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	<title>Pseudopapel &#187; Nacional Atlético Clube</title>
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	<description>Porque de eletrônico este espaço só tem o formato.</description>
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		<title>Quando o Lance! publicou minha foto sem crédito</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2014 19:42:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Lance!]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional Atlético Clube]]></category>

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		<description><![CDATA[Li no Lance! de hoje uma reportagem sobre o acesso do Nacional. Possivelmente não foi o autor da matéria quem escolheu as imagens, mas fiquei realmente surpreso ao ver a foto que tirei (do time entrando em campo) publicada sem o devido crédito, apenas como &#8220;Arquivo pessoal&#8221;, tanto na edição impressa como no site. Em meus sites, sempre publico diversas fotos de minha autoria sobre a história da cidade de São Paulo, sobre o Nacional e sobre o São Paulo, e todas estão sempre disponíveis para ser publicadas gratuitamente em qualquer lugar, mesmo que com fins comerciais, desde que seja dado o crédito. Obviamente, esse aviso não&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2014/10/lance-foto-sem-credito/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li no <em>Lance!</em> de hoje uma reportagem sobre o acesso do Nacional. Possivelmente não foi o autor da matéria quem escolheu as imagens, mas fiquei realmente surpreso ao ver a foto que tirei (do time entrando em campo) publicada sem o devido crédito, apenas como &#8220;Arquivo pessoal&#8221;, tanto na edição impressa <a href="http://www.lancenet.com.br/minuto/Ganso-Socrates-Nacional-idolos-formando_0_1233476814.html">como no <em>site</em></a>. Em meus <em>sites</em>, sempre publico diversas fotos de minha autoria sobre <a href="http://www.historiaspaulistanas.com.br">a história da cidade de São Paulo</a>, sobre o Nacional e <a href="http://anotacoestricolores.tumblr.com">sobre o São Paulo</a>, e todas estão sempre disponíveis para ser publicadas gratuitamente em qualquer lugar, mesmo que com fins comerciais, desde que seja dado o crédito.</p>
<p>Obviamente, esse aviso não está no Facebook, de onde a foto foi tirada, mas seria de se imaginar que um jornal do porte do <em>Lance!</em> daria o devido crédito, até para o leitor saber quem tirou as fotos. Ou pelo menos tentaria entrar em contato — sei dos prazos exíguos, mas esta matéria era &#8220;fria&#8221;, e eu costumo responder muito rápido a mensagens, seja por email, por Twitter ou por Facebook. Nos últimos tempos, nem os resultados da Segundona vinham sendo publicados, fosse no <em>Lance!</em> ou outro jornal.</p>
<p>Cito como exemplo a edição de ontem, que não trazia os resultados da &#8220;Bezinha&#8221;, mas trazia dos campeonatos Alemão, Espanhol, Inglês e Italiano. Não condiz muito com a missão do <em>Lance!</em>:</p>
<blockquote><p><em>Ser a referência em conteúdo esportivo no País oferecendo um jornalismo de qualidade e independente, em defesa dos interesses do torcedor e <strong>do desenvolvimento do esporte nacional</strong>.</em></p></blockquote>
<div id="attachment_1728" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class="size-medium wp-image-1728" title="Nacional entrando em campo o Grêmio Prudente, em 11 de outubro. Qualquer um pode usar esta foto à vontade, desde que com o devido crédito, algo que o Lance! não fez. Foto: Alexandre Giesbrecht" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2014/10/nacional-ac-nicolau-alayon-640x425.jpg" alt="Nacional entrando em campo o Grêmio Prudente, em 11 de outubro. Qualquer um pode usar esta foto à vontade, desde que com o devido crédito, algo que o Lance! não fez. Foto: Alexandre Giesbrecht" width="640" height="425" /><p class="wp-caption-text">Nacional entrando em campo o Grêmio Prudente, em 11 de outubro. Qualquer um pode usar esta foto à vontade, desde que com o devido crédito. Foto: Alexandre Giesbrecht</p></div>
