A antiga Estrada de Ferro Santos–Jundiaí deixou de alcançar Santos com trens de passageiros de longo percurso em 1997 1995. Em 2002, foi a vez de Paranapiacaba e Campo Grande deixarem de ser atendidos pela CPTM. Agora, no final de 2011, foi extirpado o miolo da Santos–Jundiaí, que já não existia no nome e agora não existe nem mais no já limitado percurso: a Linha 10 da CPTM não mais atinge a Estação da Luz.
Esclarecimento inicial: a foto acima foi usada apenas pelo seu sentido metafórico. Quando ela foi batida, em 30 de novembro de 2010, ainda estava longe de ocorrer a supressão dos trens da Linha 10 com destino à Luz. Ela, na verdade, mostra que o embarque de passageiros rumo à Luz na Estação Tamanduateí tinha sido redirecionado para a plataforma 2, em vez da plataforma normal, a 3. Curiosamente, foi após bater essa foto que eu fui abordado pela primeira vez por um segurança terceirizado da CPTM ao fotografar uma estação.
Até junho passado, a plataforma 1 da Estação da Luz era reservada para o embarque e desembarque da Linha 10-Turquesa, que vem de Rio Grande da Serra e da região do ABC para o centro de São Paulo, com a plataforma 2 atendendo ao embarque e ao desembarque da Linha 7-Rubi — a plataforma 3, por sua vez, atendia ao desembarque da Linha 11-Coral, com a plataforma 4 atendendo ao embarque da mesma linha. Dessa maneira, a linha mais movimentada que passava pela Luz tinha plataformas distintas para embarque e desembarque. No final daquele mês foram anunciadas obras nas vias férreas das proximidades da Luz, e a configuração das plataformas mudou provisoriamente. O embarque e o desembarque da Linha 11 passou a ser feito na plataforma central (2 e 3), com a Linha 7 passando a ser atendida na plataforma 4 e nada mudando para a Linha 10-Turquesa. Felizmente, essa configuração era provisória, pois causava intermináveis filas para os passageiros da Linha 7, tanto para os que embarcavam como para os que desembarcavam, já que há menos escadas atendendo a plataforma 4 do que a plataforma central. A foto abaixo é um bom retrato do que ocorria durante esse período: enormes e desorganizadas filas para acessar uma única escada rolante de acesso à plataforma, com outra escada rolante (aparecendo à esquerda na foto) reservada para o desembarque, assim como uma escada fixa um pouco mais atrás.
Em 6 de agosto, as plataformas voltaram à configuração normal, exceto pela Linha 10, que passou a ter como ponto final a Estação Brás, porque as obras na via agora estavam do outro lado da Estação da Luz. Os acessos à plataforma 1 passaram a ficar fechados. A CPTM distribuiu panfletos onde se lia: “A partir de 6 de agosto, a CPTM vai executar a troca dos aparelhos de mudança de via na Estação Luz [sic]. Portanto, os trens da Linha 10-Turquesa partirão da Estação Brás. Com o novo sistema, mais moderno e eficiente, vai ser possível reduzir o tempo de viagem.” Note que no cartaz não é mencionado que a linha voltará a operar na Luz. Entretanto, segundo diversos usuários havia aviso no site da CPTM informando que a mudança seria por apenas sessenta dias — não é possível encontrar mais no site da CPTM qualquer aviso a respeito, pois a seção de notícias traz apenas os últimos dois meses, indo atualmente até meados de novembro. Ao longo das obras, quem vinha pela Linha 10 e tinha como destino a Luz era obrigado a pegar o trem da Linha 11 no Brás para seguir viagem ou baldear duas vezes no Metrô. Os sessenta dias teriam terminado no início de outubro, mas as obras só foram concluídas em dezembro.
No dia 19 de dezembro constatei que os trens da Linha 7 estavam chegando à plataforma 1 na Luz e seguiam partindo da plataforma 2. Tuitei a informação, seguida de um questionamento ao Twitter oficial da CPTM: “Será que isso significa que a Linha 10 não voltará mais à Luz?” No dia seguinte, a resposta: “Obras de vias na Luz estão prontas; CPTM avalia estratégia na Linha 10 com terminal na Estação Brás para melhorar a segurança do fluxo de usuários.” Confirmação, mesmo, nada, mas a mensagem já dava uma ideia do que estava por vir. No dia 27, uma notícia dava conta de que a CPTM tinha alterado “o modelo operacional nas linhas 7 e 10″, mas o conteúdo em nenhum momento fala com todas as palavras que a Linha 10 não mais alcançaria a Estação da Luz. O tom é de uma mudança mínima, quase sem impacto.
Quase sem impacto? Bem, no último dia 11 um grupo de usuários, reunido por mobilização no Facebook, reuniu-se na Estação Brás com o gerente de Relacionamento da CPTM, Sérgio Carvalho, para discutir a situação. A posição de Carvalho não era das mais confortáveis: defender, diante de pouco mais de vinte pessoas, uma decisão impopular da empresa, sendo que boa parte de sua audiência chegara ali “com pedras nas mãos”. Ele explicou que a decisão foi técnica, não política, e culpou a abertura em tempo integral da Linha 4-Amarela do Metrô. De fato, foi a Linha 4 que injetou milhares de novos usuários na Luz, especialmente depois de ela passar a funcionar no mesmo horário que o restante do sistema. O que eu questiono é o planejamento para isso, já que a nova linha não brotou de esporos do dia para a noite. Segundo Carvalho, a média de usuários da nova linha esperada era bem inferior ao número que acabou se mostrando real quando ela passou de fato a operar.
O problema é que ou isso demonstra um furo de planejamento ou os números estão incorretos. Ele falou em previsão de quatrocentos mil usuários por dia na Linha 4, mas em maio passado, cinco meses antes da operação em horário integral, o governo paulista já trabalhava com um cálculo entre 700 mil e 750 mil passageiros diários. Quando da abertura em tempo integral, inclusive aos domingos (em 16 de outubro), o volume diário de passageiros transportados pela Linha 4 estava em “apenas” 425 mil, abaixo da projeção divulgada pela concessionária ViaQuatro, que opera a linha. Não encontrei registros de a Linha 4 ter transportado mais de setecentos mil usuários por dia até agora.
A CPTM tinha aventado outra possibilidade, a de mudar o terminal da Linha 7 da Luz para a Barra Funda, estendendo até esta estação a Linha 10. Essa opção, claro, agradaria aos usuários da Linha 10, embora certamente fosse causar um mal estar semelhante entre os da Linha 7. Dois motivos foram alegados pela empresa para mutilar a Linha 10, em vez da Linha 7: (1) há um número maior de passageiros rumo à Luz na Linha 7 do que na Linha 10; e (2) haveria necessidade de mais composições na Linha 10 para atender a um trajeto maior, o que seria necessário se o terminal da Linha 10 passasse a ser a Estação Palmeiras-Barra Funda. Eu ainda adicionaria um fator: se a Linha 7 acabasse na Barra Funda, essa linha teria apenas uma integração com outras linhas, de trem ou de Metrô, na própria Barra Funda, contra quatro da Linha 10 (as atuais Tamanduateí e Brás, além de Luz e da Barra Funda). Quem conhece as plataformas que atendem a Linha 7 na Barra Funda consegue imaginar o caos que seria se ali fosse o terminal da linha.
