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Pseudopapel

Prédio Zú, na Rua dos Bororós

Porta do Prédio Zú, na Rua dos Bororós

Nestes tempos, em que a infi­ni­dade de lan­ça­mentos imo­bi­liá­rios em São Paulo traz quase que apenas nomes estran­geiros, como Châ­teau de la Merde, Asshole Gar­dens e afins, é quase sur­real a visão do pre­di­o­zinho da foto acima, com seus três andares (incluindo o térreo) e seu pecu­liar nome: Prédio Zú, que deve ter mais de setenta anos de idade. Ele fica na Rua dos Bororós, que tem apenas um quar­teirão, come­çando na Rua Con­dessa de São Joa­quim e ter­mi­nando na Rua Humaitá, na Bela Vista. A rua é como se fosse o início da Mar­ti­niano de Car­valho, que con­tinua, ligei­ra­mente envi­e­sada, após a Rua Humaitá. Ao seu lado, um prédio pouco mais novo — que, assim mesmo, deve ter mais de ses­senta anos de idade — também tem um nome que não exige a con­sulta a nenhum dici­o­nário de lín­guas: Edi­fício Márcia. Ele apa­rece em pri­meiro plano na foto abaixo. Do outro lado do Prédio Zú, um similar, cuja fachada de pas­ti­lhas foi cimen­tada, já não mostra mais seu nome, que também devia ser bem simples.

Prédio Zú, na Rua dos Bororós

6 comentários

Claudio Aguiar (5)

É a globalização!!!

30 de junho de 2011, 13:53

Fabio (6)

Châ­teau de la Merde” e “Asshole Gar­dens” foi muito boa!!!!
Li e não con­tive a gargalhada…

Quanto à pos­tagem, é como disse o amigo acima: é a globalização!!

1 de julho de 2011, 12:59

Zé Maria Aquino (47)

Eu e minha mulher, se pudermos, jamais mora­remos em apar­ta­mento. Pre­fe­rimos casa, com séu cobrindo o quintal. E também, pela cabeça dos publi­ci­tá­rios, jamais pode­ríamos morar num desses con­do­mí­nios que os jor­nais de domingo anun­ciam — muito verde etc, etc, três dor­mi­tó­rios, 67 metros…
Já reparou que sempre foto­grafam casais jovens, com dois filhos pequenos, loiros, cor­rendo pelo parque, cabelos ao vento?? Nunca seríamos aceitos. rrss

1 de julho de 2011, 13:24

Alexandre Giesbrecht

No caso dos três dor­mi­tó­rios em 67 metros qua­drados, já per­cebeu que a pro­pa­ganda traz sempre “três dor­mi­tó­rios em incrí­veis 67 metros qua­drados”? Incrí­veis, mesmo. As mesmas pro­pa­gandas trazem fotos, não raro de casais estran­geiros (!), adqui­ridas em bancos de ima­gens inter­na­ci­o­nais, porque sai mais barato do que foto­grafar aqui.

3 de julho de 2011, 8:15

R. Falck (1)

Tenho que te mandar uma foto de um prédio perto da Augusta, com o sin­gular nome “Edi­fício da Vovó e do Vovô”… Hilário!!! Veja no google maps, com o street view: Rua Pedro Taques, 104.

9 de janeiro de 2012, 2:02

Alexandre Giesbrecht

Esse é um clás­sico, e eu tinha me esque­cido dele! Putz, grande lem­brança! Se não me engano, ele fica bem entre duas casi­nhas antigas maravilhosas.

9 de janeiro de 2012, 8:32

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