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	<title>Pseudopapel &#187; Resenha</title>
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		<title>Avianca cancela voo e deixa passageiros na mão</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 10:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas últimas vezes que fui para o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, no final da tarde, cheguei em cima da hora para o voo, e o que me salvou foi o check-in feito previamente pela internet, que garantiu que eu só pegaria filas antes de passar pela máquina de raios-x e no portão de embarque. Ontem, pois, eu me programei para sair um pouco mais cedo, evitando o grosso do trânsito no cruzamento da Rua Professor Cristiano Fischer com a Avenida Protásio Alves e ao longo da Avenida Carlos Gomes e Rua Dom Pedro II. Funcionou. Apesar de eu&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/10/avianca-cancela-voo/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas últimas vezes que fui para o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, no final da tarde, cheguei em cima da hora para o voo, e o que me salvou foi o check-in feito previamente pela internet, que garantiu que eu só pegaria filas antes de passar pela máquina de raios-x e no portão de embarque. Ontem, pois, eu me programei para sair um pouco mais cedo, evitando o grosso do trânsito no cruzamento da Rua Professor Cristiano Fischer com a Avenida Protásio Alves e ao longo da Avenida Carlos Gomes e Rua Dom Pedro II. Funcionou. Apesar de eu ter pegado algum trânsito, os quinze minutos de antecedência para sair fizeram eu chegar quase meia hora mais cedo ao aeroporto. Ainda deu tempo de parar na livraria antes de ir para o portão de embarque. Olhei no painel, e o portão era o de sempre: portão 2.</p>
<p>Meia hora antes do voo, notei que não havia ainda o aviso no portão e fui conferir a tabela. Ainda estava o portão 2 como previsto, mas… logo ao lado, o aviso &#8220;Cancelado&#8221;. Será que teria algo a ver com as cinzas do vulcão Puyehue? O céu de Porto Alegre estava esquisito quando cheguei, na manhã de ontem, <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/126379676053676032" class="broken_link">algo impressionante, mesmo</a>, como uma neblina fora de hora. Mas ao longo da tarde as cnzas foram sumindo e, quando saí rumo ao aeroporto, elas eram quase imperceptíveis. Ainda assim, faria algum sentido se fosse o motivo do cancelamento, a não ser por um detalhe: havia voos de outras companhias saindo normalmente.</p>
<p>Tive de sair da área de embarque para verificar o que estava acontecendo. No balcão de check-in da Avianca já havia algumas pessoas bastante descontentes, e faltava pouco para chegar ao bate-boca. Alheio a isso, fui buscar informações. Sim, meu voo tinha sido cancelado. Ok, quais eram as minhas opções? Uma, seria esperar até às 21h30, para ver se eu conseguiria embarcar em um voo da Gol. Detalhe: não só este voo ainda não estava confirmado, como eu era o 68.º na lista de espera. Não era um cenário muito animador. Outros voos da Avianca? Não havia, e, segundo a atendente, todos os voos de hoje já estavam lotados desde então, devido aos remanejamentos que a empresa já estava fazendo desde o início da tarde. A Avianca bancaria a minha hospedagem em Porto Alegre enquanto eu esperava? Apesar de ela ser <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/companhia-aerea-deve-pagar-hospedagem-em-caso-de-cancelamento-de-voo/n1237592886317.html">obrigada a fazer isso (mesmo se o cancelamento se dever ao mau tempo)</a>, a posição da empresa era, basicamente, &#8220;Vire-se&#8221;. Ainda tentei ver se outras companhias tinham lugar, mas o único que me ofereceram sairia por uns 1,2 mil reais. Fora de cogitação.</p>
<p>A imagem da Avianca, ex-OceanAir, que eu tinha até ali não era ruim. Sim, ao menos na rota a que estou acostumado (São Paulo–Porto Alegre) a empresa voa apenas com Fokker 100s — embora com o nome alterado para MD28, provavelmente devido à má fama que o equipamento adquiriu nos anos 1990. Mas o serviço de bordo é acima da média atual no Brasil e serve até sanduíches ou salgadinhos, sempre quentes, algo que, mesmo longe das fartas refeições que se via nos céus brasileiros até os anos 1980, soa como um banquete frente aos amendoins da Gol e aos caríssimos sanduíches <em>vendidos</em> em voos da Webjet. Essa imagem foi jogada na privada pela empresa, que ainda deu a descarga.</p>
<p>O cancelamento do meu voo gerou os seguintes custos, apenas no meu caso: trinta reais, do táxi do aeroporto a um shopping center, onde eu compraria itens básicos para eu poder ficar até o dia seguinte em Porto Alegre, 46,97 reais, em cuecas (pacote com duas), meias (pacote com três) e camiseta (pacote com duas), 12,81 reais, em desodorante, escova e pasta de dentes, dezessete reais, do táxi do shopping center ao hotel, 145 reais, do hotel, e mais o táxi para o aeroporto nesta tarde, que deverá girar em torno de 25 a 30 reais. Isso porque acabei nem jantando. Total de uns 280 reais, mais o desgaste por não ter ido para casa ontem e complicado a vida da minha mulher, que hoje terá que se virar para levar e buscar nosso filho na escola. O dinheiro minha empresa reembolsará, pois ela cuida de seu funcionário. Só que não é ela que deveria fazê-lo, mas, sim, a Avianca, que não cuida de seu passageiro.</p>
<p>Agora pela manhã já vi na televisão que alguns voos foram cancelados, inclusive o primeiro da Avianca para Guarulhos. O segundo e o terceiro (para o qual tenho uma nova reserva, mesmo depois de a moça do check-in ter-me informado que todos os voos do dia já estavam lotados) permanecem no site da Infraero como &#8220;previstos&#8221;, assim como o voo das 23h37. As cinzas vulcânicas <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;section=Geral&amp;newsID=a3531665.xml" class="broken_link">deixaram o espaço aéreo gaúcho</a> à 1 hora de hoje. Desta vez, não sairei rumo ao aeroporto sem obter uma informação confiável a respeito do meu voo. E vale lembrar que amanhã e sexta-feira embarcar para São Paulo provavelmente será um inferno, já que possivelmente o Aeroporto de Cumbica estará fechado por causa de uma greve de funcionários.</p>
<p><strong>Atualização (26/10, 18h59):</strong> Após a publicação do caso no meu Twitter, a Avianca tentou entrar em contato comigo por telefone quando eu estava no meio do voo de volta. Não conseguiu, obviamente. O Leandro, do SAC da empresa, ligou-me novamente no dia seguinte, e aí consegui falar com ele. Ele pediu para eu contar brevemente a história, mas logo descobri que ele já tinha lido o meu relato nesta página, o que é um ponto positivo. Ele também me falou que aos passageiros que esperaram até o horário do voo da Gol e não conseguiram ser acomodados nele foi oferecida hospedagem com traslado a um hotel na cidade, informação que conflita com o que me foi passado no balcão de check-in. Com o que eu tinha de informação (não haveria pagamento de alimentação, hospedagem ou traslados), não valeria a pena esperar até o horário do voo, já que eu não teria mais tempo hábil de ir a um shopping comprar os itens de que necessitava.</p>
<p>Concluído o relato, ele me passou o número de protocolo e avisou-me que entraria novamente em contato em até cinco dias — ou seja, hoje. De fato, ele me ligou no fim da tarde, para me comunicar que a empresa ofereceria um crédito de mil pontos em seu programa de milhagens. Mil pontos equivalem a um décimo do necessário para um passagem de ida dentro do Brasil. Nem de longe cobriria as despesas que minha empresa e eu tivemos devido a uma falha de comunicação da Avianca. Ele perguntou se eu estava satisfeito. Eu, claro, disse que não. Aproveitei para assegurar que minha intenção não é obter nenhum tipo de indenização, apenas o reembolso das despesas que tive, listadas acima e todas com seus devidos comprovantes. Mas também frisei que, caso não receba amigavelmente por meio do protocolo atual, não hesitarei em procurar meus direitos na Justiça, aí, sim, pleiteando uma indenização por danos morais. Pelo próprio Twitter ofereceram-me auxílio jurídico nesse sentido. Ele irá conversar com sua gerência e deve entrar em contato comigo até o fim desta semana. Aguardemos.</p>
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		<title>Santander: o banco das tarifas &#8220;juntas&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 14:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Santander]]></category>
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		<description><![CDATA[Até meados do ano passado eu mantinha uma conta no Citibank, onde pagava R$ 39,90 de tarifa mensal. Periodicamente, recebo pagamentos do exterior, que sempre foram processados pelo Citi sem burocracia e sem cobrança de tarifas. Eu só recebia um aviso de pagamento e solicitava o depósito em minha conta. Nada me era cobrado a mais por isso. No ano passado, recebi uma visita do pessoal do então Banco Real, pois a empresa onde eu trabalhava passaria a fazer pagamento de salário por ali. Optei por abrir uma conta apenas para receber salário, pois não me interessava trocar o Citi&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/07/santander-banco-tarifas-juntas/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até meados do ano passado eu mantinha uma conta no Citibank, onde pagava R$ 39,90 de tarifa mensal. Periodicamente, recebo pagamentos do exterior, que sempre foram processados pelo Citi sem burocracia e sem cobrança de tarifas. Eu só recebia um aviso de pagamento e solicitava o depósito em minha conta. Nada me era cobrado a mais por isso. No ano passado, recebi uma visita do pessoal do então Banco Real, pois a empresa onde eu trabalhava passaria a fazer pagamento de salário por ali. Optei por abrir uma conta apenas para receber salário, pois não me interessava trocar o Citi naquele momento. Foi-me oferecida, então, uma conta no Van Gogh, sem cobrança de tarifas. Aceitei, pois, e acabei por fechar minha conta no Citibank, acreditando que eu teria um atendimento similar no Real (que eu já sabia que iria se converter em Santander), por uma tarifa mais baixa.</p>
