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	<title>Pseudopapel &#187; Rua Martiniano de Carvalho</title>
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		<title>Pedestres paulistanos têm muito o que aprender</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 01:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[…e os motoristas têm mais ainda, claro, tanto é que pedestre algum pode se dar ao luxo de atentar-se apenas à faixa de pedestres em São Paulo, mesmo depois de a Prefeitura ter começado a intensificar a fiscalização desse tipo de abuso. Afinal, mesmo em esquinas patrulhadas por marronzinhos não é nada difícil ver motoristas solenemente ignorando não só as zebras no asfalto, como os seres humanos andando sobre elas. Eu mesmo já pouco liguei para as faixas, e não só porque se o fizesse corerria risco de alguém bater no meu carro por trás. O pior é que isso&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/03/pedestres-paulistanos-aprender/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>…e os motoristas têm mais ainda, claro, tanto é que pedestre algum pode se dar ao luxo de atentar-se apenas à faixa de pedestres em São Paulo, mesmo depois de a Prefeitura ter começado a intensificar a fiscalização desse tipo de abuso. Afinal, mesmo em esquinas patrulhadas por marronzinhos não é nada difícil ver motoristas solenemente ignorando não só as zebras no asfalto, como os seres humanos andando sobre elas.</p>
<p>Eu mesmo já pouco liguei para as faixas, e não só porque se o fizesse corerria risco de alguém bater no meu carro por trás. O pior é que isso não fazia sentido, pois durante praticamente toda a minha vida adulta eu sempre fui — e ainda sou — mais pedestre que motorista. Mas, desde que começaram as campanhas, eu comecei a me policiar sobre as faixas quando estou atrás do volante. Não tenho sido perfeito, claro, mas tenho errado cada vez menos.</p>
<p>Mas também comecei a me policiar quando pedestre também, e isso parece estar faltando. Apesar das campanhas e, principalmente, das multas, os pedestres seguem comportando-se como se nada tivesse mudado. Não digo que todos têm de começar a atravessar as ruas de olhos vendados, claro. Mas é irritante você dobrar uma esquina, parar diante da faixa ao ver um pedestre chegando para atravessar e… ele simplesmente para e imediatamente olha para o outro lado! É até compreensível, pois ele não espera que alguém vá parar na selvageria que é o trânsito de São Paulo.</p>
<p>Mas eu paro. E há outros que param também. E há até os que não costumam parar, mas, quando atrás de alguém que para, não saem buzinando, porque se lembraram de que o correto nessa situação é dar vez ao pedestre. A maioria dos pedestres, entretanto, simplesmente se conforma, e não consigo pensar num verbo melhor do que esse para retratar a situação.</p>
<p>A CET tem divulgado já desde o segundo semestre do ano passado que os pedestres que queiram atravessar devem fazer um sinal com a mão. Eu simplesmente não vejo isso. Acho até exagero o sinal; a campanha deveria conscientizar os motoristas, e eles não deveriam esperar um &#8220;sinal&#8221; para parar. Mas, diante de tantos pedestres que estão conformados em criar raízes a cada esquina, começo a ver que o sinal é necessário, sim. Não que adiante muito, porque nunca consegui parar o primeiro carro ao fazer o sinal. Nunca. Muitos até me olham com estranheza: &#8220;O que esse sujeito está fazendo acenando para mim?&#8221;</p>
<p>A esquina das ruas Pedroso e Martiniano de Carvalho é um excelente exemplo disso. O fluxo de veículos que vêm da Pedroso e viram à esquerda na Martiniano é grande, e não há sinal de pedestres ali. Então, claro, a preferência é do pedestre. Ou deveria ser, porque não é. Atravessar ali é muito difícil. Já quase fui atropelado ali uma vez por um taxista que, quando viu que eu já estava a meio caminho na faixa, resolveu acelerar (!) para passar primeiro. Eu tinha tempo para atravessar, e não precisava nem correr, mas o sujeito acelerou. Quando eu percebi, apertei o passo, mas ele tinha jogado o carro para o mesmo lado. Poderia ter-me acertado, mesmo com o tempo que eu tinha para atravessar e a minha atenção. Não o fez por sorte.</p>
