ao CAO-Cível (Centro de Apoio Ope­ra­ci­onal das Pro­mo­to­rias de Jus­tiça Cíveis) para as pro­vi­dên­cias cabí­veis.
Enquanto houver vida, há espe­ranças. Não irei desistir tão cedo.
E outro detalhe: se é por motivo de segu­rança que o embarque e desem­barque foi modi­fi­cado, o que dizer do pes­soal que vem de Calmon Viana e do ABC aden­trando no trem que vem de Guai­a­nases descer todos ao mesmo tempo na Estação da Luz, na pla­ta­forma 3, que é ao lado da 2, também de desem­barque de Fran­cisco Morato? Em que isso foi melhor para a Estação da Luz ou para os usuá­rios? Ficou mais peri­goso, mais vul­ne­rável a aci­dentes e furtos.
Grata pelo espaço.

18 de janeiro de 2012, 22:11

Alexandre Giesbrecht

Não acho que a Linha 10 tenha sido a esco­lhida porque “daria menos tra­balho”. Acre­dito no cri­tério téc­nico, de que é a linha que trazia menos usuá­rios à Luz, porque isso é um fato. Mas também acre­dito que seria pos­sível encon­trar uma outra solução, que não tirasse de nenhum usuário de nenhuma linha uma alter­na­tiva. O que não acre­dito é que se tenha 56% de usuá­rios, como foi apre­goado, apro­vando a medida. Ainda que a esma­ga­dora mai­oria dos usuá­rios da Linha 10 não siga até a Luz, para se ter esse índice no mínimo a per­gunta foi mal for­mu­lada, sem deixar explí­cito que a medida envolvia a supressão dos trens da linha na Luz. Nos últimos anos, houve poucas novas esta­ções e inte­gra­ções inau­gu­radas, mas, quando elas ocor­reram, eram novas partes for­mando o sis­tema. Remoção de uma inte­gração é novidade.

18 de janeiro de 2012, 22:25

Rosana (5)

E o que achou do com­por­ta­mento de um fun­ci­o­nário me ligar (para meu celular) e ficar mais de uma hora para defender a CPTM da acu­sação de que o enge­nheiro seria de Fran­cisco Morato ou Jun­diaí? E do fato de três linhas embar­carem em uma que vem de Guai­a­nases (Ferraz, Mogi) na pla­ta­forma que divide as escadas com o desem­barque de Fran­cisco Morato? Achou isso seguro?
Tal cri­tério téc­nico foi somente em uma esta­tís­tica feita por amos­tragem. Claro que o morador de Rio Grande da Serra que desem­barca em Santo André está satis­feito, mas com cer­teza mani­pu­laram a pes­quisa, pois não creio que o mesmo morador ficaria a favor dos trens não irem mais até a Luz.
A mim me per­gun­taram na Estação da Luz, durante o período de obras, em qual estação seria o meu desem­barque. Nada mais.
E por que fazer tudo isso sor­ra­tei­ra­mente? Por que não implan­taram e colo­caram aber­ta­mente os pro­blemas no desem­barque na Luz?
O que vejo todos os dias ao embarcar na pla­ta­forma 4, com des­tino ao Brás é lamen­tável. Um ser­viço que só piorou… E os tais inter­valos que dimi­nuiram são com­pen­sados (nega­ti­va­mente) dentro do trem, que faz o trecho len­ta­mente ou pára para aguardar movi­men­tação do trem a frente. Até nisso piorou para todos, inclu­sive para pes­soal de Guai­a­nases, cuja linha não atende a pró­pria demanda e tem que sofrer um aperto ainda maior e len­tidão para desem­bar­carem na Luz.
Um exemplo foi hoje: no Brás não con­segui embarcar no pri­meiro trem, no segundo fiquei onde sabia que tinha uma porta e desta saiu uma única pessoa e entramos (em 8). Nem pre­ciso dizer que fiz o tra­jeto sem segurar em nenhuma barra pois não tinha como e nem era neces­sário pois estava pren­sada!
Se o cri­tério foi de sermos em menor número, não levaram em con­si­de­ração de que não somos poucos.

18 de janeiro de 2012, 22:53

João Eduardo (6)

Remoção de inte­gra­ções pode ser novi­dade, mas a remoção de esta­ções, desa­ti­va­ções de exten­sões ope­ra­ci­o­nais não é tanta assim. Aliás, esse Expansão São Paulo, pro­grama que alar­deava os feitos do governo, e que hoje nin­guém fala sobre, mais encurtou a malha fer­ro­viária da CPTM, do que real­mente expandiu algo.

E o que me deixa triste, é que nem ten­taram trazer a Linha 10 nova­mente para a Luz. Não sei que melhoria nos trans­portes é essa que remove opções. Parece que não existe esforço para aumentar a malha, as pos­si­bi­li­dades de inte­gração. Parece que não existe von­tade nem mesmo de manter as coisas como eram.

18 de janeiro de 2012, 22:55

Alexandre Giesbrecht

O cri­tério que ima­gino terem usado é o de qual linha tem menos pas­sa­geiros desem­bar­cando na Luz, o que não sig­ni­fica que sejam poucas pes­soas. Jus­ta­mente por não serem poucas pes­soas que acho que era neces­sário achar-se uma solução que não one­rasse nenhuma delas. Também não acho que a decisão tenha sido de uma única pessoa e que isso tenha sido influ­en­ciado pelo fato de o(s) responsável(is) pela decisão morarem em um lugar ou outro. Não me parece seguro o que acon­tece hoje no Brás, mas não sou nenhum espe­ci­a­lista. Também não me parecia segura a forma como eram feitos os embar­ques das linhas 7 e 10 na Luz. Pegaram este pro­blema e solucionaram-no cri­ando outros.

18 de janeiro de 2012, 23:07

Alexandre Giesbrecht

Expansão São Paulo, Inte­gração Centro… muito papo e pouca ação.

