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	<title>Pseudopapel &#187; empresas desastradas</title>
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		<title>Spams de corretores e diretores</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Oct 2013 20:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
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		<description><![CDATA[A praga do spam não é recente. Convive-se com ela há quase vinte anos, e são spams de todos os tipos. Vez por outra, aparece algum mais curioso, mas são ocasiões raras, não só porque esses spams curiosos são raros, mas também porque quem é que fica olhando a pasta de lixo eletrônico, para encontrá-los? O problema é que o sistema de detecção de spams não é tão eficiente como gostaríamos. Nos casos em que o spammer envia, de uma forma praticamente manual, suas porcarias, é razoavelmente fácil enganar o filtro. Cito como exemplo a mania recente de corretores de&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2013/10/spams-corretores-diretores/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A praga do spam não é recente. Convive-se com ela há quase vinte anos, e são spams de todos os tipos. Vez por outra, aparece algum mais curioso, mas são ocasiões raras, não só porque esses spams curiosos são raros, mas também porque quem é que fica olhando a pasta de lixo eletrônico, para encontrá-los? O problema é que o sistema de detecção de spams não é tão eficiente como gostaríamos. Nos casos em que o <em>spammer</em> envia, de uma forma praticamente manual, suas porcarias, é razoavelmente fácil enganar o filtro.</p>
<p>Cito como exemplo a mania recente de corretores de imóveis: enviar spam aleatoriamente sobre seus <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/05/predios-nomes-estrangeiros/" title="Prédios com nomes estrangeiros">&#8220;fantásticos&#8221; lançamentos imobiliários</a>, contando, para isso, com a ajuda de bancos de dados de endereços vendidos ilegalmente. Já recebi emails com lançamentos &#8220;imperdíveis&#8221; em cidades muito distantes da minha. Ontem, mesmo, recebi um spam sobre um prédio que até fica em São Paulo, mas veja o primor do raciocínio que abre a mensagem, mantido aqui com todos os erros de português: &#8220;Faço um trabalho totalmente on-line, entendo que hoje , clientes com potencial de compra não <em>tem</em> tempo <em>pára</em> falar ao telefone, por isso, lhe escrevo para apresentar um projeto de <em>Alto Padrão no</em> Jardins onde <em>a muito tempo</em> não se lança nenhum empreendimento deste porte, <em>há 7 minutos</em> da Av.Paulista o Coração financeiro de São Paulo.&#8221;</p>
<p>Tive a impressão de já ter recebido anteriormente um spam desse mesmo corretor de nome curioso, porém, como não tinha certeza, simplesmente respondi, solicitando que meu endereço fosse retirado de sua lista de spam. Ele respondeu-me dizendo que o removeu. Possivelmente, ele removeu-o, de fato, mas quem garante que meu endereço não pipocará de novo em sua lista quando ele comprar um CD mais &#8220;atualizado&#8221;, no futuro?</p>
<p>Outro exemplo foi um email que recebi há cerca de dois meses, com o assunto &#8220;Contato &#8211; café&#8221;. Desempregado que estava na época, o assunto interessou-me, aliado ao pequeno trecho que era destacado na caixa de entrada: poderia ser alguém que tinha recebido o meu currículo e queria conversar. A primeira frase não deixava transparecer que era um spam: &#8220;Eu trabalho como Diretora <em>(sic)</em> de relacionamento da agência XXXX XXXXXXX, uma agência de marketing e comunicação digital.&#8221; Ou seja, minha ideia fazia sentido.</p>
<p>Porém, ao ler o restante do texto, percebi que era uma mera propaganda dos serviços da empresa, com um agravante: a maneira como foi enviado — spam — depunha fortemente contra esses serviços. Vejamos. Ela fala em uma &#8220;consultoria avançada onde nós pesquisamos e monitoramos consumidores e outros players <em>(sic)</em>&#8220;. Pois bem, essa tal &#8220;consultoria avançada&#8221; enviou emails aleatoriamente para supostos clientes, inclusive uma pessoa física desempregada, alardeando a suposta eficiência do serviço.</p>
<p>O texto prosseguia: &#8220;Nosso grande diferencial e excelência é exatamente o monitoramento das mídias sociais para gestão da reputação da marca e também para planejamento e execução de estratégias sociais para a geração da publicidade espontânea através de ações, campanhas, aplicativos, combinadas com inteligência de negócio.&#8221; Nesse ponto, ela até não errou tanto, afinal, esta postagem em meu humilde blogue não deixa de ser uma &#8220;publicidade espontânea&#8221;, ainda que negativa. Só não é mais negativa, aliás, porque optei por omitir nomes.</p>
<p>E ainda havia essa preocupante pérola: &#8220;Esse é um conceito novo, que tempos <em>(sic)</em> implementado em cases de sucesso, como <em>[ela cita o nome de três grandes empresas]</em>.&#8221; Na mesma hora, já fiquei com medo de essas três grandes empresas usarem a mesma estratégia de spam para divulgar seus serviços. Ou seja, a tal diretora de Relacionamento conseguiu arranhar a imagem do que são provavelmente seus três maiores clientes.</p>
<p>Antes de encerrar com sua assinatura, que incluía uma quase antítese &#8220;Inteligência digital&#8221;, ela despede-se com a seguinte proposta: &#8220;Gostaria, conforme a sua conveniência, de agendar uma reunião de 20 ou 30 minutos para lhe apresentar pessoalmente esta proposta de valor para a sua marca e sua operação e claro aproveitar e tomar um café para trocarmos cartão de visita.&#8221; Fiquei tentado a aceitar seu convite, mas, como eu não tinha cartões de visita, justamente por estar desempregado, deixei para lá, já com a ideia de escrever este texto em algum momento.</p>
<p>(Duas semanas depois, ela enviou novamente o mesmo email, com uma ou outra diferença nos espaçamentos entre parágrafos, mas silenciou-se desde então. Nesse segundo email, ela abria com um &#8220;Solicito sua indicação para área responsável&#8221;, que só serviu para ressaltar a falta de &#8220;inteligência digital&#8221; da agência.)</p>
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		<title>Os pedágios extorsivos das marginais da Castelo Branco</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 19:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[Rodovia Castelo Branco]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 28 de janeiro o Jornal da Tarde publicou uma notinha em sua página 6A, que dava conta de que o limite de velocidade nas marginais da Rodovia Castelo Branco seria reduzido de 120 km/h para 100 km/h a partir daquele dia. É a última das atitudes prejudicando seus usuários, uma sequência que começou há pouco mais de onze anos, mais exatamente em 12 de fevereiro de 2001, quando a concessionária da rodovia, a Viaoeste, começou a cobrar um pedágio de 3,50 reais a quem usasse as pistas marginais no sentido capital. A foto acima foi tirada na&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/02/pedagio-extorsivo-marginais-castelo-branco/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 28 de janeiro o <em>Jornal da Tarde</em> publicou uma notinha em sua página 6A, que dava conta de que o limite de velocidade nas marginais da Rodovia Castelo Branco seria reduzido de 120 km/h para 100 km/h a partir daquele dia. É a última das atitudes prejudicando seus usuários, uma sequência que começou há pouco mais de onze anos, mais exatamente em 12 de fevereiro de 2001, quando a concessionária da rodovia, a Viaoeste, começou a cobrar um pedágio de 3,50 reais a quem usasse as pistas marginais no sentido capital. A foto acima foi tirada na véspera, 11 de fevereiro.</p>
<p>Não que pedágios — e pedágios caros — fossem nenhuma novidade em São Paulo. O problema ali é que esse pedágio foi construído sobre uma série de irregularidades. Em primeiro lugar, ele foi claramente construído para prejudicar quem mora ou trabalha em Alphaville, pois estes seriam obrigados a pagar o pedágio, se não quisessem dar uma volta de sete quilômetros para evitá-lo indo até Barueri, com muito trânsito, já que o trevo da cidade passou a receber os carros que boicotavam a cobrança em ambos os sentidos. À época, quem seguia pelas pistas centrais da rodovia não passava por praças de pedágio no trecho até Alphaville. O primeiro pedágio ficava em Itapevi, dez quilômetros além de Alphaville e do fim das pistas marginais. Mas quem trafega pelas pistas centrais não tem acesso ao bairro: a concessionária fechou tais acessos, tanto de entrada como de saída, tanto para quem chega de São Paulo como para quem saía de Alphaville rumo à capital.</p>
<p>Mas essa situação pornográfica não era a única irregularidade. Mais exemplos: à época existia uma lei estadual que impedia a instalação de praças de pedágio em um raio de 35 quilômetros contados a partir da Praça da Sé, o marco zero da capital paulista. Os pedágios instalados nas marginais da Castello Branco ficam a 17 e 21 quilômetros desse marco. Foi argumentado que a lei era antiga, mas ainda estava em vigor. Poucos anos (!) se passaram, e a lei foi extinta, mas o dinheiro cobrado no pedágio no período nunca foi devolvido. Além disso, o preço cobrado feria o contrato de concessão da Castello Branco à Viaoeste. Havia uma cláusula que estabelecia um preço máximo por quilômetro de estrada, que era de 0,030882 reais, 0,0432365 reais e 0,049411 reais, dependendo do trecho. As marginais não têm mais do que dez quilômetros, o que fazia com que o preço cobrado fosse de mais de 35 centavos por quilômetro.</p>