<p>Hoje ainda ocorreu comigo uma situação que eu imaginava que não demoraria muito tempo mais para eu ver. Curiosamente, foi também na Martiniano de Carvalho. Eu estava na Rua Humaitá e viraria à direita na Martiniano, mas havia um pedestre esperando na faixa. Parei, pois. Ele fez sinal para eu passar. Pedi, com a mão, para ele passar. Antes que ele pudesse reagir, o carro que estava atrás de mim me ultrapassou por dentro da curva. Se o pedestre tivesse seguido a minha indicação, teria alguma chance de ser atropelado por um fominha ignorante, apesar de outrem ter cumprido a lei para deixá-lo passar.</p>
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		<title>Prédio Zú, na Rua dos Bororós</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 16:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nestes tempos, em que a infinidade de lançamentos imobiliários em São Paulo traz quase que apenas nomes estrangeiros, como Château de la Merde, Asshole Gardens e afins, é quase surreal a visão do prediozinho da foto acima, com seus três andares (incluindo o térreo) e seu peculiar nome: Prédio Zú, que deve ter mais de setenta anos de idade. Ele fica na Rua dos Bororós, que tem apenas um quarteirão, começando na Rua Condessa de São Joaquim e terminando na Rua Humaitá, na Bela Vista. A rua é como se fosse o início da Martiniano de Carvalho, que continua, ligeiramente&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/predio-zu-rua-dos-bororos/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestes tempos, em que <a href="http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/novos-predios-vao-exigir-mais-faixas-na-paulista/">a infinidade de lançamentos imobiliários em São Paulo</a> traz quase que apenas nomes estrangeiros, como <em>Château de la Merde</em>, <em>Asshole Gardens</em> e afins, é quase surreal a visão do prediozinho da foto acima, com seus três andares (incluindo o térreo) e seu peculiar nome: Prédio Zú, que deve ter mais de setenta anos de idade.  Ele fica na Rua dos Bororós, que tem apenas um quarteirão, começando na Rua Condessa de São Joaquim e terminando na Rua Humaitá, na Bela Vista. A rua é como se fosse o início da Martiniano de Carvalho, que continua, ligeiramente enviesada, após a Rua Humaitá. Ao seu lado, um prédio pouco mais novo — que, assim mesmo, deve ter mais de sessenta anos de idade — também tem um nome que não exige a consulta a nenhum dicionário de línguas: Edifício Márcia. Ele aparece em primeiro plano na foto abaixo. Do outro lado do Prédio Zú, um similar, cuja fachada de pastilhas foi cimentada, já não mostra mais seu nome, que também devia ser bem simples.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/predio-zu-rua-bororos.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/06/predio-zu-rua-bororos-640x426.jpg" alt="Prédio Zú, na Rua dos Bororós" title="Prédio Zú, na Rua dos Bororós" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-893" /></a></p>
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		<title>A nova cara da Rua Martiniano de Carvalho</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 14:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fim da semana passada, usando a minha rota de escape pelo primeiro quarteirão da Rua Martiniano de Carvalho, deparei com a cena acima: a demolição de uma casinha simpática, no número 189, quase na esquina com a Rua Monsenhor Passaláqua, onde funcionava a Igreja Cristã de Graças Celestiais. Felizmente, o sinal estava fechado e consegui a tempo sacar meu celular para registrar os últimos suspiros da casa. Ela ainda está visível no Google Maps, e na imagem reproduzida abaixo, logo antes da paisagem quase lunar de hoje de manhã. No dia seguinte, tinha sobrado apenas o portão, e o&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/05/nova-cara-rua-martiniano-de-carvalho/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim da semana passada, usando a minha rota de escape pelo primeiro quarteirão