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	<title>Pseudopapel &#187; Praça Roosevelt</title>
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		<title>Últimas casas da Rua Martins Fontes ameaçadas</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Sep 2012 16:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atualização (28/1/2013, 18h20): Passando em frente à casa da Rua Martins Fontes, 295 (que, quando inteira, era essa da foto aí de cima) hoje pela manhã, constatei que o que era apenas uma ameaça em setembro passado virou realidade. A demolição já está iniciada, e pouco sobrou do segundo andar. Provavelmente nada mais vai restar quando virar o mês. Mais um exemplo da triste realidade que assombra as casas em ruas privilegiadas do centro expandido paulistano e até de outros locais, dada a sanha de quem só se preocupa em vender novos imóveis e não em dar qualidade de vida&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2012/09/ultimas-casas-rua-martins-fontes-ameacadas/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atualização (28/1/2013, 18h20):</strong> Passando em frente à casa da Rua Martins Fontes, 295 (que, quando inteira, era essa da foto aí de cima) hoje pela manhã, constatei que o que era apenas uma ameaça em setembro passado virou realidade. A demolição já está iniciada, e pouco sobrou do segundo andar. Provavelmente nada mais vai restar quando virar o mês. Mais um exemplo da triste realidade que assombra as casas em ruas privilegiadas do centro expandido paulistano e até de outros locais, dada a sanha de quem só se preocupa em vender novos imóveis e não em dar qualidade de vida a quem os compra. Afinal, não esqueçamos que a infraestrutura dos bairros não acompanha o crescimento da população. Pelo contrário: boa parte dela está estática há décadas. E a memória da cidade segue rumo ao esquecimento. Na Rua Martins Fontes, apenas uma casa restará. Por quanto tempo mais?</p>
<p>A foto que se segue foi tirada na manhã de hoje. Em seguida, o texto original, seguido de outras fotos de hoje.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-janeiro-2013.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-janeiro-2013-640x426.jpg" alt="Casa na Rua Martins Fontes, 295, começa a ser demolida" title="Casa na Rua Martins Fontes, 295, começa a ser demolida" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1617" /></a></p>
<p>A Rua Martins Fontes corresponde ao que deveria ser o primeiro — ou último — pedaço da Rua Augusta entre as ruas da Consolação e Martinho Prado. Estando no chamado &#8220;Centro Novo&#8221;, ela foi um dos primeiros alvos da especulação imobiliária verticalizante em São Paulo, já nos anos 1940, como comprova o anúncio ao lado, publicado na <em>Folha da Manhã</em> em 2 de março de 1947. (O prédio do anúncio, aliás, está de pé até hoje, embora não seja mais residencial e não se chame mais Edifício São Carlos. Hoje ele é um prédio comercial, com predominância de empresas da área de turismo, mas nas áreas comuns mantém o belo estilo antigo, que pode ser visto na <a href="http://instagram.com/p/TSl_t/" title="Instagram agiesbrecht: Mezanino de prédio antigo à Rua Martins Fontes, 91.">escadaria que leva do mezanino ao térreo</a>.)</p>
<p><a href="http://acervo.folha.com.br/fdm/1947/03/02/1/"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/anuncio-edificio-sao-carlos-rua-martins-fontes.gif" alt="Anúncio do Edifício São Carlos, na Rua Martins Fontes" title="Anúncio do Edifício São Carlos, na Rua Martins Fontes" width="250" height="292" class="alignright size-full wp-image-1549" /></a></p>
<p>Assim como em praticamente toda a região central, as casinhas, casas e casarões foram dando lugar a prédios cada vez mais altos. Estes, por sua vez, foram sendo abandonados, trocados por exemplares mais modernos em outras áreas da cidade, o que foi um dos fatores determinantes na degradação que o centro experimentou na segunda metade do século XX. Neste início do século XXI, entretanto, o centro volta a atrair negócios, e em São Paulo isso significa especulação imobiliária. A poucos metros da Rua Martins Fontes, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/" title="Um espigão revitaliza?">na afluente Rua Álvaro de Carvalho</a>, dois empreendimentos estão sendo levantados em uma área que dez anos atrás só atraía quem estava atrás de aluguéis baixíssimos. Como as vendas parecem ter sido boas, já que classes mais abastadas estão novamente interessadas em morar no centro, todos os imóveis da região parecem estar no alvo das incorporadoras e construtoras. O antigo Hotel Cad&#8217;Oro já foi abaixo, na Augusta com a Rua Caio Prado. A Praça Roosevelt de concreto deu ontem lugar a uma área mais aberta, o que fez com que os aluguéis nas proximidades disparassem. A metade da Rua Avanhandava próxima à Martins Fontes <a href="https://kikacastro.wordpress.com/2012/09/24/famiglia-mancini-nesta-rua-nesta-rua-tem-um-restaurante-italiano-fartissimo/" title="Blog da Kika Castro: 'Famiglia Mancini: nesta rua, nesta rua tem um restaurante italiano fartíssimo'">foi repaginada</a>, também subindo os valores de imóveis próximos.</p>