<p>A imagem da Viaoeste, claro, foi para o buraco rapidamente, <del datetime="2012-02-23T15:37:46+00:00">tanto é que a empresa acabou mudando de nome (para CCR)</del> e a compra da concessionária pelo Grupo CCR trouxe a alteração do nome para CCR Viaoeste, alteração essa muito bem-vinda diante da imagem na lama que a empresa <del datetime="2012-02-23T15:37:46+00:00">tinha</del> tem. Não foram só as impopulares e ilegais medidas que causaram isso. Declarações de representantes da empresa também contribuíram, e muito. No auge da polêmica, um porta-voz da empresa deu a seguinte declaração, com grifo meu, à Rádio Cultura AM: &#8220;Se querem conforto, fluidez e segurança usam as marginais. Claro que vai ter que <em>pagar alto</em> por isto. Quem não quer [pagar], infelizmente vai ter que suportar o ônus de pegar uma via expressa da Castello Branco, que nós mesmos estamos oferecendo, só que <em>numa condição um pouco inferior</em>.&#8221; O próprio governador Mário Covas contribuiu para isso com um discurso agressivo quando da inauguração da primeira pista, em 25 de janeiro de 2001, duas semanas e meia antes do início da cobrança do pedágio e um mês e meio antes de morrer: &#8220;Quem quer pagar paga, quem não quer pagar não paga. Passou naquela guarita, vai ter que morrer no dinheiro. Todo mundo pode escolher alternativa para não passar por ali. Não quer pagar, não paga. Pega a estrada e vai dando a volta.&#8221;</p>
<p><a href="http://foraviaoeste.vilabol.uol.com.br/" class="broken_link">Os protestos</a> não vinham apenas de moradores de Alphaville, pois cidades vizinhas também estavam sendo punidas pela Viaoeste, como foi o caso de Carapicuíba, como comprova o depoimento do presidente da Associação Comercial e Industrial de Carapicuíba ao jornal <em>O Estado de S. Paulo</em> em março de 2001: &#8220;Levamos vinte anos para conseguir chegar à Castelo, e a empresa [Viaoeste] nos tira esse direito.&#8221; Também ao Estado, um dos líderes comunitários de Alphaville mostrou a ganância da empresa, com conivência do governo estadual: &#8220;A Viaoeste terá lucro em apenas três anos, mas o contrato com o estado é de vinte.&#8221;</p>
<p>A previsão acabou não se concretizando, graças especialmente ao boicote das pistas marginais, muito forte nos primeiros meses, mas que acabou arrefecendo quando se viu que as praças de pedágio não sairiam dali. Segundo estudos da Viaoeste, as marginais seriam usadas diariamente por 45 mil carros, mas apenas cerca de oito mil as estavam utilizando. Isso, claro, gerou tráfego intenso nas pistas centrais e grandes congestionamentos no trevo de Barueri, a principal alternativa ao pagamento dos 3,50 reais. No final de 2006 o sempre &#8220;compreensivo&#8221; governo do estado aumentou em quatro anos e nove meses o período de concessão da rodovia, alegando &#8220;necessidade de reequilíbrio financeiro&#8221; — da empresa, óbvio; os usuários que se danem.</p>
<p>Por mais impopulares que fossem os pedágios, algumas pessoas que olhavam de fora aplaudiam-no, por estar punindo os &#8220;riquinhos de Alphaville&#8221;. Ainda que a generalização fosse verdadeira, e não é, esquecem-se esses apedeutas que também foram punidas pessoas que trabalham em Alphaville e mesmo os moradores de Barueri, que passaram a sofrer com um trânsito caótico no acesso à rodovia, e os das outras cidades da região, também afetados. Muitos desses ignorantes até eram usuários da Castello Branco, mas não eram obrigados a pagar pedágio, por não terem como ponto de origem ou destino uma região atendida pelas marginais.</p>
<p>As risadas deles certamente foram engolidas amargamente quando a Viaoeste anunciou que construiria praças de pedágio nas pistas centrais adjacentes às já existentes nas marginais. Com isso, todos os usuários da Castello Branco teriam de pagar pedágio no quilômetro 17 do sentido interior e no quilômetro 21 do sentido capital. Essas novas praças de pedágio foram inauguradas em 16 de janeiro de 2010, e ao menos geraram redução de valor na tarifa das marginais, que passaram a pagar 2,80 reais, em vez dos já corrigidos 6,50 reais. A Viaoeste, malandramente, ainda aproveitou a construção das novas praças para transferir o acesso ao Rodoanel Mário Covas para após os pedágios. Quem não pagava passou a pagar. O Ministério Público chegou a falar em questionar o novo valor na Justiça, pois argumentava que, por ter a concessão de 169 quilômetros com oito praças de pedágio, a cobrança não estaria diluída, mas concentrada apenas no trecho inicial. Não deu em nada.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/anuncio-viaoeste-castelo-branco-pedagio-abusivo.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/anuncio-viaoeste-castelo-branco-pedagio-abusivo-640x426.jpg" alt="Anúncio da Viaoeste na Castelo Brancoexalta pedágio abusivo" title="Anúncio da Viaoeste na Castelo Brancoexalta pedágio abusivo" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1431" /></a></p>
<p>O último golpe foi a já citada redução da velocidade máxima permitida. Desde a construção das marginais, estas tinham como limite 120 km/h, enquanto nas pistas centrais permaneceu o mesmo que já vigorava antes, 100 km/h. O maior limite de velocidade foi, inclusive, usado em propagandas da Viaoeste para demonstrar as vantagens de se pagar o pedágio (similar ao anúncio acima, de fevereiro de 2001, mas exaltando o limite diferenciado). Agora que as pistas marginais e centrais foram equiparadas em tudo, menos nos acessos a Alphaville, por que não diminuir também o limite, ajudando o governo estadual a ganhar mais dinheiro com multas, para retribuir tantas ajudas recebidas? A explicação oficial usa como bodes expiatórios os acessos a áreas urbanas em Osasco e Barueri. Mas esses acessos existem desde a inauguração das marginais. Descobriram só onze anos depois que, com eles, não se pode manter uma velocidade de 120 km/h?</p>
<p>Como toda a história das marginais da Rodovia Castello Branco, essa história também está mal contada.</p>
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		<title>O golpe das sacolinhas plásticas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 19:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<description><![CDATA[O último desserviço que a atual onda do politicamente correto nos impingiu é o sumiço das sacolinhas plásticas dos supermercados do estado de São Paulo. Claro, a medida é apregoada pelos próprios estabelecimentos como um compromisso em prol do meio-ambiente, mas uma análise só um pouquinho mais detalhada já mostra que esse compromisso é unilateral: apenas por parte dos consumidores. Vejamos: no estado de São Paulo, eram distribuídos 6,6 milhões de sacolas por ano em supermercados, segundo números publicados pela Vejinha desta semana. Se cada uma delas custasse um centavo para cada estabelecimento, a economia anual para eles é de&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/02/golpe-sacolinhas-plasticas/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O último desserviço que a atual onda do politicamente correto nos impingiu é o sumiço das sacolinhas plásticas dos supermercados do estado de São Paulo. Claro, a medida é apregoada pelos próprios estabelecimentos como um compromisso em prol do meio-ambiente, mas uma análise só um pouquinho mais detalhada já mostra que esse compromisso é unilateral: apenas por parte dos consumidores. Vejamos: no estado de São Paulo, eram distribuídos 6,6 milhões de sacolas por ano em supermercados, <a href="http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2255/a-polemica-das-sacolinhas" title="Veja São Paulo: A polêmica das sacolinhas">segundo números publicados pela <em>Vejinha</em> desta semana</a>. Se cada uma delas custasse um centavo para cada estabelecimento, a economia anual para eles é de nada menos que 66 milhões de reais no estado. É bom lembrar que as sacolinhas nunca foram grátis; seu custo sempre esteve embutido nos preços dos produtos, desde quando elas ainda eram de papel. Mas não espere uma redução proporcional dos preços dos produtos. Essa diferença será embolsada como um aumento de lucros, às custas do povo, que aceita de bom grado em nome da ecologia.</p>
<p>E a ecologia, o que ganha? Quase nada. Como sabemos, uma sacola plástica por si só não contamina nada. É necessário que algum sem-educação a jogue na rua e/ou em lugares não-apropriados. E gente sem educação existe por aí aos montes. Esse pessoal não vai deixar de jogar lixo na rua só porque não há mais sacolinhas plásticas. Eles ainda vão ter garrafas PET, embalagens plásticas, papéis etc. Não vi os supermercados sequer mencionando alguma coisa sobre as garrafas PET, por exemplo (as mesmas que ainda poluem rios por todo o Brasil, apesar de o país ser campeão de reciclagem do item). Seria porque as garrafas PET são vendidas, ao contrário das sacolinhas, distribuídas &#8220;de graça&#8221;? Campanha de educação os supermercados nunca financiaram. Custa dinheiro, sabe? Os governos de todas as esferas também nunca se preocuparam muito com isso.</p>
