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	<title>Pseudopapel &#187; Estação Luz</title>
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		<title>A primeira integração da zona leste com o Metrô</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Dec 2012 21:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Estação Roosevelt (atual Estação Brás da CPTM) foi a primeira estação a integrar a zona leste de São Paulo ao Metrô, embora não da maneira como é hoje. Era ali que os passageiros da linha da RFFSA que ligava o Brás a Mogi das Cruzes (a atual Linha 11 da CPTM) passaram a fazer a baldeação a partir de 3 de maio de 1977. Não diretamente para o Metrô, já que ainda faltavam dois anos para a Estação Brás da atual Linha 3-Vermelha ficar pronta. É que a RFFSA tinha acabado de construir uma interligação física entre a Estação&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/12/primeira-integracao-zona-leste-metro/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Estação Roosevelt (atual Estação Brás da CPTM) foi a primeira estação a integrar a zona leste de São Paulo ao Metrô, embora não da maneira como é hoje. Era ali que os passageiros da linha da RFFSA que ligava o Brás a Mogi das Cruzes (a atual Linha 11 da CPTM) passaram a fazer a baldeação a partir de 3 de maio de 1977. Não diretamente para o Metrô, já que ainda faltavam dois anos para a Estação Brás da atual Linha 3-Vermelha ficar pronta. É que a RFFSA tinha acabado de construir uma interligação física entre a Estação Roosevelt e a vizinha Estação Brás, após derrubar, em março, uma parede que dividia as duas estações. É claro que, ao mencionar a Estação Brás, não me refiro à do Metrô, mas à que atendia os passageiros da RFFSA em outra linha suburbana, de Francisco Morato a Paranapiacaba, linha esta que vinte anos depois seria dividida, dando origem às atuais linhas 7 e 10 da CPTM.</p>
<p>Se a integração era com outra linha de trens de subúrbio, onde entrava o Metrô nesta história? Na Estação da Luz. A baldeação no Brás para a outra linha, no sentido Francisco Morato, seria seguida de nova baldeação, na Luz, que já estava disponível aos usuários daquela linha desde o ano anterior. (Curiosamente, o trecho entre Brás e Luz era feito no leito da antiga Estrada de Ferro Santos&#8211;Jundiaí. Este leito não é mais usado desde o fim de 2011, quando <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/01/fim-linha-10-luz/" title="O fim da Linha 10 na Luz?">a CPTM o desativou para encerrar as viagens da atual Linha 10 no Brás, em vez de na Luz</a>. Hoje, se um passageiro quiser ir diretamente da Brás à Luz, ele obrigatoriamente tem de pegar a Linha 11, aquela mesma que em 1977 só chegava até o Brás.) Essa segunda baldeação não era tão simples como é hoje, pois a ligação subterrânea entre a Estação da Luz e a Estação Luz do Metrô só seria construída já no século XXI. Assim, era necessário sair pela Rua Mauá e seguir a pé até a estação do Metrô.</p>
<p>A RFFSA ainda não tinha bilhetes magnéticos como passagens, então os passageiros deviam comprar, nas próprias estações da RFFSA, bilhetes do Metrô. Eles serviriam para o ingresso na rede ferroviária, não seriam necessários na transferência no Brás e depois seriam efetivamente usados nas catracas do Metrô, na Luz. Na prática, a integração não era exatamente gratuita, pois as passagens dos trens de subúrbio eram muito mais baratas. Enquanto o passe do Metrô custava 2,70 cruzeiros, o passe da RFFSA custava apenas um cruzeiro. Mesmo assim, permitia fazer um percurso que antes obrigatoriamente teria de ser encerrado na Roosevelt, mas agora poderia se estender por toda a ainda nascente rede metroviária paulistana, embora com uma baldeação que ainda era necessária em outra linha de subúrbio.</p>
<p>Outro problema era o grande intervalo entre composições nas linhas da RFFSA, de no mínimo doze minutos. Isso mesmo: no <em>mínimo</em>, isso quando esse intervalo era respeitado, pois não raro era muito maior, mesmo nos horários de pico. Mas, no fim das contas, quem viajava pela linha Roosevelt&#8211;Mogi das Cruzes já estava acostumado com isso &#8212; e teria de seguir acostumado pelo menos até o século XXI, quando os intervalos finalmente seriam baixados, embora ainda maiores que os do Metrô. Como escreveu <em>O Estado de S. Paulo</em> em sua edição do dia 4: &#8220;Estimulado a usar o Metrô, o passageiro do subúrbio é levado a fazer comparações entre o serviço oferecido pelos dois sistemas, com desvantagens evidentes para as velhas composições da rede.&#8221;</p>
