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	<title>Pseudopapel &#187; Consolação</title>
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		<title>Últimas casas da Rua Martins Fontes ameaçadas</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Sep 2012 16:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Consolação]]></category>
		<category><![CDATA[Praça Roosevelt]]></category>
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		<description><![CDATA[Atualização (28/1/2013, 18h20): Passando em frente à casa da Rua Martins Fontes, 295 (que, quando inteira, era essa da foto aí de cima) hoje pela manhã, constatei que o que era apenas uma ameaça em setembro passado virou realidade. A demolição já está iniciada, e pouco sobrou do segundo andar. Provavelmente nada mais vai restar quando virar o mês. Mais um exemplo da triste realidade que assombra as casas em ruas privilegiadas do centro expandido paulistano e até de outros locais, dada a sanha de quem só se preocupa em vender novos imóveis e não em dar qualidade de vida&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/09/ultimas-casas-rua-martins-fontes-ameacadas/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atualização (28/1/2013, 18h20):</strong> Passando em frente à casa da Rua Martins Fontes, 295 (que, quando inteira, era essa da foto aí de cima) hoje pela manhã, constatei que o que era apenas uma ameaça em setembro passado virou realidade. A demolição já está iniciada, e pouco sobrou do segundo andar. Provavelmente nada mais vai restar quando virar o mês. Mais um exemplo da triste realidade que assombra as casas em ruas privilegiadas do centro expandido paulistano e até de outros locais, dada a sanha de quem só se preocupa em vender novos imóveis e não em dar qualidade de vida a quem os compra. Afinal, não esqueçamos que a infraestrutura dos bairros não acompanha o crescimento da população. Pelo contrário: boa parte dela está estática há décadas. E a memória da cidade segue rumo ao esquecimento. Na Rua Martins Fontes, apenas uma casa restará. Por quanto tempo mais?</p>
<p>A foto que se segue foi tirada na manhã de hoje. Em seguida, o texto original, seguido de outras fotos de hoje.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-janeiro-2013.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-janeiro-2013-640x426.jpg" alt="Casa na Rua Martins Fontes, 295, começa a ser demolida" title="Casa na Rua Martins Fontes, 295, começa a ser demolida" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1617" /></a></p>
<p>A Rua Martins Fontes corresponde ao que deveria ser o primeiro — ou último — pedaço da Rua Augusta entre as ruas da Consolação e Martinho Prado. Estando no chamado &#8220;Centro Novo&#8221;, ela foi um dos primeiros alvos da especulação imobiliária verticalizante em São Paulo, já nos anos 1940, como comprova o anúncio ao lado, publicado na <em>Folha da Manhã</em> em 2 de março de 1947. (O prédio do anúncio, aliás, está de pé até hoje, embora não seja mais residencial e não se chame mais Edifício São Carlos. Hoje ele é um prédio comercial, com predominância de empresas da área de turismo, mas nas áreas comuns mantém o belo estilo antigo, que pode ser visto na <a href="http://instagram.com/p/TSl_t/" title="Instagram agiesbrecht: Mezanino de prédio antigo à Rua Martins Fontes, 91.">escadaria que leva do mezanino ao térreo</a>.)</p>
<p><a href="http://acervo.folha.com.br/fdm/1947/03/02/1/"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/anuncio-edificio-sao-carlos-rua-martins-fontes.gif" alt="Anúncio do Edifício São Carlos, na Rua Martins Fontes" title="Anúncio do Edifício São Carlos, na Rua Martins Fontes" width="250" height="292" class="alignright size-full wp-image-1549" /></a></p>
