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	<title>Pseudopapel &#187; Estação Tamanduateí</title>
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		<title>O fim da Linha 10 na Luz?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 19:20:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Brás]]></category>
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		<description><![CDATA[A antiga Estrada de Ferro Santos–Jundiaí deixou de alcançar Santos com trens de passageiros de longo percurso em 1997 1995. Em 2002, foi a vez de Paranapiacaba e Campo Grande deixarem de ser atendidos pela CPTM. Agora, no final de 2011, foi extirpado o miolo da Santos–Jundiaí, que já não existia no nome e agora não existe nem mais no já limitado percurso: a Linha 10 da CPTM não mais atinge a Estação da Luz. Esclarecimento inicial: a foto acima foi usada apenas pelo seu sentido metafórico. Quando ela foi batida, em 30 de novembro de 2010, ainda estava longe&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/01/fim-linha-10-luz/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A antiga Estrada de Ferro Santos–Jundiaí deixou de alcançar Santos com trens de passageiros de longo percurso em <del datetime="2012-01-18T21:31:47+00:00">1997</del> 1995. Em 2002, foi a vez de Paranapiacaba e Campo Grande deixarem de ser atendidos pela CPTM. Agora, no final de 2011, foi extirpado o miolo da Santos–Jundiaí, que já não existia no nome e agora não existe nem mais no já limitado percurso: a Linha 10 da CPTM não mais atinge a Estação da Luz.</p>
<p>Esclarecimento inicial: a foto acima foi usada apenas pelo seu sentido metafórico. Quando ela foi batida, em 30 de novembro de 2010, ainda estava longe de ocorrer a supressão dos trens da Linha 10 com destino à Luz. Ela, na verdade, mostra que o embarque de passageiros rumo à Luz na Estação Tamanduateí tinha sido redirecionado para a plataforma 2, em vez da plataforma normal, a 3. Curiosamente, foi após bater essa foto que eu <a href="http://twitter.com/agiesbrecht/status/9626694381998080" class="broken_link">fui abordado pela primeira vez</a> por um segurança terceirizado da CPTM ao <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/cptm-pratica-censura/" title="A CPTM pratica censura">fotografar uma estação</a>.</p>
<p>Até junho passado, a plataforma 1 da Estação da Luz era reservada para o embarque e desembarque da Linha 10-Turquesa, que vem de Rio Grande da Serra e da região do ABC para o centro de São Paulo, com a plataforma 2 atendendo ao embarque e ao desembarque da Linha 7-Rubi — a plataforma 3, por sua vez, atendia ao desembarque da Linha 11-Coral, com a plataforma 4 atendendo ao embarque da mesma linha. Dessa maneira, a linha mais movimentada que passava pela Luz tinha plataformas distintas para embarque e desembarque. No final daquele mês foram anunciadas obras nas vias férreas das proximidades da Luz, e a configuração das plataformas mudou provisoriamente. O embarque e o desembarque da Linha 11 passou a ser feito na plataforma central (2 e 3), com a Linha 7 passando a ser atendida na plataforma 4 e nada mudando para a Linha 10-Turquesa. Felizmente, essa configuração era provisória, pois causava intermináveis filas para os passageiros da Linha 7, tanto <a href="http://www.pittsburgh.com.br/tweets/82920231781138432/" class="broken_link">para os que embarcavam</a> como para os que desembarcavam, já que há menos escadas atendendo a plataforma 4 do que a plataforma central. A foto abaixo é um bom retrato do que ocorria durante esse período: enormes e desorganizadas filas para acessar uma única escada rolante de acesso à plataforma, com outra escada rolante (aparecendo à esquerda na foto) reservada para o desembarque, assim como uma escada fixa um pouco mais atrás.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/01/embarque-linha-7-luz-plataforma-4.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/embarque-linha-7-luz-plataforma-4-640x427.jpg" alt="Embarque da Linha 7 na Estação da Luz pela plataforma 4" title="Embarque da Linha 7 na Estação da Luz pela plataforma 4" width="640" height="427" class="alignnone size-medium wp-image-1384" /></a></p>
<p>Em 6 de agosto, as plataformas voltaram à configuração normal, exceto pela Linha 10, que passou a ter como ponto final a Estação Brás, porque as obras na via agora estavam do outro lado da Estação da Luz. Os acessos à plataforma 1 passaram a ficar fechados. <a href="https://www.facebook.com/linha10naluz/posts/342112389141394">A CPTM distribuiu panfletos</a> onde se lia: &#8220;A partir de 6 de agosto, a CPTM vai executar a troca dos aparelhos de mudança de via na Estação Luz <em>[sic]</em>. Portanto, os trens da Linha 10-Turquesa partirão da Estação Brás. Com o novo sistema, mais moderno e eficiente, vai ser possível reduzir o tempo de viagem.&#8221; Note que no cartaz não é mencionado que a linha voltará a operar na Luz. Entretanto, segundo diversos usuários havia aviso no site da CPTM informando que a mudança seria por apenas sessenta dias — não é possível encontrar mais no site da CPTM qualquer aviso a respeito, pois a seção de notícias traz apenas os últimos dois meses, indo atualmente até meados de novembro. Ao longo das obras, quem vinha pela Linha 10 e tinha como destino a Luz era obrigado a pegar o trem da Linha 11 no Brás para seguir viagem ou baldear duas vezes no Metrô. Os sessenta dias teriam terminado no início de outubro, mas as obras só foram concluídas em dezembro.</p>
<p>No dia 19 de dezembro constatei que os trens da Linha 7 estavam chegando à plataforma 1 na Luz e seguiam partindo da plataforma 2. <a href="https://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/148854563372408832">Tuitei a informação</a>, seguida de um questionamento ao Twitter oficial da CPTM: &#8220;Será que isso significa que a Linha 10 não voltará mais à Luz?&#8221; No dia seguinte, <a href="https://twitter.com/#!/CPTM_oficial/status/149073464584708096">a resposta</a>: &#8220;Obras de vias na Luz estão prontas; CPTM avalia estratégia na Linha 10 com terminal na Estação Brás para melhorar a segurança do fluxo de usuários.&#8221; Confirmação, mesmo, nada, mas a mensagem já dava uma ideia do que estava por vir. No dia 27, <a href="http://www.cptm.sp.gov.br/e_noticias/webnoticias/one_news.asp?IDNews=8062">uma notícia</a> dava conta de que a CPTM tinha alterado &#8220;o modelo operacional nas linhas 7 e 10&#8243;, mas o conteúdo em nenhum momento fala com todas as palavras que a Linha 10 não mais alcançaria a Estação da Luz. O tom é de uma mudança mínima, quase sem impacto.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/gerente-relacionamento-cptm-reuniao-usuarios.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/gerente-relacionamento-cptm-reuniao-usuarios-640x426.jpg" alt="Gerente de Relacionamento da CPTM em reunião com usuários" title="Gerente de Relacionamento da CPTM em reunião com usuários" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1388" /></a></p>
<p>Quase sem impacto? Bem, no último dia 11 um grupo de usuários, reunido por mobilização no Facebook, reuniu-se na Estação Brás com o gerente de Relacionamento da CPTM, Sérgio Carvalho, para discutir a situação. A posição de Carvalho não era das mais confortáveis: defender, diante de pouco mais de vinte pessoas, uma decisão impopular da empresa, sendo que boa parte de sua audiência chegara ali &#8220;com pedras nas mãos&#8221;. Ele explicou que a decisão foi técnica, não política, e culpou a abertura em tempo integral da Linha 4-Amarela do Metrô. De fato, foi a Linha 4 que injetou milhares de novos usuários na Luz, especialmente depois de ela passar a funcionar no mesmo horário que o restante do sistema. O que eu questiono é o planejamento para isso, já que a nova linha não brotou de esporos do dia para a noite. Segundo Carvalho, a média de usuários da nova linha esperada era bem inferior ao número que acabou se mostrando real quando ela passou de fato a operar.</p>
