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	<title>Pseudopapel &#187; Estação Lapa</title>
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	<description>Porque de eletrônico este espaço só tem o formato.</description>
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		<title>Do Bixiga à Lapa: ida e volta em 2h35 pela CPTM</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 20:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O rodízio paulistano de veículos é um perfeito exemplo de decisão que uma minoria é obrigada a engolir por causa de atitudes da maioria. No caso, para compensar os inúmeros automóveis com um único ocupante que poderia estar se utilizando de transporte público (que ajudam a transformar o trânsito da cidade em um caos diário), retira-se um quinto de toda a frota de carros de circulação nos horários de pico da manhã e da tarde. Pouco importa que haja pessoas que realmente precisam do carro — na verdade, seria muito difícil comtrolar isso. Entre 1999 e 2009 praticamente só usei&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/02/bixiga-lapa-2h35-cptm/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O rodízio paulistano de veículos é um perfeito exemplo de decisão que <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/02/golpe-sacolinhas-plasticas/" title="O golpe das sacolinhas plásticas">uma minoria é obrigada a engolir por causa de atitudes da maioria</a>. No caso, para compensar os inúmeros automóveis com um único ocupante que poderia estar se utilizando de transporte público (que ajudam a transformar o trânsito da cidade em um caos diário), retira-se um quinto de toda a frota de carros de circulação nos horários de pico da manhã e da tarde. Pouco importa que haja pessoas que realmente precisam do carro — na verdade, seria muito difícil comtrolar isso. Entre 1999 e 2009 praticamente só usei transporte público para ir e voltar ao trabalho. A partir de 2009 segui com o transporte público, mas incluindo uma ida de carro à Lapa, na escola do meu filho, hoje com três anos, para deixá-lo ali. O carro também fica na Lapa, e eu sigo com a CPTM e posteriormente o Metrô, fazendo o percurso inverso no final da tarde, quando pego meu filho, pego o carro e sigo de volta para casa. Por rotas alternativas, diga-se de passagem, já que é muito raro eu pegar trânsito pesado, seja de manhã ou à tarde.</p>
<p>Pois bem, eu também tenho de deixar meu carro na garagem uma vez por semana. O que eu costumava fazer até o fim do ano passado era levá-lo antes do horário do rodízio, e à tarde minha esposa dava um jeito de sair no meio da tarde de seu escritório para buscá-lo e chegar em casa antes de o rodízio acabar. Imprevistos eram analisados de última hora, mas, mesmo assim, só chegamos a desrespeitar o rodízio uma vez, quando minha mãe foi buscar meu filho com nosso carro. Com manda Murphy, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/11/demolicoes-vejinha/" title="Ainda as demolições, agora com loas da Vejinha">isso gerou uma multa em novembro passado</a>. Desde o início do ano letivo de 2012, passei a levar meu filho para a escola às sextas-feiras de metrô e trem. Ele ainda dá um pouco de trabalho no trajeto, pois anda devagar e distrai-se muito facilmente, mas ele de fato <a href="http://instagr.am/p/HYk6CGon88/" title="Foto no Instagram: Willi na Estação da Luz">encara com alegria a tarefa</a> e, não raro, quando vou buscá-lo em outros dias tenta &#8220;insistir&#8221; para irmos de trem para casa. Fazer dessa maneira demora um pouco mais, claro. De manhã, quando vou de carro levo entre uma hora e uma hora e vinte minutos para chegar ao trabalho; quando o levo de trem, esse tempo aumenta para entre 1h20 e 1h40. À tarde, de carro levo entre 1h10 e 1h30; de trem, entre 1h20 e 1h40. (Vale ressaltar que, quando falo &#8220;de carro&#8221;, quero dizer em apenas uma das pernas, pois a outra é feita de trem independentemente.)</p>