<p>Assim como em praticamente toda a região central, as casinhas, casas e casarões foram dando lugar a prédios cada vez mais altos. Estes, por sua vez, foram sendo abandonados, trocados por exemplares mais modernos em outras áreas da cidade, o que foi um dos fatores determinantes na degradação que o centro experimentou na segunda metade do século XX. Neste início do século XXI, entretanto, o centro volta a atrair negócios, e em São Paulo isso significa especulação imobiliária. A poucos metros da Rua Martins Fontes, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/" title="Um espigão revitaliza?">na afluente Rua Álvaro de Carvalho</a>, dois empreendimentos estão sendo levantados em uma área que dez anos atrás só atraía quem estava atrás de aluguéis baixíssimos. Como as vendas parecem ter sido boas, já que classes mais abastadas estão novamente interessadas em morar no centro, todos os imóveis da região parecem estar no alvo das incorporadoras e construtoras. O antigo Hotel Cad&#8217;Oro já foi abaixo, na Augusta com a Rua Caio Prado. A Praça Roosevelt de concreto deu ontem lugar a uma área mais aberta, o que fez com que os aluguéis nas proximidades disparassem. A metade da Rua Avanhandava próxima à Martins Fontes <a href="https://kikacastro.wordpress.com/2012/09/24/famiglia-mancini-nesta-rua-nesta-rua-tem-um-restaurante-italiano-fartissimo/" title="Blog da Kika Castro: 'Famiglia Mancini: nesta rua, nesta rua tem um restaurante italiano fartíssimo'">foi repaginada</a>, também subindo os valores de imóveis próximos.</p>
<p>Tudo isso contribuiu para o interesse em imóveis da Rua Martins Fontes aumentar, mas não há muita coisa disponível por ali, pois sobraram apenas duas casas na rua, uma (belíssima) na esquina com a Rua Avanhandava e outra um pouco mais adiante, quase na esquina com a Álvaro de Carvalho, que é a foto que abre este texto, um pouco desfigurada por anos usada comercialmente. As duas estão fechadas, embora não abandonadas. A segunda parece mais ameaçada de demolição que a primeira, por dois motivos: (1) uma enorme placa de &#8220;Vende-se&#8221; em sua fachada; e (2) o prédio vizinho, o antigo Thamisa Hotel, parece estar sendo demolido, como se vê na foto abaixo.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/09/thamisa-hotel-martins-fontes-demolicao-640x426.jpg" alt="Demolição do Thamisa Hotel, na Rua Martins Fontes" title="Demolição do Thamisa Hotel, na Rua Martins Fontes" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1547" /></p>
<p>O Thamisa Hotel está fechado há mais de uma década, e curiosamente ainda é possível encontrar na internet sites oferecendo &#8220;reservas&#8221; no hotel, incluindo seu endereço, Rua Martins Fontes, 277. Em julho de 2003 ele <a href="http://hoteliernews.com.br/2003/07/ContrainvasodesemtetoantigohotelconstrimuroemSP/" title="Hôtelier News: &#039;Contra invasão de sem-teto, antigo hotel constrói muro em SP&#039;" class="broken_link">foi lacrado</a> com paredes de concreto, para evitar invasões de sem-teto, que naquele mês haviam invadido três prédios de hotéis abandonados na região. Como não é um prédio bonito ou histórico, não fará falta. O problema é o que virá em seu lugar: provavelmente um espigão de classe média-alta, com dezenas de apartamentos, aumentando ainda mais o adensamento do bairro, que já ganhará os emprendimentos citados anteriormente. Fórmula certeira para a piora do já caótico trânsito, isso sem falar na infaestrutura de serviços como água, esgoto e luz, especialmente os dois primeiros. E, na ânsia por mais espaço, o substituto do Thamisa Hotel possivelmente &#8220;fagocitará&#8221; a casa vizinha, deixando a Martins Fontes ainda mais triste.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-porta.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-porta-640x426.jpg" alt="Porta da casa na Rua Martins Fontes, 295" title="Porta da casa na Rua Martins Fontes, 295" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1618" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-frente.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-frente-640x426.jpg" alt="Frente da casa na Rua Martins Fontes, 295" title="Frente da casa na Rua Martins Fontes, 295" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1619" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-segundo-andar.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-segundo-andar-640x426.jpg" alt="Segundo andar da casa na Rua Martins Fontes, 295" title="Segundo andar da casa na Rua Martins Fontes, 295" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1620" /></a></p>