<p>O problema é que ou isso demonstra um furo de planejamento ou os números estão incorretos. Ele falou em previsão de quatrocentos mil usuários por dia na Linha 4, mas em maio passado, cinco meses antes da operação em horário integral, o governo paulista já trabalhava com um cálculo <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/entrega-de-novas-estacoes-do-mero-sera-antecipada/" title="Jornal da Tarde: Entrega de estações do Metrô será antecipada">entre 700 mil e 750 mil passageiros diários</a>. Quando da abertura em tempo integral, inclusive aos domingos (em 16 de outubro), o volume diário de passageiros transportados pela Linha 4 estava em &#8220;apenas&#8221; 425 mil, abaixo da projeção divulgada pela concessionária ViaQuatro, que opera a linha. Não encontrei registros de a Linha 4 ter transportado mais de setecentos mil usuários por dia até agora.</p>
<p>A CPTM tinha aventado outra possibilidade, a de mudar o terminal da Linha 7 da Luz para a Barra Funda, estendendo até esta estação a Linha 10. Essa opção, claro, agradaria aos usuários da Linha 10, embora certamente fosse causar um mal estar semelhante entre os da Linha 7. Dois motivos foram alegados pela empresa para mutilar a Linha 10, em vez da Linha 7: (1) há um número maior de passageiros rumo à Luz na Linha 7 do que na Linha 10; e (2) haveria necessidade de mais composições na Linha 10 para atender a um trajeto maior, o que seria necessário se o terminal da Linha 10 passasse a ser a Estação Palmeiras-Barra Funda. Eu ainda adicionaria um fator: se a Linha 7 acabasse na Barra Funda, essa linha teria apenas uma integração com outras linhas, de trem ou de Metrô, na própria Barra Funda, contra quatro da Linha 10 (as atuais Tamanduateí e Brás, além de Luz e da Barra Funda). Quem conhece <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/10/mudanca-plataformas-estacao-palmeiras-barra-funda/" title="Mudança nas plataformas da Estação Palmeiras-Barra Funda">as plataformas que atendem a Linha 7 na Barra Funda</a> consegue imaginar o caos que seria se ali fosse o terminal da linha.</p>
<p>Vale lembrar que na primeira metade da década passada, quando a Estação da Luz passou pelas obras que criaram os átrios subterrâneos que fazem a ligação com as atuais estações de metrô homônimas, o ponto final das linhas 7 e 10 foi mudado para a Barra Funda por alguns meses. Os resquícios dessa mudança provisória parecem cada vez mais permanentes: em alguns trens circulando na Linha 7 ainda é possível encontrar um mapa da linha indicando a Barra Funda como baldeação entre as duas linhas e, na Estação Moóca, ao menos até o início de 2011 ainda era possível ver nas placas indicando o embarque rumo à Luz o adesivo cobrindo o antigo &#8220;Barra Funda&#8221;, que ainda era bem visível, como se vê na foto abaixo.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/01/embarque-luz-linha-10-barra-funda-640x425.jpg" alt="Embarque na Linha 10 rumo à Luz ou à Barra Funda" title="Embarque na Linha 10 rumo à Luz ou à Barra Funda" width="640" height="425" class="alignnone size-medium wp-image-1382" /></p>
<p>Carvalho citou como os dois principais motivos para a supressão de uma das linhas na Luz <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/10/baldeacao-luz-ainda-nao-funciona/" title="Por que a baldeação na Luz ainda não funciona">o grande movimento no corredor de baldeação</a>, causado principalmente pela integração com a Linha 4, e a possibilidade de passar a usar uma plataforma para embarque e outra para desembarque na linha remanescente. Nesse ponto eu questionei a possibilidade de fusão entre as duas linhas, como era nos anos 1980, por exemplo: a linha amalgamada iria de Rio Grande da Serra a Francisco Morato. Sem titubear, ele explicou que isso não é possível no momento, porque a maioria das composições que operam na Linha 10 (que, claro, seriam destinadas à eventual nova linha junto com as da Linha 7) não têm como vencer as subidas existentes no trajeto até Francisco Morato, o que geraria um déficit de trens na linha. Ele deu a entender que a mudança não será revista, ao menos enquanto novas linhas de integração não forem inauguradas, o que poderia desafogar a Luz.</p>
<p>Os usuários presentes à reunião saíram insatisfeitos com o resultado, pois tinham esperança de conseguir reverter a decisão, quem sabe até ali mesmo. Tiveram de se conformar com o repasse das reivindicações à diretoria da CPTM, mas já começaram a se organizar para fazer protestos e distribuir panfletos contra a medida. Eu acredito que a medida tenha sido tomada com base em critérios técnicos, mas, de fato, duas coisas incomodam em tudo isso: a provável falta de planejamento e o fato de a mudança ter sido feita &#8220;sorrateiramente&#8221;: sem aviso prévio e em período de férias. Até a reunião, ainda não havia nenhum comunicado oficial da CPTM sobre a mudança ser definitiva.</p>
<p>No dia seguinte à reunião o jornal <em>Diário do Grande ABC</em> estampou a seguinte manchete: &#8220;<a href="http://www.dgabc.com.br/News/5936107/decidido-trens-sovao-mesmo-ate-o-bras.aspx" title="Diário do Grande ABC: 'Decidido: trens só vão mesmo até o Brás'">Decidido: trens só vão mesmo até o Brás</a>&#8220;. A notícia teve 134 comentários de leitores, praticamente todos criticando a decisão. (Parêntese: eu deixei um comentário ali, o que automática e involuntariamente me inseriu na lista de envio de emails do jornal, configurando spam. Lamentável, pois o <em>DGABC</em> não é nenhum jornal de esquina.) Ontem <em>O Estado de S. Paulo</em> também publicou matéria sobre o assunto — com versão online apenas da nota que acompanha, falando sobre <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,passageiros-da-linha-7-rubi-sao-beneficiados,823480,0.htm" class="broken_link">os benefícios aos passageiros da Linha 7</a>.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/placas-destino-bras-linha-10.jpg" alt="Placas: destino Brás na Linha 10" title="Placas: destino Brás na Linha 10" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1391" /></p>
<p>Como se pode ver nas fotos acima, as placas de destino já foram trocadas em várias estações — e foram em mais, só que passei apenas por estas. Note que em três estações sequenciais há três padrões diferentes de placas. Na Moóca, fizeram uma gambiarra parecida com a que mostrei pouco mais acima, só que mais benfeita. O que não fizeram foi atualizar a cor da linha, que já foi trocada duas vezes: de marrom para bege e mais recentemente para turquesa. Na Ipiranga, as cores já foram trocadas, e o &#8220;Brás&#8221; não parece ser um mero adesivo. No Brás, quem desembarca da Linha 10 vê na plataforma 1 placas brancas indicando &#8220;Plataforma 3: Luz&#8221;. Elas têm uma seta mostrando que, para seguir à Luz é necessário trocar de plataforma, mas parecem mais confundir do que esclarecer. Se as placas de destino foram alteradas, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/03/mapas-desatualizados-cptm/" title="Os mapas desatualizados da CPTM">os mapas da rede nas estações e nos trens permanecem os mesmos de sempre</a>, todos agora desatualizados; alguns mais, outros menos. Em Tamanduateí, por exemplo, o mapa já traz a configuração atual da Linha Amarela, mas ainda a Linha 10 seguindo até a Luz, isso logo embaixo de uma placa indicando Brás como destino da plataforma 1. Ainda há muito o que fazer para padronizar a comunicação visual em todas as estações e, principalmente, deixar à disposição dos usuários informações corretas e confiáveis.</p>
