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	<title>Pseudopapel &#187; prédios</title>
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		<title>Prédios com nomes estrangeiros</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 21:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 13 de janeiro o Jornal da Tarde publicou reportagem em seu caderno de Imóveis a respeito da tendência do mercado imobiliário de dar nomes estrangeiros aos novos empreendimentos. É algo com que tenho rusgas que já expus aqui em alguns artigos, como quando critiquei o Edifício Mood, na Rua Álvaro de Carvalho. Na matéria do JT, em executivo de incorporadora disse: &#8220;É tradição usar palavras estrangeiras. Brasileiro gosta de tudo o que é de fora.&#8221; É verdade. Até porque muitas vezes desconhece o significado, e aí a palavra soa melhor. No caso específico do Mood, imaginem se ele se&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/05/predios-nomes-estrangeiros/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 13 de janeiro o <em>Jornal da Tarde</em> publicou reportagem em seu caderno de Imóveis a respeito da <a href="http://m.estadao.com.br/noticias/economia,cidade-%E2%80%98brasiliana%E2%80%99-de-todos-os-%E2%80%98names%E2%80%99,98810.htm" title="JT: "Cidade 'brasiliana' de todos os 'names'"">tendência do mercado imobiliário de dar nomes estrangeiros aos novos empreendimentos</a>. É algo com que tenho rusgas que já expus aqui em alguns artigos, como <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/01/viaduto-major-quedinho/" title="Passeio pelo Viaduto Major Quedinho">quando critiquei o Edifício Mood, na Rua Álvaro de Carvalho</a>. Na matéria do <em>JT</em>, em executivo de incorporadora disse: &#8220;É tradição usar palavras estrangeiras. Brasileiro gosta de tudo o que é de fora.&#8221; É verdade. Até porque muitas vezes desconhece o significado, e aí a palavra soa melhor. No caso específico do Mood, imaginem se ele se chamasse Edifício Humor ou Edifício Estado de Espírito.</p>
<p>E há outros exemplos similares por aí, basta folhear um jornal de domingo. Aliás, &#8220;similar&#8221; é a melhor palavra para definir essa situação, porque há nomes muito parecidos. Tudo quanto é lançamento de prédio de escritórios tem um &#8220;Business Center&#8221; ou um &#8220;Offices&#8221; no nome. Entre os residenciais, não há algo tão dominante, mas vê-se muito &#8220;Estilo&#8221; e, especialmente, &#8220;Park&#8221;, como um empreendimento chamado &#8220;Central Park Prime&#8221;, no Carrão (embora anunciado como Tatuapé), bairro que de central não tem nada.</p>
<p>Na mesma matéria do <em>JT</em>, é citada uma incorporadora que tem outra posição a respeito dos nomes estrangeiros: ela não os usa. &#8220;Muitas pessoas estão entrando no segmento <em>[N. do E.: O que raios significa "entrar no segmento"? Ela está falando dos compradores ou dos corretores?]</em> e têm dificuldade de pronunciar os nomes. E o Brasil está na moda.&#8221; Aplaudo a iniciativa de usarem nomes em português. Só poderiam ser mais criativos. Vários têm &#8220;Estilo&#8221; no nome ou outras (poucas) palavras, sempre para tentar dar ao empreendimento um status que ele não tem. Ou alguém acha que em um condomínio onde moram duzentas famílias &#8220;estilo&#8221; é a primeira palavra que se vem à mente?</p>
<p>É verdade que ser criativo nesse mercado não é lá muito fácil. Mesmo nos tempos de antigamente, os nomes não eram uma maravilha da criatividade: costumavam homenagear a rua, o bairro ou alguma pessoa cujos feitos se perderam no tempo. Eu mesmo já morei no Edifício Almiro Meirelles Ferreira, levantado nos anos 1960, e não faço ideia de quem seja. Nem Mr. Google ajudou muito na busca. Sem contar as menções ao prédio, só consegui descobrir que ele — ou um homônimo — era dono de terras que foram <a href="http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=167001" title="Decreto número 35.351, de 8 de abril de 1954" class="broken_link">desapropriadas em 1954</a> para a passagem de uma linha de transmissão entra a usina termelétrica de Piratininga e uma linha entre Cubatão e São Caetano do Sul. Nada mais sei sobre ele. Seria ele o antigo proprietário do terreno onde o prédio foi construído? Difícil saber.</p>