<p>Eu sempre <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2012/02/confissoes-de-um-ranheta.html" title="Blog do Giesbrecht: Confissões de um ranheta">aprendi com meus pais</a> que não devia jogar lixo na rua. Não jogo em hipótese alguma e já dei muita bronca em amigos que o fizeram na minha frente. Também já peguei muito lixo dos outros e joguei na lata, preferencialmente na frente da pessoa que jogou. Mas é algo quixotesco, cujo impacto é insignificante. Na minha casa, as sacolinhas de mercado sempre foram usadas para acumular os itens recicláveis, sendo depois depositadas na caçamba do prédio onde moro. Na lata de lixo vão sacos de lixo, supostamente apropriados para esse fim — não sou totalmente convencido de que eles são uma solução melhor que as sacolinhas de mercado. Mas, apesar de tudo isso, eu serei &#8220;punido&#8221; junto com os mal-educados.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/sacola-retornavel-199.jpg" alt="Sacola retornável a 1,99 reais e anúncio da imposição" title="Sacola retornável a 1,99 reais e anúncio da imposição" width="640" height="480" class="alignnone size-full wp-image-1412" /></p>
<p>Por ora, a &#8220;punição&#8221; foi adiada. O novo prazo para as sacolinhas sumirem é daqui a pouco menos de dois meses. Até lá, os supermercados estão proibidos de vender as sacolinhas ditas biodegradáveis e devem fornecer opções gratuitas aos clientes, nem que sejam as sacolinhas antigas. Você acha que as sacolinhas antigas voltaram aos caixas? Que nada! Cito dois exemplos.</p>
<p>Primeiro exemplo: no Pão de Açúcar próximo ao Alphaville 6, no último sábado 4, primeiro dia em que as alternativas gratuitas tinham sido impostas aos mercados, eu solicitei uma sacolinha. A caixa perguntou-me se eu queria comprar uma — algo que, eu descobriria depois, é vedado neste momento —, e eu respondi que não, eu queria uma sacolinha gratuita. Ganhei uma, mas só após a liberação da gerente, que controla a entrega das sacolinhas, dadas única e exclusivamente a quem solicita. Muitas pessoas lá estavam preparadas, com sacolas retornáveis, carrinhos etc. Mas muitas não estavam, e não lhes foi oferecida nenhuma opção.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinhos-plasticos-frutas.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinhos-plasticos-frutas-640x480.jpg" alt="Saquinhos plásticos para carregar frutas, com aviso" title="Saquinhos plásticos para carregar frutas, com aviso" width="640" height="480" class="alignnone size-medium wp-image-1411" /></a></p>
<p>Segundo exemplo: no dia seguinte fui ao Extra da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, que é do mesmo grupo do Pão de Açúcar. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o aviso ao lado das sacolinhas de frutas, em português com erros, dando conta que havia um limite de cinco sacolinhas por vez, e que elas deviam ser usadas exclusivamente para transportar frutas. Isso porque muita gente estava pegando um monte dessas sacolinhas para transportar suas compras após passar no caixa, apesar de elas serem difíceis de carregar por não terem alças. Haveria alguma punição? Será que proibiriam quem usasse saquinhos para &#8220;fins maléficos&#8221; de entrar no mercado? Será que o &#8220;infrator&#8221; seria preso? <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarcasmo">O aviso não deixava claro.</a> No caixa, eu já tinha percebido que o esquema era similar ao do Pão de Açúcar: em vez de a gerente liberar as sacolas, <a href="http://www.trash80s.com.br/2009/10/ta-lembrado-lu-patinadora/" title="Lá, lé, li, ló, Lú Patinadora!" class="broken_link">as atendentes patinadoras</a> (se não me engano, chamadas de fiscais de caixa) traziam algumas sacolas a tiracolo, fornecendo-as aos clientes que as solicitavam. Foi o que o consumidor à minha frente fez.</p>
<p>Na minha vez, entretanto, as sacolinhas demoraram para ser entregues após minha solicitação. Mais de cinco minutos. Então apareceu a patinadora, olhou para as minhas compras, que não eram muitas, e estimou que seriam suficientes três saquinhos. Sim, saquinhos. Veja na foto abaixo, com um iPhone 4S para comparar, qual é o tamanho das sacolinhas que o Extra estava fornecendo! Tenho certeza que não é coincidência, mas uma maneira de doutrinar o cliente sem ele perceber. Eu já sabia do tamanho dos saquinhos, porque o cliente à minha frente tinha questionado o tamanho. A resposta da patinadora foi de uma arrogância extrema, em tom quase ameaçador: &#8220;Nós temos apenas de fornecer alguma coisa para o senhor levar suas compras, e é isso que estamos fazendo.&#8221;</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinho-plastico-ridiculo-extra.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinho-plastico-ridiculo-extra-640x217.jpg" alt="Saquinho plástico ridículo do Extra" title="Saquinho plástico ridículo do Extra" width="640" height="217" class="alignnone size-medium wp-image-1413" /></a></p>
<p>Virou guerra, aparentemente. E não deveria. A motivação do meio-ambiente é louvável, embora, como eu expliquei acima, a simples falta das sacolinhas não impedirá que lixo siga se acumulando nas nossas ruas e mesmo nos aterros sanitários. Mas uma contribuição por parte dos supermercados seria muito bem vinda, com ações educativas e o oferecimento de alternativas que não joguem todo o ônus da mudança nos ombros do consumidor. Porque fazer caridade com o bolso dos outros é muito fácil. Especialmente quando essa caridade vem acompanhada de um lucro extra de mais de sessenta milhões de reais.</p>
<p>Ainda quero ver quais serão os efeitos colaterais da decisão, que podem acabar sendo um tiro no pé. Afinal, compras de última hora, como de quem passaria no mercado após o trabalho e carregaria uma ou duas sacolinhas de compras na condução, tendem a diminuir. São compras pequenas, mas em grande quantidade. E há ainda as chamadas &#8220;compras de mês&#8221;, com grandes volumes, que não cabem nas alternativas que vão sobrar, como carrinhos de feira e sacolas retornáveis (aquelas que agora estão custando os olhos da cara). Isso sem falar em cenas bizarras, como alguém fazendo compras no Carrefour com uma sacola do Walmart, por exemplo, algo sem impacto algum, mas que vai gerar algumas fotos engraçadas.</p>
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		<title>Minha carta ao JT tem texto que não é meu</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 22:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[cartas]]></category>
		<category><![CDATA[empresas desastradas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal da Tarde]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Na seção &#8216;Há 20 Anos&#8217; li que, em 1992, um estudo da USP mostrava que seriam necessários 300 anos para que o ensino público brasileiro se igualasse ao de países desenvolvidos (Opinião, 9/1, pág. 2A). Pois bem, já se passaram 20 anos desde que essa matéria foi publicada e no que avançamos? Tivemos alguma melhora? Eu, realmente, duvido de que as coisas tenham se tornado melhores. Na verdade, imagino até que o ensino público brasileiro tenha regredido, considerando toda a corrupção que assola o nosso país e a falta de compromisso de nossos políticos. Devemos precisar de mais do que&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/01/carta-jt-texto-nao-meu/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Na seção &#8216;Há 20 Anos&#8217; li que, em 1992, um estudo da USP mostrava que seriam necessários 300 anos para que o ensino público brasileiro se igualasse ao de países desenvolvidos (Opinião, 9/1, pág. 2A). Pois bem, já se passaram 20 anos desde que essa matéria foi publicada e no que avançamos? Tivemos alguma melhora? Eu, realmente, duvido de que as coisas tenham se tornado melhores. Na verdade, imagino até que o ensino público brasileiro tenha regredido, considerando toda a corrupção que assola o nosso país e a falta de compromisso de nossos políticos. Devemos precisar de mais do que 300 anos para deixar o ensino público em ordem.&#8221;</p>
<p>A carta acima foi enviada ontem por mim ao <em>Jornal da Tarde</em> — em forma de email, claro — e publicada na edição de hoje. Eu concordo com tudo que está escrito acima. Não, esta última frase não é tão surreal quanto parece, já que o texto em questão foi escrito involuntariamente a quatro mãos. O fato é que eu escrevi menos de 50% dele; o restante foi alguém do jornal que adicionou. O motivo para tal adição eu ignoro. Posso supor que fosse para preencher o espaço, embora isso esteja longe de justificar o fato de colocarem palavras na minha boca.</p>
<p>O rodapé da seção de cartas é claro: &#8220;As cartas poderão ser reduzidas.&#8221; Nenhum problema quanto a isso. Já tive outras cartas publicadas no <em>JT</em> e em outros veículos, e a maioria delas foi reduzida. Mas apenas no <em>JT</em> uma carta minha tinha tido conteúdo <em>adicionado</em> (não me lembro quando, mas sei que já ocorrera uma vez), embora tivesse sido pouca coisa. Desta vez, eu tinha escrito 259 caracteres (e errado o ano!), que foram transformados em 607, já descontado o aposto que indica a matéria a que eu me referia. Veja o meu email original:</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/carta-original-jornal-da-tarde.gif" alt="Carta original ao Jornal da Tarde em 2012" title="Carta original ao Jornal da Tarde em 2012" width="640" height="380" class="alignnone size-full wp-image-1371" /></p>