18 de janeiro de 2012, 23:09

João Eduardo (6)

Se todas as pro­messas fossem cum­pridas, hoje teríamos um trans­porte ultra-master-blaster-mega rápido, efi­ci­ente, e de grande abran­gência :D

18 de janeiro de 2012, 23:21

João Eduardo (6)

Ale­xandre, sabe me dizer se ori­gi­nal­mente a estação Luz tinha as pla­ta­formas cen­trais? Pes­quisei a res­peito mas não achei nada.

18 de janeiro de 2012, 23:26

Alexandre Giesbrecht

Se fossem cum­pridas, teríamos o Metrô desde a pri­meira metade do século XX… Sobre as pla­ta­formas, ori­gi­nal­mente havia apenas tri­lhos e as pla­ta­formas late­rais, que, acre­dito, não são as mesmas de hoje. Nesta foto, pro­va­vel­mente dos anos 1950, dá para ver bem essa con­fi­gu­ração. Não sei dizer quando foram cons­truídas as pla­ta­formas como são hoje, mas sei que no final dos anos 1980 elas já estavam lá. Sem, claro, a inte­gração sub­ter­rânea, que só foi feita na pri­meira metade dos anos 2000. Ah, que chance foi des­per­di­çada naquela reforma…

18 de janeiro de 2012, 23:40

João Eduardo (6)

É, se a pla­ta­forma cen­tral não fazia parte da con­fi­gu­ração ini­cial, podia tem usado uma con­fi­gu­ração dife­rente, com duas pla­ta­formas cen­trais, e apenas 3 vias — uma para cada Linha. Claro q as pla­ta­formas seriam menores, nem sei se o espaço físico daria pra isso, mas assim, ambas as linhas teriam uma pla­ta­forma para embarque, e outra para desem­barque, e sem a neces­si­dade de se mano­brar os trens. Infe­liz­mente, durante as obras de reforma se pen­sava apenas em duas linhas lá.

18 de janeiro de 2012, 23:44

Aline Freitas (5)

Ale­xandre, só acres­cen­tando algumas informações.

Eu tra­ba­lhava na Rua Vitória e morava em Mauá nesta época e cos­tu­mava pegar o trem para Santos pelo con­forto e agi­li­dade. Ele fazia paradas em Santo André, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Para­na­pi­a­caba, Pia­çagüera, Cubatão e Santos (eu decorei as esta­ções por causa do anúncio pelo alto-falante, embora nunca tivesse feito o per­curso com­pleto). Eu descia em Gua­pi­tuba, que não era uma parada deste trem, mas sempre havia um fun­ci­o­nário da RFFSA que descia em Gua­pi­tuba. Então quando o trem se apro­xi­mava da estação ele dimi­nuia a velo­ci­dade para que o fun­ci­o­nário des­cesse e eu apro­vei­tava aquele ins­tante para descer também. A viagem era mais cara, talvez 3 vezes mais cara que o trem comum mas valia muito a pena. Os carros (série 141) [1] eram de trem de longa dis­tância com bancos acol­cho­ados e portas de aber­tura manual nas estre­mi­dades de cada vagão. Ele seguia pela via elé­trica até Para­na­pi­a­caba onde então con­ti­nuava a viagem rebo­cado numa loco­mo­tiva. Quando foi anun­ciada a sus­pensão do fun­ci­o­na­mento houve revolta e pro­testo por parte dos pas­sa­geiros. Houve um abaixo assi­nado, ten­ta­tivas de diá­logo com a RFFSA mas infe­liz­mente o trecho foi encer­rado obri­gando os pas­sa­geiros a ter que uti­lizar os trens da CBTU, que naquela época cir­cu­lavam com muitos carros depre­dados, super-lotados e com ava­rias constantes.

Já com a CPTM, a ope­ração até Para­na­pi­a­caba (incluindo Campo Grande) foi inter­rom­pida em torno de 1999. O que passou a existir foi uma conexão em Rio Grande da Serra onde ope­ravam os mesmos velhos carros que antes faziam o per­curso até Santos, da série 141.

Os trens de longo per­curso no Estado de São Paulo foram inter­rom­pidos em torno de 1996. Em 1995 eu fiz uma viagem de Mirassol (região de S. J do Rio Preto, no oeste do estado) até a Luz, uma viagem de 12 horas (contra 7 de ônibus). A pas­sagem fer­ro­viária desta viagem foi a metade do preço da pas­sagem rodoviária.

Na Estação da Luz a pla­ta­forma cen­tral servia os trens da CBTU, enquanto as late­rais os trens de longa dis­tância. A pla­ta­forma cen­tral teria sido cons­truída em 1951: “Em 1947, a “Inglesa” (SPR) foi naci­o­na­li­zada com o nome de Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ). Até 1951, foram feitas as obras de recons­trução da estação atin­gida pelo incêndio. O edi­fício ganhou mais um pavi­mento e uma pla­ta­forma cen­tral para o uso do trem metro­po­li­tano.” [2]

[1] http://paparazziferroviario.blogspot.com/2011/09/serie-1100-cptm-e-suas-fases.html
[2] http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2-3_estacao_luz.asp

19 de janeiro de 2012, 2:10

Aline Freitas (5)

Só cor­ri­gindo, a ope­ração até Para­na­pi­a­caba foi inter­rom­pida em 1996 ou 1997. Me lem­brei de um car­naval em que passei acam­pada no Poço das Moças, cacho­eira alcan­çada por uma trilha a partir de Para­na­pi­a­caba. Isso foi em 1997 e me lembro com cla­reza de ter pego essa conexão até Rio Grande da Serra.

19 de janeiro de 2012, 2:47

Alexandre Giesbrecht

Oi, Aline. Que riqueza de deta­lhes! Obri­gado pela contribuição.

19 de janeiro de 2012, 7:21

Ralph Giesbrecht (28)

As datas exatas de fim dos trens em SP, os que sobraram nos anos 1990, foram as seguintes: agosto de 1997 — Mogiana (Campinas-Araguari); novemrbo de 1997 — ramal de Juauia (Santos-Juauia) e Santos-Embu-Guaçu; março de 1998, Araraquara-Barretos (Pau­lista); janeiro de 1999, SP-Presidente Epi­tacio (Soro­ca­bana); São Paulo-Campinas; SJ do Rio Preto-Santa Fé do Sul; março de 2001: o resto, ou seja: Campinas-Panorama, Campinas-SJ do Rio Pretoe Sorocaba-Apiaí. Abraços.