da Rua Martiniano de Carvalho, deparei com a cena acima: a demolição de uma casinha simpática, no número 189, quase na esquina com a Rua Monsenhor Passaláqua, onde funcionava a Igreja Cristã de Graças Celestiais. Felizmente, o sinal estava fechado e consegui a tempo sacar meu celular para registrar os últimos suspiros da casa. <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;ll=-23.56049,-46.641246&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;t=h&amp;z=19&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56049,-46.641246&amp;panoid=I5fRl0fgO09PUtRuJZf8Ig&amp;cbp=12,109.83,,0,-7.11">Ela ainda está visível no Google Maps</a>, e na imagem reproduzida abaixo, logo antes da paisagem quase lunar de hoje de manhã. No dia seguinte, tinha sobrado apenas o portão, e o que havia no terreno ao lado, de número 187, que antes tinha um alto muro na frente, também tinha vindo abaixo. Anteontem voltei para fotografar o portão, imaginando que talvez fosse ser conservado, mas ele já não mais estava lá. Os dois terrenos já estão sendo terraplanados. Não sei se vem por aí um novo templo ou um espigão. As duas alternativas são ruins. Sim, mesmo o eventual templo, pois tende a ser maior, e um polo gerador de tráfego. É, entretanto, uma alternativa menos pior do que mais um edifício com dezenas de apartamentos.</p>
<p><a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;t=h&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56049,-46.641246&amp;panoid=I5fRl0fgO09PUtRuJZf8Ig&amp;cbp=12,109.83,,0,-7.11&amp;ll=-23.560675,-46.641045&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;z=19"><img class="alignnone size-full wp-image-846" title="Rua Martiniano de Carvalho, 189 no Google Maps" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-google-maps.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 189 no Google Maps" width="640" height="427" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-demolida.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-852" title="Rua Martiniano de Carvalho, 189: demolida" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-189-demolida-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 189: demolida" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Os dois primeiros quarteirões da Rua Martiniano de Carvalho, entre as ruas Humaitá e Pedroso, têm, além da Província Carmelitana de Santo Elias, que ocupa boa parte do lado par do primeiro quarteirão, vários edifícios baixos, construídos nas décadas de 1940 e 1950, e casas construídas ainda antes. Um dos exemplos está na foto abaixo, aparentemente no número 123 (o último algarismo caiu, mas deixou marcas que podem ser de um &#8220;3&#8243;).</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-123.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-847" title="Rua Martiniano de Carvalho, 123" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-123-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho, 123" width="640" height="426" /></a></p>
<p>No lado ímpar do segundo quarteirão destaca-se a Vila Itororó, conjunto arquitetônico erguido nos anos 1920, possivelmente o imóvel mais famoso da rua e de todo o bairro, lugar onde foi instalada a primeira piscina da cidade. Há ainda uma vila, na altura do número 71, onde minha sogra, Maria Elisa, passou boa parte de sua infância e adolescência. A vila resiste até hoje, mas com um portão provavelmente colocado nas décadas de 1990 ou 2000, como se vê na foto abaixo.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-71-vila.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-848" title="Vila na Rua Martiniano de Carvalho, 71" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-71-vila-640x426.jpg" alt="Vila na Rua Martiniano de Carvalho, 71" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Cruzando a Rua Pedroso, no primeiro quarteirão ainda resistem algumas casas antigas, convivendo com dois prédios mais recentes, provavelmente dos anos 1970, um de cada lado da rua. A partir da esquina com a Rua Santa Madalena, e seguindo até o fim da via, na Praça Amadeu Amaral, as características da Martiniano de Carvalho se modificam, e os hospitais Paulistano e São José passam a dividir a paisagem com prédios já construídos entre a década de 1960 e o início dos anos 1980. A partir de então, o bairro passou a ser esquecido para novos empreendimentos imobiliários.</p>