<p>Se compararmos os dois textos, no que foi publicado até a palavra &#8220;regredido&#8221; dá para se dizer que eles simplesmente elaboraram um pouco mais minhas frases. Não mexeram no sentido delas, de fato. Após isso, já não há nada que eu tenha sequer mencionado? Corrupção? Falta de compromisso? Eu não citei os motivos para uma possível regressão. Quem os citou foi o <em>JT</em>, tudo debaixo do meu nome. E de uma maneira simplória, pois há muito mais motivos que apenas a corrupção e a falta de compromisso por parte de nossa classe política. Não que eu discorde do que eles afirmaram em meu nome; apenas acho que é uma afirmação incompleta. E, claro, se vivêssemos em uma ditadura, o jornal teria me jogado debaixo de um ônibus em alta velocidade.</p>
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		<title>Golpe no Ticket Restaurante</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/12/golpe-ticket-restaurante/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 20:11:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
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		<category><![CDATA[reclamações]]></category>
		<category><![CDATA[Ticket Restaurante]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao almoçar hoje tive uma ingrata surpresa: meu cartão Ticket Restaurante não tinha saldo. Ou melhor, tinha, mas apenas de 23 centavos, hoje insuficientes para comprar mais que um chiclete. Estranhei na hora, pois não só o carregamento feito pela empresa onde trabalho tinha sido feito na semana passada, como eu sabia que eu tinha até mais do que esse carregamento. Acessei o site da Ticket, e constatei que o saldo era, mesmo de 23 centavos. O site também disponibiliza os últimos lançamentos, e o golpe foi revelado: levaram 528 reais do meu Ticket Restaurante! Na foto acima, meu comprovante&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/12/golpe-ticket-restaurante/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao almoçar hoje tive uma ingrata surpresa: meu cartão Ticket Restaurante não tinha saldo. Ou melhor, tinha, mas apenas de 23 centavos, hoje insuficientes para comprar mais que um chiclete. Estranhei na hora, pois não só o carregamento feito pela empresa onde trabalho tinha sido feito na semana passada, como eu sabia que eu tinha até mais do que esse carregamento. Acessei o site da Ticket, e constatei que o saldo era, mesmo de 23 centavos. O site também disponibiliza os últimos lançamentos, e o golpe foi revelado: levaram 528 reais do meu Ticket Restaurante! Na foto acima, meu comprovante de um gasto de 8,50 reais em 22 de dezembro traz como saldo disponível 577,23 reais. Na segunda 26 fiz um gasto de 49 reais, que deixou um saldo de 528,23 reais. E ontem alguém fez uma compra no valor exato de 528 reais.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/historico-ticket-restaurante.gif" alt="Histórico do meu Ticket Restaurante" title="Histórico do meu Ticket Restaurante" width="640" height="431" class="alignnone size-full wp-image-1200" /></p>
<p>Liguei imediatamente para o atendimento telefônico da Ticket, registrando a ocorrência número 205XXXX<!--nullachtundsechszigeins-->, de que eu não reconhecia a despesa de 528 reais feita na Genolina Rodrigues Barbosa ME. Eles me informaram também o endereço do &#8220;estabelecimento&#8221;: Avenida Jardim Japão, 2699, Jardim Japão, na zona norte de São Paulo. Nunca estive por ali. Uma rápida consulta no Google Maps mostra que tal endereço sequer existe: a <a href="http://g.co/maps/2h6v8" class="broken_link">Avenida Jardim Japão</a> termina <a href="http://g.co/maps/6mbkh" class="broken_link">por volta do número 1658</a>. Já uma busca no Google por &#8220;Genolina Rodrigues Barbosa ME&#8221;, entre aspas, não retorna resultado nenhum. Tirando-se o &#8220;ME&#8221;, um único resultado, a página 31 do Diário Oficial do Estado de São Paulo de 23 de novembro de 2010, com um registro da declaração de enquadramento de microempresa.</p>
<p>Ontem (data da transação de 528 reais) meu cartão ficou o tempo todo comigo e não saiu da carteira. Não passei nem perto do Jardim Japão — na verdade, sequer deixei o Bixiga. Eu não tenho a minha senha anotada em lugar algum, confiando apenas na minha memória. Vale lembrar que no comprovante emitido pela maquininha após uma transação não há nenhum dado meu a não ser pelo saldo restante. Mas, curiosamente, alguém sem o meu cartão e sem a minha senha conseguiu sacar um valor que, provavelmente não por coincidência, era exatamente o meu saldo, excetuando-se os centavos.</p>
<p>Toda a cara de picaretagem, não? Espero que a Ticket perceba isso: eles deram três dias úteis de prazo para investigar. Se estiverem realmente interessados em resolver o problema, vão descredenciar o &#8220;estabelecimento&#8221; e ressarcir meus créditos. Se não estiverem, vão simplesmente dizer que não há o que ser feito. Mas haverá. Primeiro, esta matéria, que será atualizada de acordo com os desdobramentos. Segundo, farei um BO por estelionato. A conferir se será necessário. <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/saque-sem-seguranca-citibank/" title="O saque sem segurança do Citibank">O meu caso com o cartão Citibank</a>, similar pelo fato de terem feito um saque sem cartão nem senha, acabou resolvido de maneira satisfatória.</p>
<p><strong>Atualização (30/12, 16h40):</strong> Ainda não entraram em contato comigo, mas o crédito já foi devidamente feito no meu cartão. Será que agora, com senha nova, eu posso esperar que não haja mais desdobramentos? Nas últimas horas, apareceram cinco visitas diferentes no site originadas no Google, por meio de pesquisas como &#8220;genolina rodrigues barbosa me&#8221; e &#8220;compra &#8211; genolina rodrigues barbosa me&#8221;, afinal agora este texto deve ser o único resultado para essas palavras entre aspas. Isso sugere que eu não fui a única vítima do golpe. Espero que os demais também consigam seu dinheiro de volta. Se você tiver conseguido ou não resolver o problema, deixe um comentário abaixo, para compartilharmos o caminho das pedras.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/historico-ticket-restaurante-credito.gif" alt="" title="historico-ticket-restaurante-credito" width="640" height="417" class="alignnone size-full wp-image-1209" /></p>
<p><strong>Atualização (7/1, 10h04):</strong> Dez dias depois, o número de pessoas que chegaram aqui após uma busca por algo envolvendo a razão social citada acima já alcançou setenta. Torço para que a &#8220;empresa&#8221; já tenha sido descredenciada da Ticket.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/12/google-analytics-buscas-genolina.gif" alt="Google Analytics: resultados de buscas com &quot;genolina&quot;" title="Google Analytics: resultados de buscas com &quot;genolina&quot;" width="640" height="615" class="alignnone size-full wp-image-1339" /></p>
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		<title>Avianca cancela voo e deixa passageiros na mão</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/10/avianca-cancela-voo/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 10:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas últimas vezes que fui para o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, no final da tarde, cheguei em cima da hora para o voo, e o que me salvou foi o check-in feito previamente pela internet, que garantiu que eu só pegaria filas antes de passar pela máquina de raios-x e no portão de embarque. Ontem, pois, eu me programei para sair um pouco mais cedo, evitando o grosso do trânsito no cruzamento da Rua Professor Cristiano Fischer com a Avenida Protásio Alves e ao longo da Avenida Carlos Gomes e Rua Dom Pedro II. Funcionou. Apesar de eu&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/10/avianca-cancela-voo/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas últimas vezes que fui para o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, no final da tarde, cheguei em cima da hora para o voo, e o que me salvou foi o check-in feito previamente pela internet, que garantiu que eu só pegaria filas antes de passar pela máquina de raios-x e no portão de embarque. Ontem, pois, eu me programei para sair um pouco mais cedo, evitando o grosso do trânsito no cruzamento da Rua Professor Cristiano Fischer com a Avenida Protásio Alves e ao longo da Avenida Carlos Gomes e Rua Dom Pedro II. Funcionou. Apesar de eu ter pegado algum trânsito, os quinze minutos de antecedência para sair fizeram eu chegar quase meia hora mais cedo ao aeroporto. Ainda deu tempo de parar na livraria antes de ir para o portão de embarque. Olhei no painel, e o portão era o de sempre: portão 2.</p>
<p>Meia hora antes do voo, notei que não havia ainda o aviso no portão e fui conferir a tabela. Ainda estava o portão 2 como previsto, mas… logo ao lado, o aviso &#8220;Cancelado&#8221;. Será que teria algo a ver com as cinzas do vulcão Puyehue? O céu de Porto Alegre estava esquisito quando cheguei, na manhã de ontem, <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/126379676053676032" class="broken_link">algo impressionante, mesmo</a>, como uma neblina fora de hora. Mas ao longo da tarde as cnzas foram sumindo e, quando saí rumo ao aeroporto, elas eram quase imperceptíveis. Ainda assim, faria algum sentido se fosse o motivo do cancelamento, a não ser por um detalhe: havia voos de outras companhias saindo normalmente.</p>
