Pseudopapel

Como é difícil receber créditos!

Michel Laurence e a Bola de Prata

Para mim, um produtor de conteúdo que é também fotógrafo amador, não faria sentido cobrar por foto alguma. Por isso, todas as fotos que bati e estão aqui no Pseudopapel são liberadas em Creative Commons, com as mesmas condições. Faço o mesmo no meu Flickr e, obviamente, nas várias imagens que já carreguei no Commons. A única vez que recebi por uma foto foi quando enviei uma foto do cruzamento entre as avenidas Faria Lima e Rebouças travado para o “Fotorrepórter” do Grupo Estado, e no dia seguinte o Jornal da Tarde usou-a em sua segunda página. Recebi, depois de três anos, 65 reais. Pouco uso aqui fotos que não sejam de minha autoria, mas as que aqui estão têm seus devidos créditos.

No ano passado, quando ainda tinha como projeto escrever um livro sobre a história de Placar, entrevistei Michel Laurence, um dos jornalistas que ajudaram a fundar a revista. Naquela manhã de abril, pedi para bater uma foto sua com a Bola de Prata, para ilustrar na Wikipédia os verbetes com sua biografia e sobre o troféu. Foto tirada, coloquei-a no Wikimedia Commons, o repositório de imagens da Wikipédia. Para uma imagem figurar no Commons, é necessário que esteja em Creative Commons, algo que para mim não é problema. Com isso, qualquer um pode usar a imagem como bem entender, de maneira gratuita. A única condição é que mantenha o compartilhamento livre e dê os devidos créditos.

Não posso dizer que fiquei surpreso ao descobrir que há pelo menos dois sites usando a imagem acima, a mesma postada na Wikipédia, sem me dar o crédito. Um deles é o blog do jornalista Odir Cunha, que, se não é sustentado por um grande portal, tem um número de visitantes alto que pode ser medido pela quantidade de comentários em cada postagem. O outro é o site do jornal Diário do Comércio. O aviso de como a foto pode ser usada não está no topo da página, mas é bem destacado. No caso do jornal, é inadmissível que isso ocorra. Toda imagem usada por uma publicação deve ter seus direitos autorais analisados. Não é porque está na Internet que é de domínio público. Não é porque a foto está em tamanho pequeno que ela não precisa de crédito. As outras fotos da página, incluindo algumas antigas de Pelé, também estão sem crédito. Será que o jornal seria leniente com quem fizesse o mesmo com suas fotos?

Atualização (14 de junho de 2013): O blog do Odir Cunha acabou, não sei exatamente quando dando algum tipo de crédito à minha foto, dando-o a “Agiesbrecht”. Não é o ideal, mas, vá lá, no caso dessa foto, é assim que a página do Wikimedia Commons apresenta.

5 comentários

Fernando Faraó (2)

Que bizarro! Desatenção das grossas…

16 de dezembro de 2010, 17:05

Zé Maria (67)

Vou ligar para o Moisés e para o Luciano, velhos companheiros do Jornal da Tarde, quando por lá passou também o nosso Michel. Moisés e Luciano comandão hoje o Diário do Comércio. Descuido, quero crer. abrs
Obs. Foi do Michel, na Placar, a idéia da Bola de Prata. abrs

21 de dezembro de 2010, 10:37

Alexandre Giesbrecht

Sim, do Michel e do Manoel Motta foi a ideia da Bola de Prata. Imagine calcular todos aqueles totais, em torneios com quatro, cinco, seis, até nove dezenas de times, sem uma planilha de Excel!

21 de dezembro de 2010, 10:59

Zé Maria (67)

Só valia para o Brasileiro. Em cada jogo tinha um representante da revista, que dava a nota dele e apanhava de mais dois jornalistas convidados. Somava as três notas e tirava a média. Era rápido, simples e na mão. Um probleminha era controlar o entusiasmo dos amigos dos outros estados com seus craques. Não faziam por maldade, mas vinha cada notão. E, claro, ‘as vezes se errava nos cálculos. Um dia te conto a bronca do Leão…QUANDO VOCÊ COMEÇAR A ESCREVER A HISTÓRIA DA REVISTA, OK ? Sem essa de eu estava pensando…como li outro dia. abrsss

22 de dezembro de 2010, 14:49

Ana (3)

Infelizmente não são apenas as fotos que não tem o nome do autor identificado. Já dei entrevista a uma revista de larga publicação onde usaram, na integra, um parágrafo de um artigo que eu recentemente havia escrito e que usei como material na entrevista; meu nome nem apareceu. Falaram genericamente sobre a minha especialidade, sem citar nem ao menos o nome da minha empresa.

14 de janeiro de 2011, 15:40

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Quem?

Alexandre Giesbrecht nasceu em São Paulo, em abril de 1976, e mora no bairro do Bixiga. Publicitário formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, é autor do livro São Paulo Campeão Brasileiro 1977 (edição do autor).

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