19 de janeiro de 2012, 7:30

Ralph Giesbrecht (28)

Quanto a Para­na­pi­a­caba, com extensão, em Rio Grande da Serra ou não, parou em novembro de 2001. Sob protestos.

19 de janeiro de 2012, 7:32

Roberto (2)

O que eu posso dizer com relação a isso é que esta gestão da CPTM é pés­sima.
Real­mente men­tiram para nós usuá­rios da linha 10 e esta jus­ti­fi­ca­tiva em deixar a linha ter­minar no Brás é bem infun­dada.
Os mesmos usuá­rios desta linha que descem no Brás vai con­ti­nuar indo para a Luz do mesmo jeito e tem outro detalhe a grande mai­oria não uti­liza o Metrô,pois tra­ba­lham no Bom Retiro e na Santa Efigênia,então esse papo de linha ama­rela con­ges­ti­o­nada é ridí­culo.
Quanto ao trem que vai para Guai­a­nases real­mente aquelas pes­soas na grande mai­oria são um bando de ani­mais que dão pan­cada e empurram quem está pela frente para con­se­guir um lugar,já vi agres­sões ver­bais e pes­soas machu­cadas porque quem estava acos­tu­mado assim como eu uti­lizar a linha 10 até a Luz e acon­tece uma mudança radical dessas pega todos de surpresa,para ter que lidar com um deter­mi­nado tipo de com­por­ta­mento .
Estou can­sado de enviar tantas recla­ma­ções e ouvir expli­ca­ções téc­nicas sem nexo daqueles idi­otas da CPTM e STM.
Solução para isso existe mas aquele bando de inú­teis tem pre­guiça de pensar,só estão lá para ganhar seus altos salá­rios e tomar deci­sões erradas apenas isso.

19 de janeiro de 2012, 13:37

Alexandre Giesbrecht

Olá, Roberto. Acho que não se pode gene­ra­lizar os usuá­rios de uma linha por causa de uns poucos mal-educados (que há em todas as linhas) e/ou pelas con­di­ções a eles impostas pela lotação do sis­tema. Não é fácil pegar a Linha 11 no extremo leste todas as manhãs, e isso vai acu­mu­lando até estourar, e estoura com frequência, ainda que nem tudo seja culpa da CPTM. Não jus­ti­fica, claro, mas explica. Também creio que de nada adi­anta xingar a CPTM e seus fun­ci­o­ná­rios; aí é que se perde a razão e qual­quer dis­cussão com a empresa fica pre­ju­di­cada, até aos olhos de quem está de fora e poderia apoiar a causa.

19 de janeiro de 2012, 22:26

Roberto (2)

Olá Ale­xandre.
Bom a questão em si não é gene­ra­lizar essa linha 11,mas quem pega o trem no horário de manhã bem cedo como eu sabe como fun­ci­onam as coisas por lá não dar para fazer vista grossa e achar que está tudo certo pq não está.quanto ao meu ácido comen­tário ele se referiu a dire­toria da empresa por­tanto eu sei que tem maquinistas,seguranças,pessoal da lim­peza e ori­en­ta­dores e outras funções,que tra­ba­lham nas esta­ções que fazem muito bem seu papel,faz a empresa andar.
Agora con­cordar com as deci­sões equi­vo­cadas que esta dire­toria toma pre­ju­di­cando muitas pes­soas sem chance,para mim são pés­simos.
Estas obras de trocas de apa­re­lhos de mudança de vias pelo menos para
mim foi uma grande farsa da CPTM,para nos tirar o direito de ir até a LUZ
uti­li­zando a linha 10.
Estou muito decepcionado,para falar a ver­dade esse tal de Expresso ABC é
outra mentira,só acre­dito vendo.
Falam em expansão,mas nos tirando uma estação.….…estranho.

.

20 de janeiro de 2012, 9:53

Alexandre Giesbrecht

Oi, Roberto. Dis­cordar das posi­ções da empresa e considerá-las equi­vo­cadas é nosso direito, e no texto ori­ginal eu dis­cordo da decisão, por exemplo. Também acho que não está bem expli­cada essa his­tória de só terem deci­dido que a Linha 10 não mais iria à Luz após a supressão até então pro­vi­sória desse trecho. Mas bem dife­rente disso é chamar o pes­soal da empresa, ainda que apenas a dire­toria, de “idi­otas”, “bando de inú­teis” e “preguiçosos”.

20 de janeiro de 2012, 10:16

Rosana (5)

Gente, não estou enten­dendo. Pelo que li a res­peito o tal Expresso ABC irá somente até Taman­du­ateí. Do que ele nos adi­anta se que­remos desem­barcar como antes na Luz?
Nosso foco é o retorno do desem­barque na Luz. A prin­cípio eu che­gava atra­sada no meu tra­balho, hoje tenho que sair mais cedo do que eu saia (e chego mais tarde em casa) por causa de tal mudança, além dos trans­tornos na bal­de­ação (não é apenas descer de um trem e subir em outro), onde a popu­lação oriunda do ABC e Calmon Viana embarcam no Expresso Leste, que além de não atender a demanda pró­pria, deixou de ser expresso pois ele não con­segue chegar na Luz sem esperar a movi­men­tação do trem a frente.
Ou será que todos vão aceitar a sugestão do Sr. Fran­cisco Pier­rine, durante a entre­vista ao SPTV ontem, de que nós temos a opção de desem­barcar no Taman­du­ateí, pegar 2 metrôs para final­mente chegar na Luz e está tudo beleza, estamos recla­mando de bar­riga cheia???
A Estação da Luz está pró­xima (muito pró­xima) à Santa Ifi­gênia, à 25 de Março, à José Pau­lino (só men­ci­o­nando inte­resses do comércio popular) além do Palácio da Polícia Civil, do IIRGD e da Receita Federal. Acre­dite, para os 3 últimos exem­plos vem gente de todo o Estado e não é um fluxo habi­tual, é por neces­si­dades pes­soais.
Tem mais foco para se levar em conta além dos usuá­rios que uti­lizam apenas para tra­ba­lhar.
Alguém por aqui tra­balha de sábado, domingo e feriado como eu?
Pois nestes dias muda total­mente o perfil dos usuá­rios. No sábado é uma mole­cada deses­pe­rada para ir para a Santa Ifi­gênia e de Domingo e feri­ados são pes­soas com as suas famí­lias, cri­anças pequenas, grandes… e mesmo assim, com bal­de­ação no Brás, a CPTM sempre coloca a linha em manu­tenção. Já são alguns anos, a tal manu­tenção não acaba nunca.
Houve um grave inci­dente no último dias das mães, mas eu tola só reclamei com a CPTM, deveria na época já ter levado ao conhe­ci­mento do Minis­tério Público. Talvez ainda haja tempo, pois tenho tudo escrito.