<p>Quando finalmente resolveram publicar alguma coisa, fizeram-no com duas fotos que contêm &#8220;Arquivo pessoal&#8221; como crédito. &#8220;Arquivo pessoal&#8221; de quem?! Do repórter? Do técnico? Não, de um torcedor que resolveu publicar no Facebook <a href="https://www.facebook.com/agiesbrecht/posts/10152554204078171">várias fotos do jogo entre Nacional e Grêmio Prudente</a> e viu <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152554173973171&amp;set=pcb.10152554204078171&amp;type=1">uma delas</a> ser publicada sem o seu nome. Não sei nem de quem é a foto do time posado, mas não vou me surpreender se ele se sentir da mesma maneira, já que também foi relegado a &#8220;Arquivo pessoal&#8221;.</p>
<p>Não estou pedindo pagamento pela foto. Minhas fotos seguem gratuitas, a não ser quando explicitamente indicado (ou, claro, quando forem fotos de outrem), e <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/como-e-dificil-receber-creditos/">eu já fui vítima desse tipo de coisa anteriormente</a>, assim como <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2013/06/desrespeito-direitos-autorais/">meu pai também já foi</a>. Mas gostaria de ver o devido crédito ser dado.</p>
<p>Sou assinante da edição digital há dois anos e fui também um dos primeiros assinantes em São Paulo da edição impressa, no já longínquo ano de 1997. Não são muitos leitores que têm uma cópia da primeira edição paulista do <em>Lance!</em>, mas estou entre eles, graças a uma farta coleção com centenas de edições encadernadas. Tenho toda uma história com o <em>Lance!</em> e com o Nacional: estive em quase todos os jogos em casa nos últimos três anos. E, quando poderia ter visto meu nome em uma edição do <em>Lance!</em>, fui surpreendido por um &#8220;Arquivo pessoal&#8221; como crédito. Aguardo providências e uma resposta. Este texto também foi enviado a vários emails constantes do expediente do jornal.</p>
<p><strong>Atualização (19h36):</strong> Um representante do jornal <a href="https://twitter.com/lancenet/status/524658962072076288">entrou em contato comigo</a> por meio da conta oficial de Twitter e informou-me que o crédito na matéria do <em>site</em> foi editado. Pouco depois, o editor executivo do grupo, Guilherme Gomes Pinto, mandou-me um email explicando a &#8220;falha de comunicação&#8221;: &#8220;Na entrevista por telefone com um dirigente do Nacional, ao saber que a matéria teria um espaço maior do que esperado, o repórter pediu autorização ao dirigente para usar fotos publicadas no perfil dele, sem compartilhamento de quaisquer outros perfis, como se fossem de fato dele. O referido dirigente permitiu a utilização e somente por isso foi publicado com o  crédito de Arquivo Pessoal. Evidentemente que se soubéssemos o autor das imagens elas seriam publicadas com crédito, que é o procedimento do <em>Lance!</em>. Poderíamos/deveríamos ter ido atrás para tentar encontrar o autor das imagens? Sim. Mas aí também entram essas questões de prazos exíguos que você falou.&#8221; Ele terminou a mensagem avisando que amanhã será publicada uma correção na edição impressa.</p>
<p><strong>Atualização (22/10, 19h15):</strong> O <em>Lance!</em> publicou hoje, na página 2 de sua edição impressa, uma errata, conforme a foto abaixo.</p>
<div id="attachment_1737" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class="size-medium wp-image-1737" title="Errata publicada pelo Lance" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2014/10/lance-errata-foto-sem-credito-640x426.jpg" alt="Errata publicada pelo Lance" width="640" height="426" /><p class="wp-caption-text">Errata publicada pelo Lance</p></div>
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		<title>Cetale, o zagueiro que o futebol esqueceu</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Aug 2013 14:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Botafogo-RJ]]></category>
		<category><![CDATA[Cetale]]></category>