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		<title>Um espigão revitaliza?</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 23:41:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Anhangabaú]]></category>
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		<description><![CDATA[Na última página do caderno Mercado da Folha de S. Paulo de domingo, 1.º de maio, há um anúncio de página inteira exaltando o &#8220;breve lançamento&#8221; de um prédio de apartamentos de um e dois dormitórios chamado &#8220;Urbe&#8221; (o anúncio já deve ter sido repetido algumas vezes nesse meio-tempo). O de sempre: algumas dezenas de apartamentos, com área de 44 a 60 metros quadrados, incluindo unidades de dois dormitórios com 45 metros quadrados, possivelmente projetadas para protozoários, não para seres humanos. Imagine um casal com um filho morando em um desses cubículos, que são menores do que apartamentos de hotel&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última página do caderno Mercado da <em>Folha de S. Paulo</em> de domingo, 1.º de maio, há um <a href="http://www.pressdisplay.com/pressdisplay/showlink.aspx?bookmarkid=T90M8YR6HH03">anúncio</a> de página inteira exaltando o &#8220;breve lançamento&#8221; de um prédio de apartamentos de um e dois dormitórios chamado &#8220;Urbe&#8221; (o anúncio já deve ter sido repetido algumas vezes nesse meio-tempo). O de sempre: algumas dezenas de apartamentos, com área de 44 a 60 metros quadrados, incluindo unidades de dois dormitórios com 45 metros quadrados, possivelmente projetadas para protozoários, não para seres humanos. Imagine um casal com um filho morando em um desses cubículos, que são menores do que apartamentos de hotel de categoria intermediária.</p>
<p>Mas não há nada de diferente nesse anúncio, a não ser por sua localização: na Rua Álvaro de Carvalho, na Consolação, próximo à Praça da Bandeira. A Álvaro de Carvalho é uma rua degradada por dois viadutos, o Nove de Julho e o Major Quedinho, e tem saída de escadarias de acesso a esses viadutos, que costumam ser ocupadas por mendigos, moradores de rua e drogados, não exatamente a população que quem procura um apartamento desses gostaria de ter como vizinhos. O próprio empreendimento está localizado bem próximo ao Viaduto Nove de Julho.</p>
<p>Nada disso, claro, é citado no anúncio, que limita-se a citar &#8220;alguns atrativos da vizinhança&#8221;, como a proximidade do Masp, da Avenida Paulista, do Shopping Frei Caneca e da Rua Avanhandava. A não ser pela Avanhandava, realmente próxima, &#8220;proximidade&#8221; soa como um termo relativo, já que o Shopping Frei Caneca está a mais de um quilômetro e meio do empreendimento (distância que será maior para quem vai de carro), enquanto o Masp e a Paulista estão a mais de dois. Também são citados hospitais, universidades, uma &#8220;vida cultural intensa&#8221; e &#8220;grande oferta de serviços&#8221;. Outro atrativo, citado com ainda mais destaque, é que o empreendimento está a trezentos metros do Metrô.</p>
<p>Tudo verdade, inclusive a distância até o Metrô — até a entrada, bem entendido, porque para se chegar à plataforma da Estação Anhangabaú há que se descer três lances de escada, de tão funda que é a estação. Obviamente, outras verdades sobre a região não são mencionadas, como os já citados vizinhos, a insegurança e o abandono da região, o grande volume de veículos do horário do rush… Curiosamente, o mapa que acompanha o anúncio destaca a Praça Roosevelt, que fica a pouco mais de quinhentos metros do local. Até pouco tempo atrás, ela nunca foi um grande atrativo, abandonada e decadente que estava. Mesmo hoje, apesar de alguma revitalização proporcionada pelos diversos teatros em seus arredores e das reformas que prometem renovar de vez o logradouro, não tenho certeza se ainda é um grande chamativo.</p>