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		<title>O fim da Ponte Orca</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 23:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje São Paulo tem poucas estações de transferência em sua rede de transporte metropolitano, mas tem cinco a mais, em funcionamento total ou parcial, do que em agosto de 2000. Nessa época o Metrô tinha apenas Sé, Paraíso e Ana Rosa — situação, aliás, que ainda levaria uma década para mudar, com a inauguração, em maio de 2010, da integração entre a Estação Consolação e a recém-inaugurada Estação Paulista. Na CPTM, apenas Barra Funda, Osasco, Presidente Altino, Brás, Tatuapé, Corinthians-Itaquera e Calmon Viana (a Luz estava passando por uma grande reforma). Transferências do Metrô para a CPTM e vice-versa, apenas&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/09/fim-ponte-orca/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje São Paulo tem poucas estações de transferência em sua rede de transporte metropolitano, mas tem cinco a mais, em funcionamento total ou parcial, do que em agosto de 2000. Nessa época o Metrô tinha apenas Sé, Paraíso e Ana Rosa — situação, aliás, que ainda levaria uma década para mudar, com a inauguração, em maio de 2010, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/06/so-nesta-era-de-redes-sociais/">da integração entre a Estação Consolação e a recém-inaugurada Estação Paulista</a>. Na CPTM, apenas Barra Funda, Osasco, Presidente Altino, Brás, Tatuapé, Corinthians-Itaquera e Calmon Viana (a Luz estava passando por uma grande reforma). Transferências do Metrô para a CPTM e vice-versa, apenas na Barra Funda e no Brás de maneira gratuita, com Tatuapé e Corinthians-Itaquera oferecendo integração tarifada. No horizonte, apenas a Linha 5-Lilás, que seria inaugurada em outubro de 2002, sem chegar, no entanto, a cruzar com outras linhas do Metrô. Uma nova estação nas linhas já existentes? A Estação Vila Olímpia, na Linha 9 da CPTM, seria inaugurada em maio de 2001, mas, depois dela, apenas a Estação Chácara Klabin, exatos cinco anos depois.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/09/mapa-rede-transporte-metropolitano-SP-2000.gif" alt="Mapa da rede de transporte metropolitano paulista em 2000" title="Mapa da rede de transporte metropolitano paulista em 2000" width="640" height="405" class="alignnone size-full wp-image-978" /></p>
<p>Diante desse cenário, reproduzido no mapa acima, e da falta de perspectiva de novas conexões no sistema, surgiu a ideia de criar um serviço de micro-ônibus ligando estações razoavelmente próximas, batizado de Ponte Orca. Orca é Operador Regional Coletivo Autônomo. Assim, em 28 de agosto de 2000 surgiu a primeira Ponte Orca, servindo as estações Vila Madalena, na Linha 2-Verde, e Cidade Universitária, na então Linha C-Celeste (atual Linha 9-Esmeralda). Um folheto distribuído à época apregoava as vantagens do serviço, como a gratuidade. E avisava: &#8220;Quem não usava trem metropolitano ou Metrô agora tem o benefício de viajar nos dois, pagando apenas um bilhete.&#8221; Na Estação Vila Madalena, o embarque era feito das 5 horas às 23h40; na Estação Cidade Universitária, das 4h45 às 23h40. Três meses depois, em 27 de novembro, o serviço seria estendido à Estação Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, que também ganharia ligação com Vila Madalena.</p>
<p>O funcionamento era bem simples: antes de sair pelos bloqueios da estação (e isso era algo bastante enfatizado na comunicação do serviço), era necessário pegar um bilhete gerado numa máquina próxima às catracas. Ele continha um código de barras que valia por uma hora e era lido nas catracas da estação de destino, liberando a passagem. Eventualmente o leitor do código de barras tinha algum problema, e funcionários do Metrô trocavam os bilhetes com códigos de barras por bilhetes comuns. Como muitos não chegavam a utilizar a segunda parte do trajeto ferroviário, quando as vans estacionavam no destino várias pessoas se aglomeravam em volta pedindo bilhetes que não seriam utilizados. Não era nada raro que conseguissem, apesar do aviso nos bilhetes: &#8220;Senha de uso pessoa e intransferível.&#8221;</p>
<p>A primeira vez que utilizei a Ponte Orca foi no segundo semestre de 2003, quando comecei a jogar futebol em Santo Amaro. Eu saía do escritório onde trabalhava, próximo à Estação Trianon-Masp, seguia até Vila Madalena, onde pegava a Ponte Orca até Cidade Universitária, e de lá até a Estação Morumbi. Voltei a usar periodicamente o serviço a partir de setembro de 2005 por quase um ano, entrando nos finais de tarde na Estação Cidade Universitária para pegar o bilhete da Ponte Orca e seguindo para a Linha 2-Verde. Na época, a fila se iniciava no ponto ao lado da saída das escadas, do outro lado da Marginal Pinheiros, serpenteava um pouco pela calçada e subia as escadas. Não raro, peguei a fila próximo às catracas. Uma ou outra vez a fila tinha de serpentear bastante pelo saguão ali, para abrigar tanta gente. Apesar de quase sempre comprida nos horários de pico, a fila costumava andar razoavelmente rápido. O bilhete expirava uma hora após sua emissão, mas nunca cheguei a ver um expirar por causa da fila.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-saida-rua-vemag.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-saida-rua-vemag-672x448.jpg" alt="Saída da antiga Estação Tamanduateí na Rua Vemag" title="Saída da antiga Estação Tamanduateí na Rua Vemag" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-338" /></a></p>
<p>Já a Ponte Orca que ligava a antiga Estação Tamanduateí à Estação Alto do Ipiranga, a partir de fevereiro de 2008, e depois à Estação Sacomã a partir de fevereiro de 2010, essa eu nunca usei. No <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/ultimo-dia-estacao-tamanduatei/">último dia de funcionamento da antiga Estação Tamanduateí</a>, passei ao lado da fila que se formava pela última vez ao lado da estação, como mostra a foto acima. Aliás, não só ao lado: ela adentrava a estação e tomava conta da plataforma no sentido Luz. A inauguração da nova Estação Tamanduateí, integrando Metrô e CPTM, decretou que a Ponte Orca só funcionaria ali enquanto a nova estação não funcionasse em horário integral. Quando ela passou a funcionar das 4h40 às 21 horas, em março último, o serviço de micro-ônibus ficou limitado ao horário entre as 21 horas e as 22h30. Em junho passado a Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela, que tem integração com a Linha 9-Esmeralda, passou a funcionar no mesmo horário, e a Ponte Orca também se espremeu naquela hora e meia noturna para o trajeto Cidade Universitária–Vila Madalena.</p>