		<category><![CDATA[Estádio Nicolau Alayon]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional Atlético Clube]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu, na madrugada de 21 de julho, o ex-zagueiro Cetale, que defendeu o Botafogo entre o fim dos anos 1950 e o início dos anos 1960. Após os jogos do Nacional no Estádio Nicolau Alayon, a última pessoa a deixar as arquibancadas costumava ser o homem da foto acima. Quieto, passava despercebido para a maioria dos torcedores, que não imaginavam estar próximos de um zagueiro que jogou com grandes personagens do futebol brasileiro. Nascido em 23 de fevereiro de 1939, filho de pai argentino e mãe uruguaia, foi criado na Vila Anastácio, em São Paulo, e seu início de carreira&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2013/08/cetale-zagueiro-botafogo/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Morreu, na madrugada de 21 de julho, o ex-zagueiro Cetale, que defendeu o Botafogo entre o fim dos anos 1950 e o início dos anos 1960. Após os jogos do Nacional no Estádio Nicolau Alayon, a última pessoa a deixar as arquibancadas costumava ser o homem da foto acima. Quieto, passava despercebido para a maioria dos torcedores, que não imaginavam estar próximos de um zagueiro que jogou com grandes personagens do futebol brasileiro.</p>
<p>Nascido em 23 de fevereiro de 1939, filho de pai argentino e mãe uruguaia, foi criado na Vila Anastácio, em São Paulo, e seu início de carreira foi no time infantil do Corinthians, na primeira metade da década de 1950. Por sua altura de 1,81 metro (alto para a época), era considerado um dos destaques, como mostrou a matéria &#8220;Rato cumpre uma nobre missão no Coríntians&#8221;, publicada na <em>Folha da Manhã</em> de 24 de julho de 1955. No ano seguinte, entretanto, transferiu-se para o Nacional, ficando lá até 1958, quando foi levado para o Rio de Janeiro por um olheiro do America. Segundo <a href="http://portoroberto.blog.uol.com.br/arch2008-08-24_2008-08-30.html" title="O Blog do Roberto Porto: &#039;Um nome para a história do Glorioso&#039;" class="broken_link">texto de Albino Castro Filho no blog de Roberto Porto</a>, &#8220;treinou dois meses na velha cancha de Campos Salles e chegou a disputar um amistoso contra o Bonsucesso vestindo a camisa do diabo rubro, <em>[mas]</em> o America, que já preparava Djalma Dias, vacilou, e Cetale foi para o Botafogo, levado por Nadim Marreis&#8221;.</p>
<p>Aos dezenove anos, estava sendo preparado no time de aspirantes que conquistou o bicampeonato da categoria, em 1958 e 1959, ao lado de Amarildo, Amoroso e outros jogadores que atuariam, mais tarde, no famoso Botafogo dos anos 1960. O fato de jogar nos aspirantes não impedia que fosse convocado para as excursões do clube, como um giro pela Europa, em junho de 1959, que incluiu uma goleada sobre o Anderlecht, em Bruxelas, com Cetale entrando no segundo tempo. &#8220;Excursionei o mundo inteiro com o Botafogo&#8221;, disse o jogador a Albino Castro Filho. &#8220;Conheci mais de cinquenta países e, naquelas viagens, vivi meus melhores momentos no clube.&#8221;</p>
<blockquote><p>6/6/1959<br />
<strong>ANDERLECHT 0×5 BOTAFOGO</strong><br />
<strong>Campeonato:</strong> amistoso. <strong>Estádio:</strong> Bruxelas, BÉL. <strong>Público:</strong> 20.000. <strong>Gols:</strong> Paulinho (7/1T), Quarentinha (14/1T), Lippens (contra, 25/1T), Quarentinha (26/1T e 25/1T).<br />
<strong>Anderlecht:</strong> Week; Cogelaers, Koster e Gettemans; Coninck e Lippens; Jurion, Van der Wilt, Stockmans, Mande Boers e Van dem Bosche.<br />
<strong>Botafogo:</strong> Ernâni; Aírton, Chicão e Nílton Santos; Tomé (Cetale) e Ronaldo; Garrincha, Didi, Paulinho, Quarentinha e Zagalo (Nivaldo).</p></blockquote>
<p>Ainda uma jovem promessa, dizia-se que seu passe estaria estipulado em quatro milhões de cruzeiros, o terceiro maior valor entre os cinco jogadores que o Estadão de 27 de junho dava como possíveis transferidos à Espanha, atrás de Didi (quinze milhões) e do goleiro Ernâni (cinco milhões). Naquele ano, chegou a ser oferecido, junto com Rossi, ao Atlético de Madri, numa negociação em troca de Vavá, que não foi para a frente. Seu prestígio faria com que fosse convocado para a seleção carioca de novos que enfrentou a paulista, no Maracanã, em 28 de abril de 1960, num jogo cuja renda foi revertida para o benefício das vítimas de inundações no Nordeste. Curiosamente, Ademir da Guia, ainda jogador do Bangu, era reserva na seleção carioca e entrou, provavelmente no segundo tempo, no lugar de Válter. A partida terminou empatada em um gol.</p>