<p>Ledo engano.</p>
<p>A primeira surpresa desagradável foi na hora de receber o primeiro pagamento enviado do exterior: era necessária uma grande burocracia, que incluía envio do contrato com o Google (que faz o pagamento), da ordem de pagamento emitida pelo próprio Google e de um documento assinado. Garantiram-me que seria apenas aquela primeira vez. Pouco depois, a segunda surpresa desagradável: uma cobrança de R$ 24,90 por operação de câmbio, mesmo quando duas eram efetuadas juntas. Como escrevi acima, o Citi não me cobrava nada por isso, e sei por exeperiência própria que essa é uma operação das mais simples. Acho muito difícil justificar um valor tão alto. A taxa de câmbio utilizada também foi uma grande decepção: bem abaixo da cotação oficial. No Citibank, a taxa era inferior à cotação oficial, mas muito próxima.</p>
<p>Se tivesse parado por aí, eu provavelmente não teria ligado muito. Afinal, esses pagamentos são efetuados no máximo mensalmente, então ainda representavam uma economia, embora já não tão grande como poderia — e deveria — ser. Eis que em maio último tive minha terceira surpresa desagradável, que foi a cobrança de R$ 38,00 de mensalidade. É possível que a isenção de tarifa fosse uma opção do Real, suprimida com a mudança para o Santander, mas não recebi um único comunicado, um único aviso. Não recebi nada; simplesmente um dia começaram a cobrar. Na verdade, apesar de terem mudado os números da minha agência e conta para adaptá-los ao Santander, o cartão que eu uso ainda é do Real, pois não se dignaram a mandar-me um cartão do Santander. Mas cobrar, isso cobram! E, de uma hora para a outra, passei a pagar, incluindo a tarifa de câmbio, mais de 50% a mais por mês do que pagava no Citibank.</p>
<p>Para piorar ainda mais, hoje tive a quarta surpresa desagradável, que foi com o mais recente fechamento de câmbio. Essa surpresa desagradável já tinha sido iniciada na semana retrasada, quando descobri que eu teria de enviar novamente os documentos, o que foi suavizado um pouco com a possibilidade de mandá-los escaneados, mesmo o documento assinado. Depois de tudo enviado, ainda assim tive de cobrar a mesa de câmbio por email para que o depósito fosse efetuado, depois de três dias úteis sem ele cair na minha conta. Não obstante tudo isso, ao acessar meu extrato online descobri que a tarifa de operação de câmbio mais que triplicou, passando para R$ 90,00. Escrevo mais uma vez, pois ainda tenho dificuldades em acreditar: <em>a tarifa mais que triplicou!</em> Mais uma vez: <strong>o Santander cobra uma tarifa três vezes maior.</strong> Agora acho que caiu a ficha. Ou seja, mesmo que o Santander <em>me pagasse cinquenta reais</em> para manter minha conta lá, a tarifa de operação de câmbio faria com que isso não valesse a pena na comparação com o Citibank. Imagine, então, pagar 38 reais como mensalidade!</p>
<p>Voltando à cotação usada, o dólar comercial fechou ontem, para venda, em 1,5427 real. O meu depósito foi feito com uma cotação de 1,4890 real. Mesmo sem receber nenhuma fortuna (no caso, 727,60 dólares), o prejuízo com a cotação foi de 39,07 reais. Somando-se aos absurdos R$ 90 da tarifa, temos quase 130 reais, isso sem falar no IOF (4,11 reais) e no imposto de renda, que eu declaro e soma outros quase trezentos reais à conta. Uma mordida de quase 50%, cortesia dos impostos escorchantes deste país e das tarifas do Santander.</p>
<p>Liguei para a minha agência às 9h58, mas fui informado que só poderia ser atendido dali a dois minutos (!). Deixei recado, pois, que foi retornado em cerca de meia hora — a única surpresa agradável desta história. A minha gerente está em licença-maternidade, então falei com outra gerente, que não conhecia as tarifas de câmbio e não sabia me dizer se os R$ 90,00 eram um erro ou se essa seria a tarifa cobrada pelo Santander (enquanto os R$ 24,90 seriam a tarifa do extinto Real). Ou seja, até agora a mudança do Real para o Santander só me trouxe prejuízo e desprazer. Parece que o tal do &#8220;juntos&#8221; envolve apenas Real e Santander, não o cliente. A opção de voltar ao Citibank já se tornou extremamente atraente, e parece que será o caminho que seguirei.</p>
<p>Estou profundamente decepcionado com o Santander. Enviei este texto para o email redes.sociais@santander.com.br, que é o endereço que <a href="http://twitter.com/#!/SacSantander_br/status/89066543903813632" class="broken_link">o Twitter do banco costuma indicar</a> quando alguém lhe direciona um tuíte. Não acredito que vá resolver o meu problema, mas esta postagem será atualizada com o desenrolar da situação, para o bem e para o mal.</p>
<p>Como a resposta estava demorando mais do que eu imaginava, perguntei qual era o tempo médio de espera. Fui informado que  o prazo máximo era de <a href="http://twitter.com/SacSantander_br/status/97001063240040449" class="broken_link">&#8220;cinco dias úteis&#8221;</a>, que seriam completados na última terça-feira, 2 de agosto. Não recebi comunicação alguma. No dia 3, entrei em contato mais uma vez pelo Twitter, informando que já estávamos no sexto dia útil, mas eu ainda não tinha recebido uma posição do banco. Responderam-me, novamente via Twitter, que meu caso estava em análise e que <a href="http://twitter.com/SacSantander_br/status/98740096999759872" class="broken_link">naquele mesmo dia</a> (quarta 3) eu seria contatado. Não fui. Isso só aconteceria às 15h43 de quinta-feira 4, por meio de uma ligação da gerente da minha conta, que não sei se ligou por causa do contato que fiz com ela na semana passada ou por causa do email enviado para o tal redes.sociais.</p>
<p>Em uma ligação de 29 minutos, ela não soube dizer por que tive cobrados dois valores diferentes para um mesmo tipo de operação. A melhor teoria foi de que no novo contrato que mandei preenchido foi selecionada uma opção diferente de serviço em algum campo. Os campos que preenchi foram os de dados pessoais, e havia diversos outros que deveriam ser preenchidos pelo banco ou por outrem.</p>
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		<title>A revista Sãopaulo não fala de São Paulo</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 17:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>
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		<description><![CDATA[Como tenho feito em quase todas as semanas desde a primeira edição, comprei a revista Sãopaulo — ou, mais precisamente, comprei a Folha de S. Paulo de domingo, que vem com a revista encartada. E, como tem sido quase a regra, fiquei decepcionado. A revista deveria tratar da cidade. Falar de seus problemas, das pessoas que a constróem, da sua história, de seus projetos, de suas ideias. Em vez disso, faz reportagens que citam São Paulo apenas genericamente. A capa da edição de domingo passado é um perfeito exemplo disso: &#8220;Enomania — De R$ 23 a R$ 100, um guia&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/revista-saopaulo-nao-fala-sao-paulo/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como tenho feito em quase todas as semanas desde a primeira edição, comprei a revista <em>Sãopaulo</em> — ou, mais precisamente, comprei a <em>Folha de S. Paulo</em> de domingo, que vem com a revista encartada. E, como tem sido quase a regra, fiquei decepcionado. A revista deveria tratar da cidade. Falar de seus problemas, das pessoas que a constróem, da sua história, de seus projetos, de suas ideias. Em vez disso, faz reportagens que citam São Paulo apenas genericamente. A capa da edição de domingo passado é um perfeito exemplo disso: &#8220;Enomania — De R$ 23 a R$ 100, um guia para descobrir qual vinho tem o seu estilo&#8221;. E isso tem a ver com São Paulo porque…? Bem, não tem.</p>
<p>As duas páginas de abertura da respectiva matéria ainda tentam encaixar a cidade, com uma foto do <em>skyline</em> do centro, estragada pela silhoueta negativa de uma garrafa de vinho, e o título &#8220;Cidade engarrafada&#8221;, mas tudo parece apenas um artifício para justificar a reportagem, cujo objetivo confesso é &#8220;dissolver a pompa que ainda cerca a bebida&#8221;. Não sei avaliar, e nem pretendo, se a matéria é boa ou ruim, mas está na cara que ela teria lugar num suplemento sobre comidas e bebidas, na Ilustrada ou até no Cotidiano. Na <em>Sãopaulo</em> simplesmente não se justifica.</p>
<p>A edição da semana passada também lista 12 das 51 capas já publicadas, o que só serve para comprovar a minha tese. Nas oito primeiras há assuntos que não me interessam, mas que se encaixam perfeitamente em uma revista do tipo. Já as quatro últimas são fúteis e com nada ou muito pouco a ver com a cidade. A saber:</p>
<ul>
<li>Na edição 37, de fevereiro, &#8220;estudantes mostram como se vestem para ir à escola&#8221;. Hein? Essa moda tem a ver com a cidade? Claro que não!</li>
<li>Na edição 40, de março, &#8220;o design democrático de Fernando Jaeger é tema de perfil&#8221;. Quem sou eu para determinar se um design é bom ou ruim? Mas, sendo bom ou sendo ruim, o que ele fala de São Paulo?</li>
<li>Na edição 42, de abril, &#8220;chefs de cozinha revelam as receitas que preparam em casa&#8221;. Além do fato de a casa de cada um deles ficar em São Paulo, que raios isso mostra do dia a dia da cidade?</li>