<p>O <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/amanha-metro-tera-horario-ampliado/">último dia de funcionamento</a> foi 9 de setembro, uma sexta-feira. Como já vinha sendo a norma, o serviço operou apenas das 21 horas às 22h30. A partir da segunda-feira 12 a Estação Pinheiros passaria a funcionar em horário integral de segunda a sábado, tornando a ligação por micro-ônibus desnecessária. Não houve comemoração, não sei que tipo de despedida houve. Na própria sexta-feira, a notícia não mereceu mais do que uma nota de quinze linhas no pé da página 6A do <em>Jornal da Tarde</em>. A Ponte Orca só não foi extinta porque ainda serve de ligação entre a Estação Jabaquara e o Zoológico, embora essa viagem seja tarifada.</p>
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		<title>Passeio pelo Expresso Tiradentes</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/04/passeio-expresso-tiradentes/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 21:33:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida das Juntas Provisórias]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Presidente Wilson]]></category>
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		<category><![CDATA[Estação Tamanduateí]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Tiradentes]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando o então candidato a prefeito Celso Pitta prometeu, nas eleições de 1996 fazer o tal Fura-Fila, dava para imaginar que era um projeto que tinha tudo para dar errado. Só não dava para imaginar que demoraria dez anos para virar alguma coisa, ainda que não tenha mais quase nada em comum com o projeto original, que envolvia um veículo leve sobre pneus, ou simplesmente VLP. O que temos hoje, a um custo de mais de um bilhão de reais, é uma linha de ônibus com características de metrô, como &#8220;estações&#8221; com catracas e plataformas. Os veículos em si não&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/04/passeio-expresso-tiradentes/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o então candidato a prefeito Celso Pitta prometeu, nas eleições de 1996 fazer o tal Fura-Fila, dava para imaginar que era um projeto que tinha tudo para dar errado. Só não dava para imaginar que demoraria dez anos para virar alguma coisa, ainda que não tenha mais quase nada em comum com o projeto original, que envolvia um veículo leve sobre pneus, ou simplesmente VLP. O que temos hoje, a um custo de mais de um bilhão de reais, é uma linha de ônibus com características de metrô, como &#8220;estações&#8221; com catracas e plataformas. Os veículos em si não possuem catracas. O primeiro trecho, de apenas 8,5 quilômetros, foi entregue em março de 2007, pouco mais de dez anos após a eleição de Pitta, e depois de duas paralisações nas obras e duas mudanças de nome: de Fura-Fila para Paulistão, e depois para Expresso Tiradentes. Apesar do nome, que sugere a futura ligação com o bairro de Cidade Tiradentes, há apenas dois trechos em operação. O primeiro liga apenas o Terminal Mercado, localizado no Parque Dom Pedro, no centro de São Paulo, ao Terminal Sacomã, na Zona Sul. Já o segundo é a linha que seguirá para Cidade Tiradentes e também sairá do Terminal Mercado, mas atualmente o trecho vai apenas até o Terminal Vila Prudente, estando em operação desde março de 2009. As duas linhas seguem pelo mesmo corredor até a Estação Ypiranga, separando-se em seguida.</p>
<p>Na semana passada fui do Terminal Sacomã até o Terminal Mercado, onde tirei a foto acima. O acesso ao Terminal Sacomã é mal sinalizado. Algumas placas no nível intermediário indicam o Expresso Tiradentes para um lado, quando na verdade ele fica do outro. Já as linhas comuns, que ficam no nível inferior, não têm praticamente nenhuma indicação no intermediário, e não é permitido trocar de plataformas sem ter de subir e descer novamente. O Expresso Tiradentes fica no nível superior, em uma grande rotatória. No horário em que fui não havia um grande movimento, então muitas pessoas aguardavam o ônibus seguinte para poder ir sentadas. As filas são organizadas em locais demarcados no chão em frente às três portas de cada ônibus.</p>
<p>Não fotografei o trajeto inteiro, mas destaco abaixo algumas das principais paisagens que podem ser vistas do Expresso Tiradentes, já que boa parte de seu trajeto é feita por meio de vias elevadas.</p>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/expresso-tiradentes-estacao-tamanduatei.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/expresso-tiradentes-estacao-tamanduatei-640x426.jpg" alt="Estação Tamanduateí vista do Expresso Tiradentes" title="Estação Tamanduateí vista do Expresso Tiradentes" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-765" /></a></p>
<p>Nesta foto vê-se, no alto à esquerda, o grande complexo da <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/10/nova-estacao-tamanduatei/">Estação Tamanduateí</a> do Metrô e da CPTM. A linha segue para a direita da foto até encontrar-se com o Expresso Tiradentes na Estação Sacomã.
</div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-grande-sao-paulo-avenida-juntas-provisorias.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-grande-sao-paulo-avenida-juntas-provisorias-640x426.jpg" alt="Viaduto Grande São Paulo e Avenida das Juntas Provisórias" title="Viaduto Grande São Paulo e Avenida das Juntas Provisórias" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-768" /></a></p>
<p>Na altura do Viaduto Grande São Paulo, onde a Avenida Juntas Provisórias (que corre junto do Expresso Tiradentes praticamente desde o Terminal Sacomã) se encontra com o Rio Tamanduateí, a linha que vem do Terminal Vila Prudente junta-se à que vem do Sacomã. A partir daí, elas seguem o mesmo trajeto. Na foto, vê-se a Praça Ari da Rocha, onde a Juntas Provisórias se encontra com o sentido Bairro do Viaduto Grande São Paulo. Um pequeno pedaço do outro sentido do viaduto aparece à esquerda, pouco abaixo da via Elevada do Expresso Tiradentes. Já o viaduto à direita, que passa por sobre o Grande São Paulo, mas abaixo do Expresso Tiradentes, é o José Colasuono, que dá aos carros vindos das avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo ou Doutor Francisco Mesquita acesso à Avenida Juntas Provisórias. Graças à mania dos brasileiros de dar nome a tudo quanto é praça e viaduto, fica uma confusão de nomes por ali. Vê-se ainda um pedaço do Rio Tamanduateí.
</p></div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/avenida-do-estado-avenida-presidente-wilson.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/avenida-do-estado-avenida-presidente-wilson-640x426.jpg" alt="Avenida do Estado e Avenida Presidente Wilson" title="Avenida do Estado e Avenida Presidente Wilson" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-769" /></a></p>
<p>Este é o ponto em que a Avenida Presidente Wilson encosta na Avenida do Estado. Ambas dão acesso à região do ABC, A principal característica da Avenida Presidente Wilson é ter diversos galpões e fábricas, muitos deles abandonados. Não por acaso, a avenida foi alvo de uma matéria do <em>Jornal da Tarde</em> em 2006, quando foi chamada de &#8220;avenida fantasma&#8221;. A causa, segundo o especialista em urbanismo Cândido Malta, ouvido pelo <em>JT</em> foi o fato de as fábricas terem ao longo dos anos deixado de ser atendidas pelos trens — a Linha 10 da CPTM, antiga Santos–Jundiaí, corre paralela à avenida. Com isso, as fábricas teriam se mudado para regiões próximas às estradas, abandonando avenidas como a Presidente Wilson. O mesmo teria ocorrido na Barra Funda. &#8220;Sem os estabelecimentos, as ruas deixam de receber investimento, ficam escuras e o resultado final é a degradação&#8221;, explicou. Na foto acima é possível ver alguns dos galpões antigos. Atrás dos galpões em primeiro plano, o leito da ferrovia.