<p>Tive de sair da área de embarque para verificar o que estava acontecendo. No balcão de check-in da Avianca já havia algumas pessoas bastante descontentes, e faltava pouco para chegar ao bate-boca. Alheio a isso, fui buscar informações. Sim, meu voo tinha sido cancelado. Ok, quais eram as minhas opções? Uma, seria esperar até às 21h30, para ver se eu conseguiria embarcar em um voo da Gol. Detalhe: não só este voo ainda não estava confirmado, como eu era o 68.º na lista de espera. Não era um cenário muito animador. Outros voos da Avianca? Não havia, e, segundo a atendente, todos os voos de hoje já estavam lotados desde então, devido aos remanejamentos que a empresa já estava fazendo desde o início da tarde. A Avianca bancaria a minha hospedagem em Porto Alegre enquanto eu esperava? Apesar de ela ser <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/companhia-aerea-deve-pagar-hospedagem-em-caso-de-cancelamento-de-voo/n1237592886317.html">obrigada a fazer isso (mesmo se o cancelamento se dever ao mau tempo)</a>, a posição da empresa era, basicamente, &#8220;Vire-se&#8221;. Ainda tentei ver se outras companhias tinham lugar, mas o único que me ofereceram sairia por uns 1,2 mil reais. Fora de cogitação.</p>
<p>A imagem da Avianca, ex-OceanAir, que eu tinha até ali não era ruim. Sim, ao menos na rota a que estou acostumado (São Paulo–Porto Alegre) a empresa voa apenas com Fokker 100s — embora com o nome alterado para MD28, provavelmente devido à má fama que o equipamento adquiriu nos anos 1990. Mas o serviço de bordo é acima da média atual no Brasil e serve até sanduíches ou salgadinhos, sempre quentes, algo que, mesmo longe das fartas refeições que se via nos céus brasileiros até os anos 1980, soa como um banquete frente aos amendoins da Gol e aos caríssimos sanduíches <em>vendidos</em> em voos da Webjet. Essa imagem foi jogada na privada pela empresa, que ainda deu a descarga.</p>
<p>O cancelamento do meu voo gerou os seguintes custos, apenas no meu caso: trinta reais, do táxi do aeroporto a um shopping center, onde eu compraria itens básicos para eu poder ficar até o dia seguinte em Porto Alegre, 46,97 reais, em cuecas (pacote com duas), meias (pacote com três) e camiseta (pacote com duas), 12,81 reais, em desodorante, escova e pasta de dentes, dezessete reais, do táxi do shopping center ao hotel, 145 reais, do hotel, e mais o táxi para o aeroporto nesta tarde, que deverá girar em torno de 25 a 30 reais. Isso porque acabei nem jantando. Total de uns 280 reais, mais o desgaste por não ter ido para casa ontem e complicado a vida da minha mulher, que hoje terá que se virar para levar e buscar nosso filho na escola. O dinheiro minha empresa reembolsará, pois ela cuida de seu funcionário. Só que não é ela que deveria fazê-lo, mas, sim, a Avianca, que não cuida de seu passageiro.</p>
<p>Agora pela manhã já vi na televisão que alguns voos foram cancelados, inclusive o primeiro da Avianca para Guarulhos. O segundo e o terceiro (para o qual tenho uma nova reserva, mesmo depois de a moça do check-in ter-me informado que todos os voos do dia já estavam lotados) permanecem no site da Infraero como &#8220;previstos&#8221;, assim como o voo das 23h37. As cinzas vulcânicas <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;section=Geral&amp;newsID=a3531665.xml" class="broken_link">deixaram o espaço aéreo gaúcho</a> à 1 hora de hoje. Desta vez, não sairei rumo ao aeroporto sem obter uma informação confiável a respeito do meu voo. E vale lembrar que amanhã e sexta-feira embarcar para São Paulo provavelmente será um inferno, já que possivelmente o Aeroporto de Cumbica estará fechado por causa de uma greve de funcionários.</p>
<p><strong>Atualização (26/10, 18h59):</strong> Após a publicação do caso no meu Twitter, a Avianca tentou entrar em contato comigo por telefone quando eu estava no meio do voo de volta. Não conseguiu, obviamente. O Leandro, do SAC da empresa, ligou-me novamente no dia seguinte, e aí consegui falar com ele. Ele pediu para eu contar brevemente a história, mas logo descobri que ele já tinha lido o meu relato nesta página, o que é um ponto positivo. Ele também me falou que aos passageiros que esperaram até o horário do voo da Gol e não conseguiram ser acomodados nele foi oferecida hospedagem com traslado a um hotel na cidade, informação que conflita com o que me foi passado no balcão de check-in. Com o que eu tinha de informação (não haveria pagamento de alimentação, hospedagem ou traslados), não valeria a pena esperar até o horário do voo, já que eu não teria mais tempo hábil de ir a um shopping comprar os itens de que necessitava.</p>
<p>Concluído o relato, ele me passou o número de protocolo e avisou-me que entraria novamente em contato em até cinco dias — ou seja, hoje. De fato, ele me ligou no fim da tarde, para me comunicar que a empresa ofereceria um crédito de mil pontos em seu programa de milhagens. Mil pontos equivalem a um décimo do necessário para um passagem de ida dentro do Brasil. Nem de longe cobriria as despesas que minha empresa e eu tivemos devido a uma falha de comunicação da Avianca. Ele perguntou se eu estava satisfeito. Eu, claro, disse que não. Aproveitei para assegurar que minha intenção não é obter nenhum tipo de indenização, apenas o reembolso das despesas que tive, listadas acima e todas com seus devidos comprovantes. Mas também frisei que, caso não receba amigavelmente por meio do protocolo atual, não hesitarei em procurar meus direitos na Justiça, aí, sim, pleiteando uma indenização por danos morais. Pelo próprio Twitter ofereceram-me auxílio jurídico nesse sentido. Ele irá conversar com sua gerência e deve entrar em contato comigo até o fim desta semana. Aguardemos.</p>
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		<title>Santander: o banco das tarifas &#8220;juntas&#8221;</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/07/santander-banco-tarifas-juntas/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 14:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Santander]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Citibank]]></category>
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		<description><![CDATA[Até meados do ano passado eu mantinha uma conta no Citibank, onde pagava R$ 39,90 de tarifa mensal. Periodicamente, recebo pagamentos do exterior, que sempre foram processados pelo Citi sem burocracia e sem cobrança de tarifas. Eu só recebia um aviso de pagamento e solicitava o depósito em minha conta. Nada me era cobrado a mais por isso. No ano passado, recebi uma visita do pessoal do então Banco Real, pois a empresa onde eu trabalhava passaria a fazer pagamento de salário por ali. Optei por abrir uma conta apenas para receber salário, pois não me interessava trocar o Citi&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/07/santander-banco-tarifas-juntas/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até meados do ano passado eu mantinha uma conta no Citibank, onde pagava R$ 39,90 de tarifa mensal. Periodicamente, recebo pagamentos do exterior, que sempre foram processados pelo Citi sem burocracia e sem cobrança de tarifas. Eu só recebia um aviso de pagamento e solicitava o depósito em minha conta. Nada me era cobrado a mais por isso. No ano passado, recebi uma visita do pessoal do então Banco Real, pois a empresa onde eu trabalhava passaria a fazer pagamento de salário por ali. Optei por abrir uma conta apenas para receber salário, pois não me interessava trocar o Citi naquele momento. Foi-me oferecida, então, uma conta no Van Gogh, sem cobrança de tarifas. Aceitei, pois, e acabei por fechar minha conta no Citibank, acreditando que eu teria um atendimento similar no Real (que eu já sabia que iria se converter em Santander), por uma tarifa mais baixa.</p>
<p>Ledo engano.</p>
<p>A primeira surpresa desagradável foi na hora de receber o primeiro pagamento enviado do exterior: era necessária uma grande burocracia, que incluía envio do contrato com o Google (que faz o pagamento), da ordem de pagamento emitida pelo próprio Google e de um documento assinado. Garantiram-me que seria apenas aquela primeira vez. Pouco depois, a segunda surpresa desagradável: uma cobrança de R$ 24,90 por operação de câmbio, mesmo quando duas eram efetuadas juntas. Como escrevi acima, o Citi não me cobrava nada por isso, e sei por exeperiência própria que essa é uma operação das mais simples. Acho muito difícil justificar um valor tão alto. A taxa de câmbio utilizada também foi uma grande decepção: bem abaixo da cotação oficial. No Citibank, a taxa era inferior à cotação oficial, mas muito próxima.</p>
<p>Se tivesse parado por aí, eu provavelmente não teria ligado muito. Afinal, esses pagamentos são efetuados no máximo mensalmente, então ainda representavam uma economia, embora já não tão grande como poderia — e deveria — ser. Eis que em maio último tive minha terceira surpresa desagradável, que foi a cobrança de R$ 38,00 de mensalidade. É possível que a isenção de tarifa fosse uma opção do Real, suprimida com a mudança para o Santander, mas não recebi um único comunicado, um único aviso. Não recebi nada; simplesmente um dia começaram a cobrar. Na verdade, apesar de terem mudado os números da minha agência e conta para adaptá-los ao Santander, o cartão que eu uso ainda é do Real, pois não se dignaram a mandar-me um cartão do Santander. Mas cobrar, isso cobram! E, de uma hora para a outra, passei a pagar, incluindo a tarifa de câmbio, mais de 50% a mais por mês do que pagava no Citibank.</p>