<p>Na última sexta-feira 24, entretanto, levei 2h35 à tarde. De manhã eu já havia levado um pouco mais de tempo, porque a plataforma 1 da Estação Luz, usada para embarque rumo à Lapa pela Linha 7, <a href="https://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/172984214583640066">estava lotada de maneira pouco característica</a>. Como os dois primeiros trens foram da série 1100 (trens de seis carros, os mais curtos — e antigos — em operação na linha), a lotação não diminuía. Embarcamos no terceiro, e ainda percebi que o quarto também seria um 1100. Mas isso não acrescentou mais do que uns dez minutos ao percurso. O problema realmente foi na volta.</p>
<p>Saí para buscá-lo às 17h30 em ponto. Peguei o Metrô na Estação São Joaquim e cheguei à Luz sem problemas coisa de vinte minutos depois, incluído aí o tempo a pé até a estação. A enorme fila para baldear à CPTM não era novidade, pois <a href="http://instagr.am/p/mlzAt/" title="Foto no Instagram: fila para baldear do Metrô à CPTM na Luz.">ocorre diariamente naquele horário</a>. Novidade era o que o alto-falantes anunciavam a cada minuto: &#8220;Por motivo de falha de energia, os trens da Linha 7-Rubi no sentido Francisco Morato estão circulando em apenas uma via entre as estações Piqueri e Água Branca.&#8221; Sinal de que, no mínimo, haveria um maior intervalo entre as saídas. No mínimo. Quando cheguei ao saguão 1 da Estação da Luz, comecei a perceber que aquela viagem não teria nada de normal. As escadas de acesso à plataforma 1 estavam entupidas de pessoas, todas elas paradas. As escadas rolantes tinham sido desligadas, medida que costuma ser tomada apenas nas escadas de acesso à plataforma 4, que atende à Linha 11-Coral, rumo a Guaianazes. A foto abaixo foi tirada enquanto eu tentava acessar a plataform 1 por uma das escadas rolantes desligadas.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/escada-acesso-plataforma-1-estacao-da-luz-lotada.jpg" alt="Escada de acesso à plataforma 1 da Estação da Luz lotada" title="Escada de acesso à plataforma 1 da Estação da Luz lotada" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1441" /></p>
<p>A foto, claro, não dá uma boa ideia de que todas essas pessoas estão paradas, mas o fato de haver quatro pessoas olhando para trás é um bom indicador. Isso sem falar que muitas vezes as pessoas que estava subindo tinham de se espremer à direita para dar espaço a quem pretendia descer. A subida levou mais de cinco minutos. Quando finalmente cheguei à plataforma, a cena que vi era parecida com a da foto que abre este texto. A diferença é que, quando bati a foto, eu já estava mais próximo do trem, pois o primeiro, um 1100, já tinha chegado e partido. O trem que está chegando na foto é um da série 1700, com oito carros. O que está à esquerda, na plataforma 2, usada para desembarque da Linha 7, é um 1100.</p>
<p>Até meados do ano passado, a plataforma 1 era usada para embarque e desembarque da <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/01/fim-linha-10-luz/" title="O fim da Linha 10 na Luz?">Linha 10, que agora só vai até o Brás</a>. A Linha 7 tinha seu embarque e desembarque feitos na plataforma 2, um dos lados da plataforma central. O outro lado, a plataforma 3, era e ainda é usado para desembarque da Linha 11, com os passageiros das duas linhas se misturando. Se os acontecimentos de sexta-feira fossem um ano atrás, é possível que a situação fosse ainda pior, pois mesmo com a plataforma 2 pouco lotada <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/08/algumas-cenas-estacao-luz/" title="Algumas cenas na Estação da Luz">havia muita confusão na hora do embarque</a>, com o pessoal que tentava desembarcar sendo empurrado de volta para dentro. Quando o primeiro trem 1100 chegou na sexta, é fécil imaginar a confusão que foi o embarque, com todos se acotovelando o mais próximo possível às portas para tentar entrar. Mas não é preciso imaginar, pois aqui está o vídeo:</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="394" src="http://www.youtube.com/embed/0eEhPJZXMKc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Eu consegui embarcar no 1700 da primeira