<p>Já os bairros homenageados pelos prédios de antigamente ao menos tratavam do bairro onde eles ficavam. Hoje Santa Cecília virou Higienópolis, Pinheiros virou Jardins, Pompeia virou Perdizes e por aí vai. Meu pai mostrou-me outro dia um anúncio que lhe chamara a atenção na página A28 do <em>Estadão</em> de 21 de abril, com o empreendimento Estilo Jardins, que fica… em Pinheiros! Sim, na Rua Arruda Alvim, entre a Cardeal Arcoverde e a Teodoro Sampaio. (Será que em cidades que delimitam as divisas de bairros por leis isso também acontece? Pior que acredito que sim.) E olha que nem vou entrar no mérito de que o anúncio trazia fotos de um metrô que não é o de São Paulo (&#8220;Imagem ilustrativa da Estação Clínicas&#8221;, dizia um texto sobre a foto!), de uma mulher com vestido esvoaçante e de lojas na Rua Oscar Freire, que é paralela à Rua Arruda Alvim. Essa foto, além de tudo, mostra um trecho da rua a pelo menos oito quarteirões do empreendimento, pouco após a esquina com a Rua da Consolação. Essa distância inclui cruzar a Avenida Rebouças. E a derrapada nessa foto não para por aí: para não mostrar as marcas das lojas, ela foi <em>photoshopada</em>, incluindo a remoção de uma placa com o logo da loja Carmim. Mas faltou removê-la do reflexo na vitrine da loja, embora deste o logo também tenha sido removido! Compare a foto que saiu no jornal <a href="http://g.co/maps/qd3h9" class="broken_link">com o Street View</a>.</p>
<p>Mas eu queria falar mesmo era dos nomes dos prédios. Sessenta anos atrás, parece que o pessoal podia ser mais ousado. Um bom exemplo, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/predio-zu-rua-dos-bororos/" title="Prédio Zú, na Rua dos Bororós">o Prédio Zú</a>, foi citado aqui em junho passado. Um exemplo melhor ainda é o Edifício do Vovô e da Vovó, na Rua Pedro Taques, cujo letreiro aparece na foto acima, após <a href="http://instagr.am/p/Kaf81Ron1K/" title="Instagram: Edifício da Vovó e do Vovô">a horrenda pintura</a> que ele sofreu recentemente — dá para perceber que não há verbo que se encaixe melhor aqui do que &#8220;sofrer&#8221;. São nomes únicos, que incorporadora nenhuma ousa usar hoje em dia. Melhor batizar com um nome parecido com os outros. Mais garantido. Vai que eles acabam vendendo menos por não usar um nome como &#8220;Estilo Jardins&#8221;.</p>
<p>(Ah, sim, uma última foto em que se vê a fachada inteira do Edifício da Vovó e do Vovô.)</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/04/edificio-da-vovo-e-do-vovo.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/04/edificio-da-vovo-e-do-vovo-640x480.jpg" alt="Edifício da Vovó e do Vovô" title="Edifício da Vovó e do Vovô" width="640" height="480" class="alignnone size-medium wp-image-1494" /></a></p>
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		<title>Ainda as demolições, agora com loas da Vejinha</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 14:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fim de semana passado chamou-me a atenção a matéria de capa da Veja São Paulo, sobre &#8220;as aventuras dos corretores que procuram áreas na cidade para a construção de novos prédios&#8221;. Não, eu não estava interessado nas peripécias desse pessoal; queria, isto sim, ver qual era o enfoque dado na matéria, porque, pela capa, parecia que seria elogioso. De fato, a reportagem &#8220;Os Sherlocks dos terrenos&#8221; apresenta os tais &#8220;perdigueiros&#8221; como verdadeiros heróis, de uma maneira acrítica e laudatória, que ignora o fato de que as empreendedoras para as quais eles trabalham são responsáveis por agressões à memória da&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/11/demolicoes-vejinha/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim de semana passado chamou-me a atenção a matéria de capa da <em>Veja São Paulo</em>, sobre &#8220;as aventuras dos corretores que procuram áreas na cidade para a construção de novos prédios&#8221;. Não, eu não estava interessado nas peripécias desse pessoal; queria, isto sim, ver qual era o enfoque dado na matéria, porque, pela capa, parecia que seria elogioso. De fato, a reportagem <a href="http://vejasp.abril.com.br/especiais/perdigueiros-corretores-de-sao-paulo" class="broken_link">&#8220;Os Sherlocks dos terrenos&#8221;</a> apresenta os tais &#8220;perdigueiros&#8221; como verdadeiros heróis, de uma maneira acrítica e laudatória, que ignora o fato de que as empreendedoras para as quais eles trabalham são responsáveis por agressões à memória da cidade e à qualidade de vida de seus moradores, algo tantas vezes citado por aqui, como quando falei da <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/05/nova-cara-rua-martiniano-de-carvalho/">nova cara da Rua Martiniano de Carvalho</a>.</p>