<p>Para piorar ainda mais, hoje tive a quarta surpresa desagradável, que foi com o mais recente fechamento de câmbio. Essa surpresa desagradável já tinha sido iniciada na semana retrasada, quando descobri que eu teria de enviar novamente os documentos, o que foi suavizado um pouco com a possibilidade de mandá-los escaneados, mesmo o documento assinado. Depois de tudo enviado, ainda assim tive de cobrar a mesa de câmbio por email para que o depósito fosse efetuado, depois de três dias úteis sem ele cair na minha conta. Não obstante tudo isso, ao acessar meu extrato online descobri que a tarifa de operação de câmbio mais que triplicou, passando para R$ 90,00. Escrevo mais uma vez, pois ainda tenho dificuldades em acreditar: <em>a tarifa mais que triplicou!</em> Mais uma vez: <strong>o Santander cobra uma tarifa três vezes maior.</strong> Agora acho que caiu a ficha. Ou seja, mesmo que o Santander <em>me pagasse cinquenta reais</em> para manter minha conta lá, a tarifa de operação de câmbio faria com que isso não valesse a pena na comparação com o Citibank. Imagine, então, pagar 38 reais como mensalidade!</p>
<p>Voltando à cotação usada, o dólar comercial fechou ontem, para venda, em 1,5427 real. O meu depósito foi feito com uma cotação de 1,4890 real. Mesmo sem receber nenhuma fortuna (no caso, 727,60 dólares), o prejuízo com a cotação foi de 39,07 reais. Somando-se aos absurdos R$ 90 da tarifa, temos quase 130 reais, isso sem falar no IOF (4,11 reais) e no imposto de renda, que eu declaro e soma outros quase trezentos reais à conta. Uma mordida de quase 50%, cortesia dos impostos escorchantes deste país e das tarifas do Santander.</p>
<p>Liguei para a minha agência às 9h58, mas fui informado que só poderia ser atendido dali a dois minutos (!). Deixei recado, pois, que foi retornado em cerca de meia hora — a única surpresa agradável desta história. A minha gerente está em licença-maternidade, então falei com outra gerente, que não conhecia as tarifas de câmbio e não sabia me dizer se os R$ 90,00 eram um erro ou se essa seria a tarifa cobrada pelo Santander (enquanto os R$ 24,90 seriam a tarifa do extinto Real). Ou seja, até agora a mudança do Real para o Santander só me trouxe prejuízo e desprazer. Parece que o tal do &#8220;juntos&#8221; envolve apenas Real e Santander, não o cliente. A opção de voltar ao Citibank já se tornou extremamente atraente, e parece que será o caminho que seguirei.</p>
<p>Estou profundamente decepcionado com o Santander. Enviei este texto para o email redes.sociais@santander.com.br, que é o endereço que <a href="http://twitter.com/#!/SacSantander_br/status/89066543903813632" class="broken_link">o Twitter do banco costuma indicar</a> quando alguém lhe direciona um tuíte. Não acredito que vá resolver o meu problema, mas esta postagem será atualizada com o desenrolar da situação, para o bem e para o mal.</p>
<p>Como a resposta estava demorando mais do que eu imaginava, perguntei qual era o tempo médio de espera. Fui informado que  o prazo máximo era de <a href="http://twitter.com/SacSantander_br/status/97001063240040449" class="broken_link">&#8220;cinco dias úteis&#8221;</a>, que seriam completados na última terça-feira, 2 de agosto. Não recebi comunicação alguma. No dia 3, entrei em contato mais uma vez pelo Twitter, informando que já estávamos no sexto dia útil, mas eu ainda não tinha recebido uma posição do banco. Responderam-me, novamente via Twitter, que meu caso estava em análise e que <a href="http://twitter.com/SacSantander_br/status/98740096999759872" class="broken_link">naquele mesmo dia</a> (quarta 3) eu seria contatado. Não fui. Isso só aconteceria às 15h43 de quinta-feira 4, por meio de uma ligação da gerente da minha conta, que não sei se ligou por causa do contato que fiz com ela na semana passada ou por causa do email enviado para o tal redes.sociais.</p>
<p>Em uma ligação de 29 minutos, ela não soube dizer por que tive cobrados dois valores diferentes para um mesmo tipo de operação. A melhor teoria foi de que no novo contrato que mandei preenchido foi selecionada uma opção diferente de serviço em algum campo. Os campos que preenchi foram os de dados pessoais, e havia diversos outros que deveriam ser preenchidos pelo banco ou por outrem.</p>
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		<title>O saque sem segurança do Citibank</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/saque-sem-seguranca-citibank/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 00:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
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		<description><![CDATA[Venho aproveitar-me mais uma vez desta tribuna virtual para expor o fraco atendimento de mais uma empresa a seus consumidores. A empresa desastrada da vez é o Citibank, de quem tenho cartões de crédito há seis anos, sem nunca ter tido grandes problemas. Mas, quando o problema apareceu, veio gigante. Na manhã da última sexta-feira recebi uma ligação da área de fraude do Citibank, que perguntava se eu reconhecia um saque de 520 reais feito com meu cartão de crédito Visa de final 8310, cerca de uma hora antes. Não, eu não reconhecia. O atendente perguntou se eu estava com&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/saque-sem-seguranca-citibank/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venho aproveitar-me mais uma vez desta tribuna virtual para expor o fraco atendimento de mais uma empresa a seus consumidores. A empresa desastrada da vez é o <b>Citibank</b>, de quem tenho cartões de crédito há seis anos, sem nunca ter tido grandes problemas. Mas, quando o problema apareceu, veio gigante.</p>
<p>Na manhã da última sexta-feira recebi uma ligação da área de <b>fraude do Citibank</b>, que perguntava se eu reconhecia um saque de 520 reais feito com meu cartão de crédito Visa de final 8310, cerca de uma hora antes. Não, eu não reconhecia. O atendente perguntou se eu estava com o meu cartão. Eu estava. Ele então me informou que um segundo saque, no valor de mil e poucos reais, foi bloqueado. Segundo a informação que me foi passada naquele dia, as duas tentativas de saque teriam sido feitas na Argentina (<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/11/jam-suites-boutique-hotel/">onde eu estive pela última vez quatro meses atrás</a>). Ele também me tranquilizou, dizendo que nenhum dos dois saques constaria da minha próxima fatura. Mesmo assim, a surpresa não foi grande quando constatei hoje que o saque consta, sim, da próxima fatura, que foi fechada nesta madrugada. Além do saque em si, uma taxa de saque, de oito reais, mais juros de quase trinta reais. (Cobram juros <em>e</em> taxa de saque. Grande negócio, não?)</p>
<p>Liguei, pois, para o atendimento do Citibank. Depois de alguns minutos explicando meu problema, o veredicto deles é que, como o saque não tinha sido feito sob coação, seria impossível solicitar o cancelamento. Como assim?!Sob coação não pode, mas sem o meu cartão pode? É essa a segurança que o Citibank me oferece? Nem eu sei a minha senha de saque, inutilizada imediatamente quando a recebi. Aí alguém, <em>de alguma maneira</em>, faz um saque e o banco simplesmente tira o corpo fora? Eu pago a extorsiva anuidade deles, e o tratamento é esse? (E isso porque eu não entro no crédito rotativo, senão poderia falar que pago juros medievais.) A última palavra do atendimento era de que não havia nada que eles pudessem fazer.</p>
<p>Meu passo seguinte foi ligar para a ouvidoria do banco. Expliquei mais uma vez o problema e ganhei um número de protocolo (A48818150211XX<!--nullneun-->). Desta vez, esperei bastante na linha enquanto a atendente (supostamente) averiguava o que tinha ocorrido. A versão agora era de que o primeiro saque, de 520 reais, tinha sido feito às 9h08 do dia 11 no Brasil — na fatura ele aparece como &#8220;saque nacional&#8221; —, mas a segunda tentativa, cujo valor agora tinha passado para 435,49 reais, tinha sido feita às 10h02 em uma agência do Banco de la Nación Argentina, na própria Argentina, e, por isso, bloqueada. Quer dizer: um cliente que tem no histórico de seis anos exatamente zero saque de repente &#8220;tenta&#8221; fazer um saque no Brasil e outro menos de uma hora depois no exterior, e tudo parece normal para o Citi? Qual a segurança que o Citi me oferece? Nenhuma, como comprovei. (Vale lembrar que <a href="http://www.baboo.com.br/conteudo/modelos/Banco-confirma-fraudes-relacionadas-com-roubo-de-dados_a21867_z0.aspx">fraude não é algo inédito no Citibank</a>, e falo em termos mundiais.)</p>
<p>Depois de mais de quarenta minutos após o início da ligação, a atendente me informou que não tinha como verificar em que agência tinha se dado o saque nacional. Segundo ela, não seria possível obter mais informações naquele momento, por isso um processo interno seria aberto, que poderia durar até sessenta dias. Apesar disso, em cerca de cinco dias úteis o sistema deverá ter novas informações. Como essa data é anterior ao vencimento da fatura, não há necessidade imediata de suspenderem o valor. Mas dá para adivinhar qual vai ser a resposta do banco na próxima terça-feira. Apesar de eles não conseguirem comprovar que o saque foi feito por mim, como exige a lei, eles vão jogar nas minhas costas o valor. O Citi, com seu departamento de fraudes que provou não ser infalível, vai lucrar alguns bilhões de reais neste ano em sua operação brasileira, e vai querer que eu arque com um valor indevido que me vai fazer falta, de 557,22 reais.</p>
