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	<title>Pseudopapel &#187; Bixiga</title>
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		<title>O destino do casarão da Rua Artur Prado</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2012 00:19:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há anos o belíssimo casarão localizado na Rua Artur Prado, 376, na Bela Vista, entre as ruas Cunha Bueno e Santa Madalena está escorado para não desabar. Como se lê no site São Paulo Antiga, quem passa por ali com frequência já se acostumou a tal paisagem. Mas há pouco mais de um mês ela mudou. Mas, não, o casarão não foi demolido: na semana do último dia 24 de maio a casa foi toda envolvida por uma lona azul. Se o motivo das escoras já não era muito claro — ok, é para não desabar, mas, se o casarão&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/06/casarao-rua-artur-prado-376/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há anos o belíssimo casarão localizado na Rua Artur Prado, 376, na Bela Vista, entre as ruas Cunha Bueno e Santa Madalena está escorado para não desabar. <a href="http://www.saopauloantiga.com.br/casarao-rua-artur-prado-376/" title="São Paulo Antiga: Casarão de 1913 – Rua Artur Prado, 376">Como se lê no site <em>São Paulo Antiga</em></a>, quem passa por ali com frequência já se acostumou a tal paisagem. Mas há pouco mais de um mês ela mudou. Mas, não, o casarão não foi demolido: na semana do último dia 24 de maio a casa foi toda envolvida por uma lona azul. Se o motivo das escoras já não era muito claro — ok, é para não desabar, mas, se o casarão está abandonado há tanto tempo, qual é o interesse de alguém (supostamente o proprietário) em mantê-lo de pé, ainda mais em um bairro onde têm pipocado novos lançamentos imobiliários com frequência? —, o motivo da lona é ainda mais misterioso. Imaginei que talvez isso significasse que ele não duraria muito mais, mas mais de um mês já se passou, e ao menos aparentemente nada mudou.</p>
<p>Qual será o destino do casarão da Rua Artur Prado?</p>
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		<title>Passeio pelo Viaduto Major Quedinho</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 13:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Viaduto Major Quedinho liga as duas pontas da rua homônima, uma de cada lado da Avenida Nove de Julho, que passa no vale do Rio Anhangabaú, hoje canalizado. Nenhum dos dois lados da rua, um no Bixiga e outro na República, tem mais que meio quarteirão: a maior parte da rua é mesmo sobre o viaduto. Eu arrisco dizer que ele é o viaduto de menor movimento de carros no centro de São Paulo. Mesmo em horários de pico, quando o vizinho Viaduto Nove de Julho está abarrotado de carros, é raro ver-se congestionamentos no Major Quedinho, que permanece&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/01/viaduto-major-quedinho/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Viaduto Major Quedinho liga as duas pontas da rua homônima, uma de cada lado da Avenida Nove de Julho, que passa no vale do Rio Anhangabaú, hoje canalizado. Nenhum dos dois lados da rua, um no Bixiga e outro na República, tem mais que meio quarteirão: a maior parte da rua é mesmo sobre o viaduto. Eu arrisco dizer que ele é o viaduto de menor movimento de carros no centro de São Paulo. Mesmo em horários de pico, quando o vizinho Viaduto Nove de Julho está abarrotado de carros, é raro ver-se congestionamentos no Major Quedinho, que permanece uma excelente alternativa para quem precisa ir à Bela Vista ou mesmo à Avenida Vinte e Três de Maio, pelas ruas da Abolição e Humaitá. O viaduto deve perder até para o Viaduto Diário Popular, no Parque Dom Pedro II, cuja demolição é cogitada há anos, devido ao fato de seu movimento ser pequeno — e, claro, por ele ajudar a degradar e enfear a região.</p>