<p>Vale destacar ainda que, aparentemente, os usuários da Variante de Poá (a atual Linha 12 da CPTM) não estavam incluídos no benefício. Como destacado na imprensa na época, as estações que passariam a vender e aceitar bilhetes do Metrô seriam Clemente Falcão, Engenheiro Sebastião Gualberto, Carlos de Campos, Vila Matilde, Patriarca, Artur Alvim, Itaquera, Quinze de Novembro, Guaianazes, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Calmon Viana, Suzano, Jundiapeba, Brás Cubas e Mogi das Cruzes, todas do chamado Subúrbio Leste. Até passaria a ser possível baldear da atual Linha 12 para o Metrô, mas as estações daquela linha não estavam vendendo os bilhetes do Metrô, então seria necessário pagar duas passagens de qualquer jeito. Ao menos, não seriam mais três passagens, graças à baldeação gratuita no Brás.</p>
<p>Só não ficou claro como os passageiros fariam na volta, pois em teoria o bilhete seria engolido pela catraca já no Metrô, deixando-o sem comprovante para seguir pela RFFSA. Alguém sabe como isso era feito nesse caso?</p>
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		<title>A Passarela das Noivas</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 22:02:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Prestes Maia]]></category>
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		<category><![CDATA[Edifício Banespa]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste mês precisei ir duas vezes à Rua Florêncio de Abreu, na Luz. Na primeira eu chegaria ali pela Estação da Luz e poderia fazer a baldeação para a Linha 1 do Metrô, saindo já do outro lado da Avenida Prestes Maia, a um quarteirão do local aonde eu precisava ir. O problema é que a baldeação na Luz é um inferno. Então resolvi sair da estação da CPTM pela Rua Mauá e cruzar a Prestes Maia pela Passarela das Noivas. Conhecida por esse nome, na verdade sua denominação oficial é Passarela Rua das Noivas, como indicam as duas placas&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/12/passarela-das-noivas/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês precisei ir duas vezes à Rua Florêncio de Abreu, na Luz. Na primeira eu chegaria ali pela Estação da Luz e poderia fazer a baldeação para a Linha 1 do Metrô, saindo já do outro lado da Avenida Prestes Maia, a um quarteirão do local aonde eu precisava ir. O problema é que <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/07/baldeacao-na-luz-nao-funciona/" title="Por que a baldeação na Luz não funciona">a baldeação na Luz é um inferno</a>. Então resolvi sair da estação da CPTM pela Rua Mauá e cruzar a Prestes Maia pela Passarela das Noivas. Conhecida por esse nome, na verdade sua denominação oficial é Passarela Rua das Noivas, como indicam as duas placas afixadas nela, visíveis por quem passa de carro pelas pistas abaixo.</p>
<p>As mesmas placas informam que a passarela foi inaugurada em 1 de agosto de 1996, na segunda e última gestão de Paulo Maluf, cujas obras dessa época ganharam placas indicando a data de inauguração, o que acho importante para a memória da cidade. É mais ou menos na altura da passarela que a Avenida Prestes Maia muda de nome para Avenida Tiradentes no sentido da zona norte. Apesar do nome, não existe nas imediações nenhuma Rua das Noivas — pelo que pesquisei, não existe sequer uma rua com esse nome no Brasil, e a única que encontrei fica em Paços de Ferreira, Portugal. O nome deriva do apelido dado à Rua São Caetano, uma travessa da Avenida Tiradentes famosa por concentrar diversas lojas de vestidos de noivas e similares. O que não está nas placas é que, só no trecho sobre as avenidas, a passarela tem 48 metros de extensão, com uma largura máxima de 3,7 metros.</p>
<p>Comerciantes da Rua São Caetano, aparentemente felizes com a passarela, deram no dia da solenidade de inauguração buquês de flores a Maluf, entregues por modelos vestidas de noivas. Mas nem tudo era festa: os conselhos municipal e estadual de preservação ao patrimônio histórico reclamaram, em reportagem da <em>Folha de S. Paulo</em>, que só foram consultados na fase inicial do projeto e que não chegaram a dar o aval para a obra. O problema é que a área onde foi erguida a passarela é protegida pelos tombamentos da Estação da Luz, do Parque da Luz e da Igreja de São Cristóvão. Maluf deu de ombros — &#8220;Entre a estação tombada e atropelar três pessoas por dia, prefiro que ninguém seja atropelado&#8221;, afirmou o então prefeito —, mas seu secretário de Vias Públicas, Reynaldo de Barros (prefeito à época do <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/buraco-sobrinho/" title="O Buraco do Sobrinho">Buraco do Sobrinho</a>), avisou: &#8220;Se o Conpresp <em>[órgão municipal de preservação do patrimônio]</em> entender que <em>[a passarela é irregular]</em>, a gente manda derrubá-la.&#8221; Excesso de zelo, felizmente: quinze anos depois, acho que já está provado que a passarela em nada influiu em nenhum dos três patrimônios tombados.</p>