<li>Na edição 50, de maio, &#8220;especial verde indica soluções para mudar o seu mundo&#8221;. O especial é composto de diversas reportagens &#8220;ecológicas&#8221; que ocupam 21 páginas, mas apenas seis delas tratam especificamente da cidade, mais dois terços de outra página. Mesmo que encaixemos as três páginas sobre sacolas plásticas, uma polêmica que promete mexer com São Paulo daqui a alguns meses, ainda assim não temos metade do especial falando sobre o que deveria ser o tema principal da revista.</li>
</ul>
<p>Se compararmos as reportagens de capa acima, selecionadas pela própria equipe que faz a revista, com algumas das primeiras capas, é de entristecer. A número 1 trouxe fotografias inéditas da construção da Linha 4 do Metrô. O número 7 falou do dia a dia de uma penitenciária feminina paulista (matéria que não me interessa nem um pouco, mas que tem a ver com o que a revista deveria abordar). O número 12 trouxe talvez a melhor reportagem de capa da ainda curta história da <em>Sãopaulo</em>, falando sobre lojas fundadas no início do século passado e que ainda persistem. Mesmo recentemente houve alguns bons exemplos, como a matéria sobre os flanelinhas publicada em março e a sobre vagas de estacionamento publicada em abril. Foram reportagens que se aprofundaram em problemas reais da cidade.</p>
<p>A revista ainda está devendo reportagens sobre a história de São Paulo, algo que tem sido muito bem abordado pela mensal <em>Época São Paulo</em>, revista que também tem tido seus maus momentos. Já a <em>Veja São Paulo</em> parece estar se recuperando de um passado recente em que matérias sobre &#8220;o dentista das celebridades&#8221; e afins quase dominaram as pautas de capa, mas ainda está longe do que foi principalmente nos anos 1980, quando a cidade estava estampada em suas páginas.</p>
<p>Nas páginas de <em>Sãopaulo</em>, definitivamente, São Paulo ainda não está estampada. Por muitas vezes, a impressão que tenho é de folhear a finada <em>Revista da Folha</em>, que muito raramente tinha algo interessante (como uma reportagem sobre o Edifício São Vito publicada em 2002) e um ano atrás deu lugar à <em>Sãopaulo</em>. Sem dúvida, a versão atual é melhor, mas ainda tem muito o que evoluir.</p>
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		<title>O saque sem segurança do Citibank</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/saque-sem-seguranca-citibank/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 00:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
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		<description><![CDATA[Venho aproveitar-me mais uma vez desta tribuna virtual para expor o fraco atendimento de mais uma empresa a seus consumidores. A empresa desastrada da vez é o Citibank, de quem tenho cartões de crédito há seis anos, sem nunca ter tido grandes problemas. Mas, quando o problema apareceu, veio gigante. Na manhã da última sexta-feira recebi uma ligação da área de fraude do Citibank, que perguntava se eu reconhecia um saque de 520 reais feito com meu cartão de crédito Visa de final 8310, cerca de uma hora antes. Não, eu não reconhecia. O atendente perguntou se eu estava com&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/saque-sem-seguranca-citibank/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venho aproveitar-me mais uma vez desta tribuna virtual para expor o fraco atendimento de mais uma empresa a seus consumidores. A empresa desastrada da vez é o <b>Citibank</b>, de quem tenho cartões de crédito há seis anos, sem nunca ter tido grandes problemas. Mas, quando o problema apareceu, veio gigante.</p>
<p>Na manhã da última sexta-feira recebi uma ligação da área de <b>fraude do Citibank</b>, que perguntava se eu reconhecia um saque de 520 reais feito com meu cartão de crédito Visa de final 8310, cerca de uma hora antes. Não, eu não reconhecia. O atendente perguntou se eu estava com o meu cartão. Eu estava. Ele então me informou que um segundo saque, no valor de mil e poucos reais, foi bloqueado. Segundo a informação que me foi passada naquele dia, as duas tentativas de saque teriam sido feitas na Argentina (<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/11/jam-suites-boutique-hotel/">onde eu estive pela última vez quatro meses atrás</a>). Ele também me tranquilizou, dizendo que nenhum dos dois saques constaria da minha próxima fatura. Mesmo assim, a surpresa não foi grande quando constatei hoje que o saque consta, sim, da próxima fatura, que foi fechada nesta madrugada. Além do saque em si, uma taxa de saque, de oito reais, mais juros de quase trinta reais. (Cobram juros <em>e</em> taxa de saque. Grande negócio, não?)</p>
<p>Liguei, pois, para o atendimento do Citibank. Depois de alguns minutos explicando meu problema, o veredicto deles é que, como o saque não tinha sido feito sob coação, seria impossível solicitar o cancelamento. Como assim?!Sob coação não pode, mas sem o meu cartão pode? É essa a segurança que o Citibank me oferece? Nem eu sei a minha senha de saque, inutilizada imediatamente quando a recebi. Aí alguém, <em>de alguma maneira</em>, faz um saque e o banco simplesmente tira o corpo fora? Eu pago a extorsiva anuidade deles, e o tratamento é esse? (E isso porque eu não entro no crédito rotativo, senão poderia falar que pago juros medievais.) A última palavra do atendimento era de que não havia nada que eles pudessem fazer.</p>
<p>Meu passo seguinte foi ligar para a ouvidoria do banco. Expliquei mais uma vez o problema e ganhei um número de protocolo (A48818150211XX<!--nullneun-->). Desta vez, esperei bastante na linha enquanto a atendente (supostamente) averiguava o que tinha ocorrido. A versão agora era de que o primeiro saque, de 520 reais, tinha sido feito às 9h08 do dia 11 no Brasil — na fatura ele aparece como &#8220;saque nacional&#8221; —, mas a segunda tentativa, cujo valor agora tinha passado para 435,49 reais, tinha sido feita às 10h02 em uma agência do Banco de la Nación Argentina, na própria Argentina, e, por isso, bloqueada. Quer dizer: um cliente que tem no histórico de seis anos exatamente zero saque de repente &#8220;tenta&#8221; fazer um saque no Brasil e outro menos de uma hora depois no exterior, e tudo parece normal para o Citi? Qual a segurança que o Citi me oferece? Nenhuma, como comprovei. (Vale lembrar que <a href="http://www.baboo.com.br/conteudo/modelos/Banco-confirma-fraudes-relacionadas-com-roubo-de-dados_a21867_z0.aspx">fraude não é algo inédito no Citibank</a>, e falo em termos mundiais.)</p>
<p>Depois de mais de quarenta minutos após o início da ligação, a atendente me informou que não tinha como verificar em que agência tinha se dado o saque nacional. Segundo ela, não seria possível obter mais informações naquele momento, por isso um processo interno seria aberto, que poderia durar até sessenta dias. Apesar disso, em cerca de cinco dias úteis o sistema deverá ter novas informações. Como essa data é anterior ao vencimento da fatura, não há necessidade imediata de suspenderem o valor. Mas dá para adivinhar qual vai ser a resposta do banco na próxima terça-feira. Apesar de eles não conseguirem comprovar que o saque foi feito por mim, como exige a lei, eles vão jogar nas minhas costas o valor. O Citi, com seu departamento de fraudes que provou não ser infalível, vai lucrar alguns bilhões de reais neste ano em sua operação brasileira, e vai querer que eu arque com um valor indevido que me vai fazer falta, de 557,22 reais.</p>
<p>Tive uma situação semelhante com o Itaú alguns anos atrás, quando apareceram dois débitos de cerca de 450 reais em meu cartão de crédito, gastos em duas farmácias de São Paulo distantes uma da outra num espaço de 28 minutos. Só fui descobrir quando tentei usar meu cartão uns dois dias depois, e ele apareceu como bloqueado. Sim, eles bloquearam <em>depois</em> de <em>dois</em> usos indevidos. Abri um chamado e, depois da &#8220;averiguação interna&#8221;, eles disseram que os gastos eram devidos, pois constava a minha assinatura nos respectivos comprovantes. Não sei se era blefe, mas eu desafiei, e eles tiveram de mandar a cópia dos comprovantes. A assinatura não era nem remotamente parecida com a minha. Foi difícil conter a revolta. Diante das evidências, o Itaú não teve alternativa a não ser estornar os valores, inclusive a taxa de três reais pelo envio de cada uma das cópias.</p>
<p>Voltando ao Citibank, nos setenta minutos que fiquei ao telefone com a atendente Cristiane, da ouvidoria, não consegui descobrir informações realmente úteis para ser encaminhadas à polícia na abertura de boletim de ocorrência que eu farei ainda esta semana, diretamente no DEIC. Nem uma informação que deveria ser simples, como a agência nacional onde o saque foi efetuado. Como é que eles sabem a agência do exterior e não sabem a do Brasil? Ainda descobri que não é possível cancelar a função de saque do meu cartão, apesar da segurança nula que me é oferecida. Seguindo orientações jurídicas, liguei novamente (protocolo A04319150211XX<!--einfuenf-->) e informei que, se em 24 horas o problema não estivesse resolvido, eu abrirei uma denúncia no Banco Central. Nenhuma dessas ações é mera ameaça. Eu vou até o fim, porque esta história ainda não foi encerrada. Na semana que vem, a continuação.</p>
<p>Por enquanto, algo que talvez faça o Citi pensar bem na hora de dar uma resposta: este texto será atualizado com o caso até o fim, seja a resposta satisfatória ou não. E atualmente ele está na primeira página dos resultados do Google para pesquisas como &#8220;fraude cartão de crédito citibank&#8221;, &#8220;fraude citibank&#8221;, &#8220;segurança citibank&#8221; e mesmo &#8220;o saque&#8221;.</p>
