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	<title>Pseudopapel &#187; Serviço</title>
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	<description>Porque de eletrônico este espaço só tem o formato.</description>
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		<title>Spams de corretores e diretores</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Oct 2013 20:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[email]]></category>
		<category><![CDATA[empresas desastradas]]></category>
		<category><![CDATA[spam]]></category>

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		<description><![CDATA[A praga do spam não é recente. Convive-se com ela há quase vinte anos, e são spams de todos os tipos. Vez por outra, aparece algum mais curioso, mas são ocasiões raras, não só porque esses spams curiosos são raros, mas também porque quem é que fica olhando a pasta de lixo eletrônico, para encontrá-los? O problema é que o sistema de detecção de spams não é tão eficiente como gostaríamos. Nos casos em que o spammer envia, de uma forma praticamente manual, suas porcarias, é razoavelmente fácil enganar o filtro. Cito como exemplo a mania recente de corretores de&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2013/10/spams-corretores-diretores/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A praga do spam não é recente. Convive-se com ela há quase vinte anos, e são spams de todos os tipos. Vez por outra, aparece algum mais curioso, mas são ocasiões raras, não só porque esses spams curiosos são raros, mas também porque quem é que fica olhando a pasta de lixo eletrônico, para encontrá-los? O problema é que o sistema de detecção de spams não é tão eficiente como gostaríamos. Nos casos em que o <em>spammer</em> envia, de uma forma praticamente manual, suas porcarias, é razoavelmente fácil enganar o filtro.</p>
<p>Cito como exemplo a mania recente de corretores de imóveis: enviar spam aleatoriamente sobre seus <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/05/predios-nomes-estrangeiros/" title="Prédios com nomes estrangeiros">&#8220;fantásticos&#8221; lançamentos imobiliários</a>, contando, para isso, com a ajuda de bancos de dados de endereços vendidos ilegalmente. Já recebi emails com lançamentos &#8220;imperdíveis&#8221; em cidades muito distantes da minha. Ontem, mesmo, recebi um spam sobre um prédio que até fica em São Paulo, mas veja o primor do raciocínio que abre a mensagem, mantido aqui com todos os erros de português: &#8220;Faço um trabalho totalmente on-line, entendo que hoje , clientes com potencial de compra não <em>tem</em> tempo <em>pára</em> falar ao telefone, por isso, lhe escrevo para apresentar um projeto de <em>Alto Padrão no</em> Jardins onde <em>a muito tempo</em> não se lança nenhum empreendimento deste porte, <em>há 7 minutos</em> da Av.Paulista o Coração financeiro de São Paulo.&#8221;</p>
<p>Tive a impressão de já ter recebido anteriormente um spam desse mesmo corretor de nome curioso, porém, como não tinha certeza, simplesmente respondi, solicitando que meu endereço fosse retirado de sua lista de spam. Ele respondeu-me dizendo que o removeu. Possivelmente, ele removeu-o, de fato, mas quem garante que meu endereço não pipocará de novo em sua lista quando ele comprar um CD mais &#8220;atualizado&#8221;, no futuro?</p>
<p>Outro exemplo foi um email que recebi há cerca de dois meses, com o assunto &#8220;Contato &#8211; café&#8221;. Desempregado que estava na época, o assunto interessou-me, aliado ao pequeno trecho que era destacado na caixa de entrada: poderia ser alguém que tinha recebido o meu currículo e queria conversar. A primeira frase não deixava transparecer que era um spam: &#8220;Eu trabalho como Diretora <em>(sic)</em> de relacionamento da agência XXXX XXXXXXX, uma agência de marketing e comunicação digital.&#8221; Ou seja, minha ideia fazia sentido.</p>
<p>Porém, ao ler o restante do texto, percebi que era uma mera propaganda dos serviços da empresa, com um agravante: a maneira como foi enviado — spam — depunha fortemente contra esses serviços. Vejamos. Ela fala em uma &#8220;consultoria avançada onde nós pesquisamos e monitoramos consumidores e outros players <em>(sic)</em>&#8220;. Pois bem, essa tal &#8220;consultoria avançada&#8221; enviou emails aleatoriamente para supostos clientes, inclusive uma pessoa física desempregada, alardeando a suposta eficiência do serviço.</p>
<p>O texto prosseguia: &#8220;Nosso grande diferencial e excelência é exatamente o monitoramento das mídias sociais para gestão da reputação da marca e também para planejamento e execução de estratégias sociais para a geração da publicidade espontânea através de ações, campanhas, aplicativos, combinadas com inteligência de negócio.&#8221; Nesse ponto, ela até não errou tanto, afinal, esta postagem em meu humilde blogue não deixa de ser uma &#8220;publicidade espontânea&#8221;, ainda que negativa. Só não é mais negativa, aliás, porque optei por omitir nomes.</p>
<p>E ainda havia essa preocupante pérola: &#8220;Esse é um conceito novo, que tempos <em>(sic)</em> implementado em cases de sucesso, como <em>[ela cita o nome de três grandes empresas]</em>.&#8221; Na mesma hora, já fiquei com medo de essas três grandes empresas usarem a mesma estratégia de spam para divulgar seus serviços. Ou seja, a tal diretora de Relacionamento conseguiu arranhar a imagem do que são provavelmente seus três maiores clientes.</p>
<p>Antes de encerrar com sua assinatura, que incluía uma quase antítese &#8220;Inteligência digital&#8221;, ela despede-se com a seguinte proposta: &#8220;Gostaria, conforme a sua conveniência, de agendar uma reunião de 20 ou 30 minutos para lhe apresentar pessoalmente esta proposta de valor para a sua marca e sua operação e claro aproveitar e tomar um café para trocarmos cartão de visita.&#8221; Fiquei tentado a aceitar seu convite, mas, como eu não tinha cartões de visita, justamente por estar desempregado, deixei para lá, já com a ideia de escrever este texto em algum momento.</p>
<p>(Duas semanas depois, ela enviou novamente o mesmo email, com uma ou outra diferença nos espaçamentos entre parágrafos, mas silenciou-se desde então. Nesse segundo email, ela abria com um &#8220;Solicito sua indicação para área responsável&#8221;, que só serviu para ressaltar a falta de &#8220;inteligência digital&#8221; da agência.)</p>
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		<title>Migração do Google Reader para o Feedly</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2013/06/migracao-google-reader-feedly/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Jun 2013 15:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[Feedly]]></category>
		<category><![CDATA[Google Reader]]></category>
		<category><![CDATA[RSS]]></category>