20 de janeiro de 2012, 10:17

Alexandre Giesbrecht

Expresso ABC fora da Luz já não é o ideal; fora do Brás, então, é incom­pre­en­sível. No Brás há um gar­galo, por causa das linhas que sim­ples­mente ter­minam ali. Não é algo sim­ples de resolver, mas duvido que não se possa resolver com o pla­ne­ja­mento certo. Para o Expresso ABC ser implan­tado, serão neces­sá­rios inves­ti­mentos, então pode­riam ampliar um pouco esses inves­ti­mentos e fazer com que ele chege ao Brás. E, já que estamos falando em inves­ti­mentos para chegar ao Brás, poder-se-ia fazer inves­ti­mentos para fazer ele chegar à Luz. Ou ao menos o res­tante da Linha 10, dei­xando o Expresso ABC apenas até o Brás.

20 de janeiro de 2012, 10:34

Ivo Suares (4)

Ale­xandre, a atual estação da Luz nunca teve estru­tura para com­portar 3 linhas da CPTM. Se antes CBTU e CPTM nati­nham 3 linhas era por conta do menor de número de usuá­rios à época. Por exemplo em 1984, cerca de 200 mil pes­soas uti­li­zavam a estação da Luz. Hoje mais de 460 mil pes­soas uti­lizam a estação. A reti­rada tem­po­rária da Linha 10 da Luz era inevitável.

Hoje, a única solução para a lotação da estação Luz está na cons­trução da estação Nova Luz, pro­jeto da CPTM (e da pre­fei­tura de São Paulo) que solu­ci­o­naria os pro­blemas de lotação da estação Luz atual. Segundo o pro­jeto, a estação antiga da Luz abri­garia o Expresso ABC e a Linha 11 enquanto que a Nova Luz abri­garia as linhas 7 e 8.

Por conta do pro­jeto da Nova Luz ter sido incluído dentro do bio­li­o­nário (e impor­tan­tis­simo) pro­jeto de enter­ra­mento da fer­rovia entre Lapa e Brás, a evo­lução do pro­jeto se tornou lenta e depen­dente de uma decisão sobre a implan­tação ou não do enterramento.

Ao invés de plei­tear algo impos­sível e inviável (como o retorno da Linha 10 à atual estação Luz e a manu­tenção de 3 linhas da CPTM nela), os pas­sa­geiros des­con­tentes com essa medida deve­riam brigar pela cons­trução da estação Nova Luz, que é a única maneira de se resolver o problema.

21 de janeiro de 2012, 13:13

Alexandre Giesbrecht

Olá, Ivo. A CBTU nunca man­teve três linhas Luz, pois à época a Linha 11 che­gava apenas ao Brás, então conhe­cida como Roo­se­velt. Não sei como está a coisa da tal Estação Nova Luz, mas ima­gino que a ideia tenha arre­fe­cido depois do fra­casso do pro­jeto Inte­gração Centro.

Vale lem­brar ainda que existem pla­ta­formas aban­do­nadas muito pró­ximas à Luz no sen­tido Brás, que foram usadas quando a estação estava em reforma, na década pas­sada. Essas pla­ta­formas estão hoje em estado con­di­zente com seu aban­dono, mas pode­riam ser ofe­re­cidas como solução, desde que se faça acessos, não só às pla­ta­formas “ori­gi­nais”, como à pró­pria estação de Metrô, que ficaria pra­ti­ca­mente ao seu lado. Esse acesso, inclu­sive, poderia ser usado como alter­na­tiva ao con­ges­ti­o­nado acesso atual.

21 de janeiro de 2012, 13:36

João Eduardo (6)

Ale­xandre. Ini­ci­al­mente, a ideia era levar o Expresso ABC até a Luz. Mas com a remoção da linha para­dora de lá, me ques­tiono se isso se tor­nará rea­li­dade. Isso porque a CPTM argu­mentou, na época da remoção da linha 10, que não queria super­lotar a Luz, devido ser um patrimônio his­tó­rico, além de “faci­litar” os embar­ques na linha 10 e 7.

Então, caso o Expresso tenha seu ponto final lá, a com­pa­nhia mos­traria que seus argu­mentos eram apenas des­culpas esfar­ra­padas. Eu duvido muito que a nova linha passe da Mooca. Parar em Taman­du­ateí seria mais com­pre­en­sível, visto a inte­gração com a linha 2. No Brás não há espaço físico, nem para pla­ta­formas, nem para vias para uma pos­sível inte­gração com a Luz.

É triste isso sabe. Um pro­jeto tão lindo, que a tempos está enga­ve­tado, quando final­mente sai, vem meia boca sabe. Isso demonstra que o governo não tem intenção de reduzir a super­lo­tação. A sen­sação que passa é que esse pro­jeto só vai sair do papel, para depois ser usado a favor do governo.