<p>7/4/1960<br />
<strong>BOTAFOGO 1×1 VASCO DA GAMA</strong><br />
<strong>Campeonato:</strong> Rio&#8211;São Paulo. <strong>Estádio:</strong> Maracanã (Rio de Janeiro, RJ). <strong>Juiz:</strong> Alberto da Gama Malcher. <strong>Renda:</strong> Cr$ 896.913. <strong>Gols:</strong> Amarildo (15/1T) e Peniche (22/2T).<br />
<strong>Botafogo:</strong> Ernâni; Jorge (Marcelo), Cetale e Nílton Santos; Chicão e Frazão; Garrincha, Rossi, Neivaldo, Amarildo e Orlando (Geninho).<br />
<strong>Vasco da Gama:</strong> Miguel (Itá); Paulinho, Bellini e Coronel; Écio (Orlando) e Russo; Sabará, Roberto (Valdemar), Delém, Pinga e Peniche.</p>
<p>Em 23 de junho de 1960, foi personagem de um caso curioso. Em amistoso contra o Palmeiras, o zagueiro Zé Maria foi expulso, aos 22 minutos do primeiro tempo, por indisciplina, logo após o gol palmeirense. Diante dos protestos de Zé Maria, a partida ficou parada por alguns minutos e, quando finalmente foi reiniciada, Cetale, originalmente no banco, estava em campo. Ele não tinha informado ao representante da federação quem tinha sido substituído, mas o trio de arbitragem, inicialmente, não se deu conta. Cerca de dois minutos depois, um dos bandeirinhas percebeu que o Botafogo ainda estava com onze jogadores em campo e avisou o árbitro, Manuel Ramos.</p>
<p>Nova confusão estava armada, com os botafoguenses cercando o árbitro e rapidamente sendo acompanhados por integrantes da comissão técnica e até dirigentes. Cetale argumentava que o jogo era um amistoso, sem convencer Ramos. A delegação carioca optou, então, por retirar-se de campo, embora sem ir aos vestiários. Os jogadores ficaram na beira do túnel por dez minutos, até os ânimos se acalmarem, e voltaram ao gramado. Cetale estava entre eles, mas, agora, substituindo Neivaldo.</p>
<p>23/6/1960<br />
<strong>PALMEIRAS 1×0 BOTAFOGO</strong><br />
<strong>Campeonato:</strong> Amistoso. <strong>Estádio:</strong> Pacaembu (São Paulo, SP). <strong>Juiz:</strong> Manuel Ramos. <strong>Renda:</strong> Cr$ 277.225. <strong>Gol:</strong> Walter Prado (22/1T).<br />
<strong>Palmeiras:</strong> Waldir de Moraes; Djalma Santos e Waldemar Carabina; Perinho, Aldemar e Geraldo; Ivã, Walter Prado, Moacir, Chinesinho e Cruz.<br />
<strong>Botafogo:</strong> Manga; Zé Maria e Nílton Santos; Ademar, Pampolini (Ronald) e Chicão; Neivaldo (Cetale 25/1T), Édson (Rossi), Alencar, Amarildo e Zagalo (Bruno).</p>
<p>Em 1961, o técnico Marinho não o relacionara para uma viagem do Botafogo, o que irritou Cetale, segundo o próprio contou, <a href="http://terceirotempo.bol.uol.com.br/quefimlevou/qfl/sobre/cetale-1415-3.html" title="Que Fim Levou?: Cetale">em entrevista sem data</a> publicada no <em>site</em> Terceiro Tempo. Com o contrato vencido no final daquele ano, parecia não ter mais espaço no clube, mesmo com o presidente declarando que estava preparando um novo contrato para o jogador. Cetali começou a despertar o interesse de outros times, e os jornais publicavam notas a respeito deles, baseadas ou não em fatos. Em dezembro, por exemplo, o Corinthians teria cogitado sua contratação. Mais tarde, já em abril de 1962, o Botafogo de Ribeirão Preto teria chegado a mandar um representante ao Rio de Janeiro para tentar contratá-lo, sem sucesso. Naquele mês, tinha circulado a notícia de que Cetale teria sido multado pelo Botafogo (o Estadão de 4 de abril apenas fala em multa, sem citar o alegado motivo), logo desmentida pela diretoria, explicando que não poderia multá-lo, por ele estar sem contrato.</p>