</div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/predios-mooca.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/predios-mooca-640x426.jpg" alt="Prédios na Moóca" title="Prédios na Moóca" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-770" /></a></p>
<p>Em primeiro plano, empresas localizadas entre a Avenida do Estado e a Avenida Presidente Wilson,a na altura da Praça Alberto Lion. Ao fundo, prédios da Moóca. Entre os dois planos, a linha do trem, que não é visível na foto. Neste ponto as duas avenidas estão separadas por alguns quarteirões.
</p></div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-sobre-rio-tamanduatei.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-sobre-rio-tamanduatei-640x426.jpg" alt="Viaduto-sobre o Rio Tamanduateí" title="Viaduto-sobre o Rio Tamanduateí" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-771" /></a></p>
<p>O Parque Dom Pedro II já foi uma das principais áreas de lazer da cidade, isso no começo do século XX. Quem olha para ele hoje dificilmente consegue imaginar que ele já foi bonito e arborizado, mas acabou descaracterizado por diversos viadutos que passam sobre ele e pelo horrível terminal de ônibus lá instalado em 1996. O resultado dessa mistura é um local quase abandonado, cheio de concreto por todos os lados, configurando uma das áreas mais feias da cidade. Cem anos atrás, quem estivesse no mesmo ponto de onde tirei a foto estaria nos limiares do parque e poderia contemplar boa parte dele. Hoje, entretanto, vê-se um rio poluído, horrorosos viadutos e quase nenhum verde. Escrevi acima sobre a mania de dar nomes em profusão a logradouros, mas, curiosamente, o nome do viaduto que aparece em primeiro plano, que é o início da chamada Ligação Leste–Oeste, é apenas Viaduto sobre o Rio Tamanduateí.
</p></div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/rio-tamanduatei.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/rio-tamanduatei-640x426.jpg" alt="Rio Tamanduateí" title="Rio Tamanduateí" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-773" /></a></p>
<p>Não por acaso, o Tamanduateí costuma transbordar em diversos pontos durante a época das chuvas. Pouco mais adiante, um close do Rio Tamanduateí mostra lixo e assoreamento. Mas esse não é o único motivo: a região do Parque Dom Pedro, conhecida até o século XIX como Várzea do Carmo, costumava ser alagadiça antes da retificação do rio. Quando essa obra foi feita, em meados do século XIX, foi construída uma ilha artificial, a Ilha dos Amores, que existiu até 1910. Hoje as únicas &#8220;ilhas&#8221; que aparecem no rio são feitas de lixo e nada têm a ver com o amor.
</p></div>
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		<title>Operação assistida até quando?</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/tamanduatei-operacao-assistida-ate-quando/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 20:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último dia 21 de janeiro fez quatro meses que a Estação Tamanduateí foi inaugurada. A partir de hoje foi iniciada a cobrança de quem usa a estação. Até ontem, era possível ir até as estações Sacomã ou Vila Prudente sem pagar passagem. Isso dá a impressão de que tudo está funcionando normalmente. E até está, mas apenas na parte da estação pertencente à CPTM, tanto é que a demolição da antiga Estação Tamanduateí, vizinha à atual, foi praticamente concluída na última semana, como mostra a foto acima. Já a parte do Metrô vinha funcionando apenas das 8h30 às 17&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/tamanduatei-operacao-assistida-ate-quando/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 21 de janeiro fez quatro meses que a Estação Tamanduateí foi inaugurada. A partir de hoje foi iniciada a cobrança de quem usa a estação. Até ontem, era possível ir até as estações Sacomã ou Vila Prudente sem pagar passagem. Isso dá a impressão de que tudo está funcionando normalmente. E até está, mas apenas na parte da estação pertencente à CPTM, tanto é que a demolição da antiga Estação Tamanduateí, vizinha à atual, foi praticamente concluída na última semana, como mostra a foto acima. Já a parte do Metrô vinha funcionando apenas das 8h30 às 17 horas, e hoje esse horário foi estendido em meia hora, com a estação passando a abrir às oito horas. Esses horários também valem para a Estação Vila Prudente, inaugurada um mês antes.</p>
<p>É suficiente para absorver parte do volume de passageiros do horário de pico da manhã, mas não chega nem perto do horário de pico da tarde. E mesmo no horário de pico da manhã, antes de a ligação com o Metrô se abrir, filas se formam junto às catracas de integração desde meia hora antes. O novo horário não deve resolver esse problema; apenas deverá antecipá-lo. A foto abaixo dá uma ideia da fila (e só uma ideia, pois quando a bati havia muito mais gente atrás de mim), assim como o vídeo logo abaixo, que fiz no dia 21 de janeiro (por coincidência o aniversário de quatro meses da estação), mostrando a fila e a abertura das catracas.</p>
<p><div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/02/fila-catracas-integracao-estacao-tamanduatei.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/02/fila-catracas-integracao-estacao-tamanduatei-672x446.jpg" alt="Fila nas catracas para integração na Estação Tamanduateí" title="Fila nas catracas para integração na Estação Tamanduateí" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-640" /></a></div><br />
<div class="full-image"><iframe title="YouTube video player" width="640" height="509" src="http://www.youtube.com/embed/NGeylBBOBbQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div></p>
<p>Desde <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/06/so-nesta-era-de-redes-sociais/">a inauguração do trecho inicial da Linha 4</a>, entre as estações Paulista e Faria Lima, a operação assistida, período de testes que o Metrô se dá após a abertura de novas estações, desandou. A Estação Sacomã, a última inaugurada antes da Linha 4, teve um período de apenas vinte dias de testes. Antes disso, estações inauguradas nos últimos anos tiveram períodos mais curtos de operação assistida ou sequer a tiveram, caso da Estação Alto do Ipiranga. Já a Linha 4, inaugurada em 25 de maio, segue em operação assistida, ainda mais restrita que a das duas estações mais a leste da Linha 2: apenas das oito às quinze horas, e somente em dias úteis.</p>
<p>A versão de <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/metro-controle-de-trens-trava-novas-estacoes/">alguns funcionários do Metrô</a> ouvidos pelo <em>Jornal da Tarde</em> em novembro passado é que a operação ainda não pode ser classificada como &#8220;segura&#8221;, pois os trens ainda não param no local exato das plataformas, impedindo a sincronização com as portas automáticas das plataformas — que curiosamente já funcionam na Estação Sacomã, que opera durante todo o horário do Metrô. Na reportagem, o Metrô não deu sua versão nem uma previsão de quando as operações assistidas se encerrariam. Três meses depois, o máximo que avançaram foi a meia hora a mais em vigor a partir de hoje.</p>
<p>Para piorar, a Estação Tamanduateí, apesar de ainda continuar muito bonita no geral, já tem problemas com infiltrações. O <em>JT</em> de ontem falou em <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/aberta-ha-4-meses-estacao-do-metro-tem-goteiras/">nove pontos onde caíam pingos d&#8217;água</a>, sendo três na plataforma de embarque. Visitei a estação na manhã de hoje, e encontrei um ponto onde a goteira não parava de pingar no mezanino onde ficam os banheiros da parte do Metrô (o piso abaixo daquele onde estão as catracas). Na primeira foto abaixo, o ponto de onde as gotas caem, no teto. Na segunda, o chão com o aviso. DO lado de fora, vi funcionários com rodos empurrando muita água num pátio abaixo das escadas rolantes de acesso na Avenida Presidente Wilson. Pode ser que fosse alguma limpeza, mas pouco adiante, numa parte gramada do terreno, havia grandes poças d&#8217;água. Não havia chovido até aquele momento.</p>
<p><div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/02/goteira-teto-estacao-tamanduatei.jpg" alt="Goteira no teto da Estação Tamanduateí" title="Goteira no teto da Estação Tamanduateí" width="672" height="446" class="alignnone size-full wp-image-641" /></div><br />
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/02/goteira-estacao-tamanduatei.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/02/goteira-estacao-tamanduatei-672x446.jpg" alt="Goteira na Estação Tamanduateí" title="Goteira na Estação Tamanduateí" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-642" /></a></div></p>