Vale lembrar que na primeira metade da década passada, quando a Estação da Luz passou pelas obras que criaram os átrios subterrâneos que fazem a ligação com as atuais estações de metrô homônimas, o ponto final das linhas 7 e 10 foi mudado para a Barra Funda por alguns meses. Os resquícios dessa mudança provisória parecem cada vez mais permanentes: em alguns trens circulando na Linha 7 ainda é possível encontrar um mapa da linha indicando a Barra Funda como baldeação entre as duas linhas e, na Estação Moóca, ao menos até o início de 2011 ainda era possível ver nas placas indicando o embarque rumo à Luz o adesivo cobrindo o antigo “Barra Funda”, que ainda era bem visível, como se vê na foto abaixo.

Carvalho citou como os dois principais motivos para a supressão de uma das linhas na Luz o grande movimento no corredor de baldeação, causado principalmente pela integração com a Linha 4, e a possibilidade de passar a usar uma plataforma para embarque e outra para desembarque na linha remanescente. Nesse ponto eu questionei a possibilidade de fusão entre as duas linhas, como era nos anos 1980, por exemplo: a linha amalgamada iria de Rio Grande da Serra a Francisco Morato. Sem titubear, ele explicou que isso não é possível no momento, porque a maioria das composições que operam na Linha 10 (que, claro, seriam destinadas à eventual nova linha junto com as da Linha 7) não têm como vencer as subidas existentes no trajeto até Francisco Morato, o que geraria um déficit de trens na linha. Ele deu a entender que a mudança não será revista, ao menos enquanto novas linhas de integração não forem inauguradas, o que poderia desafogar a Luz.
Os usuários presentes à reunião saíram insatisfeitos com o resultado, pois tinham esperança de conseguir reverter a decisão, quem sabe até ali mesmo. Tiveram de se conformar com o repasse das reivindicações à diretoria da CPTM, mas já começaram a se organizar para fazer protestos e distribuir panfletos contra a medida. Eu acredito que a medida tenha sido tomada com base em critérios técnicos, mas, de fato, duas coisas incomodam em tudo isso: a provável falta de planejamento e o fato de a mudança ter sido feita “sorrateiramente”: sem aviso prévio e em período de férias. Até a reunião, ainda não havia nenhum comunicado oficial da CPTM sobre a mudança ser definitiva.
No dia seguinte à reunião o jornal Diário do Grande ABC estampou a seguinte manchete: “Decidido: trens só vão mesmo até o Brás”. A notícia teve 134 comentários de leitores, praticamente todos criticando a decisão. (Parêntese: eu deixei um comentário ali, o que automática e involuntariamente me inseriu na lista de envio de emails do jornal, configurando spam. Lamentável, pois o DGABC não é nenhum jornal de esquina.) Ontem O Estado de S. Paulo também publicou matéria sobre o assunto — com versão online apenas da nota que acompanha, falando sobre os benefícios aos passageiros da Linha 7.

Como se pode ver nas fotos acima, as placas de destino já foram trocadas em várias estações — e foram em mais, só que passei apenas por estas. Note que em três estações sequenciais há três padrões diferentes de placas. Na Moóca, fizeram uma gambiarra parecida com a que mostrei pouco mais acima, só que mais benfeita. O que não fizeram foi atualizar a cor da linha, que já foi trocada duas vezes: de marrom para bege e mais recentemente para turquesa. Na Ipiranga, as cores já foram trocadas, e o “Brás” não parece ser um mero adesivo. No Brás, quem desembarca da Linha 10 vê na plataforma 1 placas brancas indicando “Plataforma 3: Luz”. Elas têm uma seta mostrando que, para seguir à Luz é necessário trocar de plataforma, mas parecem mais confundir do que esclarecer. Se as placas de destino foram alteradas, os mapas da rede nas estações e nos trens permanecem os mesmos de sempre, todos agora desatualizados; alguns mais, outros menos. Em Tamanduateí, por exemplo, o mapa já traz a configuração atual da Linha Amarela, mas ainda a Linha 10 seguindo até a Luz, isso logo embaixo de uma placa indicando Brás como destino da plataforma 1. Ainda há muito o que fazer para padronizar a comunicação visual em todas as estações e, principalmente, deixar à disposição dos usuários informações corretas e confiáveis.
Bpm. os trens para Santos acabaram em dezembro de 1995 e não em 1997. Os para Paranapiacaba em novembro de 2001 e Campo Gtande nunca foi parada da CPTM. Creio que qualquer trem tenha deixado de parar nesse local há muuuuuuito trmpo. Anos 1970, talvez (chute).
Parece que ou meu teclado está muito ruim ou eu é que estou muito ruim…
Minha fonte estava errada, mas já foi corrigida, assim como o texto aqui em cima. Sobre Campo Grande, ainda hoje andei em um trem com um mapa bem desatualizado, mostrando a extensão operacional entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba, com Campo Grande constando no meio das duas:

Estou na luta. Não me conformo com a medida sorrateira e injusta da CPTM. Todas as pessoas com destina à Luz embarcando num único trem que vem de Guainazes tem sido mais perigoso do que deixar como estava. O que ocorre é que nos trens para o ABC a gente esperava o desembarque e entrava. Nos trens para Francisco Morato o pessoa se matava, não deixava o pessoal sair para poder entrar, assim com o pessoal do Guaianazes ainda faz, mesmo o trem parando vazio na plataforma 4. Então mexeram com os que, tem teoria, seriam os menos problemáticos, pois caso não se lembrem (quem ler esta matéria) o pessoal da linha 7 depredram 7 estações há alguns anos por descontentamento.
Então penalizemos o ABC, com todo o seu valor histórico e econômico. Valorizemos os que vem de cidades dormitórios.
Lembrando que o pessoal do ABC vai até São Paulo e São Paulo vai até o ABC. Não é uma rota de mão única. Muitos paulistanos também estão insatisfeitos.
Mas o buraco é mais embaixo. Não vou depredar trens nem estações, mas enviei denúncia para o Consório Intermunicipal do ABC, ao Ministério Público, para dois jornais apurarem, enfim estou aguardando a matéria que virá no Diário de São Paulo… as armas utilizadas por mim e pelo que vi no Face pela maioria dos usuários prejudicados são instrumentos utilizados pela Democracia. E será assim que venceremos, temos certeza, pois somos cidadãos de bem e merecedores.