<p>Se o Major Quedinho ajudou a degradar a região é algo debatível, afinal a degradação do centro é bem posterior à construção do viaduto, nos anos 1930. A foto abaixo foi retirada de um anúncio da Companhia City, publicado em 25 de janeiro de 1940 no jornal <em>Folha da Manhã</em>, exaltando a &#8220;majestosa&#8221; Avenida Nove de Julho, onde &#8220;a maior organização imobiliária e urbanística da América do Sul&#8221; oferecia &#8220;magníficos terrenos para a construção de prédios de apartamentos e outros grandes edifícios&#8221;. A famosa visão de boa parte do século passado, em que concreto era quase unanimidade como sinônimo de progresso. (Note na foto que o Viaduto Nove de Julho ainda não existia; <a href="http://saudadesampa.nafoto.net/photo20090616004239.html" title="Saudade Sampa: Viaduto Nove de Julho sendo construído, em 1947">ele só começaria a ser construído em 1947</a>.)</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-major-quedinho-1940.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-major-quedinho-1940-640x489.jpg" alt="Viaduto Major Quedinho em 1940" title="Viaduto Major Quedinho em 1940" width="640" height="489" class="alignnone size-medium wp-image-1342" /></a></p>
<p>Essa visão ainda existe, embora com menos unanimidade, tanto é que bem ao lado do viaduto está sendo erguido hoje um novo prédio de apartamentos, o tal empreendimento &#8220;Mood&#8221; (palavra inglesa que significa &#8220;estado de espírito&#8221;, &#8220;humor&#8221;, &#8220;disposição&#8221;, mas cujo significado a maioria das pessoas que lá vão morar ignorará; <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/predio-zu-rua-dos-bororos/" title="Prédio Zú, na Rua dos Bororós">nomes como &#8220;Prédio Zú&#8221;</a> simplesmente não são mais usados em São Paulo). Para levantá-lo, a construtora colocou sobre o muro do viaduto horrorosas placas vermelhas de metal encimadas por arame farpado, como se vê na foto que abre este texto. O lado bom dessas placas é que elas sumirão após a construção. O lado ruim é que a vista não melhorará. Pelo contrário, pois o &#8220;Mood&#8221; lá estará, bloqueando ainda mais uma visão que hoje já é bloqueada por uma parede de edifícios.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-major-quedinho-construcao-edificio-mood.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-major-quedinho-construcao-edificio-mood-640x425.jpg" alt="Construção do Edifício Mood, ao lado do Viaduto Major Quedinho" title="Construção do Edifício Mood, ao lado do Viaduto Major Quedinho" width="640" height="425" class="alignnone size-medium wp-image-1356" /></a></p>
<p>Uma das coisas que me agradam nos antigos viadutos do centro é a integração que eles proporcionam, com escadarias ligando seus altos ao que está embaixo. Não sei como era o movimento nessas escadarias nos anos 1940, quando elas tinham acabado de ser inauguradas. Pode ser que nunca tenham sido efetivamente usadas com frequência. Alguém sabe dizer? Mas é fato que nas últimas décadas o abandono delas por parte do poder público transformou-as em locais malcheirosos e onde é difícil sentir-se seguro. Não é difícil encontrar por ali moradores de rua e drogados.</p>
<p>O abandono é visível na foto abaixo, com uma grande rachadura que claramente não é de hoje, e inúmeras pichações. Como a foto não tem cheiro, você vai ter de confiar em mim quando digo que ali fedia urina. E, ainda assim, é fascinante a vista que se tem ali da Avenida Nove de Julho, na direção dos Jardins.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-major-quedinho-avenida-nove-de-julho.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-major-quedinho-avenida-nove-de-julho-640x425.jpg" alt="Vista da Avenida Nove de Julho a partir do Viaduto Major Quedinho" title="Vista da Avenida Nove de Julho a partir do Viaduto Major Quedinho" width="640" height="425" class="alignnone size-medium wp-image-1361" /></a></p>
<p>É de se esperar que ao menos que, quando as placas forem retiradas, sejam tomados os devidos cuidados para que o muro do viaduto não seja danificado. O viaduto é um bom representante da arquitetura art-dèco dos anos 1930, com suas escadarias descendo rumo à Avenida Nove de Julho. É uma construção das mais sólidas, porém não imune a maus cuidados, como comprovado pelo pedaço oposto ao da construção, onde uma avaria é bem visível (abaixo). Ela não está limitada ao revestimento, e o reparo foi porco e incompleto.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/01/edificio-viadutos-muro-viaduto-major-quedinho.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/edificio-viadutos-muro-viaduto-major-quedinho-640x425.jpg" alt="Edifício Viadutos visto do Viaduto Major Quedinho" title="Edifício Viadutos visto do Viaduto Major Quedinho" width="640" height="425" class="alignnone size-medium wp-image-1357" /></a></p>