<p>Chegou a ser noticiada, em maio, sua transferência para o Juventus, por quinhentos mil cruzeiros, mas seu destino acabou sendo a Esportiva de Guaratinguetá, embora ele garantisse, décadas depois, também ter tido uma oferta do Internacional de Porto Alegre. No dia 29 daquele mês, o Botafogo informou à Federação Carioca de Futebol que tinha cedido todos os direitos sobre o jogador ao clube paulista, passando a ter condições de jogo no fim do mês seguinte. &#8220;Eu tinha proposta do Internacional, mas acabei preferindo ir para o Guaratinguetá&#8221;, relembraria, na entrevista publicada pelo Terceiro Tempo. &#8220;Fiquei muito arrependido.&#8221;</p>
<p>Já em sua primeira partida pelo novo clube, foi citado pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, devido às faltas cometidas. Era um procedimento normal, em um tempo em que não havia cartões amarelos ou vermelhos. Cetale acabou absolvido.</p>
<p>25/11/1962<br />
<strong>XV DE PIRACICABA 2×0 ESPORTIVA DE GUARATINGUETÁ</strong><br />
<strong>Campeonato:</strong> Paulista. <strong>Estádio:</strong> Piracicaba, SP. <strong>Juiz:</strong> José Batista dos Santos. <strong>Renda:</strong> Cr$ 139.900. <strong>Gols:</strong> Vágner (20/1T) e Nilo (7/2T).<br />
<strong>XV de Piracicaba:</strong> Orlando; Orlando Maia, Ditão e Cardinale, Fernando Sátiro e Dorival; Ovaldinho, Vágner, Maneca, Nilo e Ubirael. Técnico: King.<br />
<strong>Esportiva de Guaratinguetá:</strong> Lamim; Rubens, Cetale e Henrique; Tupi e Carlitto; Roberto; Frazão, Nato, Beirute e Oriel. Técnico: Begliomimi.</p>
<p>Após o fim do campeonato a <em>Folha de S. Paulo</em> mencionou, em sua edição de 20 de dezembro, que o Flamengo teria interesse em contratar Cetale. Com ou sem oferta do time carioca, Cetale decidiu rumar para a Colômbia, a fim de defender o Deportivo Cáli. &#8220;Foi uma experiência boa&#8221;, avaliaria, mais tarde. &#8220;A diferença técnica entre o futebol brasileiro e o futebol colombiano era muito grande naquela época. O Brasil enfrentava a Colômbia e ganhava até por oito gols de diferença. Hoje, não é bem assim.&#8221; Uma operação no menisco, que ele não quis fazer na Colômbia, foi decisiva para sua volta ao Brasil, onde defenderia, ainda, Bonsucesso e Olaria — em 14 de setembro de 1966, o <em>Estadão</em> fez referência a um Cetali marcando para o São Cristóvão, em um amistoso contra a seleção da Tunísia.</p>
<p>Mais tarde, ex-companheiros do Botafogo indicaram-no para jogar no futebol dos Estados Unidos, onde defendeu o Toros Los Angeles e o Chicago Spurs. Foi naquele país que ele encerrou a carreira como jogador, passando a trabalhar num projeto voltado para jovens promessas latino-americanas. &#8220;Eu falava bem espanhol, por isso fui convidado para trabalhar no projeto, que se chamava Panamericano&#8221;, explicava.</p>
<p>Cetale só voltaria a sua São Paulo natal em 1998, já vivendo dificuldades financeiras. &#8220;Chegou a morar num albergue público, no bairro do Canindé, com duas mudas de roupa e uma mala de fotos dos tempos gloriosos do Botafogo&#8221;, escreveu Albino. &#8220;Nos momentos de desespero, e eram muitos, eu abria a minha carteira e só encontrava as duas fotos do Botafogo&#8221;, contou Cetale, no mesmo texto. &#8220;Então, revirava a mala e ficava olhando minhas fotos com a camisa do Botafogo, e isso ajudava-me a enfrentar as necessidades.&#8221; Ele não se separou dessas fotos até sua morte.</p>
<p>Após o jogo entre Nacional e Atibaia, em 18 de maio, tive a oportunidade de conhecê-lo e testemunhei o orgulho com que ele as mostrava. Ele estava cabisbaixo, sentado na ponta da arquibancada térrea na frente das tribunas do Nicolau Alayon. Quando questionado sobre seus tempos de Botafogo, imediatamente encheu o peito e sacou a foto de sua carteira, para exibi-la. No próprio domingo em que ele morreu, funcionários do Nacional procuravam separar as fotos de Cetale, para dar-lhes um destino adequado. Uma delas, de um time posado do Botafogo, em que ele está ao lado de Manga e Nílton Santos, entre outros, tinha lugar cativo, plastificada, em sua carteira.</p>
<p>Fiz, nas semanas seguintes, a pesquisa que deu origem a este texto, e gostaria de entrevistá-lo, já com os detalhes à mão. Infelizmente, ele não estava no estádio nas duas partidas seguintes do Nacional. Pouco antes de começar a terceira, no último dia 21, fui informado de sua morte. A partida entre Nacional e SEV Hortolândia teve um minuto de silêncio, em homenagem a Cetale, e <a href="http://instagram.com/p/cCER_iInwQ/" title="Instagram: agiesbrecht">terminou com o placar de 10 a 0</a>, maior goleada da história do clube ferroviário.</p>