foto. Um senhor logo atrás de mim, que estava carregando um carrinho de compras cheio e pesado, caiu bem na porta. Ainda não tinham entrado muitas pessoas no trem, mas as que tinham estavam mais preocupadas em garantir um lugar sentadas do que em ajudar o homem. Dentro do trem, eu era o único que o fazia. Felizmente, as pessoas atrás dele não só pararam de empurrar como também estavam ajudando. Eu tentava levantar o carrinho e colocá-lo de lado; os demais ajudavam o homem a se levantar. No instante em que ele saiu do caminho, a horda avançou preenchendo todos os espaços, como água invadindo um compartimento. A foto abaixo não faz jus ao momento em que foi tirada. Ela não consegue nem chegar perto de passar a sensação que qualquer um dos passageiros ali tinham, espremidos e em pé, sabendo que a viagem que teriam pela frente seria mais longa do que o normal.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/carro-trem-serie-1700-cptm-lotado.jpg" alt="Carro lotado em trem série 1700 da CPTM" title="Carro lotado em trem série 1700 da CPTM" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1443" /></p>
<p>Mais longa, pois os trens estavam circulando em velocidade reduzida e com maior tempo de parada nas estações. Na Estação Palmeiras-Barra Funda, cuja plataforma também estava lotada (primeira foto abaixo), muita gente tentou entrar e conseguiu, apesar do aperto que já havia desde a Luz. A plataforma da Estação Lapa, onde desci, também estava lotada, não apenas por quem queria embarcar no sentido Francisco Morato, como também pelos que tinham como destino Luz, Palmeiras-Barra Funda e Água Branca. Como apenas uma via estava sendo usada naquele trecho, os trens de ambos os sentidos estavam parando na plataforma 1. Quando atravessei a estação pela passarela superior, ao descer do outro lado encontrei bloqueios onde uma funcionária da CPTM perguntava a todos que passavam se estavam saindo da estação ou se queriam embarcar no sentido Luz (segunda foto abaixo). Quem queria sair podia passar, rumo às saídas; quem queria embarcar era direcionado à plataforma oposta.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/02/plataforma-estacao-lapa-cptm-lotada.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/plataforma-estacao-lapa-cptm-lotada-640x426.jpg" alt="Plataforma da Estação Lapa (Linha 7) da CPTM lotada" title="Plataforma da Estação Lapa (Linha 7) da CPTM lotada" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1444" /></a></p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/catracas-estacao-lapa-cptm.jpg" alt="Catracas da Estação Lapa (Linha 7) da CPTM" title="Catracas da Estação Lapa (Linha 7) da CPTM" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1445" /></p>
<p>Cheguei à escola às 18h35, quase meia hora além do que seria esperado. Não era um absurdo de atraso, mas naquele horário a grande maioria dos alunos já tinha ido embora. Eu teria problemas, mesmo, se tivesse chegado mais perto das 19 horas. De qualquer maneira, para voltar decidi não arriscar a Linha 7, especialmente por ter contemplado lotação na única plataforma disponível para embarques em ambos os sentidos. Seguimos, pois para a Estação Lapa da Linha 8, que fica uns seiscentos metros adiante, mas do outro lado da linha. Sim, há duas estações homônimas na CPTM, a poucos metros uma da outra, mas que ficam em linhas diferentes. Assim, eu iria até a Barra Funda, onde tomaria o Metrô, faria nova baldeação na Sé e chegaria em casa supostamente sem maiores atropelos. Ledo engano.</p>
