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Casarão da Rua do Lavradio que desabou

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Hoje pela manhã desabou um sobrado na esquina das ruas do Lavradio e da Relação, na Lapa, centro do Rio de Janeiro. É o mesmo sobrado que me chamou a atenção quando lá estive, em novembro passado. Ele ficava a uns dois quarteirões do hotel onde fiquei. Na ocasião, fotografei-o. É a foto acima. Dá para notar que, mesmo em completo estado de abandono, ainda era um casarão muito bonito.

É mais um exemplo de como a falta de cuidados na conservação de imóveis pode trazer prejuízos, não só para o proprietário como para boa parte da população, nem que seja na forma do complicado trânsito nessa região na manhã de hoje, devido à interdição de diversas ruas. Ou para os donos do restaurante vizinho, interditado até que sua estrutura seja avaliada. O bairro da Lapa, no Rio, tem diversas casas antigas, sendo muitas delas em excelente conservação, incluindo algumas em frente ao sobrado que desabou, na Rua da Relação. Na foto abaixo, tirada em 1 de dezembro, dá para vê-los ainda em reforma, mas, pelas fotos que vi hoje, já estão prontos — e muito bonitos.

Esquina da Avenida República do Chile com Rua do Lavradio

A única boa notícia do desabamento é que, segundo a Agência Estado, o que restou do casarão não deverá ser demolido.

12 comentários

gilberto maluf (66)

Passei muitas vezes pelo local quando morei no Rio. Bem ao lado do prédio, na praça Tirandentes, tem um Teatro, a gafieira Estudantina e vários sebos.
O Rio tem muitos prédios semelhantes a este que ruiu. No caminho da Praça Tiradentes para o Largo da Carioca e em direção a avenida Rio Branco tem muita história do Rio Imperial e do início da República.
abs

16 de maio de 2012, 11:04

Alexandre Giesbrecht

Esse teatro da Praça Tiradentes é um pouco mais longe, não? Porque a praça fica a uns três quarteirões da esquina onde fica o sobrado. Mas o centro do Rio, realmente, parece ter muito mais casarões antigos do que o centro de São Paulo. Por aqui derrubou-se muitos para erguer espigões. Pena.

16 de maio de 2012, 13:40

José Maria Aquino (67)

A Estudantina vai dançar (acabar). Ali, me disseram ontem, será erguido um espigão. Onde gastarei as solas finas dos meus sapatos (pretos, nunca usei duas cores rrsss)???

16 de maio de 2012, 14:06

Ralph Giesbrecht (42)

Ninguém se interessa em cuidar desses prédios no Brasil. Ninguém é exagero, mas é pouca gente. Depois, a prefeitura não dá incentivo de forma alguma. Uma exceção é Curitiba. As outras não querem nem saber. Só tombam e o proprietário que se vire para conservar. Aliás, hoje saiu um artigo sobre isso, referente ‘aquele casarão da av. Paulista, ao lado do Parque Thioller, aquele parque que o Covas bifou o nome para ele (se bem que nenhum deles merecia o nome, o Covas por não ter feito nada ali e o Thiolier porque o filho do cara derrubou a casa pouco depois que o pai morreu e vendeu para o BERJ, que ficou anos com o mico).

16 de maio de 2012, 18:41

Maria José Moraes da Silva (2)

Fico triste com o descaso das autoridades no que se refere à memória das cidades. Um casarão como este, não poderia deixar ruir. Daqui a poucos anos, imagino que poucos casarões restarão para contar a história das cidades. Aqui, em João Pessoa-PB, minha cidade, também ocorre o mesmo.

24 de maio de 2012, 17:18

Alexandre Giesbrecht

E não é só aí, em São Paulo e no Rio, Maria José. O patrimônio histórico de praticamente todas as cidades brasileiras fica sempre ameaçado pela sanha das construtoras e imobiliárias.

25 de maio de 2012, 9:25

marta carvalho (1)

Eu quero mto uma doação de um casarão desse pra eu restaurar,adoro os casarões antigos do Centro e já tenho um projeto pronto para o casarão da rua do livramento lote 182 na Lapa,é só a Prefeitura me autorizar.Vou ficar aguardando.

29 de maio de 2012, 12:48

Alexandre Giesbrecht

Espero que consiga, Marta. É de iniciativas assim que a memória brasileira precisa!

29 de maio de 2012, 12:51

Maria José Moraes da Silva (2)

Vou torcer p/você conseguir, Marta. Presisamos de pessoas com a sua garra para manter viva a memória das cidades.

18 de junho de 2012, 16:30

... (1)

tem boca de fumo nesse predio ai da sua foto kkkk
sabe pq o governo nao reforma? pq vao estar dando mais condição de vida a bandido !!
nao que isso seja desculpa
mas é por ai…

20 de setembro de 2012, 12:09

Jose M. Aquino (67)

Boca de fumo? Barrabás. Deixa um certo pessoal saber. rs

28 de setembro de 2012, 14:05

Mrcello Barros Gomes (1)

Façamos um apelo à iniciativa privada e ao poder público paraque, irmanados, preservem esses imóveis para o bem das futuras gerações.

31 de março de 2015, 16:18

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Quem?

Alexandre Giesbrecht nasceu em São Paulo, em abril de 1976, e mora no bairro do Bixiga. Publicitário formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, é autor do livro São Paulo Campeão Brasileiro 1977 (edição do autor).

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