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		<description><![CDATA[Como usuário do Google Reader há quase cinco anos, é claro que a notícia de que ele seria desativado a partir do próximo dia 1 de julho deixou-me à procura de um bom substituto. Como a notícia foi amplamente divulgada em diversos dos sites que eu acompanhava, ironicamente, no próprio Google Reader, testei alguns candidatos e rapidamente decidi-me pelo Feedly, graças à sua bela interface para iPad. Entretanto, o Feedly ainda necessitava do Google Reader para acessar o seu feed, algo que eles resolveram neste mês, a poucos dias do desligamento da plataforma antiga. Mas ainda tinham ficado algumas dúvidas&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2013/06/migracao-google-reader-feedly/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como usuário do Google Reader <a href="http://i.minus.com/iMO3uiKVyrJcw.png" class="broken_link">há quase cinco anos</a>, é claro que a notícia de que <a href="http://googlereader.blogspot.com.br/2013/03/powering-down-google-reader.html" title="The Official Google Reader Blog: 'Powering Down Google Reader'">ele seria desativado</a> a partir do próximo dia 1 de julho deixou-me à procura de um bom substituto. Como a notícia foi amplamente divulgada em diversos dos <em>sites</em> que eu acompanhava, ironicamente, no próprio Google Reader, testei alguns candidatos e rapidamente decidi-me pelo <a href="http://cloud.feedly.com/#welcome" title="Feedly">Feedly</a>, graças à sua bela interface para iPad. Entretanto, o Feedly ainda necessitava do Google Reader para acessar o seu <em>feed</em>, algo que eles resolveram neste mês, a poucos dias do desligamento da plataforma antiga.</p>
<p>Mas ainda tinham ficado algumas dúvidas sobre como a migração ocorreria, como as que a minha amiga Cristina Castro <a href="https://www.facebook.com/cristinamorenocastro/posts/4359134915439">expôs</a> em seu Facebook (o <em>link</em> só vai funcionar para os amigos dela). Afinal, o Feedly tinha divulgado que a migração já se tinha iniciado, mas não deu muitos detalhes de como ela seria feita. Hoje, ele fez uma nova postagem em seu blog, dando <a href="http://blog.feedly.com/2013/06/19/feedly-cloud/" title="Bulding Feedly: 'Feedly Cloud is Now Available to All Users'">instruções de como migrar</a>, mas ainda fiquei com dúvidas, especialmente depois de ler que <a href="http://lifehacker.com/feedly-gets-its-own-syncing-service-detaches-you-from-513783286" title="Lifehacker: 'Feedly Gets Its Own Syncing Service, Detaches You From Google Reader'">o processo era um pouco confuso</a>. Então, após concluí-lo, com êxito e sem traumas, resolvi escrever este texto, que pode auxiliar os que tinham as mesmas dúvidas que eu tinha. </p>
<p>O primeiro passo foi entrar na <a href="http://cloud.feedly.com/" title="Feedly">nova interface <em>web</em> do Feedly</a>. Lá, cliquei no botão &#8220;Login&#8221;, que é o do meio e não tem o mesmo destaque do botão &#8220;Import your Google Reader&#8221;. Por que fiz isso? Porque eu já tinha importado, desde março, e não acreditei que seria necessário. No meu caso, realmente não foi. De qualquer maneira, pelo que pude ver, ambos os <em>links</em> levam ao mesmo lugar. Mas, se você estiver entrando no Feedly pela primeira vez, é bom usar a primeira opção. É importante destacar que, se você já estiver logado no Feedly, deverá deslogar-se.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2013/06/feedly-home-page-640x203.gif" alt="Home page do Feedly" title="Home page do Feedly" width="640" height="203" class="alignnone size-medium wp-image-1667" /></p>
<p>Em seguida, abriu-se uma nova janela, do Google, solicitando que eu confirmasse que dava autorização ao Feedly para visualizar as informações da minha conta, gerenciar meus dados no Google Reader e visualizar meu endereço de email. Isso porque eu já estava logado em minha conta no Google. Quem não estivesse logado, veria a tela de <em>login</em>. Se a migração já estaria ocorrendo, por que é necessário logar-se no Google? Porque o Feedly seguirá usando sua conta no Google para <em>login</em>, da mesma maneira que diversos <em>sites</em> permitem que você se logue com sua conta no Twitter ou no Facebook. Ou seja, mesmo após o fim do Google Reader, sua conta no Google ainda estará atrelada ao Feedly, mas não mais alimentando os <em>feeds</em>.</p>
<p>Após a confirmação da autorização, a migração foi concluída em relação ao <em>site</em> e fui direcionado para a tela com todos os meus <em>feeds</em>. Entretanto, eles apareceram todos como não-lidos, gerando uma lista com &#8220;999+ itens&#8221;, o que seria um pequeno inconveniente, caso eu não soubesse, antes, que tinha apenas um item não-lido em minha lista. Felizmente, a contagem não se altera dentro do Google Reader, então, se você cumprir esses passos antes do fim da ferramenta, pode logar-se nela e verificar quais eram os itens que você ainda não tinha lido. Depois, vá a interface do Feedly que você estiver usando e procure pela opção &#8220;Mark category as read&#8221;.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2013/06/feedly-mark-category-as-read.jpg" alt="Feedly: opção &quot;Mark category as read&quot;" title="Feedly: opção &quot;Mark category as read&quot;" width="640" height="315" class="alignnone size-full wp-image-1669" /></p>
<p>O processo inteiro deve ser repetido em todas as interfaces onde você tiver o Feedly instalado, deslogando-se, fechando o programa e fazendo o novo <em>login</em>. No meu caso, fiz o mesmo no iPad, no celular e na extensão do Chrome que eu tinha instalado em outro computador. Se você for acessar apenas a partir do navegador, não será preciso fazer mais nada, e você pode só acertar essa questão dos não-lidos e começar a usar o Feedly.</p>
<p>Acho que consegui descrever o processo com o máximo de detalhes de que me lembrei. Se lembrar de mais alguma coisa ou se alguém tiver alguma dúvida nos comentários em que eu consiga ser útil &#8212; não sou exatamente um cara técnico &#8211;, atualizarei o texto.</p>
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		<title>Périplo para protocolar recurso no Detran-SP</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 01:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
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		<description><![CDATA[Minha mãe foi multada dirigindo meu carro em novembro, por ter furado o rodízio. Ela de fato cometeu a infração, quando foi buscar meu filho na escola e, depois de um congestionamento por não ter pegado o caminho que sempre pego (eu estava viajando a trabalho), ser flagrada a três quarteirões da minha casa, dezesseis minutos após o rodízio da tarde passar a vigorar naquele dia. Paguei a multa, cujo prazo com desconto venceu hoje, mas resolvi recorrer, esperando que meu histórico sem multas nos últimos anos sirva para alguma coisa. Não fiz uma carta lamuriosa ou desafiadora; apenas expliquei&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/02/periplo-protocolar-recurso-multa-detran-sp/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mãe foi multada dirigindo meu carro em novembro, por ter furado o rodízio. Ela de fato cometeu a infração, quando foi buscar meu filho na escola e, depois de um congestionamento por não ter pegado o caminho que sempre pego (eu estava viajando a trabalho), ser flagrada a três quarteirões da minha casa, dezesseis minutos após o rodízio da tarde passar a vigorar naquele dia. Paguei a multa, cujo prazo com desconto venceu hoje, mas resolvi recorrer, esperando que meu histórico sem multas nos últimos anos sirva para alguma coisa. Não fiz uma carta lamuriosa ou desafiadora; apenas expliquei a minha situação — sem carro reserva e com um filho de três anos para levar à escola do outro lado da cidade, mas, mesmo assim, respeitando o rodízio sempre — de maneira cortês. Se a multa for mantida, bem, ela é devida. A única coisa é que não consegui foi transferir a pontuação para minha mãe, pois, apesar de mandar o formulário e os documentos exigidos dentro do prazo, quando recebi a notificação de penalidade de multa (que é o aviso que vem com um boleto bancário para pagamento) não constava nenhum nome como condutor responsável, sobrando, pois, para o proprietário do veículo — eu.</p>