<p>Não me canso de falar isso: cada edifício erguido em um terreno onde antes havia uma ou mesmo algumas casas significa uma piora considerável na qualidade de vida de toda a vizinhança e até mesmo dos próprios futuros moradores do empreendimento. Isso sem falar em construções antigas representando a memória de São Paulo, que são vergonhosamente derrubadas, como o casarão da Paulista derrubado sorrateiramente de madrugada na semana retrasada, também fruto da ganância das construtoras — eu teria ilustrado este texto com uma foto desse casarão, mas demorei demais para ir lá fotografá-lo e agora, infelizmente, é tarde demais, então usei foto da demolição de duas casas na Rua Dr. Alfredo Ellis, em 9 de janeiro de 2007. A prática de demolições na calada da noite, aliás, já tinha sido levada a cabo nos anos 1980, quando <a href="http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/0,,EMI97207-15916,00.html" class="broken_link">casarões na mesma avenida amanheciam derrubados diante de um tombamento iminente</a>. Tudo &#8220;coincidência&#8221;, é claro.</p>
<p>É realmente essa atividade que queremos enaltecer? Pelo visto, é o que a <em>Vejinha</em> quer, o que é lamentável ainda mais nos últimos tempos, quando suas pautas principais vinham sendo mais sobre a cidade e menos sobre as pseudocelebridades (&#8220;o dentista dos famosos&#8221;, &#8220;o puxa-saco dos artistas&#8221; etc.) que tomaram conta das capas da publicação por anos. Mas, também pelo visto, não é o que os leitores da <em>Vejinha</em> querem, ao menos se levarmos em consideração as <a href="http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2244/cartas-edicao-2243">cartas publicadas pela revista na edição seguinte</a>: das seis sobre o tema, quatro são críticas, uma (de profissional do mercado imobiliário) é neutra e uma é elogiosa — não por acaso, escrita pela esposa de um corretor de imóveis. (Escrevi também um email para a seção, que acabou não sendo publicado, mas foi a base para este texto.)</p>
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		<title>Prédio Zú, na Rua dos Bororós</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 16:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nestes tempos, em que a infinidade de lançamentos imobiliários em São Paulo traz quase que apenas nomes estrangeiros, como Château de la Merde, Asshole Gardens e afins, é quase surreal a visão do prediozinho da foto acima, com seus três andares (incluindo o térreo) e seu peculiar nome: Prédio Zú, que deve ter mais de setenta anos de idade. Ele fica na Rua dos Bororós, que tem apenas um quarteirão, começando na Rua Condessa de São Joaquim e terminando na Rua Humaitá, na Bela Vista. A rua é como se fosse o início da Martiniano de Carvalho, que continua, ligeiramente&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/predio-zu-rua-dos-bororos/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestes tempos, em que <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/novos-predios-vao-exigir-mais-faixas-na-paulista/">a infinidade de lançamentos imobiliários em São Paulo</a> traz quase que apenas nomes estrangeiros, como <em>Château de la Merde</em>, <em>Asshole Gardens</em> e afins, é quase surreal a visão do prediozinho da foto acima, com seus três andares (incluindo o térreo) e seu peculiar nome: Prédio Zú, que deve ter mais de setenta anos de idade.  Ele fica na Rua dos Bororós, que tem apenas um quarteirão, começando na Rua Condessa de São Joaquim e terminando na Rua Humaitá, na Bela Vista. A rua é como se fosse o início da Martiniano de Carvalho, que continua, ligeiramente enviesada, após a Rua Humaitá. Ao seu lado, um prédio pouco mais novo — que, assim mesmo, deve ter mais de sessenta anos de idade — também tem um nome que não exige a consulta a nenhum dicionário de línguas: Edifício Márcia. Ele aparece em primeiro plano na foto abaixo. Do outro lado do Prédio Zú, um similar, cuja fachada de pastilhas foi cimentada, já não mostra mais seu nome, que também devia ser bem simples.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/predio-zu-rua-bororos.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/predio-zu-rua-bororos-640x426.jpg" alt="Prédio Zú, na Rua dos Bororós" title="Prédio Zú, na Rua dos Bororós" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-893" /></a></p>