Olá, Rosana. Não se pode fazer esse tipo de generalização, de que os usuários da Linha 10 seriam “melhores” ou “mais civilizados” que os da Linha 7 ou de qualquer outra linha. Não é por aí, até porque não faz tanto tempo assim que depredações eram razoavelmente constantes em todas as linhas. Isso sem falar que já presenciei até brigas na plataforma 1 da Luz quando ela era usada para embarque e desembarque da Linha 10 (e da Linha 7 também). A questão não é transferir o ônus para outra linha; do mesmo jeito que os usuários da 10 ficaram revoltados com a mudança, usuários de outras linhas também ficariam se fosse outra a linha mutilada. A questão é achar uma solução que seja boa para todos. Um usuário de Francisco Morato é tão merecedor quanto um de Rio Grande da Serra. O caminho que você sugere no último parágrafo é perfeito, e parece que já há movimentação política no ABC. Vamos ver no que dá.
Eles não atualizam nem o site que é bem mais facil
http://www.cptm.sp.gov.br/E_REDECPTM/REDE/esquema_estacao.asp?menu=10
É verdade. E olha que essa é a parte mais fácil de se atualizar!

Na Linha 4 já atualizaram alguns, mas creio que foi a própria Via Quatro que usou o Paint mesmo. Ficou muito porco. Não tirei foto pois não estava com câmera, mas amanhã mesmo tiro ^^
Outra coisa triste com relação a sinalização visual: Quando inauguraram a estação Luz da Linha 4, ouve um corre-corre pra “atualizar” os mapas. Mas até hoje não incluíram a integração com a Linha 2 em Tamanduateí nem a integração com a Linha 1 na luz, e se quer removeram dela da linha 10.
E por isso, muitos ate hoje não sabem da mudança, e se perdem no sistema. E isso ajuda a CPTM. Ninguém sabe mesmo, não vão ligar.
Esse “corre-corre” para colocar a Linha 4 no mapa também foi porco. Simplesmente colaram um adesivinho e pronto. Mesmo em mapas desatualizados! Há mapas mostrando Paranapiacaba, Campo Grande e Pirelli que mostram também a integração na Luz com a Linha 4. E só com a Linha 4, porque a com a Linha 1 não é mostrada, já que não existia na época. Triste isso, e deveria ser péssimo para a imagem da empresa. Só que não é, vai entender por quê…
Alexandre:
Não é se achar melhor ou mais civilizado, mas a região tem indústrias, universidades, hospitais em que trabalham paulistanos, além de nós que trabalhamos em São Paulo. Mas digo que um morador de Rio Grande da Serra é tão merecedor quando Francisco Morato. A CPTM tinha que mexer em uma linha e pegou a que achava que daria menos trabalho, pelo menos em termos de violência e não pense que 7 estações destruídas não é uma espécie de ficha corrida de uma região. Se eu, simples usuária do sistema não esqueci, a CPTM também não. E digo mais, quando nossa linha for justamente devolvida, os pessoal de Morato não irão gostar nem um pouco. Me revolta quem reclama e nada faz, eu estou fazendo e vi que um pessoal do Face fazendo também. Foi lá que vi o link desta matéria e o publiquei também no meu perfil. Tudo que se faz por baixo dos panos, sorrateiramente, tem coisa errada por trás. Cheguei a escrever para a CPTM (em uma das muitas vezes) e acusar o idealizador de morador de Francisco Morato (ou Jundiaí). No mesmo dia ligou um funcionário que ficou mais de uma hora no telefone tentando por panos quentes, tentando explicar a pesquisa por amostragem e etc. Acha esta atitude normal? Vamos ver se os sete prefeitos do ABC (através do Consórcio) tem alguma força política. Hoje recebi também resposta da denúncia que fiz ao MP e por ordem do Ouvidor do MP, a denúncia foi enviada ao CAO-Cível (Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Cíveis) para as providências cabíveis.
Enquanto houver vida, há esperanças. Não irei desistir tão cedo.
E outro detalhe: se é por motivo de segurança que o embarque e desembarque foi modificado, o que dizer do pessoal que vem de Calmon Viana e do ABC adentrando no trem que vem de Guaianases descer todos ao mesmo tempo na Estação da Luz, na plataforma 3, que é ao lado da 2, também de desembarque de Francisco Morato? Em que isso foi melhor para a Estação da Luz ou para os usuários? Ficou mais perigoso, mais vulnerável a acidentes e furtos.
Grata pelo espaço.
Não acho que a Linha 10 tenha sido a escolhida porque “daria menos trabalho”. Acredito no critério técnico, de que é a linha que trazia menos usuários à Luz, porque isso é um fato. Mas também acredito que seria possível encontrar uma outra solução, que não tirasse de nenhum usuário de nenhuma linha uma alternativa. O que não acredito é que se tenha 56% de usuários, como foi apregoado, aprovando a medida. Ainda que a esmagadora maioria dos usuários da Linha 10 não siga até a Luz, para se ter esse índice no mínimo a pergunta foi mal formulada, sem deixar explícito que a medida envolvia a supressão dos trens da linha na Luz. Nos últimos anos, houve poucas novas estações e integrações inauguradas, mas, quando elas ocorreram, eram novas partes formando o sistema. Remoção de uma integração é novidade.
E o que achou do comportamento de um funcionário me ligar (para meu celular) e ficar mais de uma hora para defender a CPTM da acusação de que o engenheiro seria de Francisco Morato ou Jundiaí? E do fato de três linhas embarcarem em uma que vem de Guaianases (Ferraz, Mogi) na plataforma que divide as escadas com o desembarque de Francisco Morato? Achou isso seguro?
Tal critério técnico foi somente em uma estatística feita por amostragem. Claro que o morador de Rio Grande da Serra que desembarca em Santo André está satisfeito, mas com certeza manipularam a pesquisa, pois não creio que o mesmo morador ficaria a favor dos trens não irem mais até a Luz.
A mim me perguntaram na Estação da Luz, durante o período de obras, em qual estação seria o meu desembarque. Nada mais.
E por que fazer tudo isso sorrateiramente? Por que não implantaram e colocaram abertamente os problemas no desembarque na Luz?
O que vejo todos os dias ao embarcar na plataforma 4, com destino ao Brás é lamentável. Um serviço que só piorou… E os tais intervalos que diminuiram são compensados (negativamente) dentro do trem, que faz o trecho lentamente ou pára para aguardar movimentação do trem a frente. Até nisso piorou para todos, inclusive para pessoal de Guaianases, cuja linha não atende a própria demanda e tem que sofrer um aperto ainda maior e lentidão para desembarcarem na Luz.
Um exemplo foi hoje: no Brás não consegui embarcar no primeiro trem, no segundo fiquei onde sabia que tinha uma porta e desta saiu uma única pessoa e entramos (em 8). Nem preciso dizer que fiz o trajeto sem segurar em nenhuma barra pois não tinha como e nem era necessário pois estava prensada!
Se o critério foi de sermos em menor número, não levaram em consideração de que não somos poucos.
Remoção de integrações pode ser novidade, mas a remoção de estações, desativações de extensões operacionais não é tanta assim. Aliás, esse Expansão São Paulo, programa que alardeava os feitos do governo, e que hoje ninguém fala sobre, mais encurtou a malha ferroviária da CPTM, do que realmente expandiu algo.
