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	<title>Pseudopapel &#187; Colégio Visconde de Porto Seguro</title>
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		<title>O antigo prédio do Porto Seguro, na Praça Roosevelt</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 21:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Colégio Visconde de Porto Seguro]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 1978 o Colégio Visconde de Porto Seguro comemorou seu centésimo aniversário. Na época o professor Igino Rotta, que ali lecionava, fez o desenho acima, que ilustra o prédio ocupado pelo colégio durante 62 anos, entre 1913 e 1974. Curiosamente, naquele mesmo ano a escola viu esse prédio passar a ser ocupado por uma nova escola, a Caetano de Campos, uma instituição estadual que havia se mudado de um edifício que ocupara por ainda mais tempo na Praça da República, onde hoje se localiza a Secretaria de Educação. Em 13 de fevereiro de 1978 o prédio da Rua Olinda, às&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/08/antigo-predio-colegio-porto-seguro-praca-roosevelt/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1978 o Colégio Visconde de Porto Seguro comemorou seu centésimo aniversário. Na época o professor Igino Rotta, que ali lecionava, fez o desenho acima, que ilustra o prédio ocupado pelo colégio durante 62 anos, entre 1913 e 1974. Curiosamente, naquele mesmo ano a escola viu esse prédio passar a ser ocupado por uma nova escola, a Caetano de Campos, uma instituição estadual que havia se mudado de um edifício que ocupara por ainda mais tempo na Praça da República, onde hoje se localiza a Secretaria de Educação. Em 13 de fevereiro de 1978 o prédio da Rua Olinda, às margens da Praça Roosevelt, voltou a ser ocupado por alunos depois de pouco mais de três anos.</p>
<p>&#8220;Acostumadas desde 1913 a ouvir mais palavras em alemão do que em português, as sólidas e recém-pintadas paredes do antigo Colégio Visconde de Porto Seguro, na Praça Roosevelt, certamente vão estranhar as novas vozes que ecoarão pelas 22 salas de aula e longos corredores do prédio&#8221;, escreveu a repórter Gisella Bisordi na <em>Folha de S. Paulo</em> do dia 12. Se a prosopopeia das paredes mencionada na reportagem não fosse uma mera figura de linguagem, é possível que as paredes estranhassem ainda mais o ambiente em que estava inseridas, pois o prédio passou por uma grande reforma depois que foi adquirido pela Secretaria de Educação do estado de São Paulo, seu terceiro dono desde que o Porto Seguro o utilizou como parte do pagamento à construtora Servix, que ergueu o complexo de quatro alqueires no Morumbi, onde o colégio funciona desde 1975 — e onde estudei entre 1982 e 1993. A construtora devia ao Banco Central, a quem repassou o edifício, mais tarde vendido para a secretaria estadual.</p>
<p>A reforma, que custou cinco milhões de cruzeiros, foi feita em pouco mais de um mês, com mais de 250 operários trabalhando dia e noite para deixar tudo pronto para o início do ano letivo de 1978. Havia muito a se fazer nesse tempo, inclusive limpar o pórtico de granito com jatos d&#8217;água com pressão, mas nas paredes não foi necessário mexer, pois elas não tinham nenhuma rachadura. O projeto foi do arquiteto Benedito Lima de Toledo, que também tinha grandes planos para transformar o entorno da escola, a própria Praça Roosevelt, em um centro de convivência cultural, algo bem diferente do que a praça tinha se tornado naqueles primeiros oito anos após a inauguração da estrutura de concreto da praça, em 25 de janeiro de 1970, quando já apresentava sinais de degradação. Toledo era especialmente contra o supermercado que funcionava em um dos andares da praça. &#8220;Uma praça pública, construída com o dinheiro do povo, tem de ter equipamentos de utilidade pública&#8221;, declarou o arquiteto à <em>Folha</em> em 1978. Ele também sonhava com uma feira permanente de ciências, uma estufa, um herbário e um bromeliário.</p>
<p>Nada disso saiu do papel. Flores na praça de concreto, apenas nas floriculturas que ficavam atrás da Igreja Nossa Senhora da Consolação, próximo à área que ficava coberta pela Praça do Pentágono, uma das estruturas da Roosevelt. Áreas culturais floresceram de maneira independente no quarteirão da Rua Martinho Prado que margeia a praça, sob a forma de teatros alternativos que recuperaram parcialmente a região. O supermercado só seria fechado em 2006. Já as estruturas de concreto começaram a ser demolidas em setembro de 2010, e a praça voltou a ser um canteiro de obras, provavelmente não muito diferente do que <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2010/08/memorias-dos-tempos-da-escola.html">meu pai viu nos últimos anos em que estudou no Porto Seguro</a>, em fins dos anos 1960. Com a demolição das estruturas de concreto, o antigo prédio do Porto Seguro fica mais visível. Na foto abaixo, <a href="http://twitpic.com/50i0w">tirada em 12 de maio de 2009</a>, percebe-se que a Praça do Pentágono impedia que se tivesse uma boa visão do prédio.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/08/porto-seguro-praca-roosevelt-2009.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-935" title="Praça Roosevelt em maio de 2009" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/08/porto-seguro-praca-roosevelt-2009-640x426.jpg" alt="Praça Roosevelt em maio de 2009" width="640" height="426" /></a></p>
<p>O atual Caetano de Campos está bem conservado. O prédio ao lado, que um dia foi anexo do Porto Seguro, encontra-se totalmente abandonado e sem perspectivas de recuperação, mesmo com a reforma da praça, <a href="http://www.saopauloantiga.com.br/colegio-porto-seguro/">como aponta Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga</a>. Os arredores <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2010/10/congelado-no-tempo.html">não estão muito diferentes do que eram no fim dos anos 1960</a>. Mas a paisagem está para mudar por causa das reformas, que podem revitalizar a área. Isso pode acarretar as consequências de sempre como a chegada de ainda mais novos empreendimentos residenciais e comerciais na região. Um deles já está sendo vendido, no local do antigo Hotel Cad&#8217;Oro, na esquina das ruas Augusta e Caio Prado, um quarteirão acima do Caetano de Campos. O prédio de que falei dois meses atrás, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/">na Rua Álvaro de Carvalho</a>, já citava em sua propaganda a Praça Roosevelt como um atrativo, algo inimaginável na época em que a foto acima foi tirada, meros 27 meses atrás.</p>
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