<p>O primeiro obstáculo foi o próprio percurso entre as duas estações. Eu cruzei a linha pela própria estação da Linha 7, usando a passarela superior pelo lado de fora das catracas — a passarela é dividida em duas, uma para quem está do lado de dentro das catracas e outra para quem está fora. Para complicar, em uma das mãos eu carregava a mochila do meu filho, acompanhada de uma sacola com lençóis e a lancheira, ambas acopladas à mochila, facilitando um pouco. Na outra mão, o guarda-chuva, pois havia uma chuva fraca, porém insistente. Ao meu filho pedi que fosse segurando no meu bolso, o que ele cumpriu à risca. O problema é que a calçada da Rua John Harrison, que acompanha a Linha 8 no trajeto entre as duas estações, está bastante esburacada, com poças d&#8217;água se acumulando em vários pontos. Além disso, o movimento de pedestres ali é grande, especialmente próximo ao ponto de ônibus que fica próximo à passagem subterrânea da Santos–Jundiaí (ou seja, a passarela mais próxima à estação da Linha 7). As saídas dessa passarela subterrânea também causam um estrangulamento da calçada da John Harrison, que fica estreita a ponto de só dar para passar uma pessoa por vez, e olhe lá. A outra alternativa seria descer a escadaria até a passagem e subir a escadaria seguinte. Optamos pela calçada estreita. Também tínhamos de tomar cuidado com as poças d&#8217;água no meio-fio, pois um carro ou ônibus que passasse nelas um pouco mais rápido deixar-nos-ia encharcados. E sujos.</p>
<p>Chegamos à estação depois de dez ou quinze minutos. Murphy estava lá: passamos pela catraca na hora em que um trem estava saindo. Hora de esperar. Enquanto isso, os alto-falantes informavam que também havia um problema de energia na Linha 8, só que próximo à Estação Jardim Silveira, em Barueri, bem longe dali. Não sei se era por isso que os trens pareciam estar demorando mais que o normal. Acomodamo-nos em duas cadeiras para esperar o próximo, mas os percalços não esperaram. Meu filho começou a dizer que precisava urgentemente ir ao banheiro &#8220;fazer cocô&#8221;: a pior das situações quando se depende de um banheiro público. Pior: eu achava que não havia banheiros naquela estação. Felizmente, um homem que estava ao lado disse que havia, sim, e corremos para lá.</p>
<p>O banheiro era bastante apertado para o volume de usuários que recebe. E há lá apenas um vaso sanitário, que estava ocupado. Ao menos não tivemos de esperar muito, mas, quando entramos, vi que não havia papel higiênico, que teria a segunda função de higienizar o assento da melhor maneira que fosse possível. Tive de chamar o funcionário que fica do lado de fora do banheiro, que vasculhou numa sacolinha e me deu um pacote de papel de folha dupla (!) da marca Neve. Necessidades fisiológicas satisfeitas, saímos do banheiro e novamente demos de cara com Murphy, que fez um trem sair no instante em que deixávamos o banheiro. E o trem seguinte demorou bastante para chegar. Ao menos o bom humor do meu filho ainda não tinha ido embora, como comprova a foto abaixo, tirada depois da incursão ao banheiro.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/02/cadeiras-estacao-lapa-cptm.jpg" alt="Cadeiras na Estação Lapa (Linha 8) da CPTM" title="Cadeiras na Estação Lapa (Linha 8) da CPTM" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1446" /></p>
<p>Enquanto esperávamos, ouvi os alto-falantes solicitar cuidados no uso das escadas rolantes, que inexistem em ambas as estações Lapa. O trem finalmente chegou, depois de quase dez minutos. Seguimos em pé no trecho de uma estação até Palmeiras-Barra Funda, e o bom humor do meu filho começava a dar sinais de estar no fim, com insistentes pedidos de colo que não podiam ser atendidos. O desembarque na Barra Funda é quase total, e o trem estava bem cheio, apesar do contrafluxo para o horário — provavelmente reflexo do maior intervalo entre as composições. Como na plataforma 1 há apenas duas escadas e duas escadas rolantes para o desembarque, é formado um verdadeiro funil em torno dos dois conjuntos. Veja na foto abaixo como estava o cenário ali.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/02/desembarque-plataforma-linha-8-estacao-palmeiras-barra-funda.jpg" alt="Desembarque da plataforma da Linha 8 na Estação Palmeiras-Barra Funda" title="Desembarque da plataforma da Linha 8 na Estação Palmeiras-Barra Funda" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1447" /></p>