<p>A Passarela das Noivas, entretanto, está bem longe de ser considerada um local seguro, apesar das promessas na época da inauguração. &#8220;A obra conta com iluminação externa e interna, para facilitar a circulação de pedestres à noite&#8221;, escreveu a <em>Folha de S. Paulo</em> no dia da inauguração, quinze anos atrás. &#8220;A passarela deve proporcionar segurança aos usuários da estação de trem e do metrô Luz.&#8221; Reportagem do <em>Jornal da Tarde</em> em março <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seguranca/passarela-das-noivas-sofre-com-roubos/">falou sobre a (falta de) segurança por ali</a>, destacando que o número de casos registrados pela polícia só era baixo porque a grande maioria das pessoas não registrava ocorrência devido ao baixo valor normalmente roubado. &#8220;Tem sempre uns desocupados&#8221;, disse ao <em>JT</em> um estudante que caminhava pela passarela. &#8220;Parece que escolhem as pessoas para roubar. Conheço três pessoas que foram assaltadas aqui neste mês.&#8221; Mais recentemente, em setembro, o <em>Diário do Comércio</em> <a href="http://www.dcomercio.com.br/index.php/cidades/sub-menu-cidades/72888-rua-das-noivas-clama-por-seguranca">publicou reportagem que chegou às mesmas conclusões</a>. Em agosto o <em>Destak</em> também falou brevemente sobre a segurança por ali em reportagem sobre problemas parecidos na passarela ao lado do Aeroporto de Congonhas. Ou seja, é notório que há um problema, mas ele é ignorado.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/12/estacao-da-luz-passarela-das-noivas.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/estacao-da-luz-passarela-das-noivas-640x426.jpg" alt="Estação da Luz vista da Passarela das Noivas" title="Estação da Luz vista da Passarela das Noivas" class="alignnone size-full wp-image-1184" width=640" height="426" /></a></p>
<p>Daí minha insegurança quando resolvi passar por lá. A Avenida Prestes Maia, como um todo, parece quase abandonada. Por ser uma via expressa, sem semáforos, os carros que ali passam só não estão próximos do limite de velocidade (ridículos 60 km/h) nas muitas vezes em que a via está congestionada. A paisagem em volta não é nada convidativa aos olhares. Prédios abandonados e muito lixo são o que mais se vê. Ainda assim, quem sobe na passarela tem uma vista que, justamente por causa do abandono e consequente insegurança do local, poucos têm. Mesmo quem passa lá com frequência muitas vezes está com pressa e medo de fazer parte da lista de vítimas de assalto. Não que seja uma maravilha, porque não é. Mas é uma vista que oferece um panorama mais completo da região. E ela é um dos poucos lugares de onde se pode contemplar a beleza da arquitetura da Estação da Luz de longe e do alto ao mesmo tempo, como se vê acima — com a torre da Estação Júlio Prestes, à esquerda, de brinde.</p>
<p>Para quem olhar na direção da zona norte, a Avenida Tiradentes domina a vista, como na foto abaixo, mas há poucos prédios altos e é possível enxergar-se até o outro lado do Rio Tietê. As grades verdes nas bordas da foto delimitam as áreas pertencentes à CPTM. A Linha 11 passa ali embaixo; a Linha 10 passava, até julho (e talvez nunca mais passe, o que ainda vai gerar um texto aqui). À esquerda, a Pinacoteca. À direita, a Mitra Arquidiocesana de São Paulo e a Igreja de São Cristóvão., que ficam no quarteirão entre as ruas Vinte e Cinco de Janeiro e São Caetano — a Rua das Noivas. Esta começa onde se vê uma placa verde à esquerda da Mitra.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/avenida-tiradentes-zona-norte.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/avenida-tiradentes-zona-norte-640x426.jpg" alt="Avenida Tiradentes, rumo à zona norte, vista da Passarela das Noivas" title="Avenida Tiradentes, rumo à zona norte, vista da Passarela das Noivas" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1187" /></a></p>