<p>Mas acabei deixando para mandar meu recurso no último dia. Aliás, mandar, não, porque já não havia mais tempo. Dessa maneira, tive de entregar minha defesa pessoalmente. Na notificação constavam dois endereços onde eu poderia fazê-lo: um na Rua Boa Vista, no Centro, e outro próximo ao Metrô Armênia. O da Boa Vista não so era o mais próximo da minha casa como fica no meu caminho após deixar meu filho na escola. Foi para lá que me dirigi, pois. Cheguei lá no início do expediente e não havia muita gente ali. Provavelmente não demoraria muito. E não demorou, mesmo: menos de cinco minutos depois, eu já estava na rua de novo. Mas não com tudo resolvido. Pelo contrário; eu teria de me dirigir ao Detran, aquele próximo ao Metrô Armênia, na Avenida do Estado, porque na Rua Boa Vista não estavam mais tratando de multas do DSV, o que era o meu caso. Isso há não muito tempo. De nada adiantou eu mostrar a notificação com o endereço do Centro, exposta acima. A postura do funcionário público foi como se dissesse: &#8220;Dane-se, não é aqui e o problema não é meu.&#8221; O problema de fato não era dele: era da empresa que ele representava, que provavelmente ainda tem um grande estoque de papéis impressos onde consta o endereço, agora incorreto para multas do DSV.</p>
<p>Não havia nada mais a fazer, a não ser pegar o Metrô até a Armênia, que, vá lá, não é tão longe assim da Rua Boa Vista (três estações de Metrô na Linha 1-Azul). Cheguei lá às 9h15, com o expediente já aberto. Mas tudo parado, inclusive as filas, pois <a href="https://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/169019567794962432">o Detran estava sem sistema</a>. Em todas as janelas, papéis &#8220;informavam&#8221;: &#8220;Sistema fora do ar sem previsão de retorno.&#8221; E as pessoas, que estavam lá pelos mais diversos motivos, acumulavam-se, todos de pé, no espaço, que não era lá muito grande, em três ou quatro filas distintas que muitas vezes se confundiam. Não era uma manhã particularmente quente, mas estava longe de fazer frio. Eu, pelo menos, cheguei a suar enquanto esperava. Difícil não notar que, do outro lado do vidro, os funcionários estavam sentados e desfrutando o ar-condicionado.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/sistema-detran-fora-do-ar-640x426.jpg" alt="Papéis avisam que o sistema do Detran-SP está fora do ar" title="Papéis avisam que o sistema do Detran-SP está fora do ar" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1423" /></p>
<p>Eu era o sexto ou sétimo na fila para protocolar o recurso de multa. Aos poucos, fui avançando, ou por desistência diante da indefinição da falta de previsão de retorno ou, em um caso, porque o senhor que estava à minha frente ainda não poderia protocolar seu recurso, por não ter recebido a notificação de penalidade de multa. Quase três horas depois de chegar, eu já era o primeiro da fila. Enquanto esperava, vi diversas pessoas comentando, ou na fila ou com algum funcionário no guichê, que tinham ido à Rua Boa Vista, mas foram direcionadas para o Detran, na Avenida do Estado. Não fui só eu que caí no conto do papel timbrado. E, aparentemente, ninguém vai fazer nada para corrigir. O que podem fazer? Ora, permitir que quem tem o papel com tal informação, e apenas essas pessoas, possa fazer na Rua Boa Vista o que a própria Prefeitura informou ser possível fazer lá.</p>
<p>Perda de tempo por perda de tempo, eu perdi a manhã toda nessa brincadeira, entre a desnecessária parada no Centro e a espera pela volta do sistema, que <a href="https://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/169071456934821888">efetivamente voltou</a> às 12h40, quase exatas três horas e meia após minha chegada ali. Tudo isso para receber o protocolo em menos de três minutos, contando o tempo em que a funcionária estava usando meus papéis para testar se o sistema estava mesmo de volta. Será que é necessário mesmo ter um sistema operante para receber recursos de multa? Até não muito tempo atrás eles eram manuais. Uma repartição pública inteira parou por quase cinco horas, desde sua abertura, devido a uma falta de sistema que espero não ser rotineira. Não há alternativas? Procedimentos manuais que possam ser utilizados em tais situações?</p>
<p><strong>Atualização (4/6/2012, às 17h25):</strong> Quase quatro meses depois, recebi a &#8220;Notificação de decisão e resultado de recurso contra penalidade à infração de trânsito&#8221; hoje. E meu recurso foi… deferido! (Eu não conhecia ninguém que já tivesse tido um recurso deferido.) Está lá, no campo &#8220;Resultado&#8221;: &#8220;Recurso deferido. Penalidade cancelada.&#8221; Mas o périplo, claro, ainda não terminou. Segundo instruções contidas na carta, daqui a 45 dias (quarenta e cinco dias!) eu deverei ir ao Departamento do Tesouro, com uma cópia da multa autenticada pela agência bancária. Como paguei pela internet, espero não ter problemas a respeito.</p>
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		<title>O golpe das sacolinhas plásticas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 19:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
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		<description><![CDATA[O último desserviço que a atual onda do politicamente correto nos impingiu é o sumiço das sacolinhas plásticas dos supermercados do estado de São Paulo. Claro, a medida é apregoada pelos próprios estabelecimentos como um compromisso em prol do meio-ambiente, mas uma análise só um pouquinho mais detalhada já mostra que esse compromisso é unilateral: apenas por parte dos consumidores. Vejamos: no estado de São Paulo, eram distribuídos 6,6 milhões de sacolas por ano em supermercados, segundo números publicados pela Vejinha desta semana. Se cada uma delas custasse um centavo para cada estabelecimento, a economia anual para eles é de&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/02/golpe-sacolinhas-plasticas/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O último desserviço que a atual onda do politicamente correto nos impingiu é o sumiço das sacolinhas plásticas dos supermercados do estado de São Paulo. Claro, a medida é apregoada pelos próprios estabelecimentos como um compromisso em prol do meio-ambiente, mas uma análise só um pouquinho mais detalhada já mostra que esse compromisso é unilateral: apenas por parte dos consumidores. Vejamos: no estado de São Paulo, eram distribuídos 6,6 milhões de sacolas por ano em supermercados, <a href="http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2255/a-polemica-das-sacolinhas" title="Veja São Paulo: A polêmica das sacolinhas">segundo números publicados pela <em>Vejinha</em> desta semana</a>. Se cada uma delas custasse um centavo para cada estabelecimento, a economia anual para eles é de nada menos que 66 milhões de reais no estado. É bom lembrar que as sacolinhas nunca foram grátis; seu custo sempre esteve embutido nos preços dos produtos, desde quando elas ainda eram de papel. Mas não espere uma redução proporcional dos preços dos produtos. Essa diferença será embolsada como um aumento de lucros, às custas do povo, que aceita de bom grado em nome da ecologia.</p>