<p>Esperamos mais de cinco minutos até as escadas esvaziarem. Finalmente subimos e fizemos a transferência para o Metrô. Eu tinha-me esquecido que naquele horário (19h25) ainda não havia-se encerrado o pico da Linha 3 no sentido da zona leste, e as plataformas estavam bem cheias. Pela terceira vez seguida, Murphy riu bem na nossa cara, com um trem saindo no instante em que começávamos a descer a escada de acesso à plataforma. Poucos segundos depois, um novo trem adentrou a linha, mas nem parou ali: deve ter ido direto à Estação República, que também é um gargalo de gente naquele horário. Esperamos mais um pouco, e chegou um novo trem. Foi a única vez durante todo o percurso que fomos sentados, com meu filho no meu colo.</p>
<p>Como o trem estava cheio, o desembarque na Sé não foi tão simples, e resolvi manter meu filho no colo para sair de lá, dando um jeito de acomodar os pertences que eu carregava na outra mão. Descemos à plataforma da Linha 1 no sentido Jabaquara, e desta vez não havia nenhum trem saindo que não pudéssemos pegar. Pelo contrário; chegou um assim que nos postamos para esperar. Desta vez nem plataforma nem trem estavam lotados. Faltava apenas andar da Estação São Joaquim até nossa casa, já sem chuva. Chegamos às 20h05, ou 2h35 minutos após eu ter saído para buscá-lo. Talvez se eu tivesse feito o percurso habitual de volta, pela Linha 7, eu tivesse chegado antes. Ou talvez depois. Impossível saber.</p>
<p>Culpa da CPTM? Difícil dizer. Não sei qual foi a gravidade do problema elétrico nem se era algo complicado de ser resolvido. Mas a empresa poderia ter facilitado as coisas, para mim na sexta-feira e para milhares de usuários todos os dias, se a saída da plataforma 1 da Estação Palmeiras-Barra Funda tivesse mais opções e se os banheiros das estações fossem mais organizados (posso falar que os banheiros das estações Luz, Palmeiras-Barra Funda, Lapa 7 e Cidade Jardim são semelhantes, embora maiores). Os constantes avisos de que há problemas ajudam, mas não dão ao usuário uma ideia do que fazer. Vale mais a pena esperar ou procurar outra opção? Ninguém diz. &#8220;Intervalos maiores&#8221; podem ser de cinco, dez ou vinte minutos. Já calhou de em um dia de chuva, dois anos e pouco atrás, <a href="http://www.pittsburgh.com.br/tweets/6742035257/" class="broken_link">eu ficar cinquenta minutos parado na Estação Água Branca</a>, <a href="http://www.pittsburgh.com.br/tweets/6741022333/" class="broken_link">com as portas do trem abertas</a>.</p>
<p>É óbvio que eu sei que há pessoas que enfrentam situações piores com uma frequência até maior. Isso sem falar em outras cidades, como <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/12/supervia-proibido-fotografar/" title="Na Supervia é proibido fotografar?">Rio de Janeiro</a> e <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/09/cptm-trens-portenhos-diferencas-semelhancas/" title="CPTM e trens portenhos: diferenças e semelhanças">Buenos Aires</a>, que têm serviços de trens metropolitanos piores. O caso que contei acima mostra que, se em um percurso razoavelmente curto as coisas podem ficar desse jeito, imagine para quem tem um trajeto ainda maior pela frente. A CPTM ainda tem muito o que fazer.</p>
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		<title>Rua Félix Guilhem, 345 ou 347</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 22:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passo quase diariamente na frente desta casa, localizada na Rua Félix Guilhem, na Lapa, próximo à esquina com a Rua Tenente Landy e a um quarteirão da Estação Lapa da Linha 7 da CPTM. Como passo de carro, nunca a tinha notado. Não é para menos. Ela não é particularmente bonita e seu estado é lamentável. Mas nesta última semana passei a pé por ali e percebi que seu estado é mais do que lamentável: a casa simplesmente não existe mais. Quem passa por ali de carro tem a impressão de ver uma casa abandonada, que talvez seja recuperada no&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/rua-felix-guilhem-345-ou-347/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passo quase diariamente na frente desta casa, localizada na Rua