<p>Do outro lado da passarela, a vista na direção do centro, mostrada na foto abaixo, é completamente diferente. Vê-se exatamente três árvores nada frondosas, contra as várias que se enfileiram na direção da zona norte. Prédios altos dominam a paisagem, encimados pelo Edifício Altino Arantes, mais conhecido como Edifício do Banespa, atrás do segundo poste de luz. À direita, o Edifício Prestes Maia, arranha-céu da Companhia Nacional de Tecidos, cujo letreiro ainda existe na entrada pela Rua Brigadeiro Tobias, é um retrato da cidade. Abandonado há anos, foi invadido em 3 de novembro de 2002. Reportagem publicada na <a href="http://rollingstone.com.br/edicao/9">edição número 9 da revista <em>Rolling Stone</em></a>, em junho de 2007 (sem versão online), mostrou o cotidiano das mais de 1,6 mil pessoas que lá viviam (ainda vivem?), de maneira precária, mas &#8220;gratuita&#8221; — o empresário Jorge Hamuche, um dos donos do edifício, disse à <em>RS</em>: &#8220;Se eles nos pagassem ao menos o valor do imposto predial, nós os deixaríamos lá <em>ad æternum</em>.&#8221; Na minha foto, vê-se o estado atual do edifício, com montes de lixo na calçada à sua frente. Apesar do pessoal no ponto de ônibus ali próximo, a afirmação de que a Prestes Maia é uma avenida exclusivamente de veículos automotores é exata.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/avenida-prestes-maia-centro.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/12/avenida-prestes-maia-centro-640x426.jpg" alt="Avenida Prestes Maia, vista da Passarela das Noivas" title="Avenida Prestes Maia, vista da Passarela das Noivas" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1189" /></a></p>
<p>Sendo a Prestes Maia uma avenida tão inóspita a pedestres e moradores, não é de se admirar que a maioria dos transeuntes prefira atravessá-la por baixo da terra, pelo Metrô, deixando a Passarela das Noivas para os poucos aventureiros que se atrevem a encará-la.</p>
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		<title>Por que a baldeação na Luz ainda não funciona</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 13:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um ano atrás escrevi um texto sobre a minha experiência comparando as baldeações da Linha 7 para a Linha 1 na Luz e na Barra Funda (esta última via Sé) durante o horário de pico das manhãs. A minha conclusão era de que, por vários motivos, valia mais a pena fazer a transferência na Estação Palmeiras-Barra Funda, apesar do trajeto aparentemente mais longo e com uma baldeação a mais. Entretanto, ao menos no meu percurso diário, a baldeação na Luz ainda valia a pena no horário de pico das tardes. Isso não tem mais ocorrido, desde a abertura em tempo&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/10/baldeacao-luz-ainda-nao-funciona/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ano atrás escrevi um texto sobre a minha experiência comparando <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/07/baldeacao-na-luz-nao-funciona/">as baldeações da Linha 7 para a Linha 1 na Luz e na Barra Funda</a> (esta última via Sé) durante o horário de pico das manhãs. A minha conclusão era de que, por vários motivos, valia mais a pena fazer a transferência na Estação Palmeiras-Barra Funda, apesar do trajeto aparentemente mais longo e com uma baldeação a mais. Entretanto, ao menos no meu percurso diário, a baldeação na Luz ainda valia a pena no horário de pico das tardes.</p>
<p>Isso não tem mais ocorrido, desde a abertura em tempo integral da <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-metro/">Estação Luz da Linha 4-Amarela</a>. A transferência no sentido CPTM nunca foi totalmente trabalha à tarde, mas ao menos costumava fluir. Agora as inúteis catracas na parte da CPTM servem apenas para represar o fluxo que agora vem de não mais uma, mas duas estações. O Metrô e a CPTM distribuíram folhetos mostrando o novo sentido do fluxo, que funcionaria como uma &#8220;rotatória&#8221;, mas os bloqueios reduzem bastante a eficiência do sistema. E vale ressaltar novamente que os bloqueios da parte da CPTM giram quase que a esmo e, por isso, não servem para controlar grande coisa, apesar de terem sido substituídos nos últimos meses.</p>
<p>Já os bloqueios da parte da ViaQuatro não têm catracas: controlam a passagem dos usuários eletronicamente. Ninguém precisa parar para passar por eles. Ou seja, a fluidez é muito maior. Mas isso de nada adianta para quem vem das outras linhas do complexo e precisa passar por aquele mar de gente de qualquer jeito. Também de pouco adianta se algumas das portas de metal do acesso à Linha 4 ficarem fechadas, como estiveram no fim da tarde da última segunda-feira, o que pode ser (mal) explicado pela pane que deixara aquela linha fechada nas primeiras horas da manhã.</p>
<p>Cabe ressaltar que, se o complexo da Luz ganhou uma nova linha no mês passado, ele também perdeu outra, ainda que provisoriamente, em agosto, quando a ponta da Linha 10 foi transferida da Estação da Luz para o Brás devido às obras na via nas imediações da primeira. Não é difícil imaginar que a fluidez piorará ainda mais quando os trens com destino a Rio Grande da Serra voltarem a parar na Luz. A CPTM e o Metrô têm tomado medidas para melhorar a situação, ainda sem efeito visível &#8212; no máximo, serviram para que a coisa não piorasse mais. Também é razoável supor que aos poucos as pessoas distribuirão melhor seus trajetos pelas linhas, já que agora têm novas opções para ir de um ponto ao outro. Mas por ora não é nada agradável baldear na Luz em horário de pico, seja de manhã ou à tarde.</p>