<p>Tenho certeza de que Cetale deu a assistência em pelo menos metade dos gols.</p>
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		<title>De volta ao Estádio Nicolau Alayon</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2012 22:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Água Branca]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Marquês de São Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Água Branca]]></category>
		<category><![CDATA[Estádio Nicolau Alayon]]></category>
		<category><![CDATA[Linha 7 da CPTM]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional Atlético Clube]]></category>

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		<description><![CDATA[Na época em que defendi as cores da equipe de futebol de mesa do Nacional Atlético Clube, entre 1995 e 1997, frequentei várias partidas do time de futebol profissional no Estádio Nicolau Alayon, pegando nesse período a frustrada campanha do time na Série A-2 de 1995, quando estava (pouco) fora da zona do rebaixamento após dois turnos, mas sucumbiu no terceiro. A última de que tenho registro foi em 5 de abril de 1997, contra a Internacional de Bebedouro, pela Série A-3 paulista daquele ano. (Entrei em vários jogos sem ingresso, então pode ser que eu tenha ido a algum&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/07/estadio-nicolau-alayon/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na época em que defendi as cores da <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/03/memorias-jogo-de-botao/" title="Memórias do jogo de botão">equipe de futebol de mesa do Nacional Atlético Clube</a>, entre 1995 e 1997, frequentei várias partidas do time de futebol profissional no Estádio Nicolau Alayon, pegando nesse período a frustrada campanha do time na Série A-2 de 1995, quando estava (pouco) fora da zona do rebaixamento após dois turnos, mas sucumbiu no terceiro. A última de que tenho registro foi em 5 de abril de 1997, contra a Internacional de Bebedouro, pela Série A-3 paulista daquele ano. (Entrei em vários jogos sem ingresso, então pode ser que eu tenha ido a algum jogo depois desse.) Nessa partida, não lembro por quê, fiquei com dois ingressos, e um deles nem teve o canhoto destacado. Ficou como recordação. É este logo abaixo.</p>
<div id="attachment_1519" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/ingresso-nacional-internacional-bebedouro-1997.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/07/ingresso-nacional-internacional-bebedouro-1997-640x299.jpg" alt="Ingresso para Nacional × Internacional de Bebedouro, em 5 de abril de 1997" title="Ingresso para Nacional × Internacional de Bebedouro (1997)" width="640" height="299" class="size-medium wp-image-1519" /></a><p class="wp-caption-text">Ingresso para Nacional × Internacional de Bebedouro, em 5 de abril de 1997</p></div>
<p>Neste sábado, ignorei totalmente as Olimpíadas e fiz meu retorno ao único estádio brasileiro que leva o nome de um estrangeiro, para assistir à partida do Nacional pela quarta rodada da segunda fase da Série B do Campeonato Paulista, eufemismo para a quarta divisão estadual. O Nacional cumpre boa campanha, tendo liderado seu grupo na primeira fase, posição que mantinha na segunda fase após o primeiro turno encerrado, isso sem falar na sequência invicta de dez jogos. O adversário da tarde de sábado seria o lanterna do grupo, o Desportivo Brasil, time artificial de Porto Feliz pertencente à Traffic. Tirei minha camisa do armário e rumei ao estádio.</p>