De que adi­anta, se não resolvem os pro­blemas? Quinta fui até a Luz no horário de pico da tarde, para voltar e ver como é a situ­ação. Não tive coragem de entrar no trem. Esperei na sacada o melhor momento pra embarcar. Havia muito empurra-empurra, gente gri­tando, xin­gando. Quando tomei coragem, por volta das 7:30, a situ­ação já estava um pouco mais tran­quila. Um pouco. Já na pla­ta­forma, esperei todos entrarem, para embarcar. Me dirigi a porta que a CPTM julga ser mais fácil para descer no Brás.

Um detalhe: esperei todos entrarem, e mesmo assim não fiquei pró­ximo a porta, pois é normal embarcar pes­soas de última hora, nada de estranho nisso. Mas também tem usuá­rios que, mesmo não tendo como des­tino a estação Brás, ficam na porta. O trem não estava tão lotado quando embar­quei. Não digo que era pos­sível todos estarem no cor­redor, mas tem gente que nem tenta sabe, e quando você se dirige a porta, um pouco antes do trem chegar na estação Brás, alguns usuá­rios não ajudam sabe. Ainda acham ruim, mesmo você sendo edu­cado, pedindo licença. Mas enfim, a viagem não foi tão estres­sante, pois não tive coragem de embarcar em pleno horário de pico, às 6 ou antes.

Mas o que me sur­pre­endeu, foi na hora do embarque no Brás. A Saída do trem, apesar de alguns usuá­rios na porta como disse, foi tran­quila. A trans­fe­rência de pla­ta­forma também, apesar de sempre haverem usuá­rios parados no lado esquerdo. O que me deixou triste foi o embarque na linha 10. Esperei um trem sair, e me dire­ci­onei num dos pontos de aber­tura da porta, o último para ser mais pre­ciso. Com o tempo de espera — aliás, bem maior do que 5 minutos — a pla­ta­forma começou a lotar. Quando o trem final­mente chegou, a pla­ta­forma estava lota­dís­sima, e todos me empur­raram quando o trem abriu a porta.

Fiquei bas­tante cha­teado. Isso mostra que, não existe essa coisa de “linha mais edu­cada” ou “bando de ani­mais”. Não é cabível gene­ra­lizar, atri­buir uma ati­tude a todos tendo como base somente alguns. Muitos elo­giam a linha 10 e seus usuá­rios, mas isso não sig­ni­fica que todos são edu­cados. Assim como a linha 11 não é só feita de “animais”.

Claro, tenho cons­ci­ência de que essa cena não se repetiu no Expresso porque fui o último a embarcar. Já passei por situ­a­ções bem piores nesse Expresso. E não é neces­sário ser horário de pico. Já vi grá­vidas empur­rarem, usuá­rios loucos para entrarem no trem, sendo que ele estava vazio. Isso não sig­ni­fica que todos os usuá­rios de lá são assim. Mas con­fesso que não espe­rava uma ati­tude assim dos usuá­rios daqui. Nor­mal­mente o que mais ocorre na nossa linha são usuá­rios que embarcam pelo lado esquerdo da porta, inclu­sive os de São Cae­tano, já que alguns de lá se julgam “supe­ri­ores” — um troll veio dizendo isso num fórum por ai ¬¬

Por fim, rea­firmo minha decepção com a CPTM. Não há ponto de chamar a pró­pria empresa de idiota. Embora entenda o pen­sa­mento de quem o faça. Pois penso que quem tra­balha em uma empresa, está lá porque con­corda com as ati­tudes e ide­o­lo­gias da mesma. Não tra­ba­lharia em uma empresa na qual não con­cordo com algumas ati­tudes ou posi­ci­o­na­mentos. Claro, existem vários outros fatores. No final das contas, todos nós tra­ba­lhamos para poder nos sus­tentar. E quando a neces­si­dade aperta, as vezes nos vemos em empresas que, digamos, não nos sim­pa­ti­zamos muito.

A CPTM não é feita só dos diri­gentes, que tomaram essa ati­tude. Aliás, na com­pa­nhia eles são minoria. Mas são eles que decidem, infe­liz­mente. Não é raro fun­ci­o­ná­rios se sim­pa­ti­zarem e até aju­darem nos movi­mentos de pro­testo, dis­tri­buindo pan­fletos aos usuá­rios. Eles também estão insa­tis­feitos com a mudança. Mas nessas horas não tem greve, não tem sin­di­cato sabe… Essa greve eu apoi­aria, ao con­trário da outra…

21 de janeiro de 2012, 21:27

Alexandre Giesbrecht

Exa­ta­mente, João: o pro­blema não é que os usuá­rios da zona leste ou da região de Fran­cisco Morato seriam “mais mal-educados”, mas, sim as con­di­ções de cada linha (e, con­se­quen­te­mente, de cada pla­ta­forma) no momento do embarque. Se você começar a segurar trens, cau­sando “bololô” na pla­ta­forma, até na quase deserta Estação Sumaré do Metrô você vai pre­sen­ciar cenas de sel­va­geria. Que é algo que não deveria ocorrer em nenhuma con­dição, mas é algo que parece ine­vi­tável no Brasil.

Sobre a Linha 10 na Luz, comentei logo acima que as pla­ta­formas aban­do­nadas podem ser uma opção viável, mas isso exi­girá muito inves­ti­mento ali, e cer­ta­mente alguns anos entre ide­a­li­zação, pro­jeto, apro­vação, cons­trução e inau­gu­ração. Mas acre­dito ser pos­sível fazer, já que o pro­blema não está nas vias de acesso entre Brás e Luz, mas, sim, nas pla­ta­formas da última. Tudo isto posto, rei­tero meu pro­fundo des­con­ten­ta­mento com a maneira como tudo foi feito. Já mos­trei no texto acima que os estudos da Linha 4 con­tem­plavam o movi­mento que existe hoje, então qual­quer “sur­presa” que tenha aco­me­tido a CPTM demonstra falta de pla­ne­ja­mento, no mínimo. Se a empresa tivesse sido trans­pa­rente desde o início, com pes­quisas que demons­trassem suas inten­ções — em vez de per­guntas gené­ricas —, a situ­ação poderia ser resol­vida de outra maneira.