<p>Quero dizer que agora vale mais a pena fazer duas baldeações para ir da Linha 1 para a Linha 7 à tarde? Não. Uma grande variável nessa comparação é a dificuldade para embarcar em Palmeiras-Barra Funda, já que no pico da tarde os trens oriundos da Luz já chegam lotados a uma plataforma também lotada. A foto abaixo foi tirada na plataforma 8 às 17h45 de uma terça-feira, e ela ainda não estava tão cheia como ficaria cerca de meia hora mais tarde. O que quero dizer é que a baldeação na Luz antes era a escolha mais que óbvia, mas agora leva apenas ligeira vantagem.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/10/estacao-palmeiras-barra-funda-linha-7-horario-pico.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/10/estacao-palmeiras-barra-funda-linha-7-horario-pico-640x480.jpg" alt="Plataforma 8 da Estação Palmeiras-Barra Funda em horário de pico" title="Plataforma 8 da Estação Palmeiras-Barra Funda em horário de pico" width="640" height="480" class="alignnone size-large wp-image-982" /></a></p>
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		<title>A Estação Luz da Linha 4-Amarela do Metrô</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 19:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem folhear jornais do passado em busca de referências sobre a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo não poderá se limitar a edições recentes. Já nos anos 1940, quando o próprio Metrô ainda era mera especulação, falava-se nessa linha, cujo traçado foi definido em fins dos anos 1960, em forma de parábola, indo da região sudeste da cidade à região sudoeste, cruzando a Linha 1-Azul na Estação Luz e a Linha 2-Vermelha duas vezes, nas estações República e Pedro II. Sem o projeto sequer chegar perto de sair do papel, a secção rumo ao sudoeste acabaria limada em 1993,&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-metro/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem folhear jornais do passado em busca de referências sobre a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo não poderá se limitar a edições recentes. Já nos anos 1940, quando o próprio Metrô ainda era mera especulação, falava-se nessa linha, cujo traçado foi definido em fins dos anos 1960, em forma de parábola, indo da região sudeste da cidade à região sudoeste, cruzando a Linha 1-Azul na Estação Luz e a Linha 2-Vermelha duas vezes, nas estações República e Pedro II. Sem o projeto sequer chegar perto de sair do papel, a secção rumo ao sudoeste acabaria limada em 1993, com alguns ajustes na secção sudeste, como o cruzamento com a Linha 2-Verde, que deixaria de ser na Estação Clínicas e passaria a ser na altura da Estação Consolação, com uma estação vizinha. O processo de licitação foi aberto em 16 de maio de 1994. Poucos ficaram surpresos quando o ramal acabou levando dezesseis anos para ser aberto, em maio de 2010, ainda sem chegar à Estação Luz. Isso aconteceria dezesseis meses depois, em 15 de setembro último, com a abertura da estação, junto com a Estação República. Três dias antes a Linha 4 passou a operar em horário integral, embora apenas de segunda a sábado. As duas estações recém-inauguradas ficarão abertas apenas das 10 às 15 horas por ora.</p>
<p>No dia 15, uma quinta-feira, resolvi fazer minha baldeação da CPTM para o Metrô pela Estação da Luz de manhã, para conferir como estavam as coisas, embora <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/07/baldeacao-na-luz-nao-funciona/">a baldeação ali não seja experiência das mais agradáveis</a>. As duas passagens internas para a estação da Linha 4 ficaram os últimos meses cobertas por um tapume com um anúncio da nova linha, como se vê na foto abaixo. Nas últimas semanas esses painéis foram retirados, e as portas metálicas pintadas de amarelo ficaram à mostra, sempre fechadas ou, no máximo, entreabertas.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-painel.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-painel-640x426.jpg" alt="Painel na Estação Luz da Linha 4-Amarela" title="Painel na Estação Luz da Linha 4-Amarela" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-965" /></a></p>