<p>Como o Nacional originalmente chamava-se São Paulo Railway, por ser o clube dos funcionários da ferrovia homônima, <a href="https://twitter.com/agiesbrecht/status/229264706324529152">fui pela mesma ferrovia</a>, atualmente a Linha 7-Rubi da CPTM, e desci na Estação Água Branca, a apenas três quarteirões do estádio. Não há na cidade de São Paulo nenhum estádio com uma estação tão próxima. Acesso facilitado e fila mínima para comprar o ingresso de dez reais — ok, aqui o pequeno público ajudou. Com a ajuda do Fernando Martinez, do site <a href="http://www.jogosperdidos.com/" title="Jogos Perdidos.com">Jogos Perdidos</a>, consegui acesso ao gramado para fotografar as equipes, tanto no momento da execução do hino nacional como nas tradicionais fotos posadas.</p>
<div id="attachment_1522" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-time-posado.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-time-posado-640x426.jpg" alt="Equipe do Nacional no jogo contra o Desportivo Brasil (28 de julho de 2012)" title="Equipe do Nacional no jogo contra o Desportivo Brasil" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1522" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe do Nacional no jogo contra o Desportivo Brasil (28 de julho de 2012)</p></div>
<div id="attachment_1523" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/desportivo-brasil-foto-posada.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/desportivo-brasil-foto-posada-640x426.jpg" alt="Equipe do Desportivo Brasil que enfretou o Nacional (28 de julho de 2012)" title="Equipe do Desportivo Brasil que enfretou o Nacional" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1523" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe do Desportivo Brasil que enfretou o Nacional (28 de julho de 2012)</p></div>
<p>Bola rolando, e o Nacional mostrou ser um time superior, mas não conseguia furar a defesa portofelicense. Ao longo de todo o jogo, foram poucas chances para os dois lados. No primeiro tempo, a primeira grande oportunidade foi do Desportivo Brasil, que perdeu um gol quase embaixo das traves. A resposta ferroviária veio com um forte chute defendido pelo goleiro aos 27 minutos, a primeira foto abaixo. O Nacional abriria o placar um minuto depois, com Alemão aproveitando-se da confusão após cobrança de escanteio da direita. Acabei não conseguindo fotografar o gol, mais preocupado que eu estava naquele momento com uma foto bonita a partir do escanteio, a segunda foto abaixo. Deveria ter seguido fotografando.</p>
<div id="attachment_1525" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-defesa-640x426.jpg" alt="Goleiro do Desportivo Brasil faz defesa contra o Nacional" title="Goleiro do Desportivo Brasil faz defesa contra o Nacional" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1525" /><p class="wp-caption-text">Goleiro do Desportivo Brasil faz defesa contra o Nacional</p></div>
<div id="attachment_1524" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-gol.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-gol-640x426.jpg" alt="Escanteio que originou o gol do Nacional contra o Desportivo Brasil" title="Escanteio que originou o gol do Nacional" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1524" /></a><p class="wp-caption-text">Escanteio que originou o gol do Nacional contra o Desportivo Brasil</p></div>
<div id="attachment_1528" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-lance-640x426.jpg" alt="Disputa de bola no jogo Nacional × Desportivo Brasil, em 28 de julho de 2012" title="Disputa de bola no jogo Nacional × Desportivo Brasil" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1528" /><p class="wp-caption-text">Disputa de bola no jogo Nacional × Desportivo Brasil, em 28 de julho de 2012</p></div>
<p>No segundo tempo, o panorama não mudou muito. O Desportivo Brasil teve uma boa chance, defendia pelo goleiro Carlão, mas não incomodou muito. O problema é que o Nacional também quase não ameaçou. O que valeu para a torcida — estimo o público em torno de trezentas pessoas, a ser confirmado quando o boletim financeiro do jogo for publicado no site da Federação Paulista — acabou sendo mesmo a vitória por 1 a 0, que praticamente selou a classificação nacionalista à terceira fase. Após os resultados dos outros grupos, no domingo, a fatura foi fechada, e o NAC tornou-se um dos dois clubes classificados com duas rodadas de antecipação.</p>