E o que me deixa triste, é que nem tentaram trazer a Linha 10 novamente para a Luz. Não sei que melhoria nos transportes é essa que remove opções. Parece que não existe esforço para aumentar a malha, as possibilidades de integração. Parece que não existe vontade nem mesmo de manter as coisas como eram.
O critério que imagino terem usado é o de qual linha tem menos passageiros desembarcando na Luz, o que não significa que sejam poucas pessoas. Justamente por não serem poucas pessoas que acho que era necessário achar-se uma solução que não onerasse nenhuma delas. Também não acho que a decisão tenha sido de uma única pessoa e que isso tenha sido influenciado pelo fato de o(s) responsável(is) pela decisão morarem em um lugar ou outro. Não me parece seguro o que acontece hoje no Brás, mas não sou nenhum especialista. Também não me parecia segura a forma como eram feitos os embarques das linhas 7 e 10 na Luz. Pegaram este problema e solucionaram-no criando outros.
Expansão São Paulo, Integração Centro… muito papo e pouca ação.
Se todas as promessas fossem cumpridas, hoje teríamos um transporte ultra-master-blaster-mega rápido, eficiente, e de grande abrangência :D
Alexandre, sabe me dizer se originalmente a estação Luz tinha as plataformas centrais? Pesquisei a respeito mas não achei nada.
Se fossem cumpridas, teríamos o Metrô desde a primeira metade do século XX… Sobre as plataformas, originalmente havia apenas trilhos e as plataformas laterais, que, acredito, não são as mesmas de hoje. Nesta foto, provavelmente dos anos 1950, dá para ver bem essa configuração. Não sei dizer quando foram construídas as plataformas como são hoje, mas sei que no final dos anos 1980 elas já estavam lá. Sem, claro, a integração subterrânea, que só foi feita na primeira metade dos anos 2000. Ah, que chance foi desperdiçada naquela reforma…
É, se a plataforma central não fazia parte da configuração inicial, podia tem usado uma configuração diferente, com duas plataformas centrais, e apenas 3 vias — uma para cada Linha. Claro q as plataformas seriam menores, nem sei se o espaço físico daria pra isso, mas assim, ambas as linhas teriam uma plataforma para embarque, e outra para desembarque, e sem a necessidade de se manobrar os trens. Infelizmente, durante as obras de reforma se pensava apenas em duas linhas lá.
Alexandre, só acrescentando algumas informações.
Eu trabalhava na Rua Vitória e morava em Mauá nesta época e costumava pegar o trem para Santos pelo conforto e agilidade. Ele fazia paradas em Santo André, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Paranapiacaba, Piaçagüera, Cubatão e Santos (eu decorei as estações por causa do anúncio pelo alto-falante, embora nunca tivesse feito o percurso completo). Eu descia em Guapituba, que não era uma parada deste trem, mas sempre havia um funcionário da RFFSA que descia em Guapituba. Então quando o trem se aproximava da estação ele diminuia a velocidade para que o funcionário descesse e eu aproveitava aquele instante para descer também. A viagem era mais cara, talvez 3 vezes mais cara que o trem comum mas valia muito a pena. Os carros (série 141) [1] eram de trem de longa distância com bancos acolchoados e portas de abertura manual nas estremidades de cada vagão. Ele seguia pela via elétrica até Paranapiacaba onde então continuava a viagem rebocado numa locomotiva. Quando foi anunciada a suspensão do funcionamento houve revolta e protesto por parte dos passageiros. Houve um abaixo assinado, tentativas de diálogo com a RFFSA mas infelizmente o trecho foi encerrado obrigando os passageiros a ter que utilizar os trens da CBTU, que naquela época circulavam com muitos carros depredados, super-lotados e com avarias constantes.
Já com a CPTM, a operação até Paranapiacaba (incluindo Campo Grande) foi interrompida em torno de 1999. O que passou a existir foi uma conexão em Rio Grande da Serra onde operavam os mesmos velhos carros que antes faziam o percurso até Santos, da série 141.
Os trens de longo percurso no Estado de São Paulo foram interrompidos em torno de 1996. Em 1995 eu fiz uma viagem de Mirassol (região de S. J do Rio Preto, no oeste do estado) até a Luz, uma viagem de 12 horas (contra 7 de ônibus). A passagem ferroviária desta viagem foi a metade do preço da passagem rodoviária.
Na Estação da Luz a plataforma central servia os trens da CBTU, enquanto as laterais os trens de longa distância. A plataforma central teria sido construída em 1951: “Em 1947, a “Inglesa” (SPR) foi nacionalizada com o nome de Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ). Até 1951, foram feitas as obras de reconstrução da estação atingida pelo incêndio. O edifício ganhou mais um pavimento e uma plataforma central para o uso do trem metropolitano.” [2]
[1] http://paparazziferroviario.blogspot.com/2011/09/serie-1100-cptm-e-suas-fases.html
[2] http://www.aprenda450anos.com.br/450anos/vila_metropole/2-3_estacao_luz.asp
Só corrigindo, a operação até Paranapiacaba foi interrompida em 1996 ou 1997. Me lembrei de um carnaval em que passei acampada no Poço das Moças, cachoeira alcançada por uma trilha a partir de Paranapiacaba. Isso foi em 1997 e me lembro com clareza de ter pego essa conexão até Rio Grande da Serra.
Oi, Aline. Que riqueza de detalhes! Obrigado pela contribuição.
As datas exatas de fim dos trens em SP, os que sobraram nos anos 1990, foram as seguintes: agosto de 1997 — Mogiana (Campinas-Araguari); novemrbo de 1997 — ramal de Juauia (Santos-Juauia) e Santos-Embu-Guaçu; março de 1998, Araraquara-Barretos (Paulista); janeiro de 1999, SP-Presidente Epitacio (Sorocabana); São Paulo-Campinas; SJ do Rio Preto-Santa Fé do Sul; março de 2001: o resto, ou seja: Campinas-Panorama, Campinas-SJ do Rio Pretoe Sorocaba-Apiaí. Abraços.
Quanto a Paranapiacaba, com extensão, em Rio Grande da Serra ou não, parou em novembro de 2001. Sob protestos.
O que eu posso dizer com relação a isso é que esta gestão da CPTM é péssima.
Realmente mentiram para nós usuários da linha 10 e esta justificativa em deixar a linha terminar no Brás é bem infundada.
Os mesmos usuários desta linha que descem no Brás vai continuar indo para a Luz do mesmo jeito e tem outro detalhe a grande maioria não utiliza o Metrô,pois trabalham no Bom Retiro e na Santa Efigênia,então esse papo de linha amarela congestionada é ridículo.
Quanto ao trem que vai para Guaianases realmente aquelas pessoas na grande maioria são um bando de animais que dão pancada e empurram quem está pela frente para conseguir um lugar,já vi agressões verbais e pessoas machucadas porque quem estava acostumado assim como eu utilizar a linha 10 até a Luz e acontece uma mudança radical dessas pega todos de surpresa,para ter que lidar com um determinado tipo de comportamento .