<p>Na manhã de quinta passada as portas amarelas seguiam fechadas, mas já havia algumas placas novas informando sobre a iminente inauguração e o fluxo de passageiros que faziam a baldeação nos dois sentidos já tinha sido rearranjado para algo próximo do que passaria a vigorar quando a nova estação fosse aberta. Na foto abaixo, os passageiros à direita estão caminhando no sentido do Metrô, com os da esquerda no sentido da CPTM. Até o início da semana, os fluxos seguiam nos lados opostos. A lotação pode ser considerada normal. Enquanto eu caminhava, alto-falantes da estação <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/114299386523172864" class="broken_link">solicitavam a compreensão dos usuários</a>, pois a transferência estava levando cerca de cinco minutos. Isso não deixava de ser uma melhoria: na semana passada, mesmo, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VTVvhMAZN7Y">filmei a minha baldeação da CPTM para a Luz</a>, que levou seis minutos só da primeira (e inútil) fileira de catracas até a segunda, ainda no sentido antigo. Também foram distribuídos ao longo da semana folhetos explicando como funcionaria a transferência após a abertura da nova estação.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-da-luz-corredor-transferencia-lotado.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-da-luz-corredor-transferencia-lotado-640x425.jpg" alt="Corredor de transferência lotado na Estação da Luz" title="Corredor de transferência lotado na Estação da Luz" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-966" /></a></p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/folheto-cptm-transferencia-estacao-luz.jpg" alt="Folheto da CPTM fala da transferência na Estação da Luz" title="Folheto da CPTM fala da transferência na Estação da Luz" width="640" height="447" class="alignnone size-full wp-image-967" /></p>
<p>À tarde, por volta das 14 horas, voltei à Estação Luz, desta vez para fotografar a nova estação, àquela altura já — e finalmente — aberta. Peguei a Linha 2 na Estação Brigadeiro, fiz a baldeação nas estações Consolação e Paulista, parei na Estação República e segui até a Luz. Talvez por causa da inauguração da estação, o movimento no corredor de transferência era grande para o horário. Havia filas para passar pelas inúteis catracas próximas ao acesso à CPTM, nos dois sentidos, como se confere na primeira foto abaixo. A segunda foto, que mostra o acesso à Linha 4, prova que o problema era mesmo causado pelas inúteis catracas. Mas não faltavam placas orientando para onde se deveria ir. O folheto distribuído mostra que agora existe um tipo de &#8220;rotatória&#8221; onde as pessoas circulam em sentido anti-horário. Fica uma caminhada um pouco mais longa para quem quer ir da Linha 4 para a CPTM ou da Linha 1 para a Linha 4, mas parece ser a melhor solução.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-transferencia-cptm.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-transferencia-cptm-640x425.jpg" alt="Filas na transferência de/para a Estação da Luz" title="Filas na transferência de/para a Estação da Luz" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-968" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-da-luz-transferencia-linha-4-amarela.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/09/estacao-da-luz-transferencia-linha-4-amarela-640x425.jpg" alt="Transferência para a Linha 4-Amarela na Estação da Luz" title="Transferência para a Linha 4-Amarela na Estação da Luz" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-969" /></a></p>
<p>A estação tem exatamente o mesmo estilo das demais da Linha 4, sendo, entretanto, menos profunda (apesar de estar um nível abaixo das plataformas da Linha 1 na mesma estação). Assim como nas estações Pinheiros e Butantã, uma grande estrutura de vidro no teto permite e entrada de luz solar no interior da estação, embora, pela profundidade, esta não chegue às plataformas. E, também como é comum nas outras estações da Linha 4, há muitas escadas rolantes, especialmente a partir do nível logo acima das plataformas. Mesmo assim, sair das plataformas da Estação Luz da Linha 4-Amarela em horários de pico será provavelmente muito mais fácil do que sair das plataformas da Estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-cupula.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-cupula-640x425.jpg" alt="Estrutura de vidro no topo da Estação Luz" title="Estrutura de vidro no topo da Estação Luz" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-970" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-escada-rolante.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-escada-rolante-640x425.jpg" alt="Escadas rolantes no mezanino da Estação Luz da Linha 4" title="Escadas rolantes no mezanino da Estação Luz da Linha 4" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-971" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-escadas.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-escadas-640x425.jpg" alt="Escadas na plataforma da Estação Luz da Linha 4" title="Escadas na plataforma da Estação Luz da Linha 4" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-972" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-plataforma.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estacao-luz-linha-4-amarela-plataforma-640x425.jpg" alt="Plataforma da Estação Luz da Linha 4-Amarela" title="Plataforma da Estação Luz da Linha 4-Amarela" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-973" /></a></p>