<p>E a ecologia, o que ganha? Quase nada. Como sabemos, uma sacola plástica por si só não contamina nada. É necessário que algum sem-educação a jogue na rua e/ou em lugares não-apropriados. E gente sem educação existe por aí aos montes. Esse pessoal não vai deixar de jogar lixo na rua só porque não há mais sacolinhas plásticas. Eles ainda vão ter garrafas PET, embalagens plásticas, papéis etc. Não vi os supermercados sequer mencionando alguma coisa sobre as garrafas PET, por exemplo (as mesmas que ainda poluem rios por todo o Brasil, apesar de o país ser campeão de reciclagem do item). Seria porque as garrafas PET são vendidas, ao contrário das sacolinhas, distribuídas &#8220;de graça&#8221;? Campanha de educação os supermercados nunca financiaram. Custa dinheiro, sabe? Os governos de todas as esferas também nunca se preocuparam muito com isso.</p>
<p>Eu sempre <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2012/02/confissoes-de-um-ranheta.html" title="Blog do Giesbrecht: Confissões de um ranheta">aprendi com meus pais</a> que não devia jogar lixo na rua. Não jogo em hipótese alguma e já dei muita bronca em amigos que o fizeram na minha frente. Também já peguei muito lixo dos outros e joguei na lata, preferencialmente na frente da pessoa que jogou. Mas é algo quixotesco, cujo impacto é insignificante. Na minha casa, as sacolinhas de mercado sempre foram usadas para acumular os itens recicláveis, sendo depois depositadas na caçamba do prédio onde moro. Na lata de lixo vão sacos de lixo, supostamente apropriados para esse fim — não sou totalmente convencido de que eles são uma solução melhor que as sacolinhas de mercado. Mas, apesar de tudo isso, eu serei &#8220;punido&#8221; junto com os mal-educados.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/sacola-retornavel-199.jpg" alt="Sacola retornável a 1,99 reais e anúncio da imposição" title="Sacola retornável a 1,99 reais e anúncio da imposição" width="640" height="480" class="alignnone size-full wp-image-1412" /></p>
<p>Por ora, a &#8220;punição&#8221; foi adiada. O novo prazo para as sacolinhas sumirem é daqui a pouco menos de dois meses. Até lá, os supermercados estão proibidos de vender as sacolinhas ditas biodegradáveis e devem fornecer opções gratuitas aos clientes, nem que sejam as sacolinhas antigas. Você acha que as sacolinhas antigas voltaram aos caixas? Que nada! Cito dois exemplos.</p>
<p>Primeiro exemplo: no Pão de Açúcar próximo ao Alphaville 6, no último sábado 4, primeiro dia em que as alternativas gratuitas tinham sido impostas aos mercados, eu solicitei uma sacolinha. A caixa perguntou-me se eu queria comprar uma — algo que, eu descobriria depois, é vedado neste momento —, e eu respondi que não, eu queria uma sacolinha gratuita. Ganhei uma, mas só após a liberação da gerente, que controla a entrega das sacolinhas, dadas única e exclusivamente a quem solicita. Muitas pessoas lá estavam preparadas, com sacolas retornáveis, carrinhos etc. Mas muitas não estavam, e não lhes foi oferecida nenhuma opção.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinhos-plasticos-frutas.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinhos-plasticos-frutas-640x480.jpg" alt="Saquinhos plásticos para carregar frutas, com aviso" title="Saquinhos plásticos para carregar frutas, com aviso" width="640" height="480" class="alignnone size-medium wp-image-1411" /></a></p>
<p>Segundo exemplo: no dia seguinte fui ao Extra da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, que é do mesmo grupo do Pão de Açúcar. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o aviso ao lado das sacolinhas de frutas, em português com erros, dando conta que havia um limite de cinco sacolinhas por vez, e que elas deviam ser usadas exclusivamente para transportar frutas. Isso porque muita gente estava pegando um monte dessas sacolinhas para transportar suas compras após passar no caixa, apesar de elas serem difíceis de carregar por não terem alças. Haveria alguma punição? Será que proibiriam quem usasse saquinhos para &#8220;fins maléficos&#8221; de entrar no mercado? Será que o &#8220;infrator&#8221; seria preso? <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarcasmo">O aviso não deixava claro.</a> No caixa, eu já tinha percebido que o esquema era similar ao do Pão de Açúcar: em vez de a gerente liberar as sacolas, <a href="http://www.trash80s.com.br/2009/10/ta-lembrado-lu-patinadora/" title="Lá, lé, li, ló, Lú Patinadora!" class="broken_link">as atendentes patinadoras</a> (se não me engano, chamadas de fiscais de caixa) traziam algumas sacolas a tiracolo, fornecendo-as aos clientes que as solicitavam. Foi o que o consumidor à minha frente fez.</p>
<p>Na minha vez, entretanto, as sacolinhas demoraram para ser entregues após minha solicitação. Mais de cinco minutos. Então apareceu a patinadora, olhou para as minhas compras, que não eram muitas, e estimou que seriam suficientes três saquinhos. Sim, saquinhos. Veja na foto abaixo, com um iPhone 4S para comparar, qual é o tamanho das sacolinhas que o Extra estava fornecendo! Tenho certeza que não é coincidência, mas uma maneira de doutrinar o cliente sem ele perceber. Eu já sabia do tamanho dos saquinhos, porque o cliente à minha frente tinha questionado o tamanho. A resposta da patinadora foi de uma arrogância extrema, em tom quase ameaçador: &#8220;Nós temos apenas de fornecer alguma coisa para o senhor levar suas compras, e é isso que estamos fazendo.&#8221;</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinho-plastico-ridiculo-extra.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/saquinho-plastico-ridiculo-extra-640x217.jpg" alt="Saquinho plástico ridículo do Extra" title="Saquinho plástico ridículo do Extra" width="640" height="217" class="alignnone size-medium wp-image-1413" /></a></p>
<p>Virou guerra, aparentemente. E não deveria. A motivação do meio-ambiente é louvável, embora, como eu expliquei acima, a simples falta das sacolinhas não impedirá que lixo siga se acumulando nas nossas ruas e mesmo nos aterros sanitários. Mas uma contribuição por parte dos supermercados seria muito bem vinda, com ações educativas e o oferecimento de alternativas que não joguem todo o ônus da mudança nos ombros do consumidor. Porque fazer caridade com o bolso dos outros é muito fácil. Especialmente quando essa caridade vem acompanhada de um lucro extra de mais de sessenta milhões de reais.</p>
<p>Ainda quero ver quais serão os efeitos colaterais da decisão, que podem acabar sendo um tiro no pé. Afinal, compras de última hora, como de quem passaria no mercado após o trabalho e carregaria uma ou duas sacolinhas de compras na condução, tendem a diminuir. São compras pequenas, mas em grande quantidade. E há ainda as chamadas &#8220;compras de mês&#8221;, com grandes volumes, que não cabem nas alternativas que vão sobrar, como carrinhos de feira e sacolas retornáveis (aquelas que agora estão custando os olhos da cara). Isso sem falar em cenas bizarras, como alguém fazendo compras no Carrefour com uma sacola do Walmart, por exemplo, algo sem impacto algum, mas que vai gerar algumas fotos engraçadas.</p>
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		<title>Golpe no Ticket Restaurante</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/12/golpe-ticket-restaurante/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 20:11:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