Félix Guilhem, na Lapa, próximo à esquina com a Rua Tenente Landy e a um quarteirão da Estação Lapa da Linha 7 da CPTM. Como passo de carro, nunca a tinha notado. Não é para menos. Ela não é particularmente bonita e seu estado é lamentável. Mas nesta última semana passei a pé por ali e percebi que seu estado é mais do que lamentável: a casa simplesmente não existe mais. Quem passa por ali de carro tem a impressão de ver uma casa abandonada, que talvez seja recuperada no futuro, como suas duas vizinhas (embora se possa reclamar da descaracterização da casa à esquerda na foto, geminada à casa abandonada). Mas as madeiras colocadas no portão para obstruir a visão de fora já revelam que tudo o que sobrou para ser restaurado é a fachada do segundo andar.</p>
<p>Já não há mais sequer indícios de como era a planta da casa. Do lado direito existe um corredor que dá em uma escadaria que já não leva mais a lugar algum. Os últimos degraus já estão cobertos por escombros. O abandono não parece ser nada recente, talvez coisa de muitos anos. No <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+F%C3%A9lix+Guilhem,+347,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;aq=t&#038;sll=-23.563993,-46.643428&#038;sspn=0.015892,0.027874&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+F%C3%A9lix+Guilhem,+347+-+Lapa,+S%C3%A3o+Paulo,+05069-000,+Brazil&#038;ll=-23.517158,-46.702198&#038;spn=0.000994,0.001742&#038;t=h&#038;z=20&#038;layer=c&#038;cbll=-23.517158,-46.702198&#038;panoid=ac5Yc8wtqCEzcJN31zNjzg&#038;cbp=12,217.08,,0,-2.06">Google Street View</a>, cuja imagem foi feita há alguns meses, há sutis diferenças: uma placa sobre o portão, onde se lê &#8220;Estacione&#8221; (?), e uma das janelas do segundo andar, cuja armação de sustentação do vidro ainda aparecia — hoje essa armação pode ou ter sumido de vez ou estar aberta para dentro.</p>
<p>Não há mais informações sobre a casa, além do fato que ela é usada como lata de lixo por alguns mal-educados e, óbvio, já está pichada, provavelmente há um bom tempo. Nem mesmo consegui descobrir seu número. Suponho que seja 345 ou 347, porque a casa vizinha é a 339 e a segunda depois é a 359. A casa verde, apesar de reformada em um passado recente, não tem número à mostra. Como não há progressão aritmética que se encaixe, o chute é 345 ou 347. Abaixo, mais algumas fotos do que restou da casa. Pelo menos esta casa não deve virar um espigão de apartamentos num futuro próximo, não só pelo tamanho do terreno, como também devido ao fato de ela estar localizada em uma zona mista de alta densidade, que permite apenas a construção de imóveis com área construída até 2,5 vezes maior que a área do terreno.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-fachada.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-fachada-640x426.jpg" alt="Fachada da Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" title="Fachada da Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-877" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-terreo.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-terreo-640x426.jpg" alt="Térreo da Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" title="Térreo da Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-878" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-chao.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-chao-640x426.jpg" alt="Chão da garagem à Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" title="Chão da garagem à Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-879" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-janelas.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-janelas-640x426.jpg" alt="Janelas à Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" title="Janelas à Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-880" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-portao.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-portao-640x426.jpg" alt="Portão à Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" title="Portão à Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-881" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-lateral.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/06/rua-felix-guilhem-345-347-lateral-640x426.jpg" alt="Lateral da casa na Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" title="Lateral da casa na Rua Félix Guilhem, 345 ou 347" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-882" /></a></p>