<p>O Metrô continua sem estipular um prazo definido para a abertura definitiva das estações Tamanduateí, Vila Prudente, Faria Lima e Paulista. <a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/estacoes-vila-prudente-e-tamanduatei-ampliam-horario-e-ja-cobram-tarifa.html">Na edição vespertina do <em>SPTV</em></a>, Sérgio Avelleda, presidente do Metrô, empossado em janeiro, prometeu: &#8220;No final de abril, começo de maio, nós vamos ampliar o funcionamento [das estações Vila Prudente e Tamanduateí] para todo o horário de pico, abrindo das 4h40 até as oito da noite. E aí no segundo semestre abre no período integral.&#8221; Para as outras estações da Linha 4, os mesmos prazos para inauguração vagos, como &#8220;até o fim do primeiro semestre&#8221; para as estações Pinheiros e Butantã e &#8220;até o fim do ano&#8221; para as estações Luz e República — as outras, nem isso. Como os prazos, especialmente da Linha 4, já foram adiados inúmeras vezes, os usuários do Metrô não fazem a menor ideia de quando poderão incorporar as novas estações às suas rotinas. No caso da Tamanduateí, a dúvida se alastra para os usuários da CPTM, principalmente os que vêm do ABC.</p>
<p>E aí? Até quando vai a operação assistida? No caso das estações Tamanduateí e Vila Prudente, vai mesmo até &#8220;final de abril, começo de maio&#8221;? Ou a operação assistida vai comemorar aniversário em 21 de agosto na Vila Prudente, depois de mais um adiamento?</p>
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		<title>A CPTM pratica censura</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/cptm-pratica-censura/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 11:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causos]]></category>
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		<description><![CDATA[No que dependesse da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a foto acima não existiria. É proibido fotografar estações de trem, um resquício da época da Ditadura, quando era &#8220;questão de segurança nacional&#8221;. A proibição foi relaxada, provavelmente na última década, quando máquinas digitais se popularizaram, e mais e mais pessoas passaram a ter a ideia de fotografar trens e estações sem se preocupar com os custos de compra e revelação de filmes. Entretanto, pelo visto você só pode fotografar se for com uma máquina simples. Se for com uma um pouquinho mais complexa, você começa a atrair os olhares&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/cptm-pratica-censura/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No que dependesse da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a foto acima não existiria. É proibido fotografar estações de trem, um resquício da época da Ditadura, quando era &#8220;questão de segurança nacional&#8221;. A proibição foi relaxada, provavelmente na última década, quando máquinas digitais se popularizaram, e mais e mais pessoas passaram a ter a ideia de fotografar trens e estações sem se preocupar com os custos de compra e revelação de filmes. Entretanto, pelo visto você só pode fotografar se for com uma máquina simples. Se for com uma um pouquinho mais complexa, você começa a atrair os olhares dos seguranças.</p>
<p>Minha câmera, embora seja nova e potente para uma <em>point-and-shoot</em>, está longe de ser profissional. É uma <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0031RGGFM?ie=UTF8&amp;tag=beiseblog-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=B0031RGGFM">Kodak EasyShare Z981</a> (o próprio nome &#8220;EasyShare&#8221; já indica que não é uma câmera para profissionais), classificada pela Amazon na categoria &#8220;Point &amp; Shoot Digital Cameras&#8221;. Mas a aparência dela é mais próxima à de uma câmera profissional do que de uma daquelas que garotas adolescentes usam para tirar fotos em frente a um espelho. No treinamento de um segurança da CPTM, é claro que não existe um tópico explicando a diferença entre uma câmera profissional e uma amadora.</p>
<p>A primeira vez que tive problemas foi <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/9626694381998080" class="broken_link">em 30 de novembro</a>, quando um segurança me abordou na Estação Tamanduateí, próximo às catracas de transferência para o Metrô, informando que eu não poderia bater fotos com uma câmera profissional. Expliquei a situação, o que não adiantou nada. Como eu já tinha tirado as fotos que me interessavam — a saber, da demolição da antiga Estação Tamanduateí —, simplesmente fui embora.</p>
<p>Alguns dias depois, entretanto, decidi voltar lá para ver como anda a evolução da demolição, mas antes parei na <a href="http://www.estacoesferroviarias.com.br/m/mooca.htm">Estação Moóca</a>. Saí do trem e fui até o início da plataforma no sentido Rio Grande da Serra, de onde tirei a foto que ilustra este texto, entre outras. Quando cheguei próximo às escadas para a passarela, um segurança de novo apontou para a minha câmera, informando que não era permitido fotografar com câmeras profissionais sem autorização da chefia. Mais uma vez, expliquei que minha câmera não era profissional, e mais uma vez minha explicação de nada adiantou.</p>
<p>Cabe ressaltar: apesar de eu discordar frontalmente da proibição da CPTM, nenhum dos quatro funcionários que interagiram comigo nos dois episódios foi descortês. Muito pelo contrário. Todos foram educados e em nenhum momento proferiram ameaças ou algo parecido. O único senão é o desconhecimento da diferença de uma câmera <em>point-and-shoot</em> e uma profissional, o que, convenhamos, não dá para culpá-los. No fim das contas, fui liberado pela chefia da estação para continuar fotografando. Na Estação Moóca — na Tamanduateí, eu teria de procurar a chefia de estação novamente.</p>
<p>Ou o departamento de Marketing da CPTM. Consultei o departamento, e a primeira informação é que é proibido fotografar com qualquer câmera, mesmo amadora, sendo apenas celulares permitidos, ainda assim por pura impossibilidade de controle. Anacrônico, não? Comprovei o que eu já imaginava: o procedimento de autorização para fotografar é extremamente burocrático. Tudo começa com uma solicitação via e-mail para marketing@cptm.sp.gov.br, em que se explica quando as fotos serão feitas e em qual estação, junto com uma descrição de como esse material será usado. Também é preciso comprometer-se a não vender as fotos. Aqui no <em>Pseudopapel</em> isso não é um problema, pois todas as fotos tiradas por mim são liberadas em <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">Creative Commons</a>.</p>
<p>A solicitação é encaminhada então para a área de operações responsável, que autoriza ou não que as fotos sejam feitas, usando como critério o &#8220;projeto&#8221; apresentado. E como é necessário apresentar o &#8220;projeto&#8221;, isso praticamente elimina a possibilidade de que sejam autorizadas fotos meramente para arquivo pessoal. Sem &#8220;projeto&#8221;, sem fotos. Ao menos, parece — <em>parece!</em> — que serão autorizadas solicitações para alimentar a Wikipédia ou o site <a href="http://www.estacoesferroviarias.com.br"><em>Estações Ferroviárias</em></a>. Essa burocracia toda, se seguida, impediria que eu publicasse postagens como as sobre <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/ultimo-dia-estacao-tamanduatei/">o último dia da Estação Tamanduateí</a> (seu fechamento foi comunicado na última hora) ou sobre <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/08/algumas-cenas-estacao-luz/">algumas cenas de lotação na Estação da Luz</a>. Vale destacar que tanto a chefia da estação como o departamento de Marketing informaram que não era necessária autorização para fotografar os arredores de cada estação. O problema é a partir do momento que se entra nas mesmas.</p>
<p>É difícil imaginar por que a CPTM ainda tem uma regra oriunda dos tempos da ditadura. Talvez pelo mesmo comodismo que a faz manter a sinalização antiga em boa parte da Linha 7-Rubi, três anos depois da última mudança. A regra é ainda mais anacrônica se lembrarmos que hoje não só câmeras <em>point-and-shoot</em> já têm recursos bastante similares aos de câmeras profissionais, como também com celulares é perfeitamente possível bater fotos sem ser percebido. Mas, se a câmera <em>parecer</em> profissional, só com autorização. Qual é a grande preocupação? Que alguma empresa use a foto num anúncio e crie um slogan como &#8220;o xampu da Estação Guapituba&#8221;? E se criar? O departamento Jurídico da empresa não é tão ágil quanto os seguranças? (Não sei, mas duvido que seja tão cortês.)</p>
<p>Preservar a memória ferroviária é algo que sem a menor dúvida tem sido feito melhor pelos inúmeros usuários que mantêm sites, blogs e fóruns do que pelas empresas que dela deveriam cuidar, sejam elas públicas ou não. Mesmo a imprensa pouco ligou para a Estação Tamanduateí antiga no dia de sua desativação, para ficar em um de inúmeros exemplos. Quando a CPTM lança algum livro sobre a memória ferroviária, ele geralmente é presenteado a diversos &#8220;ilustres&#8221;, que o recebem e guardam em uma estante empoeirada sem sequer abri-lo, isso se não jogarem fora direto. Já a quem esse material de fato interessa, resta esperar meses ou anos até que alguma rara cópia apareça em um sebo.</p>