		<category><![CDATA[empresas desastradas]]></category>
		<category><![CDATA[reclamações]]></category>
		<category><![CDATA[Ticket Restaurante]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao almoçar hoje tive uma ingrata surpresa: meu cartão Ticket Restaurante não tinha saldo. Ou melhor, tinha, mas apenas de 23 centavos, hoje insuficientes para comprar mais que um chiclete. Estranhei na hora, pois não só o carregamento feito pela empresa onde trabalho tinha sido feito na semana passada, como eu sabia que eu tinha até mais do que esse carregamento. Acessei o site da Ticket, e constatei que o saldo era, mesmo de 23 centavos. O site também disponibiliza os últimos lançamentos, e o golpe foi revelado: levaram 528 reais do meu Ticket Restaurante! Na foto acima, meu comprovante&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/12/golpe-ticket-restaurante/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao almoçar hoje tive uma ingrata surpresa: meu cartão Ticket Restaurante não tinha saldo. Ou melhor, tinha, mas apenas de 23 centavos, hoje insuficientes para comprar mais que um chiclete. Estranhei na hora, pois não só o carregamento feito pela empresa onde trabalho tinha sido feito na semana passada, como eu sabia que eu tinha até mais do que esse carregamento. Acessei o site da Ticket, e constatei que o saldo era, mesmo de 23 centavos. O site também disponibiliza os últimos lançamentos, e o golpe foi revelado: levaram 528 reais do meu Ticket Restaurante! Na foto acima, meu comprovante de um gasto de 8,50 reais em 22 de dezembro traz como saldo disponível 577,23 reais. Na segunda 26 fiz um gasto de 49 reais, que deixou um saldo de 528,23 reais. E ontem alguém fez uma compra no valor exato de 528 reais.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/historico-ticket-restaurante.gif" alt="Histórico do meu Ticket Restaurante" title="Histórico do meu Ticket Restaurante" width="640" height="431" class="alignnone size-full wp-image-1200" /></p>
<p>Liguei imediatamente para o atendimento telefônico da Ticket, registrando a ocorrência número 205XXXX<!--nullachtundsechszigeins-->, de que eu não reconhecia a despesa de 528 reais feita na Genolina Rodrigues Barbosa ME. Eles me informaram também o endereço do &#8220;estabelecimento&#8221;: Avenida Jardim Japão, 2699, Jardim Japão, na zona norte de São Paulo. Nunca estive por ali. Uma rápida consulta no Google Maps mostra que tal endereço sequer existe: a <a href="http://g.co/maps/2h6v8" class="broken_link">Avenida Jardim Japão</a> termina <a href="http://g.co/maps/6mbkh" class="broken_link">por volta do número 1658</a>. Já uma busca no Google por &#8220;Genolina Rodrigues Barbosa ME&#8221;, entre aspas, não retorna resultado nenhum. Tirando-se o &#8220;ME&#8221;, um único resultado, a página 31 do Diário Oficial do Estado de São Paulo de 23 de novembro de 2010, com um registro da declaração de enquadramento de microempresa.</p>
<p>Ontem (data da transação de 528 reais) meu cartão ficou o tempo todo comigo e não saiu da carteira. Não passei nem perto do Jardim Japão — na verdade, sequer deixei o Bixiga. Eu não tenho a minha senha anotada em lugar algum, confiando apenas na minha memória. Vale lembrar que no comprovante emitido pela maquininha após uma transação não há nenhum dado meu a não ser pelo saldo restante. Mas, curiosamente, alguém sem o meu cartão e sem a minha senha conseguiu sacar um valor que, provavelmente não por coincidência, era exatamente o meu saldo, excetuando-se os centavos.</p>
<p>Toda a cara de picaretagem, não? Espero que a Ticket perceba isso: eles deram três dias úteis de prazo para investigar. Se estiverem realmente interessados em resolver o problema, vão descredenciar o &#8220;estabelecimento&#8221; e ressarcir meus créditos. Se não estiverem, vão simplesmente dizer que não há o que ser feito. Mas haverá. Primeiro, esta matéria, que será atualizada de acordo com os desdobramentos. Segundo, farei um BO por estelionato. A conferir se será necessário. <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/saque-sem-seguranca-citibank/" title="O saque sem segurança do Citibank">O meu caso com o cartão Citibank</a>, similar pelo fato de terem feito um saque sem cartão nem senha, acabou resolvido de maneira satisfatória.</p>
<p><strong>Atualização (30/12, 16h40):</strong> Ainda não entraram em contato comigo, mas o crédito já foi devidamente feito no meu cartão. Será que agora, com senha nova, eu posso esperar que não haja mais desdobramentos? Nas últimas horas, apareceram cinco visitas diferentes no site originadas no Google, por meio de pesquisas como &#8220;genolina rodrigues barbosa me&#8221; e &#8220;compra &#8211; genolina rodrigues barbosa me&#8221;, afinal agora este texto deve ser o único resultado para essas palavras entre aspas. Isso sugere que eu não fui a única vítima do golpe. Espero que os demais também consigam seu dinheiro de volta. Se você tiver conseguido ou não resolver o problema, deixe um comentário abaixo, para compartilharmos o caminho das pedras.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/historico-ticket-restaurante-credito.gif" alt="" title="historico-ticket-restaurante-credito" width="640" height="417" class="alignnone size-full wp-image-1209" /></p>
<p><strong>Atualização (7/1, 10h04):</strong> Dez dias depois, o número de pessoas que chegaram aqui após uma busca por algo envolvendo a razão social citada acima já alcançou setenta. Torço para que a &#8220;empresa&#8221; já tenha sido descredenciada da Ticket.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/12/google-analytics-buscas-genolina.gif" alt="Google Analytics: resultados de buscas com &quot;genolina&quot;" title="Google Analytics: resultados de buscas com &quot;genolina&quot;" width="640" height="615" class="alignnone size-full wp-image-1339" /></p>
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		<title>Os mapas desatualizados da CPTM</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/03/mapas-desatualizados-cptm/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Mar 2011 17:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[abandono]]></category>
		<category><![CDATA[CPTM]]></category>
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		<category><![CDATA[Linha 12 da CPTM]]></category>
		<category><![CDATA[Linha 7 da CPTM]]></category>
		<category><![CDATA[Linha 8 da CPTM]]></category>
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		<description><![CDATA[Já faz quase três anos que a CPTM deu início à mudança dos nomes de suas linhas, avisada em fevereiro de 2008 e implantada a partir de maio seguinte. As seis linhas eram conhecidas pelas letras de A a F, seguindo em sentido horário a partir da linha Luz–Jundiaí, hoje conhecida como Linha 7-Rubi. As cores eram, respectivamente, marrom, cinza claro, azul claro, bege, laranja e azul escuro. Uma pesquisa não-científica e de baixa amostragem feita pelo Jornal da Tarde naquele mês de fevereiro mostrava que nem 10% dos passageiros sabiam o nome das linhas que pegavam e muitos confundiam&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/03/mapas-desatualizados-cptm/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz quase três anos que a CPTM deu início à mudança dos nomes de suas linhas, avisada em fevereiro de 2008 e implantada a partir de maio seguinte. As seis linhas eram conhecidas pelas letras de A a F, seguindo em sentido horário a partir da linha Luz–Jundiaí, hoje conhecida como Linha 7-Rubi. As cores eram, respectivamente, marrom, cinza claro, azul claro, bege, laranja e azul escuro. Uma pesquisa não-científica e de baixa amostragem feita pelo <em>Jornal da Tarde</em> naquele mês de fevereiro mostrava que nem 10% dos passageiros sabiam o nome das linhas que pegavam e muitos confundiam a letra atribuída à linha com o nome da estação de destino. Não fazia muita diferença para quem usava, segundo a reportagem.</p>
