Em 1952 meu avô, o químico Ernesto Giesbrecht, apresentou sua tese de livre-docência. No ano seguinte, seguindo sugestão de seu chefe e ex-professor, Heinrich Rheinboldt, ele obteve uma bolsa de estudos do CNPq, para fazer estágio por um ano no Instituto de Química da Universidade de Zurique, na Suíça, pesquisando a separação de alcaloides do curare, quando trabalhou com o professor Paul Karrer, que em 1937 recebera o Prêmio Nobel por seus trabalhos em química orgânica. Ele voltou da Suíça em 1954, não sem trazer na bagagem algumas fotos. Quer dizer, fotos, não; slides. Todos coloridos, retratando pequenos pedaços do dia a dia naquela importante cidade suíça, em uma época em que fotos coloridas eram uma raridade. Mais de cinquenta anos depois, minha avó Astréa resgatou esses slides para apresentar em sua aula de alemão, e, para isso, eu os levei a uma loja, onde foram convertidos para um formato digital e posteriormente impressos em tamanho 10×15.
Não tenho informações sobre os locais retratados, mas, se algum suíço quiser contribuir — o recado é para você mesmo, Sandro! —, adicionarei as legendas, já que suponho que muito poucos destes prédios tenham sumido, ao contrário do que teria acontecido em São Paulo se meu avô tivesse saído por aqui com uma câmera na mão em 1954. As fotos não seguem nenhuma ordem particular. Normalmente as fotos que publico aqui são liberadas em Creative Commons. Não é o caso da fotos desta página.
Que maravilha. Em 1973 estive em Zurique para visitar e escrever reportagem sobre a Fifa, que ainda ficava no belo casarão na subida do morro. Numa tarde de sol — era verão -, descansei junto ao lago, tomando cerveja servida em quiosques, e molhando os pés nas águas limpas do lago, acompanhando o que faziam centenas de pessoas, acho que todas turistas. Uma beleza de cidade. abrs
A Zurique que você viu em 1973 não devia ser muito diferente da que meu avô viu em 1954. E ambas não devem ser muito diferentes da Zurique que eu vi em 2000 ou da atual. As únicas coisas que mudaram radicalmente nesses quatro cenários certamente foram os carros e as vestimentas. E a cerveja? Será que mudou ou ficou a mesma? :)
A sede da Fifa, que visitei naquela oportunidade, era o casarão antigo, imponente, que ainda está lá. Mas Havelange fez um ao estilo moderno…Isso mudou. Os carros também mudaram, na certa, mas os bondinhos devem ser iguais. Espero que as águas do lado estejam limpinhas como no dia em que descancei nelas meus pés, sem pegar doença — o que ocorreria se fizesse no Tietê ou Pinheiros. rrss. Sobre a cerveja ser igual, preciso antes voltar lá para testar. rrss abrs
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