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		<title>A nova cara da Rua Martiniano de Carvalho</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 14:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<description><![CDATA[No fim da semana passada, usando a minha rota de escape pelo primeiro quarteirão da Rua Martiniano de Carvalho, deparei com a cena acima: a demolição de uma casinha simpática, no número 189, quase na esquina com a Rua Monsenhor Passaláqua, onde funcionava a Igreja Cristã de Graças Celestiais. Felizmente, o sinal estava fechado e consegui a tempo sacar meu celular para registrar os últimos suspiros da casa. Ela ainda está visível no Google Maps, e na imagem reproduzida abaixo, logo antes da paisagem quase lunar de hoje de manhã. No dia seguinte, tinha sobrado apenas o portão, e o&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/05/nova-cara-rua-martiniano-de-carvalho/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim da semana passada, usando a minha rota de escape pelo primeiro quarteirão da Rua Martiniano de Carvalho, deparei com a cena acima: a demolição de uma casinha simpática, no número 189, quase na esquina com a Rua Monsenhor Passaláqua, onde funcionava a Igreja Cristã de Graças Celestiais. Felizmente, o sinal estava fechado e consegui a tempo sacar meu celular para registrar os últimos suspiros da casa. <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;ll=-23.56049,-46.641246&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;t=h&amp;z=19&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56049,-46.641246&amp;panoid=I5fRl0fgO09PUtRuJZf8Ig&amp;cbp=12,109.83,,0,-7.11">Ela ainda está visível no Google Maps</a>, e na imagem reproduzida abaixo, logo antes da paisagem quase lunar de hoje de manhã. No dia seguinte, tinha sobrado apenas o portão, e o que havia no terreno ao lado, de número 187, que antes tinha um alto muro na frente, também tinha vindo abaixo. Anteontem voltei para fotografar o portão, imaginando que talvez fosse ser conservado, mas ele já não mais estava lá. Os dois terrenos já estão sendo terraplanados. Não sei se vem por aí um novo templo ou um espigão. As duas alternativas são ruins. Sim, mesmo o eventual templo, pois tende a ser maior, e um polo gerador de tráfego. É, entretanto, uma alternativa menos pior do que mais um edifício com dezenas de apartamentos.</p>
<p><a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;t=h&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56049,-46.641246&amp;panoid=I5fRl0fgO09PUtRuJZf8Ig&amp;cbp=12,109.83,,0,-7.11&amp;ll=-23.560675,-46.641045&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;z=19"><img class="alignnone size-full wp-image-846" title="Rua Martiniano de Carvalho, 189 no Google Maps" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-google-maps.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 189 no Google Maps" width="640" height="427" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-demolida.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-852" title="Rua Martiniano de Carvalho, 189: demolida" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-demolida-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 189: demolida" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Os dois primeiros quarteirões da Rua Martiniano de Carvalho, entre as ruas Humaitá e Pedroso, têm, além da Província Carmelitana de Santo Elias, que ocupa boa parte do lado par do primeiro quarteirão, vários edifícios baixos, construídos nas décadas de 1940 e 1950, e casas construídas ainda antes. Um dos exemplos está na foto abaixo, aparentemente no número 123 (o último algarismo caiu, mas deixou marcas que podem ser de um &#8220;3&#8243;).</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-123.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-847" title="Rua Martiniano de Carvalho, 123" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-123-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 123" width="640" height="426" /></a></p>