<p>Mesmo diante desse cenário, certamente não desconhecido da empresa, a CPTM resolveu alterar a nomenclatura de suas linhas, trocando-as por pedras preciosas e numerando-as de 7 a 12. Por que de 7 a 12? Porque o Metrô já numerava suas linhas de 1 a 5 e tem a Linha 6 em projeto desde março de 2008 — desde então, a linha segue em projeto, apesar de na época o prazo divulgado para conclusão fosse de &#8220;até 2012&#8243;. As letras para denominar as linhas da CPTM haviam sido implantadas quando da criação da chamada Integração Centro, na primeira gestão de Geraldo Alckmin no governo de São Paulo. Esse projeto fez com que Metrô e CPTM integrassem seus mapas de linhas cada vez mais, apesar das claras diferenças entre os serviços, embora com lotação cada vez mais similar. Com a mudança, essa integração seria acentuada.</p>
<p>Seria mesmo?</p>
<p>Afinal, as linhas do Metrô são conhecidas por cores, não por pedras preciosas. Isso sem falar que não é difícil imaginar que, se uma gigantesca maioria dos usuários desconhecia as letras que davam nome às linhas, talvez ainda mais passageiros ignorassem as tais pedras preciosas, muitas das quais nunca ouviram falar. Não duvido que uma eventual pesquisa hoje na CPTM resulte em um índice de quase 100% de pessoas que não saibam qual a cor de uma safira, pedra usada para representar a Linha 12. Esse mineral pode ser encontrado nas cores rosa, verde, amarelo, branco e até azul, a cor escolhida pela CPTM. Na mudança, algumas das linhas mudaram de cor. A atual Linha 7, antes marrom, agora é bordô (rubi). A atual Linha 9, antes azul claro, agora é de um verde azulado (esmeralda). A atual Linha 10, antes bege, agora é azul-turquesa (turquesa).</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-trens-novos-linha-7.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-trens-novos-linha-7-672x448.jpg" alt="Mapa a Linha 7 da CPTM nos trens novos" title="Mapa a Linha 7 da CPTM nos trens novos" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-677" /></a></div>
<p>Como se tudo isso não fosse o bastante para confundir os usuários, até hoje, quase três anos após a implantação, as mudanças não foram implantadas em toda a rede. Arrisco dizer que não tenham sido implantadas sequer em metade da rede. Na Linha 7 é muito difícil encontrar um mapa atualizado da rede em um dos trens, a não ser que você pegue um dos poucos novos que estão rodando por ali. E, mesmo nesse caso, o padrão seguido é totalmente diferente do que a companhia divulga em seu site. A própria Linha 7 ganha um vermelho vivo, ao invés do bordô oficial, como se vê na foto acima. Nos trens antigos, os mapas que se encontra são de todos os tipos, alguns mais, outros menos desatualizados.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-linha-10-paranapiacaba.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-linha-10-paranapiacaba-672x448.jpg" alt="Mapa em trem da CPTM com Paranapiacaba" title="Mapa em trem da CPTM com Paranapiacaba" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-678" /></a></div>
<p>O mapa acima é talvez o mais desatualizado em circulação na Linha 7, pois mostra a extensão a Paranapiacaba como fazendo parte da Linha 10, desativada desde 2001. Em dez anos, a CPTM não foi capaz de retirar esse mapa de seus trens. E não é difícil encontrar uma composição com ele na Linha 7. (A não ser pelos dos trens novos, os mapas da Linha 7 sempre mostram também a Linha 10, pois juntas elas formavam o trecho de planato da Estrada de Ferro Santos–Jundiaí.) As linhas ainda são apresentadas por letras e com as cores antigas, a Estação Barra Funda, hoje conhecida como Palmeiras-Barra Funda (já que é para complicar…), ainda tem seu nome antigo e curiosamente é apresentada, junto com a Estação Brás, como integração ao Metrô, o que é esquecido na Estação da Luz.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-desatualizado-cptm-linhas-a-d.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-desatualizado-cptm-linhas-a-d-672x448.jpg" alt="Mapa desatualizado da CPTM com linhas A e D" title="Mapa desatualizado da CPTM com linhas A e D" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-679" /></a></div>
<p>Este mapa é o mais fácil de se achar na Linha 7. Ele já não mostra a extensão a Paranapiacaba na Linha 10, mas ainda traz as letras como nomenclatura das linhas e as cores antigas. Apesar de já trazer o nome atual da Estação Palmeiras-Barra Funda, a integração com o Metrô na Luz também é esquecida.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-integracao-inexistente.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-integracao-inexistente-672x447.jpg" alt="Mapa da CPTM com integração inexistente" title="Mapa da CPTM com integração inexistente" width="672" height="447" class="alignnone size-large wp-image-680" /></a></div>
<p>Já este mapa mostra que a inoperância da CPTM na última década não foi completa. No projeto Integração Centro constava uma ligação melhor entre as estações mais centrais, possibilitando baldeações entre as linhas A, B, D e E (atuais 7, 8, 10 e 11), que poderia ser feita nas estações Brás, Luz e Barra Funda. Além disso, as duas estações Lapa, que ficam em linhas diferentes (7 e 8), mas com cerca de quinhentos metros entre si e sem qualquer ligação, seriam integradas, possivelmente no leito da Linha 7. Nada disso saiu do papel, mas a empresa não deixou de à época, divulgar em seus mapas. Ao menos, depois que viu que a coisa não ia sair, colou mapas atualizados (na época) sobre os que constavam as ligações inexistentes. O vandalismo de alguns usuários, que não é revertido pela CPTM, mostra que a confusão poderia ser ainda maior.</p>
<p>Ainda assim, na Estação Lapa da Linha 7 o mapa que abre o artigo mostra como é fácil um passageiro se confundir baseado apenas em informações oficiais. O mapa pode ser conferido por qualquer um na plataforma 2 da referida estação. Ele mostra a tal Integração Centro e as integrações inexistentes nas estações Lapa e Água Branca, assim como uma tal Estação Bom Retiro que não só não existe como tem uma localização confusa no próprio mapa. Isso sem falar que as linhas, para variar, são identificadas por letras. Um mapa similar (sem a Estação Bom Retiro e as integrações na Lapa e na Água Branca) podia ser visto em ao menos <a href="http://img.photobucket.com/albums/v296/evandroalv/DSC08898.jpg">uma composição da Linha B</a>, como mostra o link, que aponta para uma foto de Evandro, forista do <a href="http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-550102.html">Skyscrapercity</a>.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/03/mapa-atual-cptm.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-atual-cptm-672x447.jpg" alt="Mapa quase atualizado da CPTM" title="Mapa quase atualizado da CPTM" width="672" height="447" class="alignnone size-large wp-image-681" /></a></div>