22 de janeiro de 2012, 8:44

Clayton (1)

Alexandre,boa tarde!
Esta mudança da linha 10 tem cau­sado inú­meros trans­tornos para quem pre­cisa ir até a Luz.
O expresso leste já é lotado e colo­cando usúa­rios a mais pro­ve­ni­entes da linha 10 só poderia dar nisso descontentamento,xingamento etc…
Pelo visto esta atual dire­toria da CPTM está se tor­nando espe­ci­a­lista em tomar deci­sões erradas,eles con­sertam uma coisa e estragam outras.
O horário de pico é ter­rível tanto de manhã quanto a tarde,realmente existem pes­soas que se aco­to­velam e forçam as portas dos trens a ponto de quase arrancá-las,pode parecer exa­gero mas quem uti­liza esta linha sabe o que estou falando.
E o mais irô­nico é o governador,prefeito e outros andando de trem fora do horário de pico e até com um carro iso­lado para eles fazendo média com a his­tória da copa do mundo dando a entender que tudo é perfeito,mas não é.
Quanto ao Expresso ABC Luz-Mauá como já estão dizendo por aí,acredito que não sairá do papel com tanta facilidade,pois ana­li­sando o trecho com cer­teza teria que fazer desa­pro­pri­a­ções e fazer alguma mudança de tra­çado e adaptar algumas esta­ções.
Temos que aguardar para ver no que tudo isso vai dar,tomara que acon­teçam coisas boas para nós usuá­rios prin­ci­pal­mente da linha 10.

Clayton-Ribeirão Pires-SP

22 de janeiro de 2012, 12:38

Alexandre Giesbrecht

É, Clayton. O maior pro­blema que vejo com o expresso (qual­quer um pro­posto) é a falta de vias. Ima­gino que exista alguma solução téc­nica para que você tenha vários trens para­dores e um expresso uti­li­zando duas vias, mas não sei como isso pode ser feito de uma maneira segura. Por enquanto, tudo que ouvi sobre os expressos — Expresso ABC e expresso Pinheiros–Barueri — foi em repor­ta­gens de jor­nais, nada téc­nicas, que podem estar apenas repro­du­zindo as famosas pro­messas de políticos.

22 de janeiro de 2012, 12:48

Ivo Suares (4)

Ale­xandre, não é pos­sível manter a Linha 7 e a Linha 10 na Luz uti­li­zando apenas uma pla­ta­forma para embarque e desem­barque, pois causam tumultos nos embarques/desembarque e atrasam o inter­valo da linha por conta do tempo per­dido em mano­bras. E obras para ampli­ação da capa­ci­dade na velha Luz são impos­sí­veis de ser rea­li­zadas por conta do tom­ba­mento da estação (a obra de cons­trução dos acesso sub­ter­râ­neos foi feita de forma bem modesta por conta do tom­ba­mento). A estação Luz não possui capa­ci­dade para receber meio milhão de pas­sa­geiros por dia.

O pro­jeto da Nova estação Luz não fra­cassou, está em anda­mento e é fun­da­mental para a ope­ração da CPTM. Porém os pas­sa­geiros da CPTM deve­riam rei­vin­dicar sua implan­tação (que irá bene­ficar pas­sa­geiros das Linhas 7, 8 10 e 11), pois do con­trário, a Linha 10 nunca vol­tará para a antiga estação da Luz.

23 de janeiro de 2012, 5:12

Alexandre Giesbrecht

Ivo, o que eu sugeri não era mantê-las com a con­fi­gu­ração que vigorou até meados do ano pas­sado. A ideia é tentar rea­pro­veitar as pla­ta­formas aban­do­nadas que exsitem hoje além da Rua Flo­rêncio de Abreu, que, creio, estão fora da área de tom­ba­mento, mas pró­ximas o bas­tante para que se per­mita uma inte­gração. Pró­ximas, inclu­sive, da estação de Metrô, o que ser­viria até para desa­fogar o atual cor­redor de ligação entre as esta­ções da CPTM e de Metrô.

23 de janeiro de 2012, 6:52

Rosana (5)

As tais pla­ta­formas aban­do­nadas servem, de vez em quando de esta­ci­o­na­mento pois já vi veí­culos par­ti­cu­lares esta­ci­o­nados lá e estão caindo aos pedaços, aban­do­nada mesmo. Isso que é pre­o­cu­pação com patrimônio his­tó­rico da huma­ni­dade.
O que não entendo é: se a Luz não com­porta meio milhão de pas­sa­geiros dia, isso não os impede de ir até lá. E eu, uma destas usuá­rias tenho que desem­barcar na pla­ta­forma 1 do Brás, pegar uma escada rolante com cen­tenas de pes­soas, ir até o fundo, pois as pri­meiras escadas da pla­ta­forma 2 e 3 só sobem, descer nova­mente embo­lada na mul­tidão e embarcar no expresso leste que não suporta a pró­pria demanda.
Antes o pes­soal que vem de Camom Viana embar­cava no Brás no trem vindo do ABC. Hoje esse pes­soal também com­par­tilha a mul­tidão do expresso leste. Se algum de vocês não tem visto esse “bololô” de gente, estão pegando trem no horário errado. Quando eu embarco eu não tenho onde segurar e nem pre­ciso…
Em que essa mudança ajudou? Pode ter aju­dado a CPTM mas não aos usuá­rios e este é o foco. Quem não tem com­pe­tência para geren­ciar GENTE, carga HUMANA, deveria sair e deixar para outras pes­soas melhores pre­pa­radas. E não estou falando de fun­ci­o­ná­rios de car­reira da empresa, mas sim de cargos polí­ticos, dados em troca de apoio e votos e não por ser a pessoa certa no lugar certo.
Este indi­víduo vai embora mudando o secre­tário, mudando o gover­nador mas as con­sequên­cias de suas mudança não.
Estou demo­rando meia hora a mais no meu tra­jeto então onde o dis­curso de que os horá­rios ficaram melhores é ver­da­deiro?
Eu ainda acho que a linha10 deve voltar para a LUZ, ponto de vista de quem está sendo mas­sa­crado na expresso leste e não ponto de vistá téc­nico.
Esse é o meu ponto de vista e dos demais usuá­rios leigos como eu que NUNCA ouviram falar da NOVA LUZ. Aqui, neste canal foi a pri­meira vez.
Então por favor, levem em con­si­de­ração que não enten­demos de trá­fego fer­ro­viário bem como de sua com­ple­xi­dade mas como usuá­rios pagantes devemos e podemos cobrar solu­ções que nos ajudem e não nos atra­palhe.
Repito: a forma atual está mais peri­gosa pois tiraram um fluxo que desem­bar­cava na pla­ta­forma 1 e o jogaram na linha mais popu­losa e jun­taram as três (não vamos esquecer de Camom Viana) para descer ao mesmo tempo na mesma pla­ta­forma, com­par­ti­lhando as mesmas escadas inclu­sive do desem­barque de Fran­cisco Morato.
Só no Brasil os con­su­mi­dores não tem razão, lem­brando sempre que o ser­viço é pago, não via­jamos de graça.
E antes de me acharem uma chata pen­telha, quero avisar que há 14 anos eu dou pal­pite na vida da CPTM, ini­ci­al­mente nos livros pretos de ocor­rência de cada estação, mas sempre com o intuito de ajudar a melhorar o ser­viço, nunca para brigar com a empresa (como agora). E muitas de meus pal­pites foram aca­tados, como por exemplo aumentar a gra­du­ação do ar con­di­ci­o­nado nos trens espa­nhóis (não é do tempo de vocês meninos) que era um ver­da­deiro fre­ezer e tirar a música ambi­ente (era sempre o mesmo CD) e isso dei­xava todo mundo extre­ma­mente ner­voso. Se vari­asse ou fosse uma frequência de rádio tipo Alpha vá lá, mas tinha dia que era ser­ta­nejo e isso é gosto pes­soal. Enfim… a gente molda o ser­viço de acordo com a neces­si­dade do cli­ente e não o con­trário. Isso é saber gerir.

