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	<title>Pseudopapel &#187; Anhangabaú</title>
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	<description>Porque de eletrônico este espaço só tem o formato.</description>
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		<title>O Buraco do Adhemar</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 01:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Anhangabaú]]></category>
		<category><![CDATA[Buraco do Adhemar]]></category>
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		<description><![CDATA[(Nenhum destes túneis é o Buraco do Adhemar; eles são seus substitutos, construídos no final dos anos 1980 pelo então prefeito Jânio Quadros, rival político de Adhemar de Barros nos anos 1950 e 1960. O túnel da direita foi conhecido popularmente como &#8220;Buraco do Jânio&#8221; à época de sua inauguração.) Sou um colaborador frequente da Wikipédia, especialmente em biografias de jogadores de futebol e assuntos relacionados à cidade de São Paulo, com contribuições significativas em verbetes como Praça Roosevelt e Muricy Ramalho. Além disso, ainda acompanhando alguns verbetes, ajudando a impedir os chamados vandalismos. A &#8220;vigilância&#8221; desses verbetes ainda proporciona&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/09/buraco-do-adhemar/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Nenhum destes túneis é o Buraco do Adhemar; eles são seus substitutos, construídos no final dos anos 1980 pelo então prefeito Jânio Quadros, rival político de Adhemar de Barros nos anos 1950 e 1960. O túnel da direita foi conhecido popularmente como &#8220;Buraco do Jânio&#8221; à época de sua inauguração.)</p>
<p>Sou um colaborador frequente da Wikipédia, especialmente em biografias de jogadores de futebol e assuntos relacionados à cidade de São Paulo, com contribuições significativas em verbetes como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Roosevelt">Praça Roosevelt</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Muricy_Ramalho">Muricy Ramalho</a>. Além disso, ainda acompanhando alguns verbetes, ajudando a impedir os chamados vandalismos. A &#8220;vigilância&#8221; desses verbetes ainda proporciona situações que nada têm a ver com vandalismo, como a possibilidade de salvar algum deles. Anteontem o verbete Banheira do Ademar <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Buraco_do_Ademar&#038;diff=26801667&#038;oldid=16559364">foi colocado</a> em fila para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Elimina%C3%A7%C3%A3o_semirr%C3%A1pida">eliminação semirrápida</a>, porque não tinha seu conteúdo referenciado por fontes fiáveis. Isso significa que qualquer um tinha até o próximo dia 11 para alterar o verbete, inserindo novas informações e, especialmente, referências, como livros e artigos de jornal.</p>
<p>O verbete realmente era lamentável. Primeiro, por chamar o logradouro de &#8220;Banheira do Ademar&#8221; — não encontrei uma só referência a esse termo; eu sempre conheci por Buraco do Ademar. Segundo, por ser composto de apenas duas frases como um mínimo de informação. Diante dessa situação, resolvi pesquisar. O <a href="http://acervo.folha.com.br/">acervo da <em>Folha</em></a>, com acesso ainda gratuito, resolveu meu problema. A primeira tarefa foi pesquisar o termo &#8220;Banheira do Ademar&#8221;, nas duas variações possíveis: &#8220;Adhemar&#8221; e &#8220;Ademar&#8221; (a Wikipédia padroniza nomes de pessoas após sua morte, e Adhemar de Barros virou Ademar de Barros). Nada. Uma busca no Google trouxe cerca de um quarto dos resultados da mesma busca por &#8220;buraco&#8221;, a grande maioria derivada da própria Wikipédia e de sites que se utilizam de seu conteúdo.</p>
<p>Em seguida, de novo na <em>Folha</em>, a busca por &#8220;Buraco do Ademar&#8221; retornou 68 páginas ao longo dos anos. Entre esses resultados, muitos artigos que me permitiram aumentar consideravelmente o conteúdo do verbete e referenciá-lo satisfatoriamente: são agora 23 referências. E o nome correto: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_do_Ademar">Buraco do Ademar</a>. O curioso é que a passagem não tinha nome oficial, aparentemente, ao contrário de seus substitutos, os dois túneis que hoje passam por baixo do Vale do Anhangabaú e têm o mesmo nome: Túnel Papa João Paulo II. Não é difícil, pois, imaginar por que o apelido &#8220;Buraco do Ademar&#8221; pegou, provavelmente surgido logo depois da inauguração da passagem, em 1951.</p>
<p>Apesar disso, a primeira citação na <em>Folha</em> foi apenas em 30 de junho de 1969. A não ser pela menção a um problema de enchentes na &#8220;passagem de nível da Praça do Correio&#8221;, numa matéria de 7 de março de 1951, não consegui achar quase nada sobre o túnel antes daquela menção em 1969. Não achei sequer a matéria sobre a inauguração da passagem, para descobrir a data exata. A partir de meados dos anos 1970, entretanto, as menções ao Buraco do Ademar se proliferam, até sua efetiva demolição, para a qual ele foi fechado em 23 de outubro de 1988.</p>