<p>Desde dezembro, passei a notar que um ou outro trem dos antigos rodando na Linha 7 já está com mapas atualizados. Ou melhor, quase atualizados, como se vê acima. Porque ainda está faltando a integração com o Metrô não só na Estação da Luz — em dez anos e três versões diferentes, essa integração foi <em>sempre</em> esquecida, para finalmente ser lembrada nos mapas presentes nos trens novos — como na Estação Tamanduateí, inaugurada em setembro passado, embora <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/tamanduatei-operacao-assistida-ate-quando/">ainda em operação assistida</a>. Ainda que os adesivos tenham sido feitos bem antes de dezembro, será que a inauguração da Estação Tamanduateí pegou a CPTM de surpresa?</p>
<p>Enquanto isso, o departamento de Marketing da companhia prefere preocupar-se em <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/cptm-pratica-censura/">exigir autorização de fotógrafos amadores para fotografar nas estações</a>. O mesmo departamento de Marketing que levou décadas para trocar os mapas de linha que não estavam só desatualizados: estavam totalmente incorretos, mostrando estações que nunca foram construídas por anos a fio. Em 2003 ainda era fácil vê-los nas estações mais antigas da então Linha C (atual Linha 9). Como não passei por todas as estações das Linhas 8 e 9, não duvido que ainda seja possível encontrar um desses por aí.</p>
<div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-2003.jpg" alt="Mapa da CPTM na Estação Socorro (2003)" title="Mapa da CPTM na Estação Socorro (2003)" width="672" height="448" class="alignnone size-full wp-image-683" /></div>
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		<title>A tal Associação da Brigadeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 14:41:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 20 de janeiro escrevi um texto sobre as casas que sobrevivem na Rua Carlos Sampaio. Um visitante chegou a ele por meio do Google, buscando pelo endereço Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 305 — a avenida era citada no texto original, por passar atrás de uma vila cuja entrada é na Carlos Sampaio, e o número 305 (da referida rua) é uma casa listada no artigo. Como quem chega aqui pelo Google é convidado a comentar caso não tenha encontrado o que busca, ele citou o porquê de sua pesquisa: uma tal &#8220;Asso­ci­ação dos Ser­vi­dores Médicos Pen­si­o­nistas e Apo­sen­tados do&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/associacao-brigadeiro-luis-antonio/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 20 de janeiro escrevi um texto sobre as casas que sobrevivem na Rua Carlos Sampaio. Um visitante chegou a ele por meio do Google, buscando pelo endereço Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 305 — a avenida era citada no texto original, por passar atrás de uma vila cuja entrada é na Carlos Sampaio, e o número 305 (da referida rua) é uma casa listada no artigo. Como quem chega aqui pelo Google é convidado a comentar caso não tenha encontrado o que busca, ele citou o porquê de sua pesquisa: uma tal &#8220;Asso­ci­ação dos Ser­vi­dores Médicos Pen­si­o­nistas e Apo­sen­tados do Brasil&#8221;, com endereço na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 305. Apesar de o endereço existir, lá não funciona nenhuma associação, como pude descobrir ao ver <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Avenida+Brigadeiro+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+305,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;aq=0&#038;sll=37.0625,-95.677068&#038;sspn=51.621706,114.169922&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=Av.+Brg.+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+305+-+Rep%C3%BAblica,+S%C3%A3o+Paulo,+01317-000,+Brazil&#038;ll=-23.553221,-46.638135&#038;spn=0.000921,0.001742&#038;t=h&#038;z=20&#038;layer=c&#038;cbll=-23.553134,-46.638086&#038;panoid=n2AP7H-0_QmrZpJJR_Nx-w&#038;cbp=12,112.93,,1,2.33">a foto do local pelo Google Maps</a>. Mais tarde, uma consulta no Google pelo nome da entidade passou a retornar apenas o texto sobre as casas da Carlos Sampaio, justamente por causa do comentário buscando informações sobre a associação. (Desde então, vários textos novos já aparecem em uma consulta ao mecanismo de pesquisa.) Vale ressaltar que nem a Federação Nacional dos Médicos nem a Associação Médica Brasileira conhecem a tal &#8220;Asso­ci­ação dos Ser­vi­dores Médicos Pen­si­o­nistas e Apo­sen­tados do Brasil&#8221;. Se você chegou aqui por ter recebido uma carta semelhante, pode jogá-la no lixo.</p>
<p>Coloquei um aviso no alto do texto, e ele passou a receber outros comentários, sempre sobre a associação. Descobri que uma carta tem sido enviada a diversas pessoas, contendo a &#8220;informação&#8221; de que há um valor de pouco mais de 55 mil reais. Para a suposta liberação desse dinheiro, seria necessário pagar à tal associação 10% do valor, mais cerca de 740 reais, a título de custos operacionais e taxas. Não cheirava bem, é claro. Outros comentaristas deram mais dados, inclusive os números de telefone divulgados na carta, ambos celulares (ou rádios). No dia 15 de fevereiro o Jornal Hoje, da Rede Globo, transmitiu <a href="http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/02/aposentados-do-interior-de-sp-sao-vitimas-de-uma-quadrilha-de-golpistas.html">uma reportagem com um golpe praticamente igual</a>, mas com outro nome de associação (&#8220;Agência Nacional de Previdência Privada&#8221;), também com endereço apresentado como na Avenida Brigadeiro Luís Antônio (erroneamente grafado como &#8220;Luiz&#8221;), embora em outro número (2.340).</p>
<p>Para reunir todas essas informações, movi <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/todas-casas-da-rua-carlos-sampaio/">o texto sobre a Rua Carlos Sampaio</a> para outro endereço e coloquei aqui todas as informações coletadas sobre o golpe. Os comentários seguem os mesmos que estavam no texto anterior, pois todos referem-se ao golpe.</p>
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		<title>Direitos do desempregado em São Paulo</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2010/10/direitos-desempregado-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Oct 2010 00:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serviço]]></category>
		<category><![CDATA[Comgás]]></category>
		<category><![CDATA[CPTM]]></category>
		<category><![CDATA[metrô]]></category>
		<category><![CDATA[passe do desempregado]]></category>
