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	<title>Pseudopapel &#187; ônibus</title>
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		<title>De Maceió a Recife de ônibus</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 00:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma viagem de ônibus entre Maceió e Recife não é quase nada diferente de uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo. A começar pelo modo como a passagem foi comprada, pela internet, por meio do site da Real Alagoas, direcionado ao site da NetViagem, especializado em venda de passagens de ônibus intermunicipais. Eu já tinha usado o site poucos dias antes, para comprar uma passagem do terminal rodoviário do Tietê, em São Paulo, para Maresias. Minha passagem de Maceió para Recife foi comprada no dia 11 e custou 54,90 reais, o que não incluía a taxa&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/01/maceio-recife-onibus/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma viagem de ônibus entre Maceió e Recife não é quase nada diferente de uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo. A começar pelo modo como a passagem foi comprada, pela internet, por meio do site da Real Alagoas, direcionado ao site da NetViagem, especializado em venda de passagens de ônibus intermunicipais. Eu já tinha usado o site poucos dias antes, para comprar uma passagem do terminal rodoviário do Tietê, em São Paulo, para Maresias. Minha passagem de Maceió para Recife foi comprada no dia 11 e custou 54,90 reais, o que não incluía a taxa de embarque de três reais, a ser cobrada, em dinheiro, na rodoviária de Maceió quando eu fosse retirar a passagem física. Chegando lá, peguei uma pequena fila e, enquanto esperava, percebi que eu tinha esquecido de imprimir meu <em>voucher</em>. Teria eu de apelar para uma lan house na própria rodoviária?</p>
<p>Não. Abri meu email pelo celular e mostrei a confirmação para a atendente. Foi o suficiente, e em instantes eu estava com a minha passagem física na mão. Junto com ela vieram grampeados o onipresente formulário para eu preencher com meu nome e o número de meu RG, além de um pequeno tíquete do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) que servia como comprovante de pagamento da taxa de embarque (paga na própria rodoviária, em dinheiro, e não quando da compra pela internet) e foi mais tarde carimbado com &#8220;Embarcado&#8221; por uma funcionária da rodoviária quando adentrei a área das plataformas, cuja entrada era protegida por grades.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/bilhete-rodoviario-maceio-recife.jpg" alt="Bilhete rodoviário de Maceió a Recife" title="Bilhete rodoviário de Maceió a Recife" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1404" /></p>
<p>O veículo que peguei, o da foto lá em cima, é moderno e confortável, com apoio para as pernas e televisões. Estas, aliás, são o inconveniente da viagem, pois ficam ligadas o tempo todo, com o som saindo por alto-falantes, não por meio de fones de ouvido. A minha viagem, iniciada pouco depois das 19 horas de sexta-feira 20, começou com o desenho animado <em>Happy Feet</em> na televisão, seguiu com o drama <em>Sempre ao seu Lado</em>, com Richard Gere, e depois com <em>Scooby-Doo! A Maldição do Monstro do Lago</em>, este interrompido (para mim) quando desci do ônibus próximo ao Aeroporto dos Guararapes, no Recife, bem antes da rodoviária. Graças à maratona cinematográfica, foi impossível dormir ao longo das três horas e meia de viagem, feitas após um dia de trabalho em Maceió.</p>
<p>Isso não seria um problema para quem quer contemplar a paisagem, o que certamente era o meu caso durante um percurso que eu estava fazendo pela primeira e provavelmente última vez na minha vida. O problema é que, após sairmos do perímetro urbano de Maceió — o que demorou mais de meia hora, mesmo sem trânsito —, praticamente não se via mais nada, devido à escuridão. O ônibus passa por áreas despovoadas, com poucas cidades no caminho, ao menos visíveis da estrada, a BR-101. Como era uma noite de chuva e tempo fechado, não havia lua visível para iluminar a vista ou estrelas para contemplar. Havia outra rota disponível pela AL-101 e pela PE-060, que seguem margeando a costa dos dois estados, mas no horário das 19 horas, o último do dia, havia apenas a BR-101 como opção. Quando alguma cidade ou povoado surgia, geralmente dava para se ver alguma coisa, quase sempre a paisagem comum a qualquer rodovia de pista única quando passa ao largo de alguma localidade: postos de gasolina com dezenas de caminhões estacionados, borracharias, bares etc.</p>