<p><strong>Atualização (18/2, 21h00):</strong> Devido à <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/37663241870127104" class="broken_link">minha reclamação</a> no Twitter, a ouvidoria entrou em contato comigo na sexta-feira. Foi então que fiquei sabendo que antes eu <em>não</em> estava falando com a ouvidoria, algo que o sistema nunca me deixou claro. Meu caso agora está sendo acompanhado por uma funcionária específica, a Eliane. Por isso, estou segurando a reclamação no Banco Central. Para fazer o B.O. preciso ao menos saber o local onde o saque foi feito. A Eliane ficou de me informar na segunda-feira.</p>
<p><strong>Atualização (13/3, 12h25):</strong> Pouco antes do vencimento da minha fatura a ouvidoria entrou novamente em contato comigo, para me informar que tinha, de fato, classificado o saque como fraude, já que tinha havido mais de uma tentativa. A posição foi comunicada por telefone, mas eu deveria receber um documento por correio oficializando a posição do banco. Isso não ocorreu até agora, mas a próxima fatura, já disponível para consulta no site do banco, mostra os ajustes que me foram prometidos. Por enquanto, o problema parece ter sido resolvido.</p>
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		<title>A Claro perdeu o meu pedido</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 20:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Claro]]></category>
		<category><![CDATA[empresas desastradas]]></category>
		<category><![CDATA[Gol]]></category>
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		<description><![CDATA[Outro dia tive um problema com a Net, cujo atendimento eletrônico foi incapaz de resolver. Postei minha experiência no Twitter, e algumas horas depois recebi uma resposta, via Twitter. Rapidamente, o problema foi resolvido. Algo parecido já tinha acontecido quando tive um problema com a Gol, relatado aqui no Pseudopapel, e o twitter oficial da empresa funcionou bem como canal de comunicação. Isso sem falar em um tweet que escrevi sobre um caixa eletrônico do Santander que abria apenas às nove da manhã, onde eu questionava a utilidade de um caixa desses. Sem nem direcionar o texto ao usuário do&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/atendimento-claro-perdeu-pedido/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia tive um problema com a Net, cujo atendimento eletrônico foi incapaz de resolver. <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/12643913626034176" class="broken_link">Postei minha experiência no Twitter</a>, e algumas horas depois recebi uma resposta, via Twitter. Rapidamente, o problema foi resolvido. Algo parecido já tinha acontecido <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/mau-atendimento-gol/">quando tive um problema com a Gol</a>, relatado aqui no Pseudopapel, e o twitter oficial da empresa funcionou bem como canal de comunicação. Isso sem falar em um tweet que escrevi sobre um caixa eletrônico do Santander <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/22233636585611264" class="broken_link">que abria apenas às nove da manhã</a>, onde eu questionava a utilidade de um caixa desses. Sem nem direcionar o texto ao usuário do banco na rede social, eles me descobriram e ao menos <a href="http://twitter.com/#!/SacSantander_br/status/22385519216300032" class="broken_link">demonstraram interesse no meu problema</a>.</p>
<p>Por outro lado, outras empresas tratam o Twitter apenas como ferramenta de oba-oba, como é o caso do Submarino, que ignora os tweets a ele direcionados e posta apenas promoções e textos se exaltando. Mas o uso da Claro bate todos os recordes: &#8220;O twitter oficial da Claro eh <em>(sic)</em> o twitter oficial do fenomeno <em>(sic)</em>. Siga e acompanhe seus comentários e as novidades da Claro.&#8221; Sim, nem um canal a mais de atendimento nem ao menos as promoções do Submarino. A Claro dedica seu twitter aos comentários do jogador Ronaldo.</p>
<p>Por que estou escrevendo isso? Porque tive recentemente (mais) um problema com a empresa, e pensei no twitter como canal de comunicação, já que tinha dado certo com outras empresas. Sem esse canal, fiquei apenas com o atendimento telefônico, que contatei na manhã da quinta-feira 30 e expliquei minha história. Ela começara no último dia 18, um sábado, quando o celular da minha mulher tocou. Queriam falar comigo, pois eu era o titular da linha. Veja bem: sabiam que eu era o titular da linha da mulher, uma informação que apenas a Claro deveria ter. Segundo a atendente, eu teria direito a comprar um aparelho <a href="http://www.motorola.com/Consumers/BR-PT/Consumer-Product-Services/Mobile-Phones/MOTOROLA-DEFY-BR-PT" class="broken_link">Motorola Defy</a> antes de ele estar disponível e com um grande desconto. Pareceu-me uma boa oferta, então aceitei-a.</p>
<p>Pediram para confirmar meus dados. A cada pergunta que faziam, eu pedia antes para que eles me confirmassem o que havia na tela. Eles tinham todos os meus dados. Não haveria por que duvidar que a ligação viesse mesmo da Claro. Ainda mais porque, no fechamento da compra, a atendente parecia ter algumas dificuldades com o procedimento e estava sendo ajudada por um supervisor. Como eu estava na rua e não tinha como anotar, solicitei que enviassem o número do protocolo por SMS. Não enviaram. A promessa era de que o aparelho chegaria em até três dias úteis. Pois bem, passaram-se nove dias úteis, e nada.</p>
<p>Na já citada quinta-feira 30 liguei para saber o que estava acontecendo. Expliquei a situação, a atendente procurou e não achou nenhum protocolo aberto em relação ao meu número. Comecei a ficar preocupado, embora ainda não houvesse nenhum débito no cartão de crédito que eu passei. Ainda não há, aliás. A atendente falou que iria buscar no número da minha mulher — algo que deveria ser automático no sistema, já que compartilhamos um mesmo plano-família. A linha caiu em seguida.</p>
<p>Passei novamente pelo longuíssimo menu da Claro, e, como eu não tinha protocolo do atendimento anterior, tive de explicar novamente o problema. Desta vez, já pedi que olhassem diretamente no número da minha mulher. Realmente, havia ali um protocolo do dia 18 (20102487092<!--sechszehn-->XX). Alívio. Quer dizer, alívio parcial. Ele me informou que, embora houvesse o protocolo, não havia nenhum pedido aberto. Foi aberto um novo protocolo (20102577407<!--dreiunszwanzig-->XX), e deram-me cinco dias úteis para receber um novo contato telefônico. Ainda que não contemos o dia 31 de dezembro como dia útil, o prazo esgotou-se na sexta-feira passada. Não acredito que liguem mais a esta hora.</p>
<p>A esta altura, claro, nem quero mais o celular. Não sei se essa situação já foi encerrada. Ou seja, se ainda vão debitar alguma coisa no meu cartão de crédito ou não. Mas sabe o que é pior? Que as outras operadoras de telefonia celular são iguais ou piores.</p>
<p><strong>Atualização (4/2, 16h16):</strong> Depois que chamei a Claro de &#8220;lixo&#8221; em <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/33186396789415936" class="broken_link">um tweet direcionado ao jornalista Bruno Winckler</a> (que também <a href="http://twitter.com/#!/bwinckler/status/33185884094337025" class="broken_link">reclamava da empresa</a>), recebi <a href="http://twitter.com/#!/ClaroBlog/status/33578230401204224" class="broken_link">um tweet</a> da conta <a href="http://twitter.com/#!/ClaroBlog" class="broken_link">@ClaroBlog</a> no dia seguinte, perguntando se poderia ajudar. A resposta era em relação ao meu xingamento &#8220;genérico&#8221;, não em relação à reclamação explicitada em detalhes acima quase um mês atrás. Foi uma surpresa descobrir que eles têm, sim, uma área dedicada às redes sociais, pois no próprio site da empresa o Twitter é listado no rodapé apenas com o endereço da conta do ex-jogador em atividade Ronaldo. De qualquer maneira, respondi a eles com um link para este artigo, para que ao menos tomem conhecimento do assunto. Providências? Não existe nenhuma que vá resolver o problema, pois não quero mais comprar o celular.</p>
<p><strong>Atualização (14/2, 20h36):</strong> A Claro demorou alguns dias para me ligar e deu a resposta que eu imaginava, pedindo desculpas e avisando que iria &#8220;tomar provdências internas&#8221;. Cerca de uma semana depois, ligou-me novamente para informar que, devido ao ocorrido, eu poderia passar em qualquer loja Claro portando o protocolo do chamado e adquirir, sem custo, o celular em questão.</p>
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		<title>Jam Suites Boutique Hotel</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 18:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Buenos Aires]]></category>
		<category><![CDATA[hotelaria]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem passa pela frente do Jam Suites Boutique Hotel, ainda que a pé, dificilmente percebe que se trata de um hotel. Ao contrário de outras casas convertidas em hotel na mesma Calle Malabia, não há nenhuma placa indicando o estabelecimento, isso sem falar nas pesadas portas de metal na entrada, que em um primeiro momento intimidam o hóspede recém-chegado. Essa sensação é dissipada assim que a porta da esquerda se abre, e o simpático corredor se mostra. Ele termina na porta do que mais pode ser chamado de &#8220;sala&#8221; do que &#8220;recepção&#8221;, pois é muito difícil sentir-se em um hotel&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/11/jam-suites-boutique-hotel/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem passa pela frente do Jam Suites Boutique Hotel, ainda que a pé, dificilmente percebe que se trata de um hotel. Ao contrário de outras casas convertidas em hotel na mesma Calle Malabia, não há nenhuma placa indicando o estabelecimento, isso sem falar nas pesadas portas de metal na entrada, que em um primeiro momento intimidam o hóspede recém-chegado. Essa sensação é dissipada assim que a porta da esquerda se abre, e o simpático corredor se mostra. Ele termina na porta do que mais pode ser chamado de &#8220;sala&#8221; do que &#8220;recepção&#8221;, pois é muito difícil sentir-se em um hotel ali. Na conversão do imóvel de casa para hotel, a impressão é de que se tomou o cuidado de manter um ambiente ao mesmo tempo intimista e informal.</p>