<p>A avaria não é a única coisa que chama a atenção na foto acima: o Edifício Viadutos, bastante visível a partir dos dois viadutos quase pararelos — e a partir do também vizinho Viaduto Jaceguai, à direita do prédio, que fica em frente à Câmara Municipal —, é outro marco da região. Praticamente de frente para o Viaduto Nove de Julho, de seu terraço no topo deve-se ter uma vista maravilhosa, apesar do verdadeiro paliteiro de prédios do centro da cidade. Abaixo, vê-se o prédio e o Viaduto Nove de Julho, além de um estacionamento que fica entre este e o Viaduto Major Quedinho, na Rua Álvaro de Carvalho. Será que um dia alguém levantará um prédio nesse terreno? Não seria o primeiro a se interpor entre os dois viadutos, mas seria o único a ficar isolado. Vale lembrar que o terreno do Edifício Mood era um estacionamento até o ano passado, assim como o terreno onde <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/" title="Um espigão revitaliza?">o Edifício Urbe será erguido</a>, um pouco mais para baixo na Álvaro de Carvalho, além do Viaduto Nove de Julho.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-nove-de-julho-edificio-viadutos.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/viaduto-nove-de-julho-edificio-viadutos-640x425.jpg" alt="Viaduto Nove de Julho e Edifício Viadutos" title="Viaduto Nove de Julho e Edifício Viadutos" width="640" height="425" class="alignnone size-medium wp-image-1358" /></a></p>
<p>No dia do meu passeio, eu cruzei o viaduto da República para o Bixiga. O prédio que fica, nesse sentido, à esquerda logo após o viaduto passar por cima da Nove de Julho, é bastante charmoso. Seu nome provavelmente está coberto pelas trepadeiras, mas é <a href="http://saudadesampa.nafoto.net/photo20110825133618.html" title="Saudade Sampa: Edifício Major Quedinho">Edifício Major Quedinho e foi construído em 1954</a>. Ele tem simpáticas varandas, cuja vista será daqui a alguns meses encurtada pelo Edifício Mood. Em seu térreo, ele tem algo em extinção em São Paulo: uma locadora de vídeo/DVD.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/edificio-viaduto-major-quedinho.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/edificio-viaduto-major-quedinho-640x425.jpg" alt="Edifício ao lado do Viaduto Major Quedinho" title="Edifício ao lado do Viaduto Major Quedinho" width="640" height="425" class="alignnone size-medium wp-image-1363" /></a></p>
<p>O passeio não acabou por aí, pois ainda tive de cruzar o Bixiga para chegar em casa, mas o Viaduto Major Quedinho já tinha sido cruzado. Quando alguém fizer o mesmo caminho no ano que vem, a paisagem já estará bem diferente. Não para melhor.</p>
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		<title>Emaranhado de fios e cabos no Bixiga</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 16:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O poder público faz sua parte para degradar a vista do imóvel ao não enterrar a fiação da cidade e deixar o poste diante do sobrado parecer uma miríade incompreensível de fios e cabos.&#8221; Assim escreveu Douglas Nascimento no site São Paulo Antiga, ao falar da casa no número 583 da Rua Conselheiro Carrão, no coração do Bixiga. E não é exagero: A penúltima imagem da galeria de fotos da casa que ilustra aquela postagem dá uma boa ideia disso. Quando li, lembrei-me imediatamente da foto acima, que bati em 9 de fevereiro de 2009, em frente ou quase em&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/11/emaranhado-fios-cabos-bixiga/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O poder público faz sua parte para degradar a vista do imóvel ao não enterrar a fiação da cidade e deixar o poste diante do sobrado parecer uma miríade incompreensível de fios e cabos.&#8221; Assim escreveu Douglas Nascimento no site <em>São Paulo Antiga</em>, ao falar da <a href="http://www.saopauloantiga.com.br/sobrado-rua-conselheiro-carrao-583/">casa no número 583 da Rua Conselheiro Carrão</a>, no coração do Bixiga. E não é exagero: A penúltima imagem da galeria de fotos da casa que ilustra aquela postagem dá uma boa ideia disso. Quando li, lembrei-me imediatamente da foto acima, que bati em 9 de fevereiro de 2009, em frente ou quase em frente àquela casa. E o panorama desse ângulo é bem pior. A foto foi tirada na direção da Avenida Paulista, e o prédio em forma de &#8220;Vela de navio&#8221; que se destaca é aquele erguido há poucos anos na esquina das ruas Ministro Rocha Azevedo e São Carlos do Pinhal.</p>