<p>Isto tudo posto, se a única diferença deste empreendimento para qualquer outro dentre as dezenas anunciados no jornal de hoje é a localização, por que eu decidi falar dele? Porque… bem, porque eu gosto da ideia dele, descontada a metragem ridícula de seus apartamentos. Sim, com cerca de 150 apartamentos (cálculo que fiz baseado na ilustração do prédio no anúncio), ele vai despejar uma quantidade de carros nas ruas do bairro que vai prejudicar ainda mais o trânsito. Mas talvez esse seja o preço a se pagar para revitalizar a Rua Álvaro de Carvalho e seu entorno. Quem sabe a Prefeitura volte a dar alguma atenção à região com supostos &#8220;formadores de opinião&#8221; ali, incluindo também na conta outro empreendimento, em estado um pouco mais avançado, poucos metros acima na mesma Álvaro de Carvalho. Além disso, tudo que o novo predio vai substituir é <a href="http://maps.google.com/maps?f=d&#038;source=s_d&#038;saddr=R.+Formosa&#038;daddr=R.+%C3%81lvaro+de+Carvalho&#038;hl=en&#038;geocode=FRWwmP4dwVc4_Q%3BFaGrmP4dLEw4_Q&#038;mra=dme&#038;mrsp=1&#038;sz=18&#038;dirflg=w&#038;sll=-23.54864,-46.641126&#038;sspn=0.002419,0.004823&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.548807,-46.641716&#038;spn=0.002419,0.004823&#038;t=h&#038;z=18&#038;layer=c&#038;cbll=-23.548765,-46.641636&#038;panoid=0cdc5Nq6OwqjH53VYQneNg&#038;cbp=12,332,,0,4.17">um anódino estacionamento</a>, ao contrário de um empreendimento similar que causou a criminosa <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">demolição de um casarão na esquina das ruas Augusta e Antônia de Queiroz</a>, no final do ano passado.</p>
<p>É claro que isso poderia ter sido feito com a renovação e modernização de prédios de apartamentos já existentes na via. Um passeio por ali mostra que prédios residenciais ali não faltam, e a maioria deles está num estado lastimável de conservação. A utilização deles agrediria menos a região, pois não adicionaria um número de habitantes muito maior do que o atual. Pouco abaixo do Urbe, o prédio do antigo <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110616/not_imp733027,0.php" class="broken_link">Hotel Cambridge deverá agora ser reformado</a> para abrigar moradias populares, criando uma integração que costuma ser apontada como uma das soluções para reverter a situação de regiões degradadas. Estou certo? Não tenho tanta certeza; só o tempo dirá. Mas vale ter alguma esperança em relação a pelo menos um dos tantos empreendimentos lançados todos os anos em São Paulo.</p>
<p>O que você acha?</p>
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		<title>A preocupação não é só com a memória</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 22:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[abandono]]></category>
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		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Rua Augusta]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada o site Folha Online, pertencente ao jornal Folha de S. Paulo, publicou uma matéria sobre um casarão na Rua Augusta que estava sendo demolido, para dar lugar a um espigão, provavelmente com nome estrangeiro. Até aí, nenhuma novidade: casas antigas são derrubadas com alguma frequência em São Paulo. A notícia, na verdade, tinha-me sido passada um dia antes pelo Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga, por e-mail. Ele logo atualizou a página sobre o casarão no site com a informação da demolição. Enquanto isso, na página de comentários da notícia na Folha Online, havia quase tantos&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada o site <em>Folha Online</em>, pertencente ao jornal <em>Folha de S. Paulo</em>, publicou uma matéria sobre um <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/845984-casarao-na-rua-augusta-em-sp-da-lugar-a-predio.shtml">casarão na Rua Augusta que estava sendo demolido</a>, para dar lugar a um espigão, provavelmente com nome estrangeiro. Até aí, nenhuma novidade: <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/10/que-sobrou-casas-carlos-sampaio/">casas antigas são derrubadas com alguma frequência em São Paulo</a>. A notícia, na verdade, tinha-me sido passada um dia antes pelo Douglas Nascimento, do site <a href="http://www.saopauloantiga.com.br/"><em>São Paulo Antiga</em></a>, por e-mail. Ele logo atualizou <a href="http://www.saopauloantiga.com.br/rua-dona-antonia-de-queiros/">a página sobre o casarão no site</a> com a informação da demolição.</p>