<p>Fotos? Nenhuma decente, e apenas esta abaixo minimamente aceitável. Onde é? Não faço ideia. Só sei que ficava à direita do ônibus, porque era desse lado que eu estava sentado. Tudo bem que eu esqueci de levar minha câmera, e a do celular teve de resolver, mas acho difícil que os resultados ficassem muito melhores.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/01/algum-lugar-br-101-maceio-recife.jpg" alt="Em algum lugar da BR-101, entre Maceió e Recife" title="Em algum lugar da BR-101, entre Maceió e Recife" width="640" height="427" class="alignnone size-full wp-image-1405" /></p>
<p>Com paisagens visíveis ou não, o movimento na estrada, ao menos naquela noite de sexta-feira, não era grande. O ônibus podia rodar a uma velocidade razoável, embora eu não saiba nem o limite da rodovia nem a quanto ele estava rodando. Quando a velocidade diminuía, era fácil perceber que havia um veículo mais lento à frente, geralmente um caminhão. Em seguida, o ônibus caía para a esquerda, na contramão, e fazia a ultrapassagem. Aparentemente, sempre segura: eu não conseguia ver a faixa central, pois estava num dos assentos à direita, mas dificilmente se via faróis de carros no sentido contrário iluminando os para-brisas do ônibus. Ainda assim, por não conseguir ver direito o que ocorria, você acaba ficando com o coração na mão até voltar à faixa correta. Isso sem falar na chuva intermitente ao longo de toda a rota.</p>
<p>Eu tinha me &#8220;preparado&#8221; na rodoviária de Maceió, com um pacote de salgadinhos e outro de biscoitos, além de uma garrafinha de suco. Não teria sido necessário, pois no meio do caminho um dos funcionários da Real Alagoas passou vendendo salgados quentes em uma caixa de isopor, além de bebidas. Ele passava de poltrona em poltrona &#8220;tirando&#8221; os pedidos, praticamente da mesma maneira que os comissários de bordo fazem em <a title="Voos da Azul Linhas Aéreas Brasileiras" href="http://www.voosazul.com.br" class="broken_link">voos da Azul Linhas Aéreas Brasileiras</a>. O cheiro dos salgados estava até convidativo, mas àquela altura eu já estava saciado pelo conteúdo dos pacotes que eu tinha comprado horas antes.</p>
<p>Era só quando passávamos pelas maiores cidades que o sinal do celular voltava. Durante quase todo o trecho da BR-101, nada de o celular funcionar. Consequentemente, o GPS também não funcionava, dependente que é de torres para triangulação. Felizmente, nas proximidades de Recife o GPS voltou a funcionar, já que acabei dependendo dele para saber onde descer. Ainda em Maceió, eu tinha perguntado a um funcionário da Real Alagoas se seria possível descer próximo ao aeroporto, região muito próxima do meu hotel. Ele disse que sim e que o motorista avisaria a todos os passageiros (&#8220;Ele vai gritar &#8216;Aeroporto!&#8217;&#8221;, foi a expressão usada). Mas isso não ocorreu. Eu sabia que podia descer ali graças ao GPS. Claro, eu poderia ter perguntado a alguém, mas eu teria que ter feito isso também nas outras duas paradas já na capital pernambucana. Ir até a rodoviária tornaria a viagem muito mais cansativa e dispendiosa, pois ainda demoraria algum tempo e depois eu seria obrigado a pegar um táxi ali, já que o metrô não estaria mais funcionando.</p>
<p>Do táxi não me livrei, mas o hotel era bem próximo dali. A corrida, sem taxímetro ligado, deu dez reais, pouco mais de dois reais além do que <a href="http://www.tarifadetaxi.com/recife?from=Av.%20Mal.%20Mascarenhas%20de%20Morais%2C%205777%20-%20Boa%20Viagem%2C%20Recife%20-%20PE%2C%2051150-002%20%40-8.133252%2C-34.91637800000001&#038;to=R.%20Ribeiro%20de%20Brito%2C%201250%20-%20Boa%20Viagem%2C%20Recife%20-%20PE%2C%2051021-310%20%40-8.122975%2C-34.90816699999999&#038;start_loc=-8.13325%2C-34.9164&#038;end_loc=-8.123%2C-34.90817&#038;auto=1&#038;waypoints=">provavelmente seria cobrado no taxímetro em bandeira 2</a>. Mas às onze da noite eu não iria reclamar.</p>
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		<title>Passeio pelo Expresso Tiradentes</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 21:33:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida das Juntas Provisórias]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando o então candidato a prefeito Celso Pitta prometeu, nas eleições de 1996 fazer o tal Fura-Fila, dava para imaginar que era um projeto que tinha tudo para dar errado. Só não dava para imaginar que demoraria dez anos para virar alguma coisa, ainda que não tenha mais quase nada em comum com o projeto original, que envolvia um veículo leve sobre pneus, ou simplesmente VLP. O que temos hoje, a um custo de mais de um bilhão de reais, é uma