Estou cansado de enviar tantas reclamações e ouvir explicações técnicas sem nexo daqueles idiotas da CPTM e STM.
Solução para isso existe mas aquele bando de inúteis tem preguiça de pensar,só estão lá para ganhar seus altos salários e tomar decisões erradas apenas isso.
Olá, Roberto. Acho que não se pode generalizar os usuários de uma linha por causa de uns poucos mal-educados (que há em todas as linhas) e/ou pelas condições a eles impostas pela lotação do sistema. Não é fácil pegar a Linha 11 no extremo leste todas as manhãs, e isso vai acumulando até estourar, e estoura com frequência, ainda que nem tudo seja culpa da CPTM. Não justifica, claro, mas explica. Também creio que de nada adianta xingar a CPTM e seus funcionários; aí é que se perde a razão e qualquer discussão com a empresa fica prejudicada, até aos olhos de quem está de fora e poderia apoiar a causa.
Olá Alexandre.
Bom a questão em si não é generalizar essa linha 11,mas quem pega o trem no horário de manhã bem cedo como eu sabe como funcionam as coisas por lá não dar para fazer vista grossa e achar que está tudo certo pq não está.quanto ao meu ácido comentário ele se referiu a diretoria da empresa portanto eu sei que tem maquinistas,seguranças,pessoal da limpeza e orientadores e outras funções,que trabalham nas estações que fazem muito bem seu papel,faz a empresa andar.
Agora concordar com as decisões equivocadas que esta diretoria toma prejudicando muitas pessoas sem chance,para mim são péssimos.
Estas obras de trocas de aparelhos de mudança de vias pelo menos para
mim foi uma grande farsa da CPTM,para nos tirar o direito de ir até a LUZ
utilizando a linha 10.
Estou muito decepcionado,para falar a verdade esse tal de Expresso ABC é
outra mentira,só acredito vendo.
Falam em expansão,mas nos tirando uma estação.….…estranho.
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Oi, Roberto. Discordar das posições da empresa e considerá-las equivocadas é nosso direito, e no texto original eu discordo da decisão, por exemplo. Também acho que não está bem explicada essa história de só terem decidido que a Linha 10 não mais iria à Luz após a supressão até então provisória desse trecho. Mas bem diferente disso é chamar o pessoal da empresa, ainda que apenas a diretoria, de “idiotas”, “bando de inúteis” e “preguiçosos”.
Gente, não estou entendendo. Pelo que li a respeito o tal Expresso ABC irá somente até Tamanduateí. Do que ele nos adianta se queremos desembarcar como antes na Luz?
Nosso foco é o retorno do desembarque na Luz. A princípio eu chegava atrasada no meu trabalho, hoje tenho que sair mais cedo do que eu saia (e chego mais tarde em casa) por causa de tal mudança, além dos transtornos na baldeação (não é apenas descer de um trem e subir em outro), onde a população oriunda do ABC e Calmon Viana embarcam no Expresso Leste, que além de não atender a demanda própria, deixou de ser expresso pois ele não consegue chegar na Luz sem esperar a movimentação do trem a frente.
Ou será que todos vão aceitar a sugestão do Sr. Francisco Pierrine, durante a entrevista ao SPTV ontem, de que nós temos a opção de desembarcar no Tamanduateí, pegar 2 metrôs para finalmente chegar na Luz e está tudo beleza, estamos reclamando de barriga cheia???
A Estação da Luz está próxima (muito próxima) à Santa Ifigênia, à 25 de Março, à José Paulino (só mencionando interesses do comércio popular) além do Palácio da Polícia Civil, do IIRGD e da Receita Federal. Acredite, para os 3 últimos exemplos vem gente de todo o Estado e não é um fluxo habitual, é por necessidades pessoais.
Tem mais foco para se levar em conta além dos usuários que utilizam apenas para trabalhar.
Alguém por aqui trabalha de sábado, domingo e feriado como eu?
Pois nestes dias muda totalmente o perfil dos usuários. No sábado é uma molecada desesperada para ir para a Santa Ifigênia e de Domingo e feriados são pessoas com as suas famílias, crianças pequenas, grandes… e mesmo assim, com baldeação no Brás, a CPTM sempre coloca a linha em manutenção. Já são alguns anos, a tal manutenção não acaba nunca.
Houve um grave incidente no último dias das mães, mas eu tola só reclamei com a CPTM, deveria na época já ter levado ao conhecimento do Ministério Público. Talvez ainda haja tempo, pois tenho tudo escrito.
Expresso ABC fora da Luz já não é o ideal; fora do Brás, então, é incompreensível. No Brás há um gargalo, por causa das linhas que simplesmente terminam ali. Não é algo simples de resolver, mas duvido que não se possa resolver com o planejamento certo. Para o Expresso ABC ser implantado, serão necessários investimentos, então poderiam ampliar um pouco esses investimentos e fazer com que ele chege ao Brás. E, já que estamos falando em investimentos para chegar ao Brás, poder-se-ia fazer investimentos para fazer ele chegar à Luz. Ou ao menos o restante da Linha 10, deixando o Expresso ABC apenas até o Brás.
Alexandre, a atual estação da Luz nunca teve estrutura para comportar 3 linhas da CPTM. Se antes CBTU e CPTM natinham 3 linhas era por conta do menor de número de usuários à época. Por exemplo em 1984, cerca de 200 mil pessoas utilizavam a estação da Luz. Hoje mais de 460 mil pessoas utilizam a estação. A retirada temporária da Linha 10 da Luz era inevitável.
Hoje, a única solução para a lotação da estação Luz está na construção da estação Nova Luz, projeto da CPTM (e da prefeitura de São Paulo) que solucionaria os problemas de lotação da estação Luz atual. Segundo o projeto, a estação antiga da Luz abrigaria o Expresso ABC e a Linha 11 enquanto que a Nova Luz abrigaria as linhas 7 e 8.
Por conta do projeto da Nova Luz ter sido incluído dentro do biolionário (e importantissimo) projeto de enterramento da ferrovia entre Lapa e Brás, a evolução do projeto se tornou lenta e dependente de uma decisão sobre a implantação ou não do enterramento.
Ao invés de pleitear algo impossível e inviável (como o retorno da Linha 10 à atual estação Luz e a manutenção de 3 linhas da CPTM nela), os passageiros descontentes com essa medida deveriam brigar pela construção da estação Nova Luz, que é a única maneira de se resolver o problema.
Olá, Ivo. A CBTU nunca manteve três linhas Luz, pois à época a Linha 11 chegava apenas ao Brás, então conhecida como Roosevelt. Não sei como está a coisa da tal Estação Nova Luz, mas imagino que a ideia tenha arrefecido depois do fracasso do projeto Integração Centro.