<p>Antes de chegar à sala/recepção, é claro que precisei chegar a uma referência do hotel, porque não tive a indicação de ninguém. Fiz a pesquisa no <em>hoteis.com</em> para as datas que eu queria, e o Jam Suites foi um dos primeiros a aparecer — não me lembro se ordenei por preço ou não, mas, sabendo que há muitas opções mais baratas no próprio <em>hoteis.com</em>, talvez tenha sido a sugestão entre &#8220;os mais vendidos&#8221;. Eu não conhecia o hotel nem tinha ouvido falar dele. As fotos me impressionaram, embora praticamente nenhum hotel seja tão bom quanto suas fotos publicadas. Mantendo isso em mente, fui ao <a href="http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g312741-d1371830-Reviews-Jam_Suites_Boutique_Hotel-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html" class="broken_link">TripAdvisor</a>, onde encontrei resenhas na maior parte favoráveis. Fiz a reserva, pois. Cada noite saiu por cerca de 120 reais. A minha única decepção foi com o <em>hoteis.com</em>, que só informou que seriam cobradas taxas quando o processo de compra já estava bem adiantado e em nenhum momento explicou que taxas eram essas ou como eram calculadas (valor fixo? percentual?). Ainda assim, o custo-benefício pareceu atraente, o que seria confirmado após nossa estadia.</p>
<p>Algumas semanas mais tarde, ao pesquisar novamente <a href="http://www.jamsuiteshotel.com/" class="broken_link">no site do hotel</a>, descobri que eles ofereciam um serviço de transfer a partir de Ezeiza, que nos seria muito útil, já que só sairíamos do aeroporto após a meia-noite. Mandei um e-mail perguntando como funcionava o serviço e quais as tarifas, e a resposta veio em cinco minutos. Quando efetivamente fiz a reserva desse serviço, alguns dias depois, a troca de e-mails foi bastante rápida, e o serviço funcionou a contento.</p>
<p>Chegamos ao hotel por volta da 1h30 da manhã, e fomos recebidos pelo funcionário da noite, que abriu o portão para nós e levou-nos direto ao apartamento, sem a necessidade de fazer de uma vez a burocracia do check-in, algo que àquela hora seria ainda mais incômodo que o usual. Ponto para o hotel e sua informalidade.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/jam-suites-buenos-aires-quarto.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/jam-suites-buenos-aires-quarto-672x336.jpg" alt="Quarto do Jam Suites Buenos Aires" title="Quarto do Jam Suites Buenos Aires" width="672" height="336" class="alignnone size-large wp-image-427" /></a></div>
<p>As sete suítes do hotel não são conhecidas por números, mas por nomes relativos ao jazz. A nossa, uma das três mais simples, tinha o nome de BB Queen. <strong>(Atualização em 3/11/2012:</strong> O hotel não trabalha mais com quartos de nomes diferentes; agora são apenas três tipos de quartos.<strong>)</strong> Apesar do nome do quarto, ele não tinha decoração inspirada em música. Mesmo os livros das três prateleiras embutidas tratavam em sua maior parte de política e economia argentinas, não de jazz e <em>jam sessions</em>. O quarto é bem pequeno, assim como seu banheiro, mas tem uma cama box separável com um colchão muito gostoso. A atmosfera do quarto é bastante agradável. A vista dava para o amplo corredor de entrada, com videiras no alto. Não se via a rua, mas dava para contemplar o céu de Buenos Aires, que <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/2010/09/ceu-azul-buenos-aires/">mais uma vez tivemos a sorte de ver azul</a>.</p>
<p>Quem fica com o quarto dos fundos, no entanto, provavelmente tem a melhor vista de todo o hotel, para o jardim de trás, que parece ser o local ideal para uma leitura de fim de tarde, ao menos para quem precisa descansar um pouco de todas as opções de passeio disponíveis na capital argentina. A própria sala onde é servido o café da manhã — a mesma &#8220;recepção&#8221; — é bastante aconchegante, com suas mesinhas pequenas ou a opção de usar a grande mesa de centro junto ao sofá. O desjejum em si é simples, mas contém o básico, e o hóspede ainda tem a opção de completar a seu modo com compras de mercado que pode deixar na geladeira coletiva, muito maior que o frigobar de cada quarto.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/10/jam-suites-buenos-aires-jardim.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/10/jam-suites-buenos-aires-jardim-672x448.jpg" alt="Jardim do Jam Suites Buenos Aires" title="Jardim do Jam Suites Buenos Aires" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-425" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-flores.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-flores-672x448.jpg" alt="Flores no jardim do Jam Suites Boutique Hotel" title="Flores no jardim do Jam Suites Boutique Hotel" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-434" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/jam-suites-cafe-da-manha.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/jam-suites-cafe-da-manha-672x448.jpg" alt="Café da manhã no Jam Suites" title="Café da manhã no Jam Suites" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-426" /></a></div>
<p>Além de ser o espaço do café da manhã, a sala também é o coração do hotel. Não é raro ver o dono do local, Luiz, ou algum dos outros funcionários confraternizando com os hóspedes e até dando dicas da região. Enquanto isso, música ambiente no estilo jazz fica tocando em uma altura que não agride quem está na recepção e muito menos quem está nos quartos — ao contrário do toque da campainha ou do telefone, que era bem fácil de ouvir em altas horas ou no início da manhã.</p>
<p>Ao contrário de muito hotel cinco estrelas por aí, no Jam Suites não se cobra nada a mais pelo acesso wi-fi à Internet. Ao menos no quarto onde ficamos, razoavelmente próximo da recepção, o sinal era muito bom e funcionou bem o tempo todo que precisamos. Isso é excelente para quem leva o próprio computador, mas, por outro lado, não há um <em>business center</em> com um computador que o hóspede sem notebook possa usar. Não sei se, pela informalidade do hotel, o computador da recepção estaria disponível para consultas rápidas à Internet, mas é possível usar um dos vários locutórios da região, lugares onde se tem acesso a telefones e computadores com Internet por preços bastante acessíveis aos brasileiros.</p>
<p>O maior problema do quarto é a falta de armários, algo que pelo visto pode ser estendido aos outros apartamentos pelas críticas disponíveis no TripAdvisor e mesmo pelas fotos no próprio site do hotel. Para atenuá-lo, é disponibilizado um cabide vertical que até quebra o galho, mas fica bem longe de resolver. No nosso quarto, servia até como agravante, pois o único lugar onde ele cabia era junto à porta do banheiro, ficando em frente a parte dela, o que ocasionou alguns tropeções. O quarto, na verdade, era tão pequeno que a oferta de &#8220;berços disponíveis&#8221; que vi no <em>hoteis.com</em> parece difícil de ser cumprida ali. A pia ficava fora do banheiro e não dispunha de muito espaço ao redor da cuba, espaço esse que fica menor ainda quando lá se coloca as toalhas de rosto, já que não há um gancho para pendurá-las na parede ao lado.</p>
<p>Um problema bem menor, que provavelmente passará despercebido à maioria dos que por lá passarem foi a falta de cuidado no acabamento quando da última reforma. As fotos abaixo mostram o que eu notei no nosso quarto. Tal qual um laudo de vistoria, fazem o apartamento parecer muito pior do que realmente é.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/detalhes-quarto.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/detalhes-quarto.jpg" alt="Detalhes do quarto" title="Detalhes do quarto" width="672" height="500" class="alignnone size-full wp-image-432" /></a></div>
<p>Esses detalhes, claro, não influenciam negativamente na minha escolha. Eu indicaria tranquilamente o Jam Suites e ainda pretendo voltar ao hotel, pelo menos enquanto as tarifas estiverem no patamar que encontramos. Eu só evitaria ficar novamente no apartamento BB Queen, por causa de sua pequena área. Talvez valesse a pena gastar um pouco mais para ficar numa das suítes superiores, que para março de 2011 aparecem no <em>hoteis.com</em> <a href="http://www.hoteis.com/hotel/details.html?destination=Jam+Suites+Boutique+Hotel%2C+Buenos+Aires%2C+Argentina&amp;searchParams.arrivalDate=23%2F03%2F2011&amp;searchParams.departureDate=26%2F03%2F2011&amp;rooms_=1&amp;searchParams.rooms[0].numberOfAdults=2&amp;children[0]=0&amp;asaReport=HomePage%3A%3AHotel&amp;searchParams.landmark=&amp;hotelId=326817&amp;roomno=1&amp;arrivalDate=23%2F03%2F2011&amp;departureDate=26%2F03%2F2011&amp;landmark=&amp;rooms[0].numberOfAdults=2" class="broken_link">entre R$ 169 (Roomba Suite) e R$ 225 (Bernis Master Suite)</a>.</p>
<p>Para finalizar esta já extensa resenha, algumas fotos aleatórias das áreas comuns do hotel.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-entrada.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-entrada-672x448.jpg" alt="Entrada do Jam Suites Boutique Hotel" title="Entrada do Jam Suites Boutique Hotel" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-435" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-discos.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-discos-672x448.jpg" alt="Recepção do Jam Suites Boutique Hotel" title="Recepção do Jam Suites Boutique Hotel" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-436" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-sala.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-sala-672x448.jpg" alt="Sala do Jam Suites Boutique Hotel" title="Sala do Jam Suites Boutique Hotel" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-437" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-escada.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/11/jam-suites-boutique-hotel-escada-672x448.jpg" alt="Escada no Jam Suites Boutique Hotel" title="Escada no Jam Suites Boutique Hotel" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-438" /></a></div>