<p>Se dependesse da CPTM, um site como o <em>Estações Ferroviárias</em>, do meu pai, não seria possível. E mesmo lá fotos dos anos 1960, 1970 e 1980 são raras, não só porque era mais caro tirar fotos naquela época, mas também porque, no caso das estações, era simplesmente proibido. Até quando vai ser?</p>
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		<title>A nova Estação Tamanduateí</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 03:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Estação Tamanduateí]]></category>
		<category><![CDATA[Linha 10 da CPTM]]></category>
		<category><![CDATA[Linha 2 do Metrô]]></category>
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		<category><![CDATA[Sacomã]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada estive na agora antiga Estação Tamanduateí para registrar cenas do seu último dia de operação. Não consegui voltar lá para conhecer a nova estação por dentro até hoje, o décimo dia de operação. A estação da CPTM, que atende a Linha 10, já está funcionando em tempo integral, enquanto a estação da Linha 2 do metrô ainda está em operação assistida, estendida hoje para o horário das 8h30 às 17 horas. Eu já tinha passado, sem parar, por ali tanto de trem como de metrô, mas foi a primeira vez que desci. A estação é realmente imponente&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/10/nova-estacao-tamanduatei/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada estive na agora <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/2010/09/ultimo-dia-estacao-tamanduatei/">antiga Estação Tamanduateí para registrar cenas do seu último dia de operação</a>. Não consegui voltar lá para conhecer a nova estação por dentro até hoje, o décimo dia de operação. A estação da CPTM, que atende a Linha 10, já está funcionando em tempo integral, enquanto a estação da Linha 2 do metrô ainda está em operação assistida, estendida hoje para o horário das 8h30 às 17 horas. Eu já tinha passado, sem parar, por ali tanto de trem como de metrô, mas foi a primeira vez que desci.</p>
<p>A estação é realmente imponente pelo seu tamanho e pelas grandes estruturas que sustentam a plataforma do metrô. Não é a coisa mais bonita do mundo, mas chama a atenção — em alguns pontos, de maneira bastante negativa, como as escandalosas coberturas vermelhas das plataformas da CPTM.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-estrutura.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-381" title="Estrutura da nova Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-estrutura-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-plataformas.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-382" title="Plataformas da nova Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-plataformas-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>A empresa parece que decidiu usar essa cor para tudo, e nas estações novas as cores das linhas quase somem diante do excesso de vermelho por todos os lados, ao contrário das estações do metrô, onde a cor predominante é sempre a da linha. Certamente a primeira impressão de quem olha a foto abaixo é de que se trata de estação na linha vermelha (que nem fica na CPTM, mas no metrô). A cor turquesa da linha fica ofuscada no tamanho e no visual. Os nomes das linhas da CPTM já são mais complicados — quantos usuários da linha sabem a cor de uma safira? —, e o novo padrão visual não ajuda em nada.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-bloqueios-cptm.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-383" title="Bloqueios CPTM na nova Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-bloqueios-cptm-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>São quatro plataformas da CPTM, embora os trilhos de uma delas (que está fora da foto, à direita) terminem pouco depois da estação. As plataformas, entretanto, repetem um erro que é uma constante nas estações da CPTM desde os anos 1970: são apenas dois conjuntos de escadas por plataforma, cada um com uma escada normal e uma rolante, sendo que uma das escadas rolantes da plataforma desce. Na Barra Funda, por exemplo, isso causa um grande afunilamento para quem sai do trem da Linha 8 vindo de Itapevi. As pessoas chegam a esperar mais de cinco minutos para subir Como a Estação Tamanduateí é de integração com o metrô, tende a ter problemas semelhantes.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-plataforma-cptm.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-384" title="Plataforma da CPTM na nova Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-plataforma-cptm-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>Com apenas dez dias de uso, a estação ainda está toda novinha e reluzente, mas nem tudo está 100%, como fica provado pela foto abaixo, tirada na plataforma da CPTM, sentido Luz.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-cadeiras.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-385" title="Cadeiras na nova Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-cadeiras-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>Nas duas fotos abaixo, uma visão dos trilhos centrais da CPTM. Na primeira foto, o sentido Rio Grande da Serra, com a antiga Estação Tamanduateí ainda fazendo parte da paisagem. Na foto seguinte, o sentido Luz, com o Viaduto Grande São Paulo e o malfadado &#8220;Fura-Fila&#8221; ao fundo.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-sentido-rio-grande-serra.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-386" title="Estação Tamanduateí: trilhos no sentido Rio Grande da Serra" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-sentido-rio-grande-serra-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-sentido-luz.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-387" title="Estação Tamanduateí: trilhos no sentido Luz" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-sentido-luz-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>Por falar na antiga Estação Tamanduateí, pelos ângulos abaixos é possível perceber que ela não deverá durar muito mais tempo de pé. Na minha visita a ela na semana passada eu já tinha percebido que parte da beirada da plataforma no sentido Rio Grande da Serra — não se esqueça de que a Linha 10 tem mão inglesa, por isso estou falando da plataforma à esquerda na foto — estava destruída. Agora parece estar pior.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-antiga.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-390" title="Estação Tamanduateí antiga" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-antiga-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-antiga-vista-da-nova.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-388" title="Antiga Estação Tamanduateí vista da nova" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-antiga-vista-da-nova-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>A foto abaixo é mera curiosidade. Bati ao ver a placa balançando perto do acesso à estação pela Avenida Presidente Wilson. Espero que os suportes dela aguentem.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-placa-balancando.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-389" title="Placa balançando na nova Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-placa-balancando-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>A seguir, algumas fotos aleatórias. Além delas, há <a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1223035">fotos por Eduardo Ganança no SkyscraperCity</a>. Ele também tem uma <a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=934618">série de fotos da evolução da construção da estação</a>.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-duas-estacoes.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-391" title="Duas estações Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-duas-estacoes-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-limite-de-parada.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-392" title="Estação Tamanduateí: limite de parada" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-limite-de-parada-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/nova-estacao-tamanduatei.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-393" title="Nova estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/nova-estacao-tamanduatei-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-entrada-rua-guamiranga.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-394" title="Estação Tamanduateí: entrada pela Rua Guamiranga" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-entrada-rua-guamiranga-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tamanduatei-trilhos-cptm.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-395" title="Trilhos da CPTM na nova Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/10/tamanduatei-trilhos-cptm-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tamanduatei-placa-operacao-assistida.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-396" title="Placa sobre operação assistida na Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tamanduatei-placa-operacao-assistida-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tamanduatei-portas-metro.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-397" title="Portas do metrô na Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tamanduatei-portas-metro-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