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		<title>Um espigão revitaliza?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 23:41:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Anhangabaú]]></category>
		<category><![CDATA[centro]]></category>
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		<description><![CDATA[Na última página do caderno Mercado da Folha de S. Paulo de domingo, 1.º de maio, há um anúncio de página inteira exaltando o &#8220;breve lançamento&#8221; de um prédio de apartamentos de um e dois dormitórios chamado &#8220;Urbe&#8221; (o anúncio já deve ter sido repetido algumas vezes nesse meio-tempo). O de sempre: algumas dezenas de apartamentos, com área de 44 a 60 metros quadrados, incluindo unidades de dois dormitórios com 45 metros quadrados, possivelmente projetadas para protozoários, não para seres humanos. Imagine um casal com um filho morando em um desses cubículos, que são menores do que apartamentos de hotel&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última página do caderno Mercado da <em>Folha de S. Paulo</em> de domingo, 1.º de maio, há um <a href="http://www.pressdisplay.com/pressdisplay/showlink.aspx?bookmarkid=T90M8YR6HH03">anúncio</a> de página inteira exaltando o &#8220;breve lançamento&#8221; de um prédio de apartamentos de um e dois dormitórios chamado &#8220;Urbe&#8221; (o anúncio já deve ter sido repetido algumas vezes nesse meio-tempo). O de sempre: algumas dezenas de apartamentos, com área de 44 a 60 metros quadrados, incluindo unidades de dois dormitórios com 45 metros quadrados, possivelmente projetadas para protozoários, não para seres humanos. Imagine um casal com um filho morando em um desses cubículos, que são menores do que apartamentos de hotel de categoria intermediária.</p>
<p>Mas não há nada de diferente nesse anúncio, a não ser por sua localização: na Rua Álvaro de Carvalho, na Consolação, próximo à Praça da Bandeira. A Álvaro de Carvalho é uma rua degradada por dois viadutos, o Nove de Julho e o Major Quedinho, e tem saída de escadarias de acesso a esses viadutos, que costumam ser ocupadas por mendigos, moradores de rua e drogados, não exatamente a população que quem procura um apartamento desses gostaria de ter como vizinhos. O próprio empreendimento está localizado bem próximo ao Viaduto Nove de Julho.</p>
<p>Nada disso, claro, é citado no anúncio, que limita-se a citar &#8220;alguns atrativos da vizinhança&#8221;, como a proximidade do Masp, da Avenida Paulista, do Shopping Frei Caneca e da Rua Avanhandava. A não ser pela Avanhandava, realmente próxima, &#8220;proximidade&#8221; soa como um termo relativo, já que o Shopping Frei Caneca está a mais de um quilômetro e meio do empreendimento (distância que será maior para quem vai de carro), enquanto o Masp e a Paulista estão a mais de dois. Também são citados hospitais, universidades, uma &#8220;vida cultural intensa&#8221; e &#8220;grande oferta de serviços&#8221;. Outro atrativo, citado com ainda mais destaque, é que o empreendimento está a trezentos metros do Metrô.</p>
<p>Tudo verdade, inclusive a distância até o Metrô — até a entrada, bem entendido, porque para se chegar à plataforma da Estação Anhangabaú há que se descer três lances de escada, de tão funda que é a estação. Obviamente, outras verdades sobre a região não são mencionadas, como os já citados vizinhos, a insegurança e o abandono da região, o grande volume de veículos do horário do rush… Curiosamente, o mapa que acompanha o anúncio destaca a Praça Roosevelt, que fica a pouco mais de quinhentos metros do local. Até pouco tempo atrás, ela nunca foi um grande atrativo, abandonada e decadente que estava. Mesmo hoje, apesar de alguma revitalização proporcionada pelos diversos teatros em seus arredores e das reformas que prometem renovar de vez o logradouro, não tenho certeza se ainda é um grande chamativo.</p>