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		<title>Mau atendimento (automático) da Gol</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 18:11:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[empresas desastradas]]></category>
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		<description><![CDATA[Pouco menos de um mês atrás comecei a planejar uma viagem a Buenos Aires com minha esposa. Serviram como ponto de partida as milhas que minha mãe tinha por expirar na Gol. Procurei, pois, datas que nos fossem convenientes em outubro e, a partir da passagem comprada com as milhas, em nome de minha mulher, procurei um hotel e uma passagem para mim. Ela sairia de São Paulo às 21h30 de uma quinta-feira e voltaria no voo das 19h30 do domingo seguinte. Pouco tempo de viagem, mas foi o que conseguimos ambos de folga em nossos respectivos empregos. Por causa&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/mau-atendimento-gol/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco menos de um mês atrás comecei a planejar uma viagem a Buenos Aires com minha esposa. Serviram como ponto de partida as milhas que minha mãe tinha por expirar na Gol. Procurei, pois, datas que nos fossem convenientes em outubro e, a partir da passagem comprada com as milhas, em nome de minha mulher, procurei um hotel e uma passagem para mim. Ela sairia de São Paulo às 21h30 de uma quinta-feira e voltaria no voo das 19h30 do domingo seguinte. Pouco tempo de viagem, mas foi o que conseguimos ambos de folga em nossos respectivos empregos. Por causa do alto preço nos mesmos voos dela, acabei comprando a minha passagem com outra companhia aérea, mas consegui horários razoavelmente parecidos e que permitiriam que quem ficasse esperando em Ezeiza, tanto na ida como na volta, fosse sempre eu. Ainda assim, graças aos horários, poderíamos maximizar nosso tempo na capital argentina, inclusive no domingo.</p>
<p>Ainda estamos a algumas semanas da partida, mas a Gol já começou a atrapalhar nossos planos. Sem motivo algum, mandou um e-mail avisando que o voo de volta dela tinha sido mudado. E vejam só o absurdo: o voo, no início da noite de domingo, passaria para as 6h25 da madrugada de segunda. E não seria mais um voo direto, mas um com nada menos que duas escalas, com chegada a Guarulhos às 12h20, o que a obriga a perder mais um dia de trabalho. O e-mail não é nada esclarecedor: &#8220;O seu itinerário foi alterado devido a ajustes na malha aérea. (…) A Gol Linhas Aéreas informa que houve uma alteração em seu voo original. Para aceitar esta mudança, por favor, copie e cole o seguinte endereço no seu navegador. (…) Para maiores informações com relação à alteração de seu voo, por favor, copie e cole o seguinte endereço no seu navegador: (…) Ou se preferir, entre em contato com o Setor de Acomodação através do e-mail (…).&#8221;</p>
<p>Vamos por partes. No início do e-mail, a empresa culpa &#8220;ajustes na malha aérea&#8221; pela mudança. Essa desculpa é tão esclarecedora quanto &#8220;Você executou uma operação ilegal e este programa será fechado&#8221;. Dá a nós toda a margem para imaginar que minha esposa foi vítima do famoso <em>overbooking</em>. E, com passagem comprada com milhas, é a primeira a perder o lugar. Pouco depois, pede para eu acessar determinado endereço para &#8220;aceitar esta mudança&#8221;. Mas e se eu não visitar tal endereço? A mudança deixará de ser aceita? Ela continuaria no voo original? Isso o e-mail não esclarece.</p>
<p>O esclarecimento viria, em teoria, ao acessar um chat da empresa, alardeado como &#8220;exclusivo para clientes que receberam o alerta sobre alteração de voo&#8221;. Dá a impressão de que é simples de fazer, não? Pois há horas estou tentando acessá-lo, mas tudo o que vejo é uma mensagem onde se lê &#8220;Desculpe, todos os operadores estão em atendimento&#8221;. Abaixo da mensagem, um botão &#8220;Reconectar se&#8221; (assim mesmo, sem o hífen). O botão é clicável, mas não serve para nada. A mensagem não sai da tela. Não sei nem se ele está tentando me logar de novo no chat ou se simplesmente não está funcionando. Por fim, a última opção que o e-mail me apresenta é enviar um e-mail para determinado endereço, o que fiz logo depois da primeira tentativa fracassada de acessar o chat. Horas depois, ainda nenhuma resposta, nem sequer uma mensagem avisando que o meu e-mail foi recebido.</p>
<p>Felizmente, ainda faltam algumas semanas para o embarque, e espero conseguir resolver tudo até lá. Mas este momento de incerteza é angustiante. Eu é que iria ficar esperando umas poucas horas no aeroporto de Ezeiza, e agora a perspectiva é de que minha esposa tenha de esperar ainda mais tempo. E, pior, sem ter onde ficar. O endereço do chat da Gol tem um &#8220;acomodacao&#8221; no meio, o que faz supor que eles pretendam fornecer alguma acomodação. Mas e o táxi para esse local e desse local ao aeroporto? E o transtorno de acordar por volta das três da madrugada para pegar o avião? E a paciência de esperar duas escalas quando se reservou um voo direto? E o dia de trabalho que será perdido se o problema não for resolvido?</p>
<p>Vamos nos manifestar, Gol?</p>
<p>Antes que alguém resolva dizer que &#8220;quem compra passagem com milhas não tem que reclamar&#8221;, quero lembrar que as milhas estão embutidas no preço das passagens originais. Quando se compra passagens com a Gol, pensa-se nas milhas que serão acumuladas. Mesmo no caso das milhas acumuladas com cartão de crédito, paga-se uma anuidade maior para a administradora por causa desse benefício. Como diz o famoso ditado americano, &#8220;não existe almoço grátis&#8221;. Imagina-se que esse serviço, que não é gratuito como muitos pensam, será prestado de maneira satisfatória. Neste momento, &#8220;satisfatório&#8221; é um adjetivo que não se aplica ao serviço que nos está sendo prestado. Vamos ver se melhora até o embarque.</p>
<p><a name="atualizacao1"></a><strong>Atualização (22/9, 8h31):</strong> A Gol levou 46 horas para responder o meu e-mail, e a resposta foi bastante vaga, mencionando um voo das 19h35, mas ressaltando que ele está sujeito a disponibilidade de assentos. Respondi imediatamente, mas ainda aguardo nova manifestação da empresa por esse meio.</p>
<p><strong>Atualização (22/9, 15h59):</strong> Eu tinha usado o Twitter ontem à tarde para reclamar com a empresa, por meio de sua conta oficial. Surpreendentemente, foi o meio mais rápido: pouco menos de 24 horas depois eles entraram em contato comigo por telefone. O problema é que, até agora, as quatro opções que me ofereceram não foram satisfatórias. A primeira é o já citado voo da manhã de segunda-feira, sem acomodação e traslado pagos pela empresa. A segunda e a terceira são voos na manhã do próprio domingo, o que nos faria perder quase o dia inteiro. E a quarta seria o reembolso integral das taxas de embarque, o que não resolve o problema, pois as diárias do hotel e a minha passagem, já emitida por outra companhia aérea, não são reembolsáveis.</p>
<p>A atendente foi bastante cortês e pareceu realmente estar tentando resolver o problema — se vai conseguir, é outra história. Ou seja, quando se consegue falar com alguém, o atendimento melhora bastante. A Gol vai analisar o que mais pode oferecer no nosso caso. Aguardarei uma nova ligação.</p>
<p><a name="atualizacao2"></a><strong>Atualização (24/9, 16h22):</strong> Recebi um e-mail, que não sei se tem a ver com a primeira resposta deles ou com a resposta que veio por intermédio do Twitter. De qualquer maneira, dizem eles que a reserva foi passada para o voo imediatamente seguinte (35 minutos de diferença). É o mesmo voo que a atendente tinha me dito por telefone que estava lotado. Pelo sim, pelo não, chegaremos com bastante antecedência ao aeroporto, para tentar garantir alguma coisa. Talvez no fim das contas o impacto em nossa viagem seja de meia hora, uma hora. Mas o stress foi desnecessário.</p>
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		<title>Um filme para são-paulinos</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Sep 2010 01:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo FC]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui assistir ao filme Soberano, documentário que conta a história das seis conquistas nacionais do São Paulo. Como era de se esperar, a grande maioria da audiência era formada por são-paulinos, e as únicas exceções que pude notar foram algumas namoradas torcedoras de outros times acompanhando são-paulinos. Talvez por causa do frio — havia muita gente de casaco —, não vi muitas camisas do São Paulo. Mas eu estava lá com a minha retrô de 1981. O filme era o que eu esperava. Ao contar a história dos dois primeiros títulos, de 1977 e 1986 (que, curiosamente, foram conquistados respectivamente&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/filme-sao-paulinos/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui assistir ao filme <em>Soberano</em>, documentário que conta a história das seis conquistas nacionais do São Paulo. Como era de se esperar, a grande maioria da audiência era formada por são-paulinos, e as únicas exceções que pude notar foram algumas namoradas torcedoras de outros times acompanhando são-paulinos. Talvez por causa do frio — havia muita gente de casaco —, não vi muitas camisas do São Paulo. Mas eu estava lá com a minha retrô de 1981.</p>
