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	<title>Pseudopapel &#187; Paraisópolis</title>
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		<title>Favela Paraisópolis: história de uma foto</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 15:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 17 de abril de 2007 levei um cliente venezuelano para visitar alguns apartamentos na Zona Sul. Um deles ficava no trecho do Panamby espremido entre o Cemitério do Morumby e a Marginal Pinheiros. O andar era alto e proporcionava uma ampla vista da região até a Avenida Giovanni Gronchi. À frente dessa avenida, entretanto, um dos mais gritantes exemplos do contraste entre pobreza e riqueza que se vê diariamente no Brasil: a Favela Paraisópolis, literalmente encostada nos prédios de alto padrão localizados na avenida. É quase um clichê usar essa imagem para ilustrar a situação social brasileira. Saquei&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/favela-paraisopolis-historia-foto/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 17 de abril de 2007 levei um cliente venezuelano para visitar alguns apartamentos na Zona Sul. Um deles ficava no trecho do Panamby espremido entre o Cemitério do Morumby e a Marginal Pinheiros. O andar era alto e proporcionava uma ampla vista da região até a Avenida Giovanni Gronchi. À frente dessa avenida, entretanto, um dos mais gritantes exemplos do contraste entre pobreza e riqueza que se vê diariamente no Brasil: a Favela Paraisópolis, literalmente encostada nos prédios de alto padrão localizados na avenida. É quase um clichê usar essa imagem para ilustrar a situação social brasileira. Saquei minha câmera, bati a foto e <a href="http://www.flickr.com/photos/things-i-like-in-sp/467071233/in/photostream">mais tarde publiquei-a em meu Flickr</a>. Ela é até hoje, disparado, a foto mais acessada naquela conta, com quase três mil acessos, contra uma média de cerca de cem nas demais.</p>
<p>Demorei um pouco para descobrir de onde vinham tantos acessos, já que as ferramentas de controle que o Flickr oferece a contas gratuitas como a minha não permitem saber a origem das visitas. Uma pesquisa no Google provavelmente matou a charada: <a href="http://gigazine.net/news/20070920_rich_poor_divides/">um site em japonês</a>, com um texto cuja URL fala em &#8220;rich-poor-divides&#8221; traz a minha foto, sob a legenda que o Google Translate traduz como &#8220;Apartamento elevado onde o grupo está.&#8221; Sob a foto, um link para a página da mesma no Flickr, que certamente turbinou as visitas. O texto foi publicado cerca de cinco meses após a foto. Dois anos depois, em 2009, o <a href="http://issuu.com/lukaszmedeksza/docs/forum_metropolitalne" class="broken_link">folheto em polonês do I Forum Metropolitalne</a> também trouxe, em sua página 65, a foto que eu bati. Assim como no site em japonês, o crédito foi dado apenas como &#8220;Autor: things.i.like.in.sao.paulo&#8221;, que é o meu nome de usuário no Flickr, isso apesar de no perfil da conta constar meu nome. Mas o que vale é a intenção, e são casos bem diferentes dos que simplesmente optaram por <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/como-e-dificil-receber-creditos/">não dar crédito algum</a>.</p>
<p>Mais recentemente, no ano passado, foi a agência Getty Images que descobriu a imagem e solicitou que eu me inscrevesse em seu serviço para <a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?assettype=image&#038;family=creative&#038;artist=Alexandre+Giesbrecht">fornecer a foto a eventuais interessados</a>. Foi o que fiz, sem grandes expectativas, e, de fato, até hoje nenhuma &#8220;cópia&#8221; foi vendida. O preço do licenciamento em <em>royalty free</em> da foto para impressão é de 360 dólares. (Devido ao contrato com a Getty Images, a foto acima é a única feita por mim neste blog que não está liberada em Creative Commons. Até por isso, ela não tem link para uma versão maior.)</p>
<p>É claro que esta foto não chegou nem perto de se tornar algo &#8220;viral&#8221;, e três mil visitas no Flickr não representam praticamente nada. Mas não deixa de ser curioso que a foto tenha sido descoberta em três países distintos como Japão, Polônia e Estados Unidos, mas não no Brasil. Isso pode se dever, claro, ao fato de a legenda original no Flickr estar toda em inglês. Mas também pode ser que a imagem simplesmente não tenha mais impacto por aqui, de tão acostumados que estamos com ela. Se for isso mesmo, não é algo de que devemos nos orgulhar.</p>
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