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		<title>A Estação Pinheiros do Metrô</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 16:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[Linha 4 do metrô]]></category>
		<category><![CDATA[Linha 9 da CPTM]]></category>
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		<description><![CDATA[Com cerca de três décadas de atraso, a Estação Pinheiros do Metrô foi inaugurada hoje. Ela já fazia parte dos planos da empresa desde os anos 1970, quando seria uma das pontas da Linha Sudeste–Sudoeste, uma linha que faria uma &#8220;parábola&#8221; subindo até a Estação Luz e depois descendo até o Ipiranga. Por causa do trajeto peculiar, ela cruzaria duas vezes as atuais linhas 2-Verde e 3-Vermelha. Essa linha nunca saiu do papel, a não ser pela plataforma abandonada que existe no subsolo da Estação Pedro II (que seria uma das estações de integração com a Linha 3), mas foi&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/05/estacao-pinheiros-metro/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com cerca de três décadas de atraso, a Estação Pinheiros do Metrô foi inaugurada hoje. Ela já fazia parte dos planos da empresa desde os anos 1970, quando seria uma das pontas da Linha Sudeste–Sudoeste, uma linha que faria uma &#8220;parábola&#8221; subindo até a Estação Luz e depois descendo até o Ipiranga. Por causa do trajeto peculiar, ela cruzaria duas vezes as atuais linhas 2-Verde e 3-Vermelha. Essa linha nunca saiu do papel, a não ser pela plataforma abandonada que existe no subsolo da Estação Pedro II (que seria uma das estações de integração com a Linha 3), mas foi a partir dela que o projeto da Linha 4-Amarela começou a ser elaborado.</p>
<p>Em março de 1990 o jornal <em>Folha de S. Paulo</em> divulgou o projeto da &#8220;Linha Paulista–Pinheiros&#8221;, que já previa as estações Paulista, em moldes semelhantes ao que acabou por ser construído, Faria Lima e Pinheiros, além da Estação Mourato Coelho, no mesmo local onde está sendo hoje construída a Estação Fradique Coutinho, e de duas estações que nunca foram construídas, Incor e Brasil. Mais ou menos a meio caminho entre as duas, está sendo construída a Estação Oscar Freire. A linha terminaria em Pinheiros.</p>
<p>O projeto sofreu inúmeras mudanças ao longo dos anos, e as obras só se iniciaram de fato em 2004, já com previsão de extensões até Luz, em uma ponte, e Vila Sônia, na outra. A Estação Pinheiros fazia parte da primeira fase, mas elas foram paralisadas por meses após um grave acidente em janeiro de 2007, quando uma cratera se abriu no canteiro de obras, causando a morte de sete pessoas, entre operários e transeuntes. Mesmo depois que elas foram retomadas, o prazo de entrega seguiu sendo adiado inúmeras vezes. Por fim, hoje foi cumprido.</p>
<p>Na matéria do <em>Jornal da Tarde</em> de hoje sobre a inauguração da Estação Pinheiros do Metrô existe a informação de que a estação operaria excepcionalmente em horário ainda mais reduzido, pois só seria inaugurada às 10 horas. Sim, ela foi inaugurada às 10 horas, mas apenas com aquele tipo de cerimônia com a presença de autoridades. A estação já estava funcionando desde que a linha abriu, às 4h40. Aproveitei para conhecê-la, sem ter os mesmos <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/06/so-nesta-era-de-redes-sociais/">percalços que tive quando a Linha 4 abriu</a>, em maio do ano passado.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-placa-plataforma.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-placa-plataforma-640x425.jpg" alt="Placa de plataforma na Estação Pinheiros" title="Placa de plataforma na Estação Pinheiros" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-829" /></a></p>
<p>Cheguei vindo da Estação Paulista, onde embarquei depois de subir a pé a Avenida Angélica, onde eu tinha feito algumas fotos para um texto a ser publicado nesta semana. Pude perceber que grande parte dos passageiros que vêm da Paulista desembarca na Estação Faria Lima. O trem estava quase vazio quando chegamos à Estação Pinheiros. Desci e já saquei a câmera, imaginando que no dia da inauguração ninguém olharia feio. Acertei. Eu estava no fim da plataforma, e ouvi alguns estalos que pareciam vir do teto. Provavelmente não era nada, mas não posso negar que senti um calafrio. Difícil não lembrar do acidente de 2007.</p>