<p>O filme era o que eu esperava. Ao contar a história dos dois primeiros títulos, de 1977 e 1986 (que, curiosamente, foram conquistados respectivamente em 1978 e 1987), ele conta com uma grande colaboração do &#8220;enredo&#8221;, porque no primeiro o São Paulo entrou como zebra e ganhou nos pênaltis depois de perder as duas primeiras cobranças e no segundo empatou a partida no último minuto da prorrogação, forçando a decisão por pênaltis, onde mais uma vez saiu vitorioso. Esse gol na prorrogação foi especificamente o momento mais emocionante do filme para mim, porque foi um lance bastante insólito, que começou com um chutão a partir da defesa quando tudo parecia perdido. Já no título de 1991 a ênfase é dada em Telê Santana, mesmo com um longo depoimento de Raí. A relação da torcida são-paulina com Telê é uma das coisas mais bacanas de ser são-paulino. A final desse ano é a que tem menor destaque, justamente pelo tempo dedicado ao técnico, mas é uma decisão mais do que acertada.</p>
<p>A partir daí, vem o tricampeonato de 2006, 2007 e 2008. Os dois primeiros não têm um grande clímax, então o foco é a campanha como um todo, o que não aconteceu nos títulos decididos em finais. Em 1977, apesar de o documentário mostrar três gols da campanha, praticamente só se fala na final, algo que se repete em praticamente todas as referências sobre esse campeonato — por isso que contei a história da campanha inteira em reportagem para <em>Placar</em> em 2008, que pretendo transformar em livro. Contrastando com isso, o título de 2007 trata dos números da defesa ao longo do ano e mostra vários gols que construíram aquele título jogo a jogo. O de 2008, ao contrário dos dois anteriores, é lembrado pela arrancada impressionante do time, que chegou a ficar onze pontos atrás do líder a dezoito rodadas do final. Cenas de vários jogos do segundo turno são mostrados, com a posição e pontuação do time, mas isso pouco serve para ilustrar a reação, pois falta uma tabela de classificação, que poderia ser usada ainda que simplificada, para se entender como foi a subida.</p>
<p>Com boa parte dos melhores momentos das três últimas conquistas disponíveis no YouTube e mesmo em DVDs oficiais produzidos pelo São Paulo e pela Rede Globo, o documentário vale especialmente pelas imagens dos três primeirs títulos, mais raras. Já li resenhas sobre o filme dizendo que ele pode até ser recomendado a não-são-paulinos. Discordo. O filme nem é tão ufanista assim, mas tem um tom de exaltação que fica longe de deixá-lo imparcial. Há ainda gols de diversos outros torneios (por exemplo, do primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 1991 e dos dois jogos da final do Paulistão de 1992), embora sem identificação de que não fazem parte do Campeonato Brasileiro cuja história é contada naquele momento. Não sei se foi proposital, mas nenhum dos gols foi em Libertadores ou em Mundiais.</p>
<p>Essas conquistas, aliás, acabam mencionadas apenas de passagem, o que sugere no mínimo mais um filme no futuro. Espero que, nesse caso, escolham um título melhor que &#8220;Soberano&#8221;, que soa arrogante demais…</p>
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		<title>O novo Diário de S. Paulo e o velho Diário Popular</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2010/07/novo-diario-sao-paulo-velho-diario-popular/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 14:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de S. Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo sem assistir muito à televisão, vi diversas vezes o anúncio do &#8220;novo Diário de S. Paulo&#8220;. E, mesmo assistindo diversas vezes a esse anúncio, perdi o primeiro número da nova fase, que foi no domingo passado. Não sei se o anúncio não falava em data ou eu é que não prestei atenção. Mas ontem finalmente conheci essa nova versão. O antigo Diário Popular nunca foi um jornal com que tive muito contato. Conheço bastante da história do Estadão, da Folha e do Jornal da Tarde, mas muito pouco da história do segundo jornal mais antigo ainda em circulação em&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/07/novo-diario-sao-paulo-velho-diario-popular/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo sem assistir muito à televisão, vi diversas vezes o anúncio do &#8220;novo <em>Diário de S. Paulo</em>&#8220;. E, mesmo assistindo diversas vezes a esse anúncio, perdi o primeiro número da nova fase, que foi no domingo passado. Não sei se o anúncio não falava em data ou eu é que não prestei atenção. Mas ontem finalmente conheci essa nova versão.</p>
<p>O antigo <em>Diário Popular</em> nunca foi um jornal com que tive muito contato. Conheço bastante da história do <em>Estadão</em>, da <em>Folha</em> e do <em>Jornal da Tarde</em>, mas muito pouco da história do segundo jornal mais antigo ainda em circulação em São Paulo. O que sei é que o jornal foi-se posicionando cada vez mais no segmento popular ao longo do século XX, embora mantivesse resquícios algo elitistas, como a manchete abaixo, de 28 de novembro de 1977: &#8220;Dantesco incêndio no Hotel Nacional&#8221;, sobre desastre acontecido no centro do Rio de Janeiro.</p>
<p>Pela imagem acima, também pode-se perceber como o jornal estava atrasado tecnologicamente em relação a seus concorrentes paulistanos. A composição parece ser toda manual nessa época, enquanto os demais já usavam técnicas mais avançadas. Quando li pela primeira vez um <em>Diário Popular</em>, em 1994, minha primeira impressão foi a de um <em>Estadão</em> de muitos anos antes. Àquela altura, os jornais que circulavam em São Paulo já tinham ao menos algumas páginas em cores desde o início daquela década. Mesmo o &#8220;enjeitado&#8221; <em>Notícias Populares</em>, que fazia tempo não ganhava atenção do Grupo Folha e seria fechado em 2001, tinha a capa e a contracapa de seus dois cadernos em cores, assim como uma segunda cor na impressão de diversas páginas. O <em>Diário</em> prosseguia totalmente em preto e branco, situação que só mudaria no final da década, de novo muito depois de seus concorrentes.</p>
<p>Apesar da aparência anacrônica, o conteúdo do caderno de Esportes do jornal nos anos 1990 era considerado um dos melhores da cidade e sempre trazia os resultados das rodadas noturnas, mesmo quando comprado em cidades mais afastadas de São Paulo. Quem estava no litoral, por exemplo, recebia o chamado &#8220;primeiro clichê&#8221; dos outros jornais, quase sempre sem o noticiário de partidas iniciadas depois das 20 horas, mas o <em>Diário</em> (e, a bem da verdade, <em>A Gazeta Esportiva</em> também) sempre vinha com elas. E esse noticário só perdia em tamanho para o da <em>Gazeta</em>, por motivos óbvios, mesmo tendo o mesmo número de páginas do suplemento equivalente do <em>Estadão</em>. Abaixo, um exemplo, de 29 de setembro de 1994.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/07/diario-popular-esportes-29-setembro-1994.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/07/diario-popular-esportes-29-setembro-1994-512x341.jpg" alt="" title="Diário Popular, Esportes: 29 de setembro de 1994" width="512" height="341" class="alignnone size-medium wp-image-184" /></a></p>
<p>Caderno de Esportes forte é um dos pilares do jornalismo dito popular, e o restante do conteúdo seguia à risca quase todas as outras diretrizes. A cobertura geral focava em assuntos voltados para as classes mais baixas, geralmente ignorados pelos concorrentes ou relegados a notas pequenas. Na <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/2010/06/25-de-janeiro-de-1979/">pesquisa que fiz</a> sobre a inauguração das estações da atual Linha 8 da CPTM em 25 de janeiro de 1979, o <em>Diário</em> foi de grande valia, pois foi o único que deu destaque ao assunto. As linhas dos trens então conhecidos como &#8220;de subúrbio&#8221; tinham até uma coluna semanal no jornal e um box com horários de saída, ambos patrocinados pela Fepasa, que via ali uma forma de conversar com seu público. Da mesma maneira, a seção de Variedades dava destaque principalmente a assuntos da televisão e a lançamentos do cinema.</p>
<p>Nos anos 1990 até aquele &#8220;verniz elitista&#8221; expressado pela manchete do incêncio no Hotel Nacional já tinha sido trocado por expressões mais populares: para ficar em um dos muitos exemplos, vitórias eram machetadas como &#8220;Time A detona Time B&#8221;. A única diretriz que parecia estar faltando é a do jornal colorido e bonito. Não que ele fosse feio. Com um design modulado, as páginas daquela época até hoje chamam a atenção de quem aprecia uma diagramação atemporal. Mas sem dúvida, ao lado de jornais coloridos que destacavam e valorizavam grandes fotos, o <em>Diário</em> via seu anacronismo realçado. A impressão em cores era inevitável, e veio entre 1998 e 1999.</p>
<p>Mais tarde, ao ser comprado pelas Organizações Globo, a impressão que ficou foi de um jornal incomodado com essa postura popular, tanto é que o nome foi mudado para <em>Diário de S. Paulo</em>. Eu não o lia diariamente, mas o jornal parecia alternar-se entre matérias e fases mais populares, beirando o popularesco, e menos populares. Isso, claro, acaba por afastar ambos os públicos, e a circulação média segundo o Instituto Verificador de Circulação caiu vertiginosamente, de 139.421 em 2000 para 57.010 em 2009, quando a Globo o vendeu para o grupo Bom Dia.</p>