<p>No lado ímpar do segundo quarteirão destaca-se a Vila Itororó, conjunto arquitetônico erguido nos anos 1920, possivelmente o imóvel mais famoso da rua e de todo o bairro, lugar onde foi instalada a primeira piscina da cidade. Há ainda uma vila, na altura do número 71, onde minha sogra, Maria Elisa, passou boa parte de sua infância e adolescência. A vila resiste até hoje, mas com um portão provavelmente colocado nas décadas de 1990 ou 2000, como se vê na foto abaixo.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-71-vila.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-848" title="Vila na Rua Martiniano de Carvalho, 71" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-71-vila-640x426.jpg" alt="Vila na Rua Martiniano de Carvalho, 71" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Cruzando a Rua Pedroso, no primeiro quarteirão ainda resistem algumas casas antigas, convivendo com dois prédios mais recentes, provavelmente dos anos 1970, um de cada lado da rua. A partir da esquina com a Rua Santa Madalena, e seguindo até o fim da via, na Praça Amadeu Amaral, as características da Martiniano de Carvalho se modificam, e os hospitais Paulistano e São José passam a dividir a paisagem com prédios já construídos entre a década de 1960 e o início dos anos 1980. A partir de então, o bairro passou a ser esquecido para novos empreendimentos imobiliários.</p>
<p>Nos últimos anos essa tendência tem sido radicalmente revertida. O enorme terreno que abrigou o Palácio Pio XII, sede da Cúria Metropolitana até os anos 1970 e demolido no final daquela década, desde meados da década passada tem três torres enormes de apartamentos, cujo condomínio não preservou a memória do ocupante original do terreno nem no nome, hoje um pouco criativo (e geograficamente errado) &#8220;Vereda Paraíso&#8221;. Apesar de cada um dos prédios ter frente para uma das ruas que ladeiam o terreno — Martiniano de Carvalho, Artur Prado e Pio XII —, a entrada social do condomínio é na Artur Prado, ficando a Martiniano como entrada de serviço e saída da garagem, depejando dezenas de veículos ali todas as manhãs.</p>
<p>Mais à frente, quase na esquina com a Rua João Julião, um espigão recente aparenta ter mais de uma dezena de apartamentos em cada um de seus mais de vinte andares. Um pouco abaixo do Hospital Paulistano, do outro lado da rua, está sendo construído <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/demolicao-martiniano-de-carvalho/">um prédio também com dezenas de apartamentos</a>, mas que terá entrada pela Rua Artur Prado, paralela à Martiniano de Carvalho. Um novo prédio de escritórios está quase pronto pouco abaixo, seguindo a tendência ditada pelo complexo da Telefónica, na esquina da Martiniano com a Rua Capitão-Mor Roque Barreto.</p>
<p>Uma esquina pode estar prestes a representar bem as mudanças que, pelo visto, estão apenas começando na Rua Martiniano de Carvalho. Na esquina com a Rua Santa Madalena, do lado esquerdo de quem sobe havia um estacionamento, transferido há poucas semanas para o terreno ao lado, na Santa Madalena. O muro permaneceu, e os portões foram fechados com tijolos. O terreno é grande o bastante para abrigar um novo prédio. Esse último quarteirão da Santa Madalena costuma ter trânsito problemático nos horários de pico, por causa do acesso à Avenida Vinte e Três de Maio e ao Viaduto Pedroso. Um novo prédio justamente ali só fará piorar essa situação.</p>
<p>Do outro lado dessa esquina existiam três casas antigas até 2004, ano em que foram demolidas para dar lugar a um posto de gasolina. Meu pai tinha ficado sabendo dessa demolição à época e pediu que eu fosse lá fotografar, pois eu trabalhava não muito longe dali. Assim, é possível fazer um antes e depois dessa esquina, com a foto batida em 17 de agosto de 2004 em cima e a de 27 de maio de 2011 abaixo.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2004.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-849" title="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2004)" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2004-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2004)" width="640" height="426" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2011.