<p>Nos últimos anos essa tendência tem sido radicalmente revertida. O enorme terreno que abrigou o Palácio Pio XII, sede da Cúria Metropolitana até os anos 1970 e demolido no final daquela década, desde meados da década passada tem três torres enormes de apartamentos, cujo condomínio não preservou a memória do ocupante original do terreno nem no nome, hoje um pouco criativo (e geograficamente errado) &#8220;Vereda Paraíso&#8221;. Apesar de cada um dos prédios ter frente para uma das ruas que ladeiam o terreno — Martiniano de Carvalho, Artur Prado e Pio XII —, a entrada social do condomínio é na Artur Prado, ficando a Martiniano como entrada de serviço e saída da garagem, depejando dezenas de veículos ali todas as manhãs.</p>
<p>Mais à frente, quase na esquina com a Rua João Julião, um espigão recente aparenta ter mais de uma dezena de apartamentos em cada um de seus mais de vinte andares. Um pouco abaixo do Hospital Paulistano, do outro lado da rua, está sendo construído <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/demolicao-martiniano-de-carvalho/">um prédio também com dezenas de apartamentos</a>, mas que terá entrada pela Rua Artur Prado, paralela à Martiniano de Carvalho. Um novo prédio de escritórios está quase pronto pouco abaixo, seguindo a tendência ditada pelo complexo da Telefónica, na esquina da Martiniano com a Rua Capitão-Mor Roque Barreto.</p>
<p>Uma esquina pode estar prestes a representar bem as mudanças que, pelo visto, estão apenas começando na Rua Martiniano de Carvalho. Na esquina com a Rua Santa Madalena, do lado esquerdo de quem sobe havia um estacionamento, transferido há poucas semanas para o terreno ao lado, na Santa Madalena. O muro permaneceu, e os portões foram fechados com tijolos. O terreno é grande o bastante para abrigar um novo prédio. Esse último quarteirão da Santa Madalena costuma ter trânsito problemático nos horários de pico, por causa do acesso à Avenida Vinte e Três de Maio e ao Viaduto Pedroso. Um novo prédio justamente ali só fará piorar essa situação.</p>
<p>Do outro lado dessa esquina existiam três casas antigas até 2004, ano em que foram demolidas para dar lugar a um posto de gasolina. Meu pai tinha ficado sabendo dessa demolição à época e pediu que eu fosse lá fotografar, pois eu trabalhava não muito longe dali. Assim, é possível fazer um antes e depois dessa esquina, com a foto batida em 17 de agosto de 2004 em cima e a de 27 de maio de 2011 abaixo.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2004.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-849" title="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2004)" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2004-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2004)" width="640" height="426" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2011.jpg" class="broken_link"><img class="alignnone size-large wp-image-850" title="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2011)" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/rua-martiniano-de-carvalho-rua-santa-madalena-2011-640x426.jpg" alt="Rua Martiniano de Carvalho x Santa Madalena (2011)" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Como se pode perceber, o &#8220;ataque imobiliário&#8221; não se restringe à Rua Martiniano de Carvalho. Uma casa dos anos 1950 foi demolida no ano passado na Rua Pio XII e uma casa noturna de &#8220;namoradas instantâneas&#8221; foi demolida há dois meses na Rua Pedroso, ao lado do Pão de Açúcar, ambas para dar lugar a lindos estacionamentos. Além disso, segue em estágio avançado a construção de outro prédio na Artur Prado, pouco acima da Santa Madalena, e um prédio de apartamentos será erguido na confluência das ruas Monsenhor Passaláqua e Sebastião Soares de Faria, em frente ao início da Rua Artur Prado, a