<p>Os novos donos aparentemente resolveram voltar a dar uma cara ao jornal. Fala-se na redação em um &#8220;jornal popular de qualidade&#8221; e em &#8220;cobertura pós-noticiosa&#8221;. A primeira ideia é até óbvia, mas basta ver o que houve na última década para perceber que não é tão simples. Se o jornal quisesse deixar de ser popular, provavelmente não conseguiria, pois essa imagem está muito enraizada. Então volta-se a apostar em assuntos voltados para a grande massa, mas sem sensacionalismo. Já a segunda ideia é algo que defendo, para todos os jornais, há tempos: a análise das notícias. O &#8220;quem, o quê, quando e como&#8221; a gigantesca maioria das leitores já ficou sabendo no dia anterior, pela televisão, pelo rádio ou pela Internet, então o jornal passa a focar-se no &#8220;porquê&#8221;, com uma análise da situação. Em vez de falar &#8220;O político foi eleito&#8221;, contar por que o político foi eleito.</p>
<p>Na edição de ontem, a primeira da nova fase que li, isso foi muito benfeito, especialmente na <a href="http://www.diariosp.com.br/index.php?id=/dia_a_dia/sao_paulo/materia.php&#038;cd_matia=3055">matéria de capa</a>, sobre a inauguração do corredor de ônibus que liga o Morumbi a Diadema. Sim, o texto fala que o corredor seria inaugurado hoje, mas esse não é o foco, que está voltado para os motivos do atraso e para a reação da população — embora o box &#8220;Veja o que aconteceu nesses 24 anos&#8221; seja dispensável. Para efeito de comparação, o <em>JT</em>, que também concentra seu noticiário geral na cidade de São Paulo, escreveu sobre o assunto no dia anterior, mas em <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/corredor-diadema-sp-chega-apos-23-anos/">um texto curto</a> que não explorava as causas do atraso: &#8220;As obras do corredor começaram em 1987, mas enfrentaram problemas nas últimas duas décadas.&#8221; Vale lembrar que hoje um corredor de ônibus é um assunto que afeta uma parcela muito maior da população do que os trens de subúrbio 31 anos atrás. Apesar desse bom exemplo, a cobertura da cidade poderia ser mais estendida. A seção de Variedades, que ficou longa demais, poderia ceder um pouco de seu espaço para isso. No geral, minha primeira impressão foi boa.</p>
<p>Visualmente o jornal também ganha destaque nas bancas com o formato <em>berliner</em>, pouco maior que o tabloide convencional, e uma capa com grande espaço dedicado a apenas um assunto, muitas vezes conceitual, com muito espaço em branco para fazer a chamada sobressair-se ainda mais. Na edição de hoje, por exemplo, para falar sobre o preço da batata é usado um &#8220;Mr. Potatohead&#8221;, boneco em forma de batata. Não sei se isso está previsto, mas o espaço nobre da capa pode eventualmente ser usado para uma grande foto: o contraste com o espaço em branco da maioria das edições servirá para destacar ainda mais essa foto. Ainda há muitas possibilidades a ser exploradas, tanto visualmente como em termos de conteúdo. Mas pelo menos o <em><del datetime="2010-07-31T11:41:31+00:00">Diário Popular</del></em> <em>Diário de S. Paulo</em> voltou a ter um rumo.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/07/diario-spaulo-31-julho-2010.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/07/diario-spaulo-31-julho-2010.jpg" alt="" title="Diário de S. Paulo: 31 de julho de 2010" width="512" height="714" class="alignnone size-full wp-image-185" /></a></p>
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		<title>De revolução não houve nada</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2010/06/de-revolucao-nao-houve-nada/</link>
		<comments>http://blog.pittsburgh.com.br/2010/06/de-revolucao-nao-houve-nada/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 22:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal da Tarde]]></category>

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		<description><![CDATA[O site do Jornal da Tarde estava sem qualquer atualização significativa de layout desde 2003, se não me falha a memória. E só coloquei o adjetivo &#8220;significativa&#8221; na frase anterior porque, quando trocou o logotipo em 2006, o logotipo do site também foi mudado. O site nada mais era do que uma mera lista das matérias publicadas na edição do dia, com acesso restrito a assinantes na maioria das matérias. Por tudo isso, fiquei curioso para ver o que o novo layout reservava quando li na edição de terça-feira sobre a estreia do dia seguinte. Não parecia ser nada revolucionário,&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/06/de-revolucao-nao-houve-nada/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O site do <em>Jornal da Tarde</em> estava sem qualquer atualização significativa de layout desde 2003, se não me falha a memória. E só coloquei o adjetivo &#8220;significativa&#8221; na frase anterior porque, quando trocou o logotipo em 2006, o logotipo do site também foi mudado. O site nada mais era do que uma mera lista das matérias publicadas na edição do dia, com acesso restrito a assinantes na maioria das matérias. Por tudo isso, fiquei curioso para ver o que o novo layout reservava quando li <a href="http://txt.jt.com.br/editorias/2010/06/01/ger-1.94.4.20100601.26.1.xml" class="broken_link">na edição de terça-feira</a> sobre a estreia do dia seguinte. Não parecia ser nada revolucionário, mas parecia melhor do que o que se tinha antes:</p>
<blockquote><p>Apresentadas de forma a facilitar a leitura, as notícias são publicadas em blogs para cada uma das seções. (…) &#8220;É um site que nasce do papel, que já nasce integrado. A equipe que faz o jornal também faz o site. O leitor tem unidade de produção&#8221;, afirma a editora-chefe do jornal, Claudia Belfort. (…) Para o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, o site representa uma nova forma de desfrutar do <em>[sic]</em> jornalismo do <em>Jornal da Tarde</em>.</p>
<h6>Lais Cattassini, Jornal da Tarde, 1/6/2010</h6>
</blockquote>
<p>De fato, a reformulação ficou longe de ser revolucionária. O site virou um grande blog, com direito até ao <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/hello-world/">post &#8220;Olá, Mundo&#8221;</a>, do WordPress. A <em>home page</em> é &#8220;dura&#8221;, com um painel de rotação de destaques que não tem espaço para criatividade (foto, título de duas linhas e texto de três linhas), seguido de uma manchete maior e cinco menores.</p>
<p>Ao lado, uma barra com atualizações do Twitter, mas o jornal comete o mesmo erro que boa parte dos veículos de comunicação e usa o microblog como uma simples — e inútil — lista de links. Isso permite que às vezes as chamadas dos destaques se repitam entre as do Twitter. Ainda é de se espantar a falta de visão da redação, que só foi registrar sua conta no Twitter <a href="http://twittercounter.com/jornaldatarde_">no último dia 3 de maio</a> e teve de se contentar com um <em>underscore</em> no final do nome (<em>jornaldatarde_</em>). Não dá nem para dizer que quem registrou o <em>jornaldatarde</em> o fez com antecedência, pois foi <a href="http://twittercounter.com/jornaldatarde">menos de dois meses antes</a>.</p>
<p>O jornal impresso foi quase que totalmente ignorado. Na estreia, esqueceram-se até do link para a edição digital, em PDF, aberta apenas aos assinantes. No dia seguinte colocaram o link, mas apontando para o endereço errado, erro que ainda não foi corrigido. A edição do dia é representada apenas por uma imagem pequena da capa. Clicada, ela leva para uma versão maior, mas ainda ilegível. Abaixo dessa imagem, uma lista de três links para matérias da edição do dia é tudo que se tem como indicação do que saiu no jornal impresso. Outras matérias da versão impressa até estão disponíveis no site, mas nao dá para saber quais são sem comparar com o jornal.</p>
<p>Dentro das seções, a organização é caótica. Na lista de notícias, que não tem espaço para nenhum destaque, cada uma delas é seguida por um excesso de links para &#8220;posts relacionados&#8221;. As categorias dos posts ainda ajudam um pouco na busca se a seção em questão for Esportes ou Jornal do Carro. Nas outras, há poucas categorias, todas muito genéricas. A pesquisa por data praticamente inexiste, a não ser pelos arquivos, separados por mês. Não é lá grande ajuda: em maio, por exemplo, foram 218 postagens na editoria Cidade. Como encontrar algo no meio de tanta coisa? (Ainda bem que há a busca, modelo WordPress, que ajuda nesse quesito.)</p>
<p>De bom, mesmo, a possibilidade de comentar as notícias e os blogs de colunistas novos e antigos. O Blog da Garoa e o Vida de Solteiro foram boas surpresas. Robson Morelli, do caderno de Esportes, já mantinha no <em>Estadão.com.br</em>, um blog atualizado esporadicamente, e parece que agora escreverá com mais frequência. Vamos ver se daqui a seis meses todos os blogs continuarão a ser atualizados.</p>
<p>Em suma, há muito o que melhorar no novo site do <em>JT</em>. Se a ideia de transformar o site num grande blog facilita a atualização, sou a favor, mas seria interessante deixar o layout menos &#8220;engessado&#8221;, algo que deve ter sido feito pensando em repórteres que têm intimidade apenas com o texto. Deixar um diretor de arte responsável que pudesse tomar conta do layout poderia ajudar. Com ou sem diretor de arte, daria para usar melhor as fotos no site, explorando de fato mecanismos multimídia, neste instante limitados a um vídeo na barra direita da <em>home</em>, sem índice ou mecanismo de pesquisa.</p>
<p>Entre os anos 1960 e 1980 o <em>JT</em> sempre foi um jornal de vanguarda e inovador. Essa característica foi perdida, especialmente com as últimas reformas gráficas, que tiraram as características diagramações diferenciadas que ele tinha, transformando-o num jornal comum. Como o site só pegou a fase pouco inspirada, nunca chegou sequer perto de ser referência. Sempre deu a impressão de ser algo que era mantido por obrigação. Essa impressão persiste.</p>
<h5>Atualização (8/6/2010, 10h45):</h5>
<p>O link para a edição digital finalmente foi corrigido.</p>
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