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		<title>A nova cara da Rua Martiniano de Carvalho</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 14:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fim da semana passada, usando a minha rota de escape pelo primeiro quarteirão da Rua Martiniano de Carvalho, deparei com a cena acima: a demolição de uma casinha simpática, no número 189, quase na esquina com a Rua Monsenhor Passaláqua, onde funcionava a Igreja Cristã de Graças Celestiais. Felizmente, o sinal estava fechado e consegui a tempo sacar meu celular para registrar os últimos suspiros da casa. Ela ainda está visível no Google Maps, e na imagem reproduzida abaixo, logo antes da paisagem quase lunar de hoje de manhã. No dia seguinte, tinha sobrado apenas o portão, e o&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/05/nova-cara-rua-martiniano-de-carvalho/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim da semana passada, usando a minha rota de escape pelo primeiro quarteirão da Rua Martiniano de Carvalho, deparei com a cena acima: a demolição de uma casinha simpática, no número 189, quase na esquina com a Rua Monsenhor Passaláqua, onde funcionava a Igreja Cristã de Graças Celestiais. Felizmente, o sinal estava fechado e consegui a tempo sacar meu celular para registrar os últimos suspiros da casa. <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;ll=-23.56049,-46.641246&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;t=h&amp;z=19&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56049,-46.641246&amp;panoid=I5fRl0fgO09PUtRuJZf8Ig&amp;cbp=12,109.83,,0,-7.11">Ela ainda está visível no Google Maps</a>, e na imagem reproduzida abaixo, logo antes da paisagem quase lunar de hoje de manhã. No dia seguinte, tinha sobrado apenas o portão, e o que havia no terreno ao lado, de número 187, que antes tinha um alto muro na frente, também tinha vindo abaixo. Anteontem voltei para fotografar o portão, imaginando que talvez fosse ser conservado, mas ele já não mais estava lá. Os dois terrenos já estão sendo terraplanados. Não sei se vem por aí um novo templo ou um espigão. As duas alternativas são ruins. Sim, mesmo o eventual templo, pois tende a ser maior, e um polo gerador de tráfego. É, entretanto, uma alternativa menos pior do que mais um edifício com dezenas de apartamentos.</p>
<p><a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;t=h&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56049,-46.641246&amp;panoid=I5fRl0fgO09PUtRuJZf8Ig&amp;cbp=12,109.83,,0,-7.11&amp;ll=-23.560675,-46.641045&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;z=19"><img class="alignnone size-full wp-image-846" title="Rua Martiniano de Carvalho, 189 no Google Maps" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-google-maps.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 189 no Google Maps" width="640" height="427" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-demolida.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-852" title="Rua Martiniano de Carvalho, 189: demolida" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-demolida-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 189: demolida" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Os dois primeiros quarteirões da Rua Martiniano de Carvalho, entre as ruas Humaitá e Pedroso, têm, além da Província Carmelitana de Santo Elias, que ocupa boa parte do lado par do primeiro quarteirão, vários edifícios baixos, construídos nas décadas de 1940 e 1950, e casas construídas ainda antes. Um dos exemplos está na foto abaixo, aparentemente no número 123 (o último algarismo caiu, mas deixou marcas que podem ser de um &#8220;3&#8243;).</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-123.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-847" title="Rua Martiniano de Carvalho, 123" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-123-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 123" width="640" height="426" /></a></p>