<p>Enquanto isso, <em>na página de comentários da notícia na Folha Online</em>, havia quase tantos comentários <em>favoráveis</em> à demolição quanto contrários. Isso, claro, não foi exatamente uma surpresa. A surpresa estava contida nos motivos alegados para defender a demolição. Veja alguns exemplos:</p>
<ul>
<li>&#8220;Preservar um prédio que nem tem informações históricas? Para que <em>(sic)</em>? Não é uma árvore ou um ser. Melhor uma construção útil, <strong>que todos possam usar</strong> e que acabe com aquele fantasma que deixa a região insegura.&#8221;</li>
<li>&#8220;Isto mesmo São Paulo, não a velharia, sou a favor do progresso. Tem mais é que por <em>(sic)</em> estes prédios antigos abaixo e dar lugar aos modernos, muda tudo, novos ares!&#8221;</li>
<li>&#8220;Essas coisas velhas e antiquadas só trazem nostaugia <em>(sic)</em> e bichos pra nossa linda e moderna cidade.&#8221;</li>
<li>&#8220;São Paulo já está com <strong>número alto de patrimônios históricos</strong>, colocando um prédio de nivel melhor ali melhora a região.&#8221;</li>
<li>&#8220;Já vai tarde, pois <strong>aquela região necessita urgentemente de imóveis novos</strong> <em>(…)</em> região central não pode mais conviver com o <strong>atraso</strong> e descaso.&#8221;</li>
<li>Hehehe, ja <em>(sic)</em> vai tarde!!! Confundir ruína com cultura, se esses comentários valessem alguma coisa, imagina o bonde, o lixeiro de carroção de burros, telefone de manivela e <strong>outras porcarias</strong>.</li>
<li>Haaaaa parem de chorar, <strong>tem mais que derrubar essas porcarias mesmo</strong>. Quanto mais obras mais empregos…</li>
<li><strong>Já vai tarde esse lixo!</strong> Que venham obras que reduza <em>(sic)</em> a incrivel <em>(sic)</em> deterioração da área.</li>
<li><strong>Velharia</strong>! Viva o progresso de são paulo, viva!!!</li>
<li>Muito Bom! Finalmente irão dar uma destinação a um terreno que era também ploblema <em>(sic)</em> social pelo abandono e pelas invasões. <em>(…)</em> Naquele pedaço tem <em>(sic)</em> mesmo que sair vários prédios e construções novas com o fulcro de acabar com as casas velhas e cortiços que por lá persistem.</li>
<li>Na minha modesta opinião, não vejo traços artisticos significativos <strong>nesse pardieiro</strong>. Que venha uma construção moderna e clean para revitalizar, ainda mais, a região.</li>
<li><strong>Já tem muito casarão tombado em São Paulo.</strong> Não fará falta.</li>
</ul>
<p>Ninguém é obrigado a admirar todos os casarões que ainda resistem em São Paulo, e nem todo imóvel velho é necessariamente histórico. Mas é preocupante que tanta gente despreze alguma coisa pelo simples fato de ser antiga. Não é de se admirar, pois, que a memória paulistana, paulista e brasileira seja sempre colocada para escanteio. Aí vai da consciência de cada um. Alguns criticaram o processo de tombamento, no que têm razão, pois ele é, na maioria dos casos, prejudicial aos donos dos imóveis, que se veem impedidos até de fazer reformas revitalizadoras. O problema, aí, é do processo, não do tombamento em si. Está na hora de mudá-lo.</p>
<p>Os comentários que defendem a gentrificação da região — incluindo um que está mais para higienização social pura e simples — ignoram um grande problema. Um prédio naquele terreno adicionará dezenas de novos automóveis ao trânsito já caótico das ruas Augusta e da Consolação. Isso sem falar que prédios, atualmente complexos isolados por muros, grades e cercas elétricas, não são nenhuma garantia de &#8220;revitalização&#8221; de uma região. Há exemplos que deram certo e exemplos que não fizeram diferença alguma. Ou seja, muitos dos comentaristas defendem uma solução mágica que, na verdade, causará outros problemas. Há quem defenda até a construção de &#8220;vários prédios e construções novas&#8221;. <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2010/10/o-profeta-do-caos.html">São Paulo e, mais especificamente, seu centro, ainda aguentam?</a> Aguentar, até aguentam. Mas não sem impor uma grande redução na qualidade de vida de todos os moradores, não apenas dos novos.</p>
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