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-850" title="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2011)" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2011-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2011)" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Como se pode perceber, o &#8220;ataque imobiliário&#8221; não se restringe à Rua Martiniano de Carvalho. Uma casa dos anos 1950 foi demolida no ano passado na Rua Pio XII e uma casa noturna de &#8220;namoradas instantâneas&#8221; foi demolida há dois meses na Rua Pedroso, ao lado do Pão de Açúcar, ambas para dar lugar a lindos estacionamentos. Além disso, segue em estágio avançado a construção de outro prédio na Artur Prado, pouco acima da Santa Madalena, e um prédio de apartamentos será erguido na confluência das ruas Monsenhor Passaláqua e Sebastião Soares de Faria, em frente ao início da Rua Artur Prado, a um quarteirão de onde estão demolindo a antiga Igreja Cristã de Graças Celestiais. <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;ll=-23.56044,-46.642275&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;t=h&amp;z=19&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56044,-46.642275&amp;panoid=eZb0ecJvhZnd9YGLrH0l2A&amp;cbp=12,7.02,,0,-3.6">Este último empreendimento tomou o lugar de um estacionamento</a>. Uma casa bem antiga na Artur Prado, que há anos está bem escorada para não cair, segue resistindo bravamente, só não se sabe por quanto tempo. Quando ela cair — porque não é questão de <em>se</em> vai cair; ela <em>vai</em> cair eventualmente —, certamente tentarão encaixar um novo prédio por ali, quem sabe fagocitando também a casa vizinha, mais recente, que abriga um cabeleireiro e um consultório de dentista.</p>
<p>Assim, a cara da Rua Martiniano de Carvalho e adjacências segue mudando sua cara, para pior, sem dúvida. Seus quarteirões que eram pacatos vão ganhar movimento; os que já não mais eram pacatos ganharão <em>mais</em> movimento. E a qualidade de vida dos que lá já moravam e dos que lá virão morar desce ladeira abaixo, junto com a memória do bairro, que nunca foi lá muito bem conservada, como mostra o exemplo da Vila Itororó, em foto abaixo. Falam que ela será reformada e dará lugar a um centro cultural, mas ela e seus atuais moradores seguem sem destino definido. Não será nenhuma surpresa se daqui a alguns anos houver um grande condomínio no lugar. E este, claro, não terá &#8220;Vila Itororó&#8221; no nome.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vila-itororo.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-853" title="Vila Itororó" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vila-itororo-640x426.jpg" alt="Vila Itororó" width="640" height="426" /></a></p>
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		<title>Demolição na Martiniano de Carvalho</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jan 2011 13:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não era um prédio — ou seria um galpão? — particularmente bonito. Nem devia ter ele grande valor histórico. Mas a barulhenta demolição que ocorre neste momento na Rua Martiniano de Carvalho, aqui na Bela Vista, é tão inquietante quanto a do casarão na esquina das ruas Antônia de Queiroz e Augusta. Sim, é um pedaço da memória do bairro que vai para o chão, mas é difícil dizer que seja um pedaço significativo. O prédio não era tão antigo nem tinha características marcantes de nenhum tipo de arquitetura. Até o ano passado ele era a sede de um estacionamento&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/demolicao-martiniano-de-carvalho/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não era um prédio — ou seria um galpão? — particularmente bonito. Nem devia ter ele grande valor histórico. Mas a barulhenta demolição que ocorre neste momento na Rua Martiniano de Carvalho, aqui na Bela Vista, é tão inquietante quanto <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">a do casarão na esquina das ruas Antônia de Queiroz e Augusta</a>. Sim, é um pedaço da memória do bairro que vai para o chão, mas é difícil dizer que seja um pedaço significativo. O prédio não era tão antigo nem tinha características marcantes de nenhum tipo de arquitetura. Até o ano passado ele era <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+Cunha+Bueno,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=37.0625,-95.677068&#038;sspn=34.724817,79.013672&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+Cunha+Bueno+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01322-040,+Brazil&#038;ll=-23.56429,-46.642307&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=h&#038;z=19&#038;layer=c&#038;cbll=-23.56429,-46.642307&#038;panoid=3XQBvl668_seLMLP2HaD1Q&#038;cbp=12,274.58,,0,-6.61">a sede de um estacionamento</a> que ocupava um grande terreno que vai da Martiniano de Carvalho até a Rua Artur Prado.</p>