<p>No lado ímpar do segundo quarteirão destaca-se a Vila Itororó, conjunto arquitetônico erguido nos anos 1920, possivelmente o imóvel mais famoso da rua e de todo o bairro, lugar onde foi instalada a primeira piscina da cidade. Há ainda uma vila, na altura do número 71, onde minha sogra, Maria Elisa, passou boa parte de sua infância e adolescência. A vila resiste até hoje, mas com um portão provavelmente colocado nas décadas de 1990 ou 2000, como se vê na foto abaixo.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-71-vila.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-848" title="Vila na Rua Martiniano de Carvalho, 71" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-71-vila-640x426.jpg" alt="Vila na Rua Martiniano de Carvalho, 71" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Cruzando a Rua Pedroso, no primeiro quarteirão ainda resistem algumas casas antigas, convivendo com dois prédios mais recentes, provavelmente dos anos 1970, um de cada lado da rua. A partir da esquina com a Rua Santa Madalena, e seguindo até o fim da via, na Praça Amadeu Amaral, as características da Martiniano de Carvalho se modificam, e os hospitais Paulistano e São José passam a dividir a paisagem com prédios já construídos entre a década de 1960 e o início dos anos 1980. A partir de então, o bairro passou a ser esquecido para novos empreendimentos imobiliários.</p>
<p>Nos últimos anos essa tendência tem sido radicalmente revertida. O enorme terreno que abrigou o Palácio Pio XII, sede da Cúria Metropolitana até os anos 1970 e demolido no final daquela década, desde meados da década passada tem três torres enormes de apartamentos, cujo condomínio não preservou a memória do ocupante original do terreno nem no nome, hoje um pouco criativo (e geograficamente errado) &#8220;Vereda Paraíso&#8221;. Apesar de cada um dos prédios ter frente para uma das ruas que ladeiam o terreno — Martiniano de Carvalho, Artur Prado e Pio XII —, a entrada social do condomínio é na Artur Prado, ficando a Martiniano como entrada de serviço e saída da garagem, depejando dezenas de veículos ali todas as manhãs.</p>
<p>Mais à frente, quase na esquina com a Rua João Julião, um espigão recente aparenta ter mais de uma dezena de apartamentos em cada um de seus mais de vinte andares. Um pouco abaixo do Hospital Paulistano, do outro lado da rua, está sendo construído <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/demolicao-martiniano-de-carvalho/">um prédio também com dezenas de apartamentos</a>, mas que terá entrada pela Rua Artur Prado, paralela à Martiniano de Carvalho. Um novo prédio de escritórios está quase pronto pouco abaixo, seguindo a tendência ditada pelo complexo da Telefónica, na esquina da Martiniano com a Rua Capitão-Mor Roque Barreto.</p>
<p>Uma esquina pode estar prestes a representar bem as mudanças que, pelo visto, estão apenas começando na Rua Martiniano de Carvalho. Na esquina com a Rua Santa Madalena, do lado esquerdo de quem sobe havia um estacionamento, transferido há poucas semanas para o terreno ao lado, na Santa Madalena. O muro permaneceu, e os portões foram fechados com tijolos. O terreno é grande o bastante para abrigar um novo prédio. Esse último quarteirão da Santa Madalena costuma ter trânsito problemático nos horários de pico, por causa do acesso à Avenida Vinte e Três de Maio e ao Viaduto Pedroso. Um novo prédio justamente ali só fará piorar essa situação.</p>
<p>Do outro lado dessa esquina existiam três casas antigas até 2004, ano em que foram demolidas para dar lugar a um posto de gasolina. Meu pai tinha ficado sabendo dessa demolição à época e pediu que eu fosse lá fotografar, pois eu trabalhava não muito longe dali. Assim, é possível fazer um antes e depois dessa esquina, com a foto batida em 17 de agosto de 2004 em cima e a de 27 de maio de 2011 abaixo.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2004.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-849" title="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2004)" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2004-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2004)" width="640" height="426" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2011.