<p>Isto tudo posto, se a única diferença deste empreendimento para qualquer outro dentre as dezenas anunciados no jornal de hoje é a localização, por que eu decidi falar dele? Porque… bem, porque eu gosto da ideia dele, descontada a metragem ridícula de seus apartamentos. Sim, com cerca de 150 apartamentos (cálculo que fiz baseado na ilustração do prédio no anúncio), ele vai despejar uma quantidade de carros nas ruas do bairro que vai prejudicar ainda mais o trânsito. Mas talvez esse seja o preço a se pagar para revitalizar a Rua Álvaro de Carvalho e seu entorno. Quem sabe a Prefeitura volte a dar alguma atenção à região com supostos &#8220;formadores de opinião&#8221; ali, incluindo também na conta outro empreendimento, em estado um pouco mais avançado, poucos metros acima na mesma Álvaro de Carvalho. Além disso, tudo que o novo predio vai substituir é <a href="http://maps.google.com/maps?f=d&#038;source=s_d&#038;saddr=R.+Formosa&#038;daddr=R.+%C3%81lvaro+de+Carvalho&#038;hl=en&#038;geocode=FRWwmP4dwVc4_Q%3BFaGrmP4dLEw4_Q&#038;mra=dme&#038;mrsp=1&#038;sz=18&#038;dirflg=w&#038;sll=-23.54864,-46.641126&#038;sspn=0.002419,0.004823&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.548807,-46.641716&#038;spn=0.002419,0.004823&#038;t=h&#038;z=18&#038;layer=c&#038;cbll=-23.548765,-46.641636&#038;panoid=0cdc5Nq6OwqjH53VYQneNg&#038;cbp=12,332,,0,4.17">um anódino estacionamento</a>, ao contrário de um empreendimento similar que causou a criminosa <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">demolição de um casarão na esquina das ruas Augusta e Antônia de Queiroz</a>, no final do ano passado.</p>
<p>É claro que isso poderia ter sido feito com a renovação e modernização de prédios de apartamentos já existentes na via. Um passeio por ali mostra que prédios residenciais ali não faltam, e a maioria deles está num estado lastimável de conservação. A utilização deles agrediria menos a região, pois não adicionaria um número de habitantes muito maior do que o atual. Pouco abaixo do Urbe, o prédio do antigo <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110616/not_imp733027,0.php" class="broken_link">Hotel Cambridge deverá agora ser reformado</a> para abrigar moradias populares, criando uma integração que costuma ser apontada como uma das soluções para reverter a situação de regiões degradadas. Estou certo? Não tenho tanta certeza; só o tempo dirá. Mas vale ter alguma esperança em relação a pelo menos um dos tantos empreendimentos lançados todos os anos em São Paulo.</p>
<p>O que você acha?</p>
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		<title>Antes e depois: Rua da Consolação</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 09:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns meses atrás meu pai mandou-me um e-mail com uma foto antiga de um bonde e uma pergunta que provavelmente era retórica: &#8220;Rua da Consolação, em frente à biblioteca?&#8221; Eu não tinha dúvida de que era lá; acho que ele também não. Na época eu trabalhava muito próximo dali, e resolvi ir até lá tentar bater uma foto do mesmo ângulo (mais ou menos o da foto acima) para comparar o que mudou. A comparação pode ser feita nas duas fotos publicadas no fim deste texto. A primeira constatação nada tem a ver com as mudanças: é muito mais difícil&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/10/antes-depois-rua-consolacao/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns meses atrás <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/">meu pai</a> mandou-me um e-mail com uma foto antiga de um bonde e uma pergunta que provavelmente era retórica: &#8220;Rua da Consolação, em frente à biblioteca?&#8221; Eu não tinha dúvida de que era lá; acho que ele também não. Na época eu trabalhava muito próximo dali, e resolvi ir até lá tentar bater uma foto do mesmo ângulo (mais ou menos o da foto acima) para comparar o que mudou. A comparação pode ser feita nas duas fotos publicadas no fim deste texto.</p>
<p>A primeira constatação nada tem a ver com as mudanças: é muito mais difícil do que parece tirar uma foto do mesmo ângulo de outra, mesmo quando esta última está à mão. E fica ainda mais difícil quando pouca coisa sobrou das referências contidas na foto. Da paisagem contemplada pelo pessoal amontoado no bonde, sobraram apenas um prédio e o Banespinha (atual sede da Prefeitura), agora encoberto por um horrível prédio vizinho à Estação Anhangabaú, na Rua Formosa.</p>
<p>Com tão poucas referências, o máximo a que eu podia aspirar seria mesmo uma foto aproximada. O ônibus que aparece não foi proposital e até atrapalhou um pouco a foto, mas serve como contraponto ao bonde da foto antiga — embora a mão da rua tenha mudado. Não havia outra opção de qualquer maneira, pois o trânsito estava todo parado naquele último trecho da Consolação. Só não consegui descobrir de quando é a foto mais velha. Será que é de antes ou depois da chegada de <a href="http://josemariadeaquino.blog.terra.com.br/" class="broken_link">José Maria de Aquino</a> a São Paulo? Será que Gillberto Maluf se lembra dessa São Paulo?</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2010/10/consolacao-xavier-toledo-antes-depois.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2010/10/consolacao-xavier-toledo-antes-depois-672x407.jpg" alt="" title="Rua da Consolação: antes e depois" width="672" height="407" class="alignnone size-large wp-image-417" /></a></div>
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