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	<title>Pseudopapel &#187; O Estado de S. Paulo</title>
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	<description>Porque de eletrônico este espaço só tem o formato.</description>
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		<title>Os cadernos do Estadão</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 19:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal da Tarde]]></category>
		<category><![CDATA[O Estado de S. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de ler um comunicado interno do Estadão, publicado pelo Blue Bus, anunciando mudanças a partir do próximo dia 22. &#8221; O jornal adotará a configuraçao de três cadernos, mais um suplemento&#8221;, escreveu Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do jornal. Note que são citados três cadernos por dia, além de um suplemento. E quais seriam esses três cadernos? &#8220;O primeiro caderno terá as editorias Política, Internacional, Metrópole (incluindo os temas da atual Vida) e Esportes. O segundo caderno trará Economia, Negócios e Tecnologia. O Caderno 2 amplia a cobertura de entretenimento e incorpora comportamento digital e literatura.&#8221; Ou seja, o&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2013/04/estadao-cadernos/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler um comunicado interno do <em>Estadão</em>, <a href="http://www.bluebus.com.br/1-novo-estadao-aqui-a-integra-do-comunicado-interno-de-ricardo-gandour/" title="Blue Bus: '1 novo Estadao, aqui a integra do comunicado interno de Ricardo Gandour'">publicado pelo <em>Blue Bus</em></a>, anunciando mudanças a partir do próximo dia 22. &#8221; O jornal adotará a configuraçao de três cadernos, mais um suplemento&#8221;, escreveu Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do jornal. Note que são citados três cadernos por dia, além de um suplemento. E quais seriam esses três cadernos? &#8220;O primeiro caderno terá as editorias Política, Internacional, Metrópole (incluindo os temas da atual Vida) e Esportes. O segundo caderno trará Economia, Negócios e Tecnologia. O Caderno 2 amplia a cobertura de entretenimento e incorpora comportamento digital e literatura.&#8221;</p>
<p>Ou seja, o <em>Estadão</em> vai retroceder mais de vinte anos. Para quem não se lembra, não era nascido ou simplesmente não se importava, até 1991, o noticiário era concentrado em um ou dois cadernos. Até os anos 1980, a divisão entre os assuntos nem era lá muito clara, mas essa época eu não peguei (como leitor). O que peguei foi a época de poucos cadernos, o que fazia com que o caderno &#8220;Cidades&#8221; (atual &#8220;Metrópole&#8221;) fosse sempre fundido com o &#8220;Esportes&#8221;, a não ser aos domingos e às segundas-feiras. Assim, eu tinha de dividir o jornal com a minha mãe, que queria ler &#8220;Cidades&#8221;, enquanto eu queria ler &#8220;Esportes&#8221;. Adivinhe quem tinha a preferência? Em vez de poder levar o jornal comigo para a escola, às vezes, eu não podia nem lê-lo de manhã. Não creio que fosse só comigo que isso ocorresse.</p>
<p>Quando os dois cadernos passaram a ser separados &#8212; a não ser em épocas como pouca cobertura esportiva, como em fins de ano, quando eles voltavam a se fundir por alguns dias &#8211;, resolveu esse problema. E isso, pelo visto, vai durar até abril de 2013. Já não divido mais o jornal com minha mãe, mas divido-o com minha esposa. E o &#8220;Metrópole&#8221; é sua leitura preferida do jornal. Não poderemos mais ler o jornal juntos na mesa do café da manhã.</p>
<p>O <em>Estadão</em> <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/11/fim-jornal-da-tarde/" title="O fim do Jornal da Tarde">já tinha matado, no ano passado, o <em>Jornal da Tarde</em></a>. Nesse processo, vi diminuída a cobertura esportiva a que eu tinha direito. No <em>JT</em>, eram, no mínimo, doze páginas diárias, o que equivaleria a seis páginas n&#8217;<em>O Estado</em>, mas este, em muitos dias, traz apenas quatro páginas. A diferença no número de páginas é pequena, mas, na cobertura dos times, é gritante: enquanto o finado trazia, em geral, duas páginas para cada um dos quatro grandes (o equivalente a uma página inteira do irmão mais velho), não raro vê-se no <em>Estadão</em> uma única matéria, que ocupa apenas um pedaço da página. Se forem diminuir ainda mais, vai começar a ficar injustificável minha assinatura.</p>
<p>Não nego que os jornais enfrentam inúmeros desafios hoje em dia, especialmente para se fortalecer entre o público jovem. Mesmo entre a minha geração, que já não é tão jovem assim, não é lá muito fácil encontrar alguém que assine jornal. Entre os oito amigos de colégio com quem ainda mantenho contato frequente, nenhum (!) assina um jornal impresso. Apenas dois deles o fizeram em algum momento de suas vidas adultas. Uma das coisas que atraem jovens (do sexo masculino) aos jornais é o caderno de esportes. Foi o que aconteceu comigo.</p>
<p>Atualmente, quase ninguém fica sabendo de um resultado de jogo pelos jornais. Acontece, ainda, comigo, quando acabo indo formir muito cedo, mas é raro. Além disso, 95% do noticiário diário esportivo publicado em impressos ocorreu até as 18 horas do dia anterior. Muitas vezes, o sujeito abre o jornal na parte de esportes e só depara com notícias que já lera na internet à noite. Esse é o maior problema, e não consigo entender como mesclar tudo no mesmo caderno vai resolver. Os jogos noturnos continuarão com uma cobertura parca, escrita às pressas, devido aos exíguos prazos de fechamento, e estes nem veem a internet com vantagem, pois os <em>sites</em> sempre querem publicar seus textos o mais rápido possível &#8212; ou seja, minutos após o encerramento da partida. Isso também não vai ser resolvido com os cadernos mesclados.</p>
<p>Essa questão dos três cadernos é um tendência recente nos Estados Unidos, onde alguns jornais chegaram ao extremo de cortar algumas edições. Sim, alguns jornais já não põem sua versão impressa para circular em determinados dias da semana. Quanto tempo até essa &#8220;inovação&#8221; chegar por aqui? Será que, quando chegar, eu ainda estarei assinando um jornal?</p>
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