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-850" title="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2011)" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2011-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2011)" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Como se pode perceber, o &#8220;ataque imobiliário&#8221; não se restringe à Rua Martiniano de Carvalho. Uma casa dos anos 1950 foi demolida no ano passado na Rua Pio XII e uma casa noturna de &#8220;namoradas instantâneas&#8221; foi demolida há dois meses na Rua Pedroso, ao lado do Pão de Açúcar, ambas para dar lugar a lindos estacionamentos. Além disso, segue em estágio avançado a construção de outro prédio na Artur Prado, pouco acima da Santa Madalena, e um prédio de apartamentos será erguido na confluência das ruas Monsenhor Passaláqua e Sebastião Soares de Faria, em frente ao início da Rua Artur Prado, a um quarteirão de onde estão demolindo a antiga Igreja Cristã de Graças Celestiais. <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;ll=-23.56044,-46.642275&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;t=h&amp;z=19&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56044,-46.642275&amp;panoid=eZb0ecJvhZnd9YGLrH0l2A&amp;cbp=12,7.02,,0,-3.6">Este último empreendimento tomou o lugar de um estacionamento</a>. Uma casa bem antiga na Artur Prado, que há anos está bem escorada para não cair, segue resistindo bravamente, só não se sabe por quanto tempo. Quando ela cair — porque não é questão de <em>se</em> vai cair; ela <em>vai</em> cair eventualmente —, certamente tentarão encaixar um novo prédio por ali, quem sabe fagocitando também a casa vizinha, mais recente, que abriga um cabeleireiro e um consultório de dentista.</p>
<p>Assim, a cara da Rua Martiniano de Carvalho e adjacências segue mudando sua cara, para pior, sem dúvida. Seus quarteirões que eram pacatos vão ganhar movimento; os que já não mais eram pacatos ganharão <em>mais</em> movimento. E a qualidade de vida dos que lá já moravam e dos que lá virão morar desce ladeira abaixo, junto com a memória do bairro, que nunca foi lá muito bem conservada, como mostra o exemplo da Vila Itororó, em foto abaixo. Falam que ela será reformada e dará lugar a um centro cultural, mas ela e seus atuais moradores seguem sem destino definido. Não será nenhuma surpresa se daqui a alguns anos houver um grande condomínio no lugar. E este, claro, não terá &#8220;Vila Itororó&#8221; no nome.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vila-itororo.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-853" title="Vila Itororó" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vila-itororo-640x426.jpg" alt="Vila Itororó" width="640" height="426" /></a></p>
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		<title>A casa mais antiga do Bixiga</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 15:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bela Vista]]></category>
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		<description><![CDATA[No fim de novembro estive no Arquivo Público do Estado de São Paulo para, como faço várias vezes, pesquisar jornais antigos. Na pasta contendo edições do Jornal da Tarde de outubro de 1981, por acaso trombei com uma matéria sobre o Bixiga, onde eram contadas várias características da região e de seus habitantes, além de parte da história do bairro, como a controversa origem do nome, que provavelmente nunca será esclarecida. O texto era bem longo, e serviu como uma das fontes na detalhada atualização que fiz no verbete sobre o ex-jogador de futebol Feitiço na Wikipédia. Mas o que&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/casa-mais-antiga-bixiga/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim de novembro estive no Arquivo Público do Estado de São Paulo para, como faço várias vezes, pesquisar jornais antigos. Na pasta contendo edições do <em>Jornal da Tarde</em> de <a href="http://min.us/mvnEo0M#10" class="broken_link">outubro de 1981</a>, por acaso trombei com uma matéria sobre o Bixiga, onde eram contadas várias características da região e de seus habitantes, além de parte da história do bairro, como a controversa origem do nome, que provavelmente nunca será esclarecida. O texto era bem longo, e serviu como uma das fontes na detalhada atualização que fiz no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Matoso">verbete sobre o ex-jogador de futebol Feitiço na Wikipédia</a>. Mas o que mais chamou minha atenção foi uma foto, cuja legenda era simplesmente &#8220;A casa mais velha do bairro (é de 1889), na rua São Domingos&#8221;.</p>