<p>A estação é muito parecida com as demais que já foram inauguradas na linha (Paulista, Faria Lima e <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/04/estacao-butanta-metro/">Butantã</a>). Assim como as outras, ela tem um mezanino de distribuição para acesso às plataformas. Estas, por sua vez, encontram-se a 33 metros de profundidade, o que significa descer cinco lances de longas escadas rolantes para acessá-las a partir dos bloqueios. No total, a estação tem 31 escadas rolantes, o que supostamente deve evitar longas filas para deixar as plataformas, ao contrário do que ocorre em muitas estações do Metrô e da CPTM, que têm pouquíssimas saídas das plataformas.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-mezanino-distribuicao.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-mezanino-distribuicao-640x425.jpg" alt="Mezanino de distribuição da Estação Pinheiros" title="Mezanino de distribuição da Estação Pinheiros" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-830" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-plataformas.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-plataformas-640x425.jpg" alt="Plataformas da Estação Pinheiros" title="Plataformas da Estação Pinheiros" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-831" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-escadas-rolantes.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-escadas-rolantes-640x425.jpg" alt="Escadas rolantes na Estação Pinheiros" title="Escadas rolantes na Estação Pinheiros" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-832" /></a></p>
<p>Tudo parece muito bonito à primeira vista, mas uma inspeção melhor mostra que nem tudo são flores. A integração com a CPTM, que sempre foi um dos maiores atrativos da linha, não está funcionando ainda, apesar de desde outubro se ouvir que haveria uma integração improvisada por meio de passarela, ao contrário da passagem subterrânea inicialmente prevista e posteriormente descartada. Sem a integração, os bloqueios de acesso à CPTM estavam fechados, assim como a própria entrada lateral, que servirá também a essa empresa dentro do prédio construído pela concessionária ViaQuatro.</p>
<p>Os passageiros que quisessem seguir para a Linha 9 da CPTM eram obrigados a deixar a estação e dar a volta pelo quarteirão onde um dia existirá o terminal anexo de ônibus. O caminho está marcado por cones e grades, mas é bem mais longo, esburacado e passa pelo meio da rua, não por uma calçada. Chegando à estação da CPTM, é necessário pagar nova passagem. A previsão atual é que a integração seja aberta no mês que vem. Segundo o <a href="http://twitter.com/CPTM_oficial/status/70203712840273920" class="broken_link">twitter oficial da CPTM</a>, isso se dará no dia 2 de junho.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-acesso-cptm-fechado.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-acesso-cptm-fechado-640x425.jpg" alt="Acesso à CPTM fechado na Estação Pinheiros" title="Acesso à CPTM fechado na Estação Pinheiros" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-833" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-acesso-provisorio-cptm.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-acesso-provisorio-cptm-640x425.jpg" alt="Acesso provisório à CPTM na Estação Pinheiros" title="Acesso provisório à CPTM na Estação Pinheiros" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-835" /></a></p>
<p>As obras do futuro terminal de ônibus anexo estão paralisadas em estágio inicial desde novembro de 2010, como se vê na foto abaixo. Quase todo o entorno da estação está da mesma maneira, o que dá ares de abandono. Mas obras paralisadas na Estação Pinheiros não são uma novidade. Além dos meses que a obra ficou parada após o acidente de 2007, a estação da CPTM, quando foi construída, entre o fim dos anos 1970 e o início dos anos 1980, chegou a ficar mais de um ano com sua construção paralisada, porque a Fepasa, que administrava a linha hoje conhecida como Linha 9-Esmeralda tinha priorizado <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/06/25-de-janeiro-de-1979/">as reformas na atual Linha 8-Diamante</a>. Naquela época, entretanto, a área onde o terminal será (será mesmo?) erguido tinha como destino virar um estacionamento.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-cptm.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/estacao-pinheiros-cptm-640x425.jpg" alt="Estação Pinheiros da CPTM" title="Estação Pinheiros da CPTM" width="640" height="425" class="alignnone size-large wp-image-834" /></a></p>
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