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		<title>Falha de trem no Bom Retiro prejudica Linha 7</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/falha-trem-prejudica-linha-7/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 00:47:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[Bom Retiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Por volta das 17h20 de hoje houve problema em uma das composições da CPTM entre as estações Luz e Barra Funda. Cheguei à Estação Luz pela Linha 1 do Metrô cerca de meia hora depois, para fazer a transferência para a CPTM e pegar justamente a Linha 7-Rubi na plataforma 2, a única linha que, partindo da Luz, segue para a Estação Palmeiras–Barra Funda. Os alto-falantes da estação avisavam que, para pegar a Linha 7, os passageiros deveriam se dirigir à Estação Palmeiras–Barra Funda. Sem a CPTM como opção, e com uma distância grande demais para ser coberta a pé,&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/02/falha-trem-prejudica-linha-7/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por volta das <a href="http://twitter.com/#!/CPTM_oficial/status/35436668882264064" class="broken_link">17h20 de hoje</a> houve problema em uma das composições da CPTM entre as estações Luz e Barra Funda. Cheguei à Estação Luz pela Linha 1 do Metrô cerca de meia hora depois, para fazer a transferência para a CPTM e pegar justamente a Linha 7-Rubi na plataforma 2, a única linha que, partindo da Luz, segue para a Estação Palmeiras–Barra Funda. Os alto-falantes da estação avisavam que, para pegar a Linha 7, os passageiros deveriam se dirigir à Estação Palmeiras–Barra Funda. Sem a CPTM como opção, e com uma distância grande demais para ser coberta a pé, só sobrava como alternativa pegar o metrô, baldear na Sé e seguir pela Linha 3-Vermelha até a Barra Funda.</p>
<p>A transferência da CPTM para o Metrô na Luz, normalmente tranquila nesse horário, estava <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/07/baldeacao-na-luz-nao-funciona/">abarrotada como costuma ser pela manhã</a>. A plataforma de embarque no metrô sentido Jabaquara, rumo à Sé, estava também apinhada. Consegui entrar no segundo trem. Ao chegar à Sé, duas estações depois, saí, pelo mais puro dos acasos, quase em frente a duas escadas rolantes que subiam rumo à plataforma da Linha 3 no sentido Palmeiras–Barra Funda. Ainda assim, levei quase cinco minutos para conseguir simplesmente chegar às escadas e subir por elas. O fluxo de pessoas na plataforma era tão grande que quando o trem seguinte chegou ainda havia muita gente que tinha chegado no mesmo que eu e, possivelmente, no anterior. Eu filmei o desembarque:</p>
<div class="full-image"><iframe title="YouTube video player" width="672" height="535" src="http://www.youtube.com/embed/9sF1PT1cExI?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Ir da Sé à Palmeiras–Barra Funda não foi tão problemático. A plataforma até tinha bastante gente, mas nada surreal como se via no andar de baixo — ou mesmo na plataforma oposta, sentido Corinthians–Itaquera, que naquele horário é a visão do inferno. Na Barra Funda, sim, os problemas voltavam a ficar evidente. Como eu fiz por muito tempo diariamente a transferência ali, mais ou menos naquele horário, eu sabia que a situação estava muito longe da normalidade. Costuma haver alguma fila nas catracas de transferência do Metrô para a CPTM, só que desta vez a fila fagocitava os corredores de acesso, como se nota na foto abaixo e na que abre este texto.</p>