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		<title>O último dia da Estação Tamanduateí</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 19:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos jornais de hoje, o grande destaque do noticiário de transportes é a inauguração da Estação Tamanduateí do metrô, que terá integração com a nova Estação Tamanduateí da CPTM. (Falo dos jornais, porque pela manhã o destaque dos portais da Internet foi a paralisação da Linha 3 do Metrô.) Essa nova estação na Linha 10-Turquesa da CPTM significa que a estação antiga, erguida em 1964 com o nome de Parada Vemag, será desativada. Enquanto a estação de metrô ainda ficará em operação assistida nos próximos meses, a da CPTM começará a operar das quatro horas à meia-noite já a partir&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/09/ultimo-dia-estacao-tamanduatei/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos jornais de hoje, o grande destaque do noticiário de transportes é a inauguração da Estação Tamanduateí do metrô, que terá integração com a nova Estação Tamanduateí da CPTM. (Falo dos jornais, porque pela manhã o destaque dos portais da Internet foi a paralisação da Linha 3 do Metrô.) Essa nova estação na Linha 10-Turquesa da CPTM significa que a <a href="http://www.estacoesferroviarias.com.br/t/tamanduatei.htm">estação antiga</a>, erguida em 1964 com o nome de Parada Vemag, será desativada. Enquanto a estação de metrô ainda ficará em operação assistida nos próximos meses, a da CPTM começará a operar das quatro horas à meia-noite já a partir de amanhã. Hoje foi, portanto, o último dia de operação da antiga Estação Tamanduateí.</p>
<p>Sabendo disso, passei por lá hoje pela manhã para documentar algumas cenas dessa estação, cujo destino deve ser a demolição. Chama a atenção o abandono em volta da estação, algo que não é de hoje. O final da Rua Vemag, que dá acesso à estação a partir da Avenida Presidente Wilson, é de terra, e a chuva de ontem ainda deixava traços como as poças d&#8217;água vistas na foto abaixo.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-saida-rua-vemag.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-338" title="Saída da antiga Estação Tamanduateí na Rua Vemag" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-saida-rua-vemag-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>Por ficar nesse trecho sem saída, que fica além de uma curva em noventa graus, o prédio da estação fica escondido. Muitas vezes, quem passa pela Avenida Presidente Wilson nem percebe que ali existe uma estação de trem. Isso não vai acontecer na estação nova, por causa da imponência da estação de metrô suspensa. Ao fotografar o prédio antigo, o novo sobressai ao fundo.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-fila-ponte-orca.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-339" title="Antiga Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-fila-ponte-orca-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>A <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Vemag,+Ipiranga,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=32.252269,86.044922&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Vemag+-+Ipiranga,+S%C3%A3o+Paulo,+04217-050,+Brazil&amp;ll=-23.594794,-46.586666&amp;spn=0.004552,0.010504&amp;t=h&amp;z=17">entrada pelo outro lado</a>, para quem vem da Rua Guamiranga, não é menos escondida, mas não está ao final de uma rua de terra. A rua, também sem saída, é a outra ponta da Rua Vemag, que termina na Guamiranga depois de apenas um quarteirão. No acesso, uma pequena ponte de metal permite a passagem por cima do que imagino ser um córrego.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-saida-avenida-estado.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-340" title="Saída da Estação Tamanduateí para a Rua Guamiranga" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-saida-avenida-estado-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>Como parte da estação já foi alterada, não sei dizer se o acesso a essa ponta da Rua Vemag sempre foi feito pela catraca da foto abaixo. Essas catracas são típicas desse tipo de estação das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM, então a catraca sempre foi a forma de acesso; o que não sei dizer é se ela sempre ficou neste ponto. A cobertura de parte da plataforma está assim, com suporte de madeira e telhas de zinco. Essa cobertura não é original.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-catraca-saida.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-341" title="Catraca de saída na antiga Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-catraca-saida-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-plataformas.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-345" title="Plataformas da antiga Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-plataformas-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>O improviso não é o único problema que  estação enfrentou em suas últimas semanas (ou meses?). A falta de manutenção ficou evidente hoje quando me deparei com esse trecho da plataforma no sentido Rio Grande da Serra — por serem originalmente linhas da São Paulo Railway, as linhas 7 e 10 têm mão inglesa. Por estar dentro do limite de embarque, isso representou perigo para os usuários sabe-se lá por quanto tempo. Na plataforma oposta, vê-se a fila da Ponte Orca ficou tão grande do lado de fora (como se vê na segunda e terceira fotos que ilustram este texto) que já invadia a plataforma da estação. A abertura da nova estação não eliminará a Ponte Orca de imediato: enquanto a estação de metrô continuar em operação assistida, o serviço de vans continuará a ser prestado entre 4h40 e 9 horas e entre 16h30 e 21 horas.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-perigo-e-fila.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-342" title="Plataforma danificada na antiga Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-perigo-e-fila-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>A estação em si não tem muita coisa além das plataformas. Há a passarela para ligar os dois lados, sendo que há um corredor para quem já passou pelas catracas e outro para quem ainda não passou, como é de praxe em várias outras estações das linhas 7 e 10. Uma das escadas de acesso à passarela está na primeira foto abaixo. Na foto seguinte, o acesso às catracas de entrada, no lado mais próximo à Rua Guamiranga. Ao contrário das passarelas e mesmo das plataformas, esse saguão de acesso é diferente em quase todas as estações que seguem esse padrão de arquitetura. No canto direito dessa foto é possível ver um pedaço da escada de acesso ao corredor da passarela para quem ainda não passou pelas catracas.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-escadas.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-343" title="Escadas na antiga Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-escadas-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-entrada.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-344" title="Entrada da Estação Tamanduateí" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-entrada-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<p>Encerrados os embarques na antiga estação, não é mais possível conseguir as imagens abaixo da estação nova — ao menos não sem invasão de propriedade. Por falar na estação nova, eu não entendo esse excesso de vermelho que a CPTM tem aplicado em todas as suas estações construídas ou reformadas recentemente. Se a cor da linha não é vermelha, por que enfatizar tanto tal cor? Só porque é a cor da empresa? Não vejo muito sentido nisso.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-velha-e-nova.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-346" title="Estações Tamanduateí: antiga e nova" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-velha-e-nova-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-contraste.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-347" title="Contraste entre as duas estações Tamanduateí da CPTM" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-contraste-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-348" title="Nova Estação Tamanduateí da CPTM" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tamanduatei-nova-672x448.jpg" alt="" width="672" height="448" /></a></div>
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