23 de janeiro de 2012, 13:39

Alexandre Giesbrecht

Oi, Rosana. Por isso que eu digo que, para as pla­ta­formas aban­do­nadas come­çarem a ser usadas, seriam neces­sá­rios anos. Infe­liz­mente. Mas parece ser uma opção que sequer é con­si­de­rada. (Sobre usuá­rios que seguem indo à Luz, não neces­sa­ri­a­mente todos vão para lá sem essa opção, já que nem todos tinham a Luz como des­tino final e seriam “diluídos” pelo sis­tema, seja no Brás ou em Taman­du­ateí. Óbvio que vários usuá­rios da Linha 10 seguem desem­bar­cando na Luz, mas não são todos. Quantos? Não faço ideia.) Eu sou a favor de que a Linha 10 volte à Luz, mas, havemos de admitir, da maneira como era antes sim­ples­mente não vai mais acon­tecer, porque a CPTM não vai deixar. Temos, pois, de encon­trar e debater solu­ções alter­na­tivas, sejam elas as pla­ta­formas aban­do­nadas ou a Estação Nova Luz — solução esta que traz con­sigo o lamen­tável fecha­mento da Estação Júlio Prestes.

23 de janeiro de 2012, 14:28

Ivo Suares (4)

Ale­xandre Gies­brecht, essa obra não é viável pelos seguintes motivos:

- Tom­ba­mento da estação (que impede grandes modi­fi­ca­ções na mesma)

- A estru­tura física das esta­ções do metrô impede a cons­trução de um túnel nessa região proposta

- O pro­jeto da estação Nova Luz já com­templa um novo túnel de inte­gração entre ela ‚a velha luz e as esta­ções de metrô.

Rosana, a mudança bene­fi­ciou os pas­sa­geiros da Linha 7, que agora não pre­cisam usar a mesma pla­ta­forma para embarque e desem­barque. O pró­prio Ale­xandre já retratou essa situ­ação aqui, onde pas­sa­geiros da Linha 7 lutavam entre si para rea­lizar embar­ques e desem­bar­ques, enquanto que a pla­ta­forma (ante­ri­or­mente) usada pela Linha 10 estava vazia.

Por conta disso a situ­ação atual é mais segura que a situ­ação ante­rior. O pro­jeto da estação Nova Luz é recente (2009), por isso que ele é um tanto desconhecido.

Para sua rea­li­zação será neces­sário desa­tivar o pátio e as ofi­cinas da Luz, uti­li­zados para a manu­tenção dos trens das linhas 7 e parte da frota da linha 10 (a CPTM está cons­truindo novos pátios em Fran­cisco Morato, Mauá, além de pla­nejar a reforma do pátio da Lapa).

No memso ano, a pre­fei­tura rea­lizou estudos sobre o enter­ra­mento da fer­rovia entre Lapa e Brás, e acabou englo­bando essa pro­posta da estação Nova Luz.

Esse pro­jeto é essen­cial para o futuro da CPTM pois os seus mai­ores ter­mi­nais (Barra Funda, Luz e Brás) já atendem mal seus pas­sa­geiros por conta de rece­berem uma demanda maior que a capa­ci­dade dos mesmos. A ampli­ação dessas esta­ções é inviável, seja por falta de espaço, custo, tombamento,etc. Por isso que os pas­sa­geiros da CPTM devem lutar pela sua implantação.