linha de ônibus com características de metrô, como &#8220;estações&#8221; com catracas e plataformas. Os veículos em si não&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/04/passeio-expresso-tiradentes/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o então candidato a prefeito Celso Pitta prometeu, nas eleições de 1996 fazer o tal Fura-Fila, dava para imaginar que era um projeto que tinha tudo para dar errado. Só não dava para imaginar que demoraria dez anos para virar alguma coisa, ainda que não tenha mais quase nada em comum com o projeto original, que envolvia um veículo leve sobre pneus, ou simplesmente VLP. O que temos hoje, a um custo de mais de um bilhão de reais, é uma linha de ônibus com características de metrô, como &#8220;estações&#8221; com catracas e plataformas. Os veículos em si não possuem catracas. O primeiro trecho, de apenas 8,5 quilômetros, foi entregue em março de 2007, pouco mais de dez anos após a eleição de Pitta, e depois de duas paralisações nas obras e duas mudanças de nome: de Fura-Fila para Paulistão, e depois para Expresso Tiradentes. Apesar do nome, que sugere a futura ligação com o bairro de Cidade Tiradentes, há apenas dois trechos em operação. O primeiro liga apenas o Terminal Mercado, localizado no Parque Dom Pedro, no centro de São Paulo, ao Terminal Sacomã, na Zona Sul. Já o segundo é a linha que seguirá para Cidade Tiradentes e também sairá do Terminal Mercado, mas atualmente o trecho vai apenas até o Terminal Vila Prudente, estando em operação desde março de 2009. As duas linhas seguem pelo mesmo corredor até a Estação Ypiranga, separando-se em seguida.</p>
<p>Na semana passada fui do Terminal Sacomã até o Terminal Mercado, onde tirei a foto acima. O acesso ao Terminal Sacomã é mal sinalizado. Algumas placas no nível intermediário indicam o Expresso Tiradentes para um lado, quando na verdade ele fica do outro. Já as linhas comuns, que ficam no nível inferior, não têm praticamente nenhuma indicação no intermediário, e não é permitido trocar de plataformas sem ter de subir e descer novamente. O Expresso Tiradentes fica no nível superior, em uma grande rotatória. No horário em que fui não havia um grande movimento, então muitas pessoas aguardavam o ônibus seguinte para poder ir sentadas. As filas são organizadas em locais demarcados no chão em frente às três portas de cada ônibus.</p>
<p>Não fotografei o trajeto inteiro, mas destaco abaixo algumas das principais paisagens que podem ser vistas do Expresso Tiradentes, já que boa parte de seu trajeto é feita por meio de vias elevadas.</p>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/expresso-tiradentes-estacao-tamanduatei.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/expresso-tiradentes-estacao-tamanduatei-640x426.jpg" alt="Estação Tamanduateí vista do Expresso Tiradentes" title="Estação Tamanduateí vista do Expresso Tiradentes" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-765" /></a></p>
<p>Nesta foto vê-se, no alto à esquerda, o grande complexo da <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/10/nova-estacao-tamanduatei/">Estação Tamanduateí</a> do Metrô e da CPTM. A linha segue para a direita da foto até encontrar-se com o Expresso Tiradentes na Estação Sacomã.
</div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-grande-sao-paulo-avenida-juntas-provisorias.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-grande-sao-paulo-avenida-juntas-provisorias-640x426.jpg" alt="Viaduto Grande São Paulo e Avenida das Juntas Provisórias" title="Viaduto Grande São Paulo e Avenida das Juntas Provisórias" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-768" /></a></p>
<p>Na altura do Viaduto Grande São Paulo, onde a Avenida Juntas Provisórias (que corre junto do Expresso Tiradentes praticamente desde o Terminal Sacomã) se encontra com o Rio Tamanduateí, a linha que vem do Terminal Vila Prudente junta-se à que vem do Sacomã. A partir daí, elas seguem o mesmo trajeto. Na foto, vê-se a Praça Ari da Rocha, onde a Juntas Provisórias se encontra com o sentido Bairro do Viaduto Grande São Paulo. Um pequeno pedaço do outro sentido do viaduto aparece à esquerda, pouco abaixo da via Elevada do Expresso Tiradentes. Já o viaduto à direita, que passa por sobre o Grande São Paulo, mas abaixo do Expresso Tiradentes, é o José Colasuono, que dá aos carros vindos das avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo ou Doutor Francisco Mesquita acesso à Avenida Juntas Provisórias. Graças à mania dos brasileiros de dar nome a tudo quanto é praça e viaduto, fica uma confusão de nomes por ali. Vê-se ainda um pedaço do Rio Tamanduateí.