<p>No texto, nenhuma menção à casa, embora eu tenha certeza de que estavam falando dela como a mais antiga ainda de pé, até porque as origens do bairro vão bem além de 1889. Imediatamente surgiu a curiosidade de saber como ela está hoje. Ou melhor, se ela teria resistido por quase trinta anos em <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">uma cidade que tem notório descaso para com sua própria memória</a>. A única pista, a rua onde a casa ficava, só serviria se a casa estivesse ainda lá e sem ter passado por nenhuma reforma radical, mas resolvi percorrer a Rua São Domingos para tentar achá-la.</p>
<p>Hoje ocupando o número 231, a casa ainda está de pé, embora você já deva ter adivinhado isso ao ver a foto acima. E num estado de conservação até melhor do que estava em 1981, embora estejamos longe de poder dizer que ela está bem conservada. Basta comparar com a foto abaixo, de Sidney Corrallo, publicada no <em>JT</em> em 26 de outubro de 1981. No Google Maps é possível visualizá-la <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+S%C3%A3o+Domingos,+231,+Rep%C3%BAblica,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=-23.521831,-46.7485&#038;sspn=0.009818,0.01929&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+S%C3%A3o+Domingos,+231+-+Rep%C3%BAblica,+S%C3%A3o+Paulo,+01326-000,+Brazil&#038;ll=-23.552783,-46.644452&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=k&#038;z=19">por cima</a> ou <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+S%C3%A3o+Domingos,+231,+Rep%C3%BAblica,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=-23.521831,-46.7485&#038;sspn=0.009818,0.01929&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+S%C3%A3o+Domingos,+231+-+Rep%C3%BAblica,+S%C3%A3o+Paulo,+01326-000,+Brazil&#038;ll=-23.552785,-46.64458&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=h&#038;z=19&#038;layer=c&#038;cbll=-23.552776,-46.644502&#038;panoid=FGk3p1BFXsF_RSrt4jAh8w&#038;cbp=12,166.83,,0,-14.92">de frente</a>.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/01/casa-mais-antiga-bixiga-1981.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/casa-mais-antiga-bixiga-1981-672x447.jpg" alt="Casa mais antiga do Bixiga em 1981 (foto JT)" title="Casa mais antiga do Bixiga em 1981 (foto JT)" width="672" height="447" class="alignnone size-large wp-image-586" /></a></div>
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		<title>Demolição na Martiniano de Carvalho</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jan 2011 13:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não era um prédio — ou seria um galpão? — particularmente bonito. Nem devia ter ele grande valor histórico. Mas a barulhenta demolição que ocorre neste momento na Rua Martiniano de Carvalho, aqui na Bela Vista, é tão inquietante quanto a do casarão na esquina das ruas Antônia de Queiroz e Augusta. Sim, é um pedaço da memória do bairro que vai para o chão, mas é difícil dizer que seja um pedaço significativo. O prédio não era tão antigo nem tinha características marcantes de nenhum tipo de arquitetura. Até o ano passado ele era a sede de um estacionamento&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/demolicao-martiniano-de-carvalho/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não era um prédio — ou seria um galpão? — particularmente bonito. Nem devia ter ele grande valor histórico. Mas a barulhenta demolição que ocorre neste momento na Rua Martiniano de Carvalho, aqui na Bela Vista, é tão inquietante quanto <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">a do casarão na esquina das ruas Antônia de Queiroz e Augusta</a>. Sim, é um pedaço da memória do bairro que vai para o chão, mas é difícil dizer que seja um pedaço significativo. O prédio não era tão antigo nem tinha características marcantes de nenhum tipo de arquitetura. Até o ano passado ele era <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+Cunha+Bueno,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=37.0625,-95.677068&#038;sspn=34.724817,79.013672&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+Cunha+Bueno+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01322-040,+Brazil&#038;ll=-23.56429,-46.642307&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=h&#038;z=19&#038;layer=c&#038;cbll=-23.56429,-46.642307&#038;panoid=3XQBvl668_seLMLP2HaD1Q&#038;cbp=12,274.58,,0,-6.61">a sede de um estacionamento</a> que ocupava um grande terreno que vai da Martiniano de Carvalho até a Rua Artur Prado.</p>