<p>Tive uma situação semelhante com o Itaú alguns anos atrás, quando apareceram dois débitos de cerca de 450 reais em meu cartão de crédito, gastos em duas farmácias de São Paulo distantes uma da outra num espaço de 28 minutos. Só fui descobrir quando tentei usar meu cartão uns dois dias depois, e ele apareceu como bloqueado. Sim, eles bloquearam <em>depois</em> de <em>dois</em> usos indevidos. Abri um chamado e, depois da &#8220;averiguação interna&#8221;, eles disseram que os gastos eram devidos, pois constava a minha assinatura nos respectivos comprovantes. Não sei se era blefe, mas eu desafiei, e eles tiveram de mandar a cópia dos comprovantes. A assinatura não era nem remotamente parecida com a minha. Foi difícil conter a revolta. Diante das evidências, o Itaú não teve alternativa a não ser estornar os valores, inclusive a taxa de três reais pelo envio de cada uma das cópias.</p>
<p>Voltando ao Citibank, nos setenta minutos que fiquei ao telefone com a atendente Cristiane, da ouvidoria, não consegui descobrir informações realmente úteis para ser encaminhadas à polícia na abertura de boletim de ocorrência que eu farei ainda esta semana, diretamente no DEIC. Nem uma informação que deveria ser simples, como a agência nacional onde o saque foi efetuado. Como é que eles sabem a agência do exterior e não sabem a do Brasil? Ainda descobri que não é possível cancelar a função de saque do meu cartão, apesar da segurança nula que me é oferecida. Seguindo orientações jurídicas, liguei novamente (protocolo A04319150211XX<!--einfuenf-->) e informei que, se em 24 horas o problema não estivesse resolvido, eu abrirei uma denúncia no Banco Central. Nenhuma dessas ações é mera ameaça. Eu vou até o fim, porque esta história ainda não foi encerrada. Na semana que vem, a continuação.</p>
<p>Por enquanto, algo que talvez faça o Citi pensar bem na hora de dar uma resposta: este texto será atualizado com o caso até o fim, seja a resposta satisfatória ou não. E atualmente ele está na primeira página dos resultados do Google para pesquisas como &#8220;fraude cartão de crédito citibank&#8221;, &#8220;fraude citibank&#8221;, &#8220;segurança citibank&#8221; e mesmo &#8220;o saque&#8221;.</p>
<p><strong>Atualização (18/2, 21h00):</strong> Devido à <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/37663241870127104" class="broken_link">minha reclamação</a> no Twitter, a ouvidoria entrou em contato comigo na sexta-feira. Foi então que fiquei sabendo que antes eu <em>não</em> estava falando com a ouvidoria, algo que o sistema nunca me deixou claro. Meu caso agora está sendo acompanhado por uma funcionária específica, a Eliane. Por isso, estou segurando a reclamação no Banco Central. Para fazer o B.O. preciso ao menos saber o local onde o saque foi feito. A Eliane ficou de me informar na segunda-feira.</p>
<p><strong>Atualização (13/3, 12h25):</strong> Pouco antes do vencimento da minha fatura a ouvidoria entrou novamente em contato comigo, para me informar que tinha, de fato, classificado o saque como fraude, já que tinha havido mais de uma tentativa. A posição foi comunicada por telefone, mas eu deveria receber um documento por correio oficializando a posição do banco. Isso não ocorreu até agora, mas a próxima fatura, já disponível para consulta no site do banco, mostra os ajustes que me foram prometidos. Por enquanto, o problema parece ter sido resolvido.</p>
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		<title>A Claro perdeu o meu pedido</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/atendimento-claro-perdeu-pedido/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 20:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Banco Santander]]></category>
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		<description><![CDATA[Outro dia tive um problema com a Net, cujo atendimento eletrônico foi incapaz de resolver. Postei minha experiência no Twitter, e algumas horas depois recebi uma resposta, via Twitter. Rapidamente, o problema foi resolvido. Algo parecido já tinha acontecido quando tive um problema com a Gol, relatado aqui no Pseudopapel, e o twitter oficial da empresa funcionou bem como canal de comunicação. Isso sem falar em um tweet que escrevi sobre um caixa eletrônico do Santander que abria apenas às nove da manhã, onde eu questionava a utilidade de um caixa desses. Sem nem direcionar o texto ao usuário do&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/atendimento-claro-perdeu-pedido/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia tive um problema com a Net, cujo atendimento eletrônico foi incapaz de resolver. <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/12643913626034176" class="broken_link">Postei minha experiência no Twitter</a>, e algumas horas depois recebi uma resposta, via Twitter. Rapidamente, o problema foi resolvido. Algo parecido já tinha acontecido <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/mau-atendimento-gol/">quando tive um problema com a Gol</a>, relatado aqui no Pseudopapel, e o twitter oficial da empresa funcionou bem como canal de comunicação. Isso sem falar em um tweet que escrevi sobre um caixa eletrônico do Santander <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/22233636585611264" class="broken_link">que abria apenas às nove da manhã</a>, onde eu questionava a utilidade de um caixa desses. Sem nem direcionar o texto ao usuário do banco na rede social, eles me descobriram e ao menos <a href="http://twitter.com/#!/SacSantander_br/status/22385519216300032" class="broken_link">demonstraram interesse no meu problema</a>.</p>
<p>Por outro lado, outras empresas tratam o Twitter apenas como ferramenta de oba-oba, como é o caso do Submarino, que ignora os tweets a ele direcionados e posta apenas promoções e textos se exaltando. Mas o uso da Claro bate todos os recordes: &#8220;O twitter oficial da Claro eh <em>(sic)</em> o twitter oficial do fenomeno <em>(sic)</em>. Siga e acompanhe seus comentários e as novidades da Claro.&#8221; Sim, nem um canal a mais de atendimento nem ao menos as promoções do Submarino. A Claro dedica seu twitter aos comentários do jogador Ronaldo.</p>
<p>Por que estou escrevendo isso? Porque tive recentemente (mais) um problema com a empresa, e pensei no twitter como canal de comunicação, já que tinha dado certo com outras empresas. Sem esse canal, fiquei apenas com o atendimento telefônico, que contatei na manhã da quinta-feira 30 e expliquei minha história. Ela começara no último dia 18, um sábado, quando o celular da minha mulher tocou. Queriam falar comigo, pois eu era o titular da linha. Veja bem: sabiam que eu era o titular da linha da mulher, uma informação que apenas a Claro deveria ter. Segundo a atendente, eu teria direito a comprar um aparelho <a href="http://www.motorola.com/Consumers/BR-PT/Consumer-Product-Services/Mobile-Phones/MOTOROLA-DEFY-BR-PT" class="broken_link">Motorola Defy</a> antes de ele estar disponível e com um grande desconto. Pareceu-me uma boa oferta, então aceitei-a.</p>
<p>Pediram para confirmar meus dados. A cada pergunta que faziam, eu pedia antes para que eles me confirmassem o que havia na tela. Eles tinham todos os meus dados. Não haveria por que duvidar que a ligação viesse mesmo da Claro. Ainda mais porque, no fechamento da compra, a atendente parecia ter algumas dificuldades com o procedimento e estava sendo ajudada por um supervisor. Como eu estava na rua e não tinha como anotar, solicitei que enviassem o número do protocolo por SMS. Não enviaram. A promessa era de que o aparelho chegaria em até três dias úteis. Pois bem, passaram-se nove dias úteis, e nada.</p>
<p>Na já citada quinta-feira 30 liguei para saber o que estava acontecendo. Expliquei a situação, a atendente procurou e não achou nenhum protocolo aberto em relação ao meu número. Comecei a ficar preocupado, embora ainda não houvesse nenhum débito no cartão de crédito que eu passei. Ainda não há, aliás. A atendente falou que iria buscar no número da minha mulher — algo que deveria ser automático no sistema, já que compartilhamos um mesmo plano-família. A linha caiu em seguida.</p>
<p>Passei novamente pelo longuíssimo menu da Claro, e, como eu não tinha protocolo do atendimento anterior, tive de explicar novamente o problema. Desta vez, já pedi que olhassem diretamente no número da minha mulher. Realmente, havia ali um protocolo do dia 18 (20102487092<!--sechszehn-->XX). Alívio. Quer dizer, alívio parcial. Ele me informou que, embora houvesse o protocolo, não havia nenhum pedido aberto. Foi aberto um novo protocolo (20102577407<!--dreiunszwanzig-->XX), e deram-me cinco dias úteis para receber um novo contato telefônico. Ainda que não contemos o dia 31 de dezembro como dia útil, o prazo esgotou-se na sexta-feira passada. Não acredito que liguem mais a esta hora.</p>
<p>A esta altura, claro, nem quero mais o celular. Não sei se essa situação já foi encerrada. Ou seja, se ainda vão debitar alguma coisa no meu cartão de crédito ou não. Mas sabe o que é pior? Que as outras operadoras de telefonia celular são iguais ou piores.</p>