</p></div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/avenida-do-estado-avenida-presidente-wilson.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/avenida-do-estado-avenida-presidente-wilson-640x426.jpg" alt="Avenida do Estado e Avenida Presidente Wilson" title="Avenida do Estado e Avenida Presidente Wilson" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-769" /></a></p>
<p>Este é o ponto em que a Avenida Presidente Wilson encosta na Avenida do Estado. Ambas dão acesso à região do ABC, A principal característica da Avenida Presidente Wilson é ter diversos galpões e fábricas, muitos deles abandonados. Não por acaso, a avenida foi alvo de uma matéria do <em>Jornal da Tarde</em> em 2006, quando foi chamada de &#8220;avenida fantasma&#8221;. A causa, segundo o especialista em urbanismo Cândido Malta, ouvido pelo <em>JT</em> foi o fato de as fábricas terem ao longo dos anos deixado de ser atendidas pelos trens — a Linha 10 da CPTM, antiga Santos–Jundiaí, corre paralela à avenida. Com isso, as fábricas teriam se mudado para regiões próximas às estradas, abandonando avenidas como a Presidente Wilson. O mesmo teria ocorrido na Barra Funda. &#8220;Sem os estabelecimentos, as ruas deixam de receber investimento, ficam escuras e o resultado final é a degradação&#8221;, explicou. Na foto acima é possível ver alguns dos galpões antigos. Atrás dos galpões em primeiro plano, o leito da ferrovia.
</div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/predios-mooca.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/predios-mooca-640x426.jpg" alt="Prédios na Moóca" title="Prédios na Moóca" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-770" /></a></p>
<p>Em primeiro plano, empresas localizadas entre a Avenida do Estado e a Avenida Presidente Wilson,a na altura da Praça Alberto Lion. Ao fundo, prédios da Moóca. Entre os dois planos, a linha do trem, que não é visível na foto. Neste ponto as duas avenidas estão separadas por alguns quarteirões.
</p></div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-sobre-rio-tamanduatei.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/04/viaduto-sobre-rio-tamanduatei-640x426.jpg" alt="Viaduto-sobre o Rio Tamanduateí" title="Viaduto-sobre o Rio Tamanduateí" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-771" /></a></p>
<p>O Parque Dom Pedro II já foi uma das principais áreas de lazer da cidade, isso no começo do século XX. Quem olha para ele hoje dificilmente consegue imaginar que ele já foi bonito e arborizado, mas acabou descaracterizado por diversos viadutos que passam sobre ele e pelo horrível terminal de ônibus lá instalado em 1996. O resultado dessa mistura é um local quase abandonado, cheio de concreto por todos os lados, configurando uma das áreas mais feias da cidade. Cem anos atrás, quem estivesse no mesmo ponto de onde tirei a foto estaria nos limiares do parque e poderia contemplar boa parte dele. Hoje, entretanto, vê-se um rio poluído, horrorosos viadutos e quase nenhum verde. Escrevi acima sobre a mania de dar nomes em profusão a logradouros, mas, curiosamente, o nome do viaduto que aparece em primeiro plano, que é o início da chamada Ligação Leste–Oeste, é apenas Viaduto sobre o Rio Tamanduateí.
</p></div>
<div class="legendas"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/rio-tamanduatei.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/04/rio-tamanduatei-640x426.jpg" alt="Rio Tamanduateí" title="Rio Tamanduateí" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-773" /></a></p>
<p>Não por acaso, o Tamanduateí costuma transbordar em diversos pontos durante a época das chuvas. Pouco mais adiante, um close do Rio Tamanduateí mostra lixo e assoreamento. Mas esse não é o único motivo: a região do Parque Dom Pedro, conhecida até o século XIX como Várzea do Carmo, costumava ser alagadiça antes da retificação do rio. Quando essa obra foi feita, em meados do século XIX, foi construída uma ilha artificial, a Ilha dos Amores, que existiu até 1910. Hoje as únicas &#8220;ilhas&#8221; que aparecem no rio são feitas de lixo e nada têm a ver com o amor.
</p></div>
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