<div id="attachment_1526" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/estadio-nicolau-alayon-tribunas.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/07/estadio-nicolau-alayon-tribunas-640x426.jpg" alt="Tribunas do Estádio Nicolau Alayon no jogo do Nacional contra o Desportivo Brasil" title="Tribunas do Estádio Nicolau Alayon" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1526" /></a><p class="wp-caption-text">Tribunas do Estádio Nicolau Alayon no jogo do Nacional contra o Desportivo Brasil</p></div>
<div id="attachment_1529" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-estadio.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-estadio-640x426.jpg" alt="Visão do campo do Estádio Nicolau Alayon a partir da arquibancada norte" title="Visão do campo do Estádio Nicolau Alayon" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1529" /></a><p class="wp-caption-text">Visão do campo do Estádio Nicolau Alayon a partir da arquibancada norte</p></div>
<div id="attachment_1527" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-placar.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/nacional-desportivo-brasil-placar-640x426.jpg" alt="Placar final de Nacional × Desportivo Brasil em 28 de julho de 2012" title="Placar final de Nacional × Desportivo Brasil" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1527" /></a><p class="wp-caption-text">Placar final de Nacional × Desportivo Brasil em 28 de julho de 2012</p></div>
<p>Ao final do jogo, uma cena impensável em jogos do, digamos, &#8220;circuito comercial&#8221;: pelo menos dez crianças brincando com uma bola no gol que o Nacional tinha atacado no segundo tempo. Enquanto isso, o sol se punha calmamente por trás das tribunas, ao mesmo tempo em que as nuvens praticamente sumiam, deixando o céu num gradiente com praticamente todos os tons entre o azul e o amarelo. Se eu tivesse esperado mais um pouco para bater a foto abaixo, provavelmente eu pegaria todo o espectro entre azul e vermelho, podendo homenagear as cores do Nacional, as mesmas da bandeira britânica, em homenagem ao seu passado como São Paulo Railway Athletic Club.</p>
<div id="attachment_1530" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/tribunas-estadio-nicolau-alayon-ceu.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/07/tribunas-estadio-nicolau-alayon-ceu-640x426.jpg" alt="Tribunas do Estádio Nicolau Alayon durante o pôr-do-sol" title="Tribunas do Estádio Nicolau Alayon durante o pôr-do-sol" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1530" /></a><p class="wp-caption-text">Tribunas do Estádio Nicolau Alayon durante o pôr-do-sol</p></div>
<p>O que estragou a paisagem foram os espigões que hoje se erguem do outro lado da Avenida Marquês de São Vicente, ao lado do Centro de Treinamento do São Paulo Futebol Clube, prédios esses que não existiam quinze anos atrás. <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/11/esta-vista-vai-acabar/" title="Esta vista vai acabar">A sanha imobiliária chegou já há algum tempo à Água Branca</a>, e o vizinho do Nacional, conhecido como &#8220;Terreno da Telefônica&#8221;, será em breve trasnformado em um empreendimento tão grande que até criará novas ruas por ali. Já ouvi dizer que o clube estaria ameaçado por essa sanha, embora eu nem imagine como isso possa acontecer. De qualquer maneira, enquanto eu fotografava pelo estádio no intervalo do jogo, um trator passava simbolicamente ao lado de um portão que dáo para o terreno vizinho e nunca é usado. É uma foto emblemática. E, espero, não premonitória.</p>
<div id="attachment_1531" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/07/estadio-nicolau-alayon-acesso.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/07/estadio-nicolau-alayon-acesso-640x426.jpg" alt="Acesso fechado do Estádio Nicolau Alayon na direção do antigo &quot;Terreno da Telefônica&quot;" title="Acesso fechado do Estádio Nicolau Alayon" width="640" height="426" class="size-medium wp-image-1531" /></a><p class="wp-caption-text">Acesso fechado do Estádio Nicolau Alayon na direção do antigo &quot;Terreno da Telefônica&quot;</p></div>
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