<p><div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/02/fila-transferencia-metro-cptm-barra-funda.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/02/fila-transferencia-metro-cptm-barra-funda-672x447.jpg" alt="Fila para transferência entre Metrô e CPTM na Barra Funda" title="Fila para transferência entre Metrô e CPTM na Barra Funda" width="672" height="447" class="alignnone size-large wp-image-650" /></a></div><br />
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/02/pessoas-pulando-catraca-barra-funda.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/02/pessoas-pulando-catraca-barra-funda-672x447.jpg" alt="Pessoas pulando as catracas na Barra Funda" title="Pessoas pulando as catracas na Barra Funda" width="672" height="447" class="alignnone size-large wp-image-651" /></a></div></p>
<p>Quando o fluxo vindo da CPTM diminuía, as catracas nesse sentido ficavam vazias, e o pessoal dava um jeito de passar por elas no sentido oposto. Na foto acima, vê-se as três &#8220;técnicas&#8221; utilizadas: passar por cima, espremer-se afastando os braços da catraca e passar por baixo.</p>
<p>Passada a catraca, o problema passava a ser chegar à plataforma da Linha 7. O alto-falante informava que os trens que estavam nas plataformas 8 e 9 (na verdadem uma plataforma central que serve à Linha 7) não prestariam mais serviço, algo que normalmente é reservado apenas às composições que param na plataforma 10. Enquanto isso, as plataformas 8 e 9 não apenas tinham cerca de três vezes mais pessoas que o normal para o horário, como o mezanino de distribuição também era lotado por uma multidão. Afinal, ali havia o movimento da Palmeiras–Barra Funda somado a boa parte do movimento que deveria estar na Luz, tudo isso agravado por atrasos diversos.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/02/plataforma-cptm-lotada-palmeiras-barra-funda.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/02/plataforma-cptm-lotada-palmeiras-barra-funda-672x447.jpg" alt="Plataforma da CPTM lotada na Barra Funda" title="Plataforma da CPTM lotada na Barra Funda" width="672" height="447" class="alignnone size-large wp-image-652" /></a></div>
<p>Àquela altura, o twitter oficial da CPTM informava que <a href="http://twitter.com/#!/CPTM_oficial/status/35430825088516097" class="broken_link">havia intervalos aiores na Linha 7</a>, mas em nenhum momento falou nada sobre evitar a Estação da Luz. Isso ficou a cargo dos usuários, mesmo, <a href="http://twitter.com/#!/agiesbrecht/status/35429786541096960" class="broken_link">como eu</a>, mas com alcance bem mais limitado, ao menos individualmente. Talvez a ligação entre Luz e Barra Funda já estivesse restabelecida de alguma maneira, porque um trem que chegou na plataforma 8 estava vindo daquele sentido e tinha passageiros dentro. Ele parou, abriu as portas, mas praticamente não esvaziou em nada a plataforma, ainda alimentada por um fluxo constante de pessoas descendo as escadas. Segundo a própria CPTM, o sistema só voltaria ao normal <a href="http://twitter.com/#!/CPTM_oficial/status/35448729511137280" class="broken_link">por volta das 19h20</a>, duas horas depois da pane original. O site da <em>Folha</em> trouxe <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/873275-falha-em-trem-da-cptm-lota-estacao-barra-funda.shtml">uma nota sobre o ocorrido</a>, ilustrada por uma foto minha, <a href="http://noticias.uol.com.br/arquivohome/arquivo.jhtm?d=20110209" class="broken_link">também usada na home do portal</a>.</p>
<p>Não fiquei para ver como a Linha 7 se comportaria. Felizmente, eu tinha a opção de pegar a Linha 8-Diamante, pois iria apenas até a Lapa, onde existem duas estações homônimas (embora distantes cerca de quinhentos metros e sem nenhum tipo de ligação). A plataforma dessa linha estava com apenas com um volume um pouco maior de passageiros. Meu atraso foi de cerca de meia hora no final das contas, menos do que eu esperava. Mas eu tinha essa alternativa. E quem não tinha?</p>
<p>Só para lembrar, no próximo domingo as tarifas do Metrô e da CPTM passam dos atuais 2,65 reais para 2,90 reais.</p>
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