<p>Então por que é tão preocupante essa demolição?</p>
<p>Porque ela simboliza o fim da tranquilidade de um bairro que, apesar de ter vários prédios, ainda é uma &#8220;ilha&#8221; a poucos quarteirões da Avenida Paulista. Em geral, os prédios do quadrilátero formado pelas ruas Pio XII, Maestro Cardim, Pedroso e Dr. Alfredo Ellis são mais antigos. Isso significa menos apartamentos por prédio, menos gente morando neles e menos carros deixando os locais a cada manhã. Para se ter uma ideia, é muito fácil achar vagas para estacionar em boa parte das ruas compreendidas no quadrilátero supracitado, desde que não seja em horário comercial de dias úteis, quando as vagas são tomadas pelo pessoal que trabalha nos hospitais próximos e no prédio da Telefónica, na Martiniano de Carvalho.</p>
<div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/demolicao-rua-martiniano-de-carvalho-atras-672x446.jpg" alt="Demolição na Martiniano de Carvalho vista por trás" title="Demolição na Martiniano de Carvalho vista por trás" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-579" /></img></div>
<p>Mas agora, no terreno onde havia o estacionamento que ia da Martiniano à Artur Prado surgirá um daqueles monstrengos de apartamentos com dezenas de apartamentos de quinze metros quadrados (ou, vá lá, <em>um pouquinho</em> maiores). Os prédios da região, boa parte deles construídos entre os anos 1960 e 1970, quando muito, têm uns sessenta apartamentos. É como se esse novo projeto, com nome em inglês e chamado de maneira quase criminosa nosso bairro de &#8220;Paraíso&#8221;, representasse quatro prédios dos antigos, mas no mesmo espaço de um. No Google Maps é possível ver <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+Cunha+Bueno,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=37.0625,-95.677068&#038;sspn=34.724817,79.013672&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+Cunha+Bueno+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01322-040,+Brazil&#038;ll=-23.564226,-46.643271&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=h&#038;z=19">o tamanho do terreno</a>, embora a foto ainda seja de quando o estacionamento ainda funcionava ali. Serão, na verdade, 232 apartamentos com 41 metros quadrados (um dormitório, sendo 3,2 metros quadrados de varanda) e 55 metros quadrados (dois dormitórios, sendo 4,8 metros quadrados de varanda, o que é pouco menos que o segundo quarto, onde é impossível colocar-se de maneira prática uma cama de casal). Quando do pré-lançamento, corretores distribuíram vários folhetos sobre o empreendimento, oferecendo a quem comprasse uma unidade televisores e até crédito de quinhentos reais na Padaria Dengosa, poucos metros acima do local.</p>
<p>O endereço do prédio será na Rua Artur Prado, mais calma que a Martiniano, mas a um quarteirão da Rua Santa Madalena, um gargalo nos horários de pico para quem quer acessar a Avenida Vinte e Três de Maio em qualquer de seus sentidos. Com a entrada pela Rua Artur Prado, a parte do bairro onde sempre é fácil estacionar à noite e aos fins de semana tende a ficar mais carregada de carros. Afinal, se um décimo dos apartamentos receber uma visita cada um num sábado à noite, por exemplo, serão 23 carros a mais. A pequena Rua Cunha Bueno, que fica entre a Artur Prado e a Alfredo Ellis, em frente ao empreendimento, tende a ficar abarrotada. A qualidade de vida de quem já mora no bairro vai ser comprometida, até porque há outro empreendimento similar sendo erguido meio quarteirão para baixo na mesma Artur Prado.</p>
<div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/janela-predio-demolido-martiniano-de-carvalho-672x446.jpg" alt="Janela de prédio demolido na Martiniano de Carvalho" title="Janela de prédio demolido na Martiniano de Carvalho" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-580" /></img></div>
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