		<category><![CDATA[seguro-desemprego]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem for demitido sem justa causa tem alguns direitos no Brasil e em São Paulo, mas muitas vezes não sabe direito quais são ou como solicitá-los. É possível que na maior parte dos casos o FGTS seja o único deles solicitado por quem está nessa situação. É o benefício mais divulgado, e é o mais burocrático para se obter — embora seja também o que normalmente garante a maior receita. Neste texto tratarei do seguro-desemprego e dos passes do desempregado do Metrô de São Paulo e da CPTM. Vale lembrar que todos os benefícios abaixo só podem ser solicitados alguns&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/10/direitos-desempregado-sao-paulo/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem for demitido sem justa causa tem alguns direitos no Brasil e em São Paulo, mas muitas vezes não sabe direito quais são ou como solicitá-los. É possível que na maior parte dos casos o FGTS seja o único deles solicitado por quem está nessa situação. É o benefício mais divulgado, e é o mais burocrático para se obter — embora seja também o que normalmente garante a maior receita. Neste texto tratarei do seguro-desemprego e dos passes do desempregado do Metrô de São Paulo e da CPTM. Vale lembrar que todos os benefícios abaixo só podem ser solicitados alguns dias após a homologação. As informações aqui contidas foram obtidas com uma extensa pesquisa, mas não posso garantir que estejam todas corretas. Se você pretender dar entrada em algum dos benefícios, é bom antes conferir as informações com os órgãos oficiais.</p>
<h5>Seguro-desemprego</h5>
<p>Em São Paulo, o seguro-desemprego deve ser solicitado no Poupatempo. Não sei o equivalente em outros estados, mas quem souber pode deixar na caixa de comentários, que eu atualizarei o texto com as informações. Os documentos a ser levados são o RG, CPF (caso não conste no RG), a carteira de trabalho, o requerimento do seguro-desemprego a Comunicação de Dispensa, o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho e o Demonstrativo do Trabalhador de Recolhimento FGTS Rescisório. É necessário ainda levar cópias do RG e de algumas páginas da carteira de trabalho (as com os dados do trabalhador e com os dados do último empregador). A solicitação é rápida, e na maior parte dos dias não há filas grandes para esse tipo de solicitação no Poupatempo Sé. A primeira parcela estará disponível 31 dias após a solicitação, e a partir de então a cada trinta dias.</p>
<p>Têm direito ao seguro-desemprego apenas os trabalhadores demitidos sem justa causa e que ainda estejam desempregados quando da solicitação do benefício. É preciso ter recebido salários consecutivos no mínimo nos seis meses anteriores à data de dispensa, não necessariamente do mesmo empregador, mas sempre com vínculo empregatício. Para ter direito ao número máximo de parcelas (cinco), é necessário ter tido vínculo empregatício nos 24 meses anteriores. O seguro poderá ser solicitado no mínimo sete dias e no máximo 120 dias após a rescisão do contrato de trabalho, mas não antes da homologação. As parcelas são calculadas com base nos salários recebidos nos dois anos anteriores. Atualmente a parcela máxima é de R$ 954,21.</p>
<h5>Bilhete especial do desempregado — Metrô de São Paulo</h5>
<p>A solicitação deve ser feita pessoalmente na loja 1 da Estação Marechal Deodoro (Linha 3), que funciona em dias úteis das 8h30 às 16 horas. Em 2005 usei o benefício, e peguei uma fila enorme para solicitá-lo, mas neste ano não é raro ver o local sem grandes filas. Para fazer a solicitação é necessário levar RG, CPF (caso não conste no RG), carteira de trabalho e Comunicação de Dispensa. Têm direito ao passe quem foi demitido sem justa causa depois de no mínimo seis meses consecutivos no emprego anterior. A solicitação deve ser feita no mínimo um mês e no máximo seis meses após a rescisão do contrato de trabalho.</p>
<p>O passe é parecido com os passes vendidos pelo metrô, mas é verde-claro e tem &#8220;Desempregado&#8221; em letras grandes. No verso é escrito à mão o número da carteira de trabalho, assim como o prazo de validade, que é de noventa dias. Ele só pode ser usado nas catracas que têm um losango amarelo, o que confunde muita gente, já que essa informação não é apresentada com destaque nos panfletos. O número de viagens é ilimitado. O benefício exige que o dono do passe esteja sempre com a carteira de trabalho. É raro um funcionário do metrô pedir para que ela seja apresentada, mas, caso isso aconteça e o trabalhador estiver sem o documento, o passe será cancelado definitivamente. O passe também é cancelado após a comunicação de perda, roubo ou extravio, e não pode ser reposto. Ele também deve ser devolvido ao Metrô, mediante protocolo, em caso de novo registro na carteira de trabalho.</p>
<h5>Credencial de Usuário Especial da CPTM</h5>
<p>Os documentos exigidos para a solicitação são os mesmos que o Metrô exige, mas o pedido deve ser feito na Estação Barra Funda (Linhas 7 e 8 da CPTM, Linha 3 do Metrô), também em dias úteis, das 8 às 16 horas. As exigências também são as mesmas do Metrô. Recomenda-se ir cedo, pois a CPTM limita o atendimento referente a esse benefício a quatrocentas pessoas por dia. A fila no posto da Estação Barra Funda é maior que no posto do Metrô, mas não é das maiores — embora eu só costume passar por ali próximo da hora que o posto abre.</p>
<p>Ao contrário do Metrô, o passe é uma credencial anexada com um clipe à carteira de trabalho. É obrigatório que a credencial seja apresentada junto à carteira de trabalho para um funcionário da CPTM na estação de embarque. Ele liberará a entrada na estação com um cartão magnético após a conferência do documento. Quando usei o benefício em 2005, ele era um adesivo cheio de marcas d&#8217;água que era colado na última página de &#8220;Anotações gerais&#8221; da carteira de trabalho. Agora, embora ainda seja impresso em papel especial, os dados são impressos em uma impressora de jato de tinta comum e é anexado com um clipe à carteira de trabalho.</p>
<h5>Passe de ônibus?</h5>
<p>Em São Paulo, uma lei municipal de 1990 criou o benefício, mas ele não foi implantado até hoje — no posto de solicitação do passe especial do Metrô existe um aviso em destaque informando que o benefício não existe para a rede de ônibus da capital paulista. Entretanto, em março do ano passado os sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo, das Costureiras e dos Trabalhadores em Empresas de Brinquedos ganharam uma ação na Justiça, à qual não cabe recurso, para que seus filiados tenham direito ao benefício. Na época da decisão cogitava-se que ela poderia ser estendida a todos, mas isso ainda não ocorreu.</p>
<h5>Comgás</h5>
<p>O leitor Mark deu uma dica nos comentários: a Comgás tem um programa especial para desempregados (e outro para aposentados, com tarifas especiais para os que consomem até sete metros cúbicos mensais). Nesse programa, quem está desempregado há menos de um ano tem direito à suspensão dos pagamentos de contas por seis meses, renováveis pelo mesmo período, desde que autorizado pela empresa. O site menciona apenas que a demissão não pode ter sido por justa causa, o que em teoria daria a quem pediu demissão direito ao benefício, mas, como entre os documentos pedidos estão os formulários de seguro-desemprego e de autorização para movimentação do FGTS, apenas quem foi demitido sem justa causa é que pode fazer a solicitação. Os requisitos são: (1) o desempregado seja o titular da conta há no mínimo noventa dias; (2) ele não pode ter débitos pendentes, a não ser que já haja uma negociação aberta com a Comgás; e (3) o consumo mensal máximo é de 25 metros cúbicos. Para dar entrada no pedido, deve-se ir a um dos postos de atendimento da Comgás, abertos em dias úteis das 8 às 18 horas, com os seguintes documentos: (1) carteira de trabalho com anotação da baixa; (2) termo de rescisão do contrato de trabalho homologado pelo sindicato ou pela Delegacia Regional do Trabalho; (3) formulário de autorização para movimentação do FGTS; e (4) formulário do seguro-desemprego.</p>
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