<p>Então por que é tão preocupante essa demolição?</p>
<p>Porque ela simboliza o fim da tranquilidade de um bairro que, apesar de ter vários prédios, ainda é uma &#8220;ilha&#8221; a poucos quarteirões da Avenida Paulista. Em geral, os prédios do quadrilátero formado pelas ruas Pio XII, Maestro Cardim, Pedroso e Dr. Alfredo Ellis são mais antigos. Isso significa menos apartamentos por prédio, menos gente morando neles e menos carros deixando os locais a cada manhã. Para se ter uma ideia, é muito fácil achar vagas para estacionar em boa parte das ruas compreendidas no quadrilátero supracitado, desde que não seja em horário comercial de dias úteis, quando as vagas são tomadas pelo pessoal que trabalha nos hospitais próximos e no prédio da Telefónica, na Martiniano de Carvalho.</p>
<div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/demolicao-rua-martiniano-de-carvalho-atras-672x446.jpg" alt="Demolição na Martiniano de Carvalho vista por trás" title="Demolição na Martiniano de Carvalho vista por trás" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-579" /></img></div>
<p>Mas agora, no terreno onde havia o estacionamento que ia da Martiniano à Artur Prado surgirá um daqueles monstrengos de apartamentos com dezenas de apartamentos de quinze metros quadrados (ou, vá lá, <em>um pouquinho</em> maiores). Os prédios da região, boa parte deles construídos entre os anos 1960 e 1970, quando muito, têm uns sessenta apartamentos. É como se esse novo projeto, com nome em inglês e chamado de maneira quase criminosa nosso bairro de &#8220;Paraíso&#8221;, representasse quatro prédios dos antigos, mas no mesmo espaço de um. No Google Maps é possível ver <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+Cunha+Bueno,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=37.0625,-95.677068&#038;sspn=34.724817,79.013672&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+Cunha+Bueno+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01322-040,+Brazil&#038;ll=-23.564226,-46.643271&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=h&#038;z=19">o tamanho do terreno</a>, embora a foto ainda seja de quando o estacionamento ainda funcionava ali. Serão, na verdade, 232 apartamentos com 41 metros quadrados (um dormitório, sendo 3,2 metros quadrados de varanda) e 55 metros quadrados (dois dormitórios, sendo 4,8 metros quadrados de varanda, o que é pouco menos que o segundo quarto, onde é impossível colocar-se de maneira prática uma cama de casal). Quando do pré-lançamento, corretores distribuíram vários folhetos sobre o empreendimento, oferecendo a quem comprasse uma unidade televisores e até crédito de quinhentos reais na Padaria Dengosa, poucos metros acima do local.</p>
<p>O endereço do prédio será na Rua Artur Prado, mais calma que a Martiniano, mas a um quarteirão da Rua Santa Madalena, um gargalo nos horários de pico para quem quer acessar a Avenida Vinte e Três de Maio em qualquer de seus sentidos. Com a entrada pela Rua Artur Prado, a parte do bairro onde sempre é fácil estacionar à noite e aos fins de semana tende a ficar mais carregada de carros. Afinal, se um décimo dos apartamentos receber uma visita cada um num sábado à noite, por exemplo, serão 23 carros a mais. A pequena Rua Cunha Bueno, que fica entre a Artur Prado e a Alfredo Ellis, em frente ao empreendimento, tende a ficar abarrotada. A qualidade de vida de quem já mora no bairro vai ser comprometida, até porque há outro empreendimento similar sendo erguido meio quarteirão para baixo na mesma Artur Prado.</p>
<div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/janela-predio-demolido-martiniano-de-carvalho-672x446.jpg" alt="Janela de prédio demolido na Martiniano de Carvalho" title="Janela de prédio demolido na Martiniano de Carvalho" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-580" /></img></div>
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