um quarteirão de onde estão demolindo a antiga Igreja Cristã de Graças Celestiais. <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=Rua+Martiniano+de+Carvalho,+189,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&amp;aq=t&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=34.259599,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Martiniano+de+Carvalho,+189+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01321-001,+Brazil&amp;ll=-23.56044,-46.642275&amp;spn=0.00121,0.002411&amp;t=h&amp;z=19&amp;layer=c&amp;cbll=-23.56044,-46.642275&amp;panoid=eZb0ecJvhZnd9YGLrH0l2A&amp;cbp=12,7.02,,0,-3.6">Este último empreendimento tomou o lugar de um estacionamento</a>. Uma casa bem antiga na Artur Prado, que há anos está bem escorada para não cair, segue resistindo bravamente, só não se sabe por quanto tempo. Quando ela cair — porque não é questão de <em>se</em> vai cair; ela <em>vai</em> cair eventualmente —, certamente tentarão encaixar um novo prédio por ali, quem sabe fagocitando também a casa vizinha, mais recente, que abriga um cabeleireiro e um consultório de dentista.</p>
<p>Assim, a cara da Rua Martiniano de Carvalho e adjacências segue mudando sua cara, para pior, sem dúvida. Seus quarteirões que eram pacatos vão ganhar movimento; os que já não mais eram pacatos ganharão <em>mais</em> movimento. E a qualidade de vida dos que lá já moravam e dos que lá virão morar desce ladeira abaixo, junto com a memória do bairro, que nunca foi lá muito bem conservada, como mostra o exemplo da Vila Itororó, em foto abaixo. Falam que ela será reformada e dará lugar a um centro cultural, mas ela e seus atuais moradores seguem sem destino definido. Não será nenhuma surpresa se daqui a alguns anos houver um grande condomínio no lugar. E este, claro, não terá &#8220;Vila Itororó&#8221; no nome.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vila-itororo.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-853" title="Vila Itororó" src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vila-itororo-640x426.jpg" alt="Vila Itororó" width="640" height="426" /></a></p>
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		<title>Demolição na Martiniano de Carvalho</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jan 2011 13:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não era um prédio — ou seria um galpão? — particularmente bonito. Nem devia ter ele grande valor histórico. Mas a barulhenta demolição que ocorre neste momento na Rua Martiniano de Carvalho, aqui na Bela Vista, é tão inquietante quanto a do casarão na esquina das ruas Antônia de Queiroz e Augusta. Sim, é um pedaço da memória do bairro que vai para o chão, mas é difícil dizer que seja um pedaço significativo. O prédio não era tão antigo nem tinha características marcantes de nenhum tipo de arquitetura. Até o ano passado ele era a sede de um estacionamento&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/demolicao-martiniano-de-carvalho/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não era um prédio — ou seria um galpão? — particularmente bonito. Nem devia ter ele grande valor histórico. Mas a barulhenta demolição que ocorre neste momento na Rua Martiniano de Carvalho, aqui na Bela Vista, é tão inquietante quanto <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">a do casarão na esquina das ruas Antônia de Queiroz e Augusta</a>. Sim, é um pedaço da memória do bairro que vai para o chão, mas é difícil dizer que seja um pedaço significativo. O prédio não era tão antigo nem tinha características marcantes de nenhum tipo de arquitetura. Até o ano passado ele era <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+Cunha+Bueno,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=37.0625,-95.677068&#038;sspn=34.724817,79.013672&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+Cunha+Bueno+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01322-040,+Brazil&#038;ll=-23.56429,-46.642307&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=h&#038;z=19&#038;layer=c&#038;cbll=-23.56429,-46.642307&#038;panoid=3XQBvl668_seLMLP2HaD1Q&#038;cbp=12,274.58,,0,-6.61">a sede de um estacionamento</a> que ocupava um grande terreno que vai da Martiniano de Carvalho até a Rua Artur Prado.</p>