<p><strong>Atualização (4/2, 16h16):</strong> Depois que chamei a Claro de &#8220;lixo&#8221; em <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/33186396789415936" class="broken_link">um tweet direcionado ao jornalista Bruno Winckler</a> (que também <a href="http://twitter.com/#!/bwinckler/status/33185884094337025" class="broken_link">reclamava da empresa</a>), recebi <a href="http://twitter.com/#!/ClaroBlog/status/33578230401204224" class="broken_link">um tweet</a> da conta <a href="http://twitter.com/#!/ClaroBlog" class="broken_link">@ClaroBlog</a> no dia seguinte, perguntando se poderia ajudar. A resposta era em relação ao meu xingamento &#8220;genérico&#8221;, não em relação à reclamação explicitada em detalhes acima quase um mês atrás. Foi uma surpresa descobrir que eles têm, sim, uma área dedicada às redes sociais, pois no próprio site da empresa o Twitter é listado no rodapé apenas com o endereço da conta do ex-jogador em atividade Ronaldo. De qualquer maneira, respondi a eles com um link para este artigo, para que ao menos tomem conhecimento do assunto. Providências? Não existe nenhuma que vá resolver o problema, pois não quero mais comprar o celular.</p>
<p><strong>Atualização (14/2, 20h36):</strong> A Claro demorou alguns dias para me ligar e deu a resposta que eu imaginava, pedindo desculpas e avisando que iria &#8220;tomar provdências internas&#8221;. Cerca de uma semana depois, ligou-me novamente para informar que, devido ao ocorrido, eu poderia passar em qualquer loja Claro portando o protocolo do chamado e adquirir, sem custo, o celular em questão.</p>
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		<title>Mau atendimento (automático) da Gol</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 18:11:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[empresas desastradas]]></category>
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		<description><![CDATA[Pouco menos de um mês atrás comecei a planejar uma viagem a Buenos Aires com minha esposa. Serviram como ponto de partida as milhas que minha mãe tinha por expirar na Gol. Procurei, pois, datas que nos fossem convenientes em outubro e, a partir da passagem comprada com as milhas, em nome de minha mulher, procurei um hotel e uma passagem para mim. Ela sairia de São Paulo às 21h30 de uma quinta-feira e voltaria no voo das 19h30 do domingo seguinte. Pouco tempo de viagem, mas foi o que conseguimos ambos de folga em nossos respectivos empregos. Por causa&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/mau-atendimento-gol/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco menos de um mês atrás comecei a planejar uma viagem a Buenos Aires com minha esposa. Serviram como ponto de partida as milhas que minha mãe tinha por expirar na Gol. Procurei, pois, datas que nos fossem convenientes em outubro e, a partir da passagem comprada com as milhas, em nome de minha mulher, procurei um hotel e uma passagem para mim. Ela sairia de São Paulo às 21h30 de uma quinta-feira e voltaria no voo das 19h30 do domingo seguinte. Pouco tempo de viagem, mas foi o que conseguimos ambos de folga em nossos respectivos empregos. Por causa do alto preço nos mesmos voos dela, acabei comprando a minha passagem com outra companhia aérea, mas consegui horários razoavelmente parecidos e que permitiriam que quem ficasse esperando em Ezeiza, tanto na ida como na volta, fosse sempre eu. Ainda assim, graças aos horários, poderíamos maximizar nosso tempo na capital argentina, inclusive no domingo.</p>
<p>Ainda estamos a algumas semanas da partida, mas a Gol já começou a atrapalhar nossos planos. Sem motivo algum, mandou um e-mail avisando que o voo de volta dela tinha sido mudado. E vejam só o absurdo: o voo, no início da noite de domingo, passaria para as 6h25 da madrugada de segunda. E não seria mais um voo direto, mas um com nada menos que duas escalas, com chegada a Guarulhos às 12h20, o que a obriga a perder mais um dia de trabalho. O e-mail não é nada esclarecedor: &#8220;O seu itinerário foi alterado devido a ajustes na malha aérea. (…) A Gol Linhas Aéreas informa que houve uma alteração em seu voo original. Para aceitar esta mudança, por favor, copie e cole o seguinte endereço no seu navegador. (…) Para maiores informações com relação à alteração de seu voo, por favor, copie e cole o seguinte endereço no seu navegador: (…) Ou se preferir, entre em contato com o Setor de Acomodação através do e-mail (…).&#8221;</p>
<p>Vamos por partes. No início do e-mail, a empresa culpa &#8220;ajustes na malha aérea&#8221; pela mudança. Essa desculpa é tão esclarecedora quanto &#8220;Você executou uma operação ilegal e este programa será fechado&#8221;. Dá a nós toda a margem para imaginar que minha esposa foi vítima do famoso <em>overbooking</em>. E, com passagem comprada com milhas, é a primeira a perder o lugar. Pouco depois, pede para eu acessar determinado endereço para &#8220;aceitar esta mudança&#8221;. Mas e se eu não visitar tal endereço? A mudança deixará de ser aceita? Ela continuaria no voo original? Isso o e-mail não esclarece.</p>
<p>O esclarecimento viria, em teoria, ao acessar um chat da empresa, alardeado como &#8220;exclusivo para clientes que receberam o alerta sobre alteração de voo&#8221;. Dá a impressão de que é simples de fazer, não? Pois há horas estou tentando acessá-lo, mas tudo o que vejo é uma mensagem onde se lê &#8220;Desculpe, todos os operadores estão em atendimento&#8221;. Abaixo da mensagem, um botão &#8220;Reconectar se&#8221; (assim mesmo, sem o hífen). O botão é clicável, mas não serve para nada. A mensagem não sai da tela. Não sei nem se ele está tentando me logar de novo no chat ou se simplesmente não está funcionando. Por fim, a última opção que o e-mail me apresenta é enviar um e-mail para determinado endereço, o que fiz logo depois da primeira tentativa fracassada de acessar o chat. Horas depois, ainda nenhuma resposta, nem sequer uma mensagem avisando que o meu e-mail foi recebido.</p>
<p>Felizmente, ainda faltam algumas semanas para o embarque, e espero conseguir resolver tudo até lá. Mas este momento de incerteza é angustiante. Eu é que iria ficar esperando umas poucas horas no aeroporto de Ezeiza, e agora a perspectiva é de que minha esposa tenha de esperar ainda mais tempo. E, pior, sem ter onde ficar. O endereço do chat da Gol tem um &#8220;acomodacao&#8221; no meio, o que faz supor que eles pretendam fornecer alguma acomodação. Mas e o táxi para esse local e desse local ao aeroporto? E o transtorno de acordar por volta das três da madrugada para pegar o avião? E a paciência de esperar duas escalas quando se reservou um voo direto? E o dia de trabalho que será perdido se o problema não for resolvido?</p>
<p>Vamos nos manifestar, Gol?</p>
<p>Antes que alguém resolva dizer que &#8220;quem compra passagem com milhas não tem que reclamar&#8221;, quero lembrar que as milhas estão embutidas no preço das passagens originais. Quando se compra passagens com a Gol, pensa-se nas milhas que serão acumuladas. Mesmo no caso das milhas acumuladas com cartão de crédito, paga-se uma anuidade maior para a administradora por causa desse benefício. Como diz o famoso ditado americano, &#8220;não existe almoço grátis&#8221;. Imagina-se que esse serviço, que não é gratuito como muitos pensam, será prestado de maneira satisfatória. Neste momento, &#8220;satisfatório&#8221; é um adjetivo que não se aplica ao serviço que nos está sendo prestado. Vamos ver se melhora até o embarque.</p>
<p><a name="atualizacao1"></a><strong>Atualização (22/9, 8h31):</strong> A Gol levou 46 horas para responder o meu e-mail, e a resposta foi bastante vaga, mencionando um voo das 19h35, mas ressaltando que ele está sujeito a disponibilidade de assentos. Respondi imediatamente, mas ainda aguardo nova manifestação da empresa por esse meio.</p>
<p><strong>Atualização (22/9, 15h59):</strong> Eu tinha usado o Twitter ontem à tarde para reclamar com a empresa, por meio de sua conta oficial. Surpreendentemente, foi o meio mais rápido: pouco menos de 24 horas depois eles entraram em contato comigo por telefone. O problema é que, até agora, as quatro opções que me ofereceram não foram satisfatórias. A primeira é o já citado voo da manhã de segunda-feira, sem acomodação e traslado pagos pela empresa. A segunda e a terceira são voos na manhã do próprio domingo, o que nos faria perder quase o dia inteiro. E a quarta seria o reembolso integral das taxas de embarque, o que não resolve o problema, pois as diárias do hotel e a minha passagem, já emitida por outra companhia aérea, não são reembolsáveis.</p>
<p>A atendente foi bastante cortês e pareceu realmente estar tentando resolver o problema — se vai conseguir, é outra história. Ou seja, quando se consegue falar com alguém, o atendimento melhora bastante. A Gol vai analisar o que mais pode oferecer no nosso caso. Aguardarei uma nova ligação.</p>
<p><a name="atualizacao2"></a><strong>Atualização (24/9, 16h22):</strong> Recebi um e-mail, que não sei se tem a ver com a primeira resposta deles ou com a resposta que veio por intermédio do Twitter. De qualquer maneira, dizem eles que a reserva foi passada para o voo imediatamente seguinte (35 minutos de diferença). É o mesmo voo que a atendente tinha me dito por telefone que estava lotado. Pelo sim, pelo não, chegaremos com bastante antecedência ao aeroporto, para tentar garantir alguma coisa. Talvez no fim das contas o impacto em nossa viagem seja de meia hora, uma hora. Mas o stress foi desnecessário.</p>
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