Vale lembrar ainda que existem plataformas abandonadas muito próximas à Luz no sentido Brás, que foram usadas quando a estação estava em reforma, na década passada. Essas plataformas estão hoje em estado condizente com seu abandono, mas poderiam ser oferecidas como solução, desde que se faça acessos, não só às plataformas “originais”, como à própria estação de Metrô, que ficaria praticamente ao seu lado. Esse acesso, inclusive, poderia ser usado como alternativa ao congestionado acesso atual.
Alexandre. Inicialmente, a ideia era levar o Expresso ABC até a Luz. Mas com a remoção da linha paradora de lá, me questiono se isso se tornará realidade. Isso porque a CPTM argumentou, na época da remoção da linha 10, que não queria superlotar a Luz, devido ser um patrimônio histórico, além de “facilitar” os embarques na linha 10 e 7.
Então, caso o Expresso tenha seu ponto final lá, a companhia mostraria que seus argumentos eram apenas desculpas esfarrapadas. Eu duvido muito que a nova linha passe da Mooca. Parar em Tamanduateí seria mais compreensível, visto a integração com a linha 2. No Brás não há espaço físico, nem para plataformas, nem para vias para uma possível integração com a Luz.
É triste isso sabe. Um projeto tão lindo, que a tempos está engavetado, quando finalmente sai, vem meia boca sabe. Isso demonstra que o governo não tem intenção de reduzir a superlotação. A sensação que passa é que esse projeto só vai sair do papel, para depois ser usado a favor do governo.
De que adianta, se não resolvem os problemas? Quinta fui até a Luz no horário de pico da tarde, para voltar e ver como é a situação. Não tive coragem de entrar no trem. Esperei na sacada o melhor momento pra embarcar. Havia muito empurra-empurra, gente gritando, xingando. Quando tomei coragem, por volta das 7:30, a situação já estava um pouco mais tranquila. Um pouco. Já na plataforma, esperei todos entrarem, para embarcar. Me dirigi a porta que a CPTM julga ser mais fácil para descer no Brás.
Um detalhe: esperei todos entrarem, e mesmo assim não fiquei próximo a porta, pois é normal embarcar pessoas de última hora, nada de estranho nisso. Mas também tem usuários que, mesmo não tendo como destino a estação Brás, ficam na porta. O trem não estava tão lotado quando embarquei. Não digo que era possível todos estarem no corredor, mas tem gente que nem tenta sabe, e quando você se dirige a porta, um pouco antes do trem chegar na estação Brás, alguns usuários não ajudam sabe. Ainda acham ruim, mesmo você sendo educado, pedindo licença. Mas enfim, a viagem não foi tão estressante, pois não tive coragem de embarcar em pleno horário de pico, às 6 ou antes.
Mas o que me surpreendeu, foi na hora do embarque no Brás. A Saída do trem, apesar de alguns usuários na porta como disse, foi tranquila. A transferência de plataforma também, apesar de sempre haverem usuários parados no lado esquerdo. O que me deixou triste foi o embarque na linha 10. Esperei um trem sair, e me direcionei num dos pontos de abertura da porta, o último para ser mais preciso. Com o tempo de espera — aliás, bem maior do que 5 minutos — a plataforma começou a lotar. Quando o trem finalmente chegou, a plataforma estava lotadíssima, e todos me empurraram quando o trem abriu a porta.
Fiquei bastante chateado. Isso mostra que, não existe essa coisa de “linha mais educada” ou “bando de animais”. Não é cabível generalizar, atribuir uma atitude a todos tendo como base somente alguns. Muitos elogiam a linha 10 e seus usuários, mas isso não significa que todos são educados. Assim como a linha 11 não é só feita de “animais”.
Claro, tenho consciência de que essa cena não se repetiu no Expresso porque fui o último a embarcar. Já passei por situações bem piores nesse Expresso. E não é necessário ser horário de pico. Já vi grávidas empurrarem, usuários loucos para entrarem no trem, sendo que ele estava vazio. Isso não significa que todos os usuários de lá são assim. Mas confesso que não esperava uma atitude assim dos usuários daqui. Normalmente o que mais ocorre na nossa linha são usuários que embarcam pelo lado esquerdo da porta, inclusive os de São Caetano, já que alguns de lá se julgam “superiores” — um troll veio dizendo isso num fórum por ai ¬¬
Por fim, reafirmo minha decepção com a CPTM. Não há ponto de chamar a própria empresa de idiota. Embora entenda o pensamento de quem o faça. Pois penso que quem trabalha em uma empresa, está lá porque concorda com as atitudes e ideologias da mesma. Não trabalharia em uma empresa na qual não concordo com algumas atitudes ou posicionamentos. Claro, existem vários outros fatores. No final das contas, todos nós trabalhamos para poder nos sustentar. E quando a necessidade aperta, as vezes nos vemos em empresas que, digamos, não nos simpatizamos muito.
A CPTM não é feita só dos dirigentes, que tomaram essa atitude. Aliás, na companhia eles são minoria. Mas são eles que decidem, infelizmente. Não é raro funcionários se simpatizarem e até ajudarem nos movimentos de protesto, distribuindo panfletos aos usuários. Eles também estão insatisfeitos com a mudança. Mas nessas horas não tem greve, não tem sindicato sabe… Essa greve eu apoiaria, ao contrário da outra…
Exatamente, João: o problema não é que os usuários da zona leste ou da região de Francisco Morato seriam “mais mal-educados”, mas, sim as condições de cada linha (e, consequentemente, de cada plataforma) no momento do embarque. Se você começar a segurar trens, causando “bololô” na plataforma, até na quase deserta Estação Sumaré do Metrô você vai presenciar cenas de selvageria. Que é algo que não deveria ocorrer em nenhuma condição, mas é algo que parece inevitável no Brasil.
Sobre a Linha 10 na Luz, comentei logo acima que as plataformas abandonadas podem ser uma opção viável, mas isso exigirá muito investimento ali, e certamente alguns anos entre idealização, projeto, aprovação, construção e inauguração. Mas acredito ser possível fazer, já que o problema não está nas vias de acesso entre Brás e Luz, mas, sim, nas plataformas da última. Tudo isto posto, reitero meu profundo descontentamento com a maneira como tudo foi feito. Já mostrei no texto acima que os estudos da Linha 4 contemplavam o movimento que existe hoje, então qualquer “surpresa” que tenha acometido a CPTM demonstra falta de planejamento, no mínimo. Se a empresa tivesse sido transparente desde o início, com pesquisas que demonstrassem suas intenções — em vez de perguntas genéricas —, a situação poderia ser resolvida de outra maneira.
Alexandre,boa tarde!
Esta mudança da linha 10 tem causado inúmeros transtornos para quem precisa ir até a Luz.
O expresso leste já é lotado e colocando usúarios a mais provenientes da linha 10 só poderia dar nisso descontentamento,xingamento etc…
Pelo visto esta atual diretoria da CPTM está se tornando especialista em tomar decisões erradas,eles consertam uma coisa e estragam outras.