<p>Então por que é tão preocupante essa demolição?</p>
<p>Porque ela simboliza o fim da tranquilidade de um bairro que, apesar de ter vários prédios, ainda é uma &#8220;ilha&#8221; a poucos quarteirões da Avenida Paulista. Em geral, os prédios do quadrilátero formado pelas ruas Pio XII, Maestro Cardim, Pedroso e Dr. Alfredo Ellis são mais antigos. Isso significa menos apartamentos por prédio, menos gente morando neles e menos carros deixando os locais a cada manhã. Para se ter uma ideia, é muito fácil achar vagas para estacionar em boa parte das ruas compreendidas no quadrilátero supracitado, desde que não seja em horário comercial de dias úteis, quando as vagas são tomadas pelo pessoal que trabalha nos hospitais próximos e no prédio da Telefónica, na Martiniano de Carvalho.</p>
<div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/demolicao-rua-martiniano-de-carvalho-atras-672x446.jpg" alt="Demolição na Martiniano de Carvalho vista por trás" title="Demolição na Martiniano de Carvalho vista por trás" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-579" /></img></div>
<p>Mas agora, no terreno onde havia o estacionamento que ia da Martiniano à Artur Prado surgirá um daqueles monstrengos de apartamentos com dezenas de apartamentos de quinze metros quadrados (ou, vá lá, <em>um pouquinho</em> maiores). Os prédios da região, boa parte deles construídos entre os anos 1960 e 1970, quando muito, têm uns sessenta apartamentos. É como se esse novo projeto, com nome em inglês e chamado de maneira quase criminosa nosso bairro de &#8220;Paraíso&#8221;, representasse quatro prédios dos antigos, mas no mesmo espaço de um. No Google Maps é possível ver <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#038;source=s_q&#038;hl=en&#038;geocode=&#038;q=Rua+Cunha+Bueno,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;sll=37.0625,-95.677068&#038;sspn=34.724817,79.013672&#038;ie=UTF8&#038;hq=&#038;hnear=R.+Cunha+Bueno+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01322-040,+Brazil&#038;ll=-23.564226,-46.643271&#038;spn=0.001227,0.002411&#038;t=h&#038;z=19">o tamanho do terreno</a>, embora a foto ainda seja de quando o estacionamento ainda funcionava ali. Serão, na verdade, 232 apartamentos com 41 metros quadrados (um dormitório, sendo 3,2 metros quadrados de varanda) e 55 metros quadrados (dois dormitórios, sendo 4,8 metros quadrados de varanda, o que é pouco menos que o segundo quarto, onde é impossível colocar-se de maneira prática uma cama de casal). Quando do pré-lançamento, corretores distribuíram vários folhetos sobre o empreendimento, oferecendo a quem comprasse uma unidade televisores e até crédito de quinhentos reais na Padaria Dengosa, poucos metros acima do local.</p>
<p>O endereço do prédio será na Rua Artur Prado, mais calma que a Martiniano, mas a um quarteirão da Rua Santa Madalena, um gargalo nos horários de pico para quem quer acessar a Avenida Vinte e Três de Maio em qualquer de seus sentidos. Com a entrada pela Rua Artur Prado, a parte do bairro onde sempre é fácil estacionar à noite e aos fins de semana tende a ficar mais carregada de carros. Afinal, se um décimo dos apartamentos receber uma visita cada um num sábado à noite, por exemplo, serão 23 carros a mais. A pequena Rua Cunha Bueno, que fica entre a Artur Prado e a Alfredo Ellis, em frente ao empreendimento, tende a ficar abarrotada. A qualidade de vida de quem já mora no bairro vai ser comprometida, até porque há outro empreendimento similar sendo erguido meio quarteirão para baixo na mesma Artur Prado.</p>
<div class="full-image"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/janela-predio-demolido-martiniano-de-carvalho-672x446.jpg" alt="Janela de prédio demolido na Martiniano de Carvalho" title="Janela de prédio demolido na Martiniano de Carvalho" width="672" height="446" class="alignnone size-large wp-image-580" /></img></div>
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