Pro­jeto estação Nova Luz (2009)
(obs: so site abaixo, pro­curem na seção pro­jetos)
http://www.valentearquitetos.com.br/
http://200.152.209.35/~valentea/imagem/pu_estacao_luz.jpg

Pro­jeto de enter­ra­mento do trecho Lapa — Brás (2009)
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:jc-5ItH7OcYJ:dc343.4shared.com/download/BVzOBihb/CAPTULO_10_-_Tronco_Metropolit.docx

23 de janeiro de 2012, 14:29

Alexandre Giesbrecht

Oi, Ivo. Não sei se a questão do tom­ba­mento afeta o trecho onde estão as pla­ta­formas aban­do­nadas, pois já está além do via­duto da Rua Flo­rêncio de Abreu. Have­ríamos de veri­ficar. A arqui­te­tura da estação de metrô também poderia ser adap­tada. Não sou nenhum espe­ci­a­lista, mas enge­nheiros e arqui­tetos cos­tumam con­se­guir solu­ci­onar pro­blemas como esse. Já o enter­ra­mento do trecho entre Lapa e Brás, que teve bas­tante des­taque na imprensa no ano pas­sado, eu não acre­dito que sairá do papel. E cer­ta­mente, se sair, não fun­ci­o­nará em menos de dez anos, o que não resolve o pro­blema ime­diato dos usuá­rios da Linha 10. Outra alter­na­tiva que deveria ser ana­li­sada com mais afinco é a uni­fi­cação das Linhas 7 e 10, que resol­veria o pro­blema das pla­ta­formas na Luz (menos do que como está hoje, claro, mas bem mais do que era antes). O pro­blema para isso é que muitos trens da Linha 10 não aguentam as subidas da Linha 7, então seria neces­sário um grande inves­ti­mento em novas com­po­si­ções, além do tempo neces­sário para que elas sejam entre­gues, o que também levaria alguns anos. Não há solução barata, e muito menos não há solução fácil.

23 de janeiro de 2012, 14:51

Rosana (2)

Como usuária assídua há 14 anos (em outubro com­ple­tarei 15) garanto que só via pla­ta­forma 1 vazia em raros horá­rios ou em alguns feri­ados (não todos). Os usuá­rios da linha7 podem até ser mai­ores que da linha10, mas nem por isso poucos.
Só sei que com tudo isso, a linha10 está a cada ano que passa mais curta. Em breve irão extin­guir Rio Grande da Serra e desem­bar­ca­remos no Taman­du­ateí, pois como o Sr. Fran­cisco Pier­rine: é uma das opções para quem tem des­tino até a Luz. Acre­dito que ele real­mente acre­dite nisso, que para ir até a Luz farei 2 bal­de­a­ções (fora o tempo per­dido) para não ter o trans­torno de bal­dear via Expresso Leste. Ou talvez seja esse o obje­tivo afinal de contas: ao se depar com as difi­cul­dades, a gente mude o per­curso e com isso via­bi­lize esta­tis­ti­ca­mente as via­gens somente até o Taman­du­ateí, resol­vendo o pro­blema da super popu­lação da Luz e do Brás.
Meninos, pelo menos um me res­ponda o que estou per­gun­tando há varios posts, para a CPTM e até agora nin­guém me res­pondeu:
Se é por motivo de segu­rança que o embarque e desem­barque foi modi­fi­cado, o que dizer do pes­soal que vem de Calmon Viana e do ABC aden­trando no trem que vem de Guai­a­nases descer todos ao mesmo tempo na Estação da Luz, na pla­ta­forma 3, que é ao lado da 2, também de desem­barque de Fran­cisco Morato? Em que isso foi melhor para a Estação da Luz ou para os usuá­rios?
Eu estou adver­tindo a CPTM para o fato já tem um tempão. Depois que algo acon­tecer, seja um pas­sa­geiro piso­teado ou coisa do tipo nin­guém pode dizer que não avisei. Estou lá, vivendo isso no meu dia a dia. Não sou mera observadora…

23 de janeiro de 2012, 16:02

Alexandre Giesbrecht

Não sei qual é a posição ofi­cial da CPTM, mas, da maneira como vejo, a segu­rança foi melho­rada na Luz, enquanto no Brás não sofreu grande piora, pois o volume de usuá­rios que vêm da Linha 10 e querem seguir para a Luz é baixo. Ou seja, o pro­blema de segu­rança no Brás já existia antes, com a “junção” dos usuá­rios das linhas 11 e 12 na Linha 11 para seguir à Luz, e a adição do pes­soal da Linha 10 em pouco afetou o volume de usuá­rios. Mas duvido que a CPTM vá ela­borar muito sobre o assunto se ques­ti­o­nada. Quanto ao desem­barque na pla­ta­forma cen­tral da Luz, acaba sendo mais seguro do que era antes, pois não há o volume de usuá­rios da Linha 7 que­rendo acessar a pla­ta­forma e eles podem colocar todas as escadas rolantes des­cendo, ao con­trário do que ocorria antes. A pla­ta­forma cen­tral con­tinua bas­tante lotada, claro (pre­sen­ciei hoje de manhã mais uma vez a con­fusão que é quando os dois trens chegam ao mesmo tempo). Com­pa­rado a como era antes está mais seguro, mas ainda não se pode dizer que seja 100% seguro; longe disso.

23 de janeiro de 2012, 16:21

Rosana (5)

DIÁRIO DE BORDO:

30/01/2012 – Segunda-feira:

07h43: che­guei na estação de San­to­André mas não embar­quei pois o trem já estava com as portas fechadas e foram havia mais de 15 pes­soas em cada porta que não con­se­guiram embarcar.

07h49: Con­segui embarcar em uma com­po­sição abar­ro­tada, não con­segui sequer chegar nas extre­mi­dades de tão cheia

08h22: Desem­barque no Brás.

08h29: Embarque no Expresso Leste.

08h39: Horário que o Expresso Leste fechou a porta pois estava aguar­dando movi­men­tação do trem a frente.

08h48: Desem­barque na Luz depois de quase uma hora do embarque em Santo André.

Obs: em todo o tra­jeto eu não con­segui sentar em nenhuma estação.

PS: antes do dia 06 de Agosto de 2011 eu embar­cava em Ribeirão Pires, retor­nava a Rio Grande da Serra para poder sentar e do RGS até a Luz eram 56 minutos.

Onde isso melhorou???

30 de janeiro de 2012, 22:31

Marcelo (1)

Poucos desen­ten­di­mentos ocor­ridos??? Eu peguei por quatro vezes e em todos eu pre­sencei muita falta de res­peito entre os usuá­rios, las­ti­mável sem contar que demora muito mais e muito mais des­con­for­tável realmente.

2 de fevereiro de 2012, 21:53

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