O horário de pico é terrível tanto de manhã quanto a tarde,realmente existem pessoas que se acotovelam e forçam as portas dos trens a ponto de quase arrancá-las,pode parecer exagero mas quem utiliza esta linha sabe o que estou falando.
E o mais irônico é o governador,prefeito e outros andando de trem fora do horário de pico e até com um carro isolado para eles fazendo média com a história da copa do mundo dando a entender que tudo é perfeito,mas não é.
Quanto ao Expresso ABC Luz-Mauá como já estão dizendo por aí,acredito que não sairá do papel com tanta facilidade,pois analisando o trecho com certeza teria que fazer desapropriações e fazer alguma mudança de traçado e adaptar algumas estações.
Temos que aguardar para ver no que tudo isso vai dar,tomara que aconteçam coisas boas para nós usuários principalmente da linha 10.
Clayton-Ribeirão Pires-SP
É, Clayton. O maior problema que vejo com o expresso (qualquer um proposto) é a falta de vias. Imagino que exista alguma solução técnica para que você tenha vários trens paradores e um expresso utilizando duas vias, mas não sei como isso pode ser feito de uma maneira segura. Por enquanto, tudo que ouvi sobre os expressos — Expresso ABC e expresso Pinheiros–Barueri — foi em reportagens de jornais, nada técnicas, que podem estar apenas reproduzindo as famosas promessas de políticos.
Alexandre, não é possível manter a Linha 7 e a Linha 10 na Luz utilizando apenas uma plataforma para embarque e desembarque, pois causam tumultos nos embarques/desembarque e atrasam o intervalo da linha por conta do tempo perdido em manobras. E obras para ampliação da capacidade na velha Luz são impossíveis de ser realizadas por conta do tombamento da estação (a obra de construção dos acesso subterrâneos foi feita de forma bem modesta por conta do tombamento). A estação Luz não possui capacidade para receber meio milhão de passageiros por dia.
O projeto da Nova estação Luz não fracassou, está em andamento e é fundamental para a operação da CPTM. Porém os passageiros da CPTM deveriam reivindicar sua implantação (que irá beneficar passageiros das Linhas 7, 8 10 e 11), pois do contrário, a Linha 10 nunca voltará para a antiga estação da Luz.
Ivo, o que eu sugeri não era mantê-las com a configuração que vigorou até meados do ano passado. A ideia é tentar reaproveitar as plataformas abandonadas que exsitem hoje além da Rua Florêncio de Abreu, que, creio, estão fora da área de tombamento, mas próximas o bastante para que se permita uma integração. Próximas, inclusive, da estação de Metrô, o que serviria até para desafogar o atual corredor de ligação entre as estações da CPTM e de Metrô.
As tais plataformas abandonadas servem, de vez em quando de estacionamento pois já vi veículos particulares estacionados lá e estão caindo aos pedaços, abandonada mesmo. Isso que é preocupação com patrimônio histórico da humanidade.
O que não entendo é: se a Luz não comporta meio milhão de passageiros dia, isso não os impede de ir até lá. E eu, uma destas usuárias tenho que desembarcar na plataforma 1 do Brás, pegar uma escada rolante com centenas de pessoas, ir até o fundo, pois as primeiras escadas da plataforma 2 e 3 só sobem, descer novamente embolada na multidão e embarcar no expresso leste que não suporta a própria demanda.
Antes o pessoal que vem de Camom Viana embarcava no Brás no trem vindo do ABC. Hoje esse pessoal também compartilha a multidão do expresso leste. Se algum de vocês não tem visto esse “bololô” de gente, estão pegando trem no horário errado. Quando eu embarco eu não tenho onde segurar e nem preciso…
Em que essa mudança ajudou? Pode ter ajudado a CPTM mas não aos usuários e este é o foco. Quem não tem competência para gerenciar GENTE, carga HUMANA, deveria sair e deixar para outras pessoas melhores preparadas. E não estou falando de funcionários de carreira da empresa, mas sim de cargos políticos, dados em troca de apoio e votos e não por ser a pessoa certa no lugar certo.
Este indivíduo vai embora mudando o secretário, mudando o governador mas as consequências de suas mudança não.
Estou demorando meia hora a mais no meu trajeto então onde o discurso de que os horários ficaram melhores é verdadeiro?
Eu ainda acho que a linha10 deve voltar para a LUZ, ponto de vista de quem está sendo massacrado na expresso leste e não ponto de vistá técnico.
Esse é o meu ponto de vista e dos demais usuários leigos como eu que NUNCA ouviram falar da NOVA LUZ. Aqui, neste canal foi a primeira vez.
Então por favor, levem em consideração que não entendemos de tráfego ferroviário bem como de sua complexidade mas como usuários pagantes devemos e podemos cobrar soluções que nos ajudem e não nos atrapalhe.
Repito: a forma atual está mais perigosa pois tiraram um fluxo que desembarcava na plataforma 1 e o jogaram na linha mais populosa e juntaram as três (não vamos esquecer de Camom Viana) para descer ao mesmo tempo na mesma plataforma, compartilhando as mesmas escadas inclusive do desembarque de Francisco Morato.
Só no Brasil os consumidores não tem razão, lembrando sempre que o serviço é pago, não viajamos de graça.
E antes de me acharem uma chata pentelha, quero avisar que há 14 anos eu dou palpite na vida da CPTM, inicialmente nos livros pretos de ocorrência de cada estação, mas sempre com o intuito de ajudar a melhorar o serviço, nunca para brigar com a empresa (como agora). E muitas de meus palpites foram acatados, como por exemplo aumentar a graduação do ar condicionado nos trens espanhóis (não é do tempo de vocês meninos) que era um verdadeiro freezer e tirar a música ambiente (era sempre o mesmo CD) e isso deixava todo mundo extremamente nervoso. Se variasse ou fosse uma frequência de rádio tipo Alpha vá lá, mas tinha dia que era sertanejo e isso é gosto pessoal. Enfim… a gente molda o serviço de acordo com a necessidade do cliente e não o contrário. Isso é saber gerir.
Oi, Rosana. Por isso que eu digo que, para as plataformas abandonadas começarem a ser usadas, seriam necessários anos. Infelizmente. Mas parece ser uma opção que sequer é considerada. (Sobre usuários que seguem indo à Luz, não necessariamente todos vão para lá sem essa opção, já que nem todos tinham a Luz como destino final e seriam “diluídos” pelo sistema, seja no Brás ou em Tamanduateí. Óbvio que vários usuários da Linha 10 seguem desembarcando na Luz, mas não são todos. Quantos? Não faço ideia.) Eu sou a favor de que a Linha 10 volte à Luz, mas, havemos de admitir, da maneira como era antes simplesmente não vai mais acontecer, porque a CPTM não vai deixar. Temos, pois, de encontrar e debater soluções alternativas, sejam elas as plataformas abandonadas ou a Estação Nova Luz — solução esta que traz consigo o lamentável fechamento da Estação Júlio Prestes.
Alexandre Giesbrecht, essa obra não é viável pelos seguintes motivos:
- Tombamento da estação (que impede grandes modificações na mesma)
- A estrutura física das estações do metrô impede a construção de um túnel nessa região proposta
- O projeto da estação Nova Luz já comtempla um novo túnel de integração entre ela ‚a velha luz e as estações de metrô.
Rosana, a mudança beneficiou os passageiros da Linha 7, que agora não precisam usar a mesma plataforma para embarque e desembarque. O próprio Alexandre já retratou essa situação aqui, onde passageiros da Linha 7 lutavam entre si para realizar embarques e desembarques, enquanto que a plataforma (anteriormente) usada pela Linha 10 estava vazia.
Por conta disso a situação atual é mais segura que a situação anterior. O projeto da estação Nova Luz é recente (2009), por isso que ele é um tanto desconhecido.
Para sua realização será necessário desativar o pátio e as oficinas da Luz, utilizados para a manutenção dos trens das linhas 7 e parte da frota da linha 10 (a CPTM está construindo novos pátios em Francisco Morato, Mauá, além de planejar a reforma do pátio da Lapa).
No memso ano, a prefeitura realizou estudos sobre o enterramento da ferrovia entre Lapa e Brás, e acabou englobando essa proposta da estação Nova Luz.
Esse projeto é essencial para o futuro da CPTM pois os seus maiores terminais (Barra Funda, Luz e Brás) já atendem mal seus passageiros por conta de receberem uma demanda maior que a capacidade dos mesmos. A ampliação dessas estações é inviável, seja por falta de espaço, custo, tombamento,etc. Por isso que os passageiros da CPTM devem lutar pela sua implantação.
Projeto estação Nova Luz (2009)
(obs: so site abaixo, procurem na seção projetos)
http://www.valentearquitetos.com.br/
http://200.152.209.35/~valentea/imagem/pu_estacao_luz.jpg
Projeto de enterramento do trecho Lapa — Brás (2009)
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:jc-5ItH7OcYJ:dc343.4shared.com/download/BVzOBihb/CAPTULO_10_-_Tronco_Metropolit.docx
Oi, Ivo. Não sei se a questão do tombamento afeta o trecho onde estão as plataformas abandonadas, pois já está além do viaduto da Rua Florêncio de Abreu. Haveríamos de verificar. A arquitetura da estação de metrô também poderia ser adaptada. Não sou nenhum especialista, mas engenheiros e arquitetos costumam conseguir solucionar problemas como esse. Já o enterramento do trecho entre Lapa e Brás, que teve bastante destaque na imprensa no ano passado, eu não acredito que sairá do papel. E certamente, se sair, não funcionará em menos de dez anos, o que não resolve o problema imediato dos usuários da Linha 10. Outra alternativa que deveria ser analisada com mais afinco é a unificação das Linhas 7 e 10, que resolveria o problema das plataformas na Luz (menos do que como está hoje, claro, mas bem mais do que era antes). O problema para isso é que muitos trens da Linha 10 não aguentam as subidas da Linha 7, então seria necessário um grande investimento em novas composições, além do tempo necessário para que elas sejam entregues, o que também levaria alguns anos. Não há solução barata, e muito menos não há solução fácil.
Como usuária assídua há 14 anos (em outubro completarei 15) garanto que só via plataforma 1 vazia em raros horários ou em alguns feriados (não todos). Os usuários da linha7 podem até ser maiores que da linha10, mas nem por isso poucos.
Só sei que com tudo isso, a linha10 está a cada ano que passa mais curta. Em breve irão extinguir Rio Grande da Serra e desembarcaremos no Tamanduateí, pois como o Sr. Francisco Pierrine: é uma das opções para quem tem destino até a Luz. Acredito que ele realmente acredite nisso, que para ir até a Luz farei 2 baldeações (fora o tempo perdido) para não ter o transtorno de baldear via Expresso Leste. Ou talvez seja esse o objetivo afinal de contas: ao se depar com as dificuldades, a gente mude o percurso e com isso viabilize estatisticamente as viagens somente até o Tamanduateí, resolvendo o problema da super população da Luz e do Brás.
Meninos, pelo menos um me responda o que estou perguntando há varios posts, para a CPTM e até agora ninguém me respondeu:
Se é por motivo de segurança que o embarque e desembarque foi modificado, o que dizer do pessoal que vem de Calmon Viana e do ABC adentrando no trem que vem de Guaianases descer todos ao mesmo tempo na Estação da Luz, na plataforma 3, que é ao lado da 2, também de desembarque de Francisco Morato? Em que isso foi melhor para a Estação da Luz ou para os usuários?
Eu estou advertindo a CPTM para o fato já tem um tempão. Depois que algo acontecer, seja um passageiro pisoteado ou coisa do tipo ninguém pode dizer que não avisei. Estou lá, vivendo isso no meu dia a dia. Não sou mera observadora…
Não sei qual é a posição oficial da CPTM, mas, da maneira como vejo, a segurança foi melhorada na Luz, enquanto no Brás não sofreu grande piora, pois o volume de usuários que vêm da Linha 10 e querem seguir para a Luz é baixo. Ou seja, o problema de segurança no Brás já existia antes, com a “junção” dos usuários das linhas 11 e 12 na Linha 11 para seguir à Luz, e a adição do pessoal da Linha 10 em pouco afetou o volume de usuários. Mas duvido que a CPTM vá elaborar muito sobre o assunto se questionada. Quanto ao desembarque na plataforma central da Luz, acaba sendo mais seguro do que era antes, pois não há o volume de usuários da Linha 7 querendo acessar a plataforma e eles podem colocar todas as escadas rolantes descendo, ao contrário do que ocorria antes. A plataforma central continua bastante lotada, claro (presenciei hoje de manhã mais uma vez a confusão que é quando os dois trens chegam ao mesmo tempo). Comparado a como era antes está mais seguro, mas ainda não se pode dizer que seja 100% seguro; longe disso.
DIÁRIO DE BORDO:
30/01/2012 – Segunda-feira:
07h43: cheguei na estação de SantoAndré mas não embarquei pois o trem já estava com as portas fechadas e foram havia mais de 15 pessoas em cada porta que não conseguiram embarcar.
07h49: Consegui embarcar em uma composição abarrotada, não consegui sequer chegar nas extremidades de tão cheia
08h22: Desembarque no Brás.
08h29: Embarque no Expresso Leste.
08h39: Horário que o Expresso Leste fechou a porta pois estava aguardando movimentação do trem a frente.
08h48: Desembarque na Luz depois de quase uma hora do embarque em Santo André.
Obs: em todo o trajeto eu não consegui sentar em nenhuma estação.
PS: antes do dia 06 de Agosto de 2011 eu embarcava em Ribeirão Pires, retornava a Rio Grande da Serra para poder sentar e do RGS até a Luz eram 56 minutos.
Onde isso melhorou???
Poucos desentendimentos ocorridos??? Eu peguei por quatro vezes e em todos eu presencei muita falta de respeito entre os usuários, lastimável sem contar que demora muito mais e muito mais desconfortável realmente.
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