<p>Tudo isso contribuiu para o interesse em imóveis da Rua Martins Fontes aumentar, mas não há muita coisa disponível por ali, pois sobraram apenas duas casas na rua, uma (belíssima) na esquina com a Rua Avanhandava e outra um pouco mais adiante, quase na esquina com a Álvaro de Carvalho, que é a foto que abre este texto, um pouco desfigurada por anos usada comercialmente. As duas estão fechadas, embora não abandonadas. A segunda parece mais ameaçada de demolição que a primeira, por dois motivos: (1) uma enorme placa de &#8220;Vende-se&#8221; em sua fachada; e (2) o prédio vizinho, o antigo Thamisa Hotel, parece estar sendo demolido, como se vê na foto abaixo.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/09/thamisa-hotel-martins-fontes-demolicao-640x426.jpg" alt="Demolição do Thamisa Hotel, na Rua Martins Fontes" title="Demolição do Thamisa Hotel, na Rua Martins Fontes" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1547" /></p>
<p>O Thamisa Hotel está fechado há mais de uma década, e curiosamente ainda é possível encontrar na internet sites oferecendo &#8220;reservas&#8221; no hotel, incluindo seu endereço, Rua Martins Fontes, 277. Em julho de 2003 ele <a href="http://hoteliernews.com.br/2003/07/ContrainvasodesemtetoantigohotelconstrimuroemSP/" title="Hôtelier News: &#039;Contra invasão de sem-teto, antigo hotel constrói muro em SP&#039;" class="broken_link">foi lacrado</a> com paredes de concreto, para evitar invasões de sem-teto, que naquele mês haviam invadido três prédios de hotéis abandonados na região. Como não é um prédio bonito ou histórico, não fará falta. O problema é o que virá em seu lugar: provavelmente um espigão de classe média-alta, com dezenas de apartamentos, aumentando ainda mais o adensamento do bairro, que já ganhará os emprendimentos citados anteriormente. Fórmula certeira para a piora do já caótico trânsito, isso sem falar na infaestrutura de serviços como água, esgoto e luz, especialmente os dois primeiros. E, na ânsia por mais espaço, o substituto do Thamisa Hotel possivelmente &#8220;fagocitará&#8221; a casa vizinha, deixando a Martins Fontes ainda mais triste.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-porta.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-porta-640x426.jpg" alt="Porta da casa na Rua Martins Fontes, 295" title="Porta da casa na Rua Martins Fontes, 295" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1618" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-frente.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-frente-640x426.jpg" alt="Frente da casa na Rua Martins Fontes, 295" title="Frente da casa na Rua Martins Fontes, 295" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1619" /></a></p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-segundo-andar.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casa-rua-martins-fontes-295-segundo-andar-640x426.jpg" alt="Segundo andar da casa na Rua Martins Fontes, 295" title="Segundo andar da casa na Rua Martins Fontes, 295" width="640" height="426" class="alignnone size-medium wp-image-1620" /></a></p>
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		<title>O antigo prédio do Porto Seguro, na Praça Roosevelt</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 21:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Colégio Visconde de Porto Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Caetano de Campos]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 1978 o Colégio Visconde de Porto Seguro comemorou seu centésimo aniversário. Na época o professor Igino Rotta, que ali lecionava, fez o desenho acima, que ilustra o prédio ocupado pelo colégio durante 62 anos, entre 1913 e 1974. Curiosamente, naquele mesmo ano a escola viu esse prédio passar a ser ocupado por uma nova escola, a Caetano de Campos, uma instituição estadual que havia se mudado de um edifício que ocupara por ainda mais tempo na Praça da República, onde hoje se localiza a Secretaria de Educação. Em 13 de fevereiro de 1978 o prédio da Rua Olinda, às&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/08/antigo-predio-colegio-porto-seguro-praca-roosevelt/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1978 o Colégio Visconde de Porto Seguro comemorou seu centésimo aniversário. Na época o professor Igino Rotta, que ali lecionava, fez o desenho acima, que ilustra o prédio ocupado pelo colégio durante 62 anos, entre 1913 e 1974. Curiosamente, naquele mesmo ano a escola viu esse prédio passar a ser ocupado por uma nova escola, a Caetano de Campos, uma instituição estadual que havia se mudado de um edifício que ocupara por ainda mais tempo na Praça da República, onde hoje se localiza a Secretaria de Educação. Em 13 de fevereiro de 1978 o prédio da Rua Olinda, às margens da Praça Roosevelt, voltou a ser ocupado por alunos depois de pouco mais de três anos.</p>
<p>&#8220;Acostumadas desde 1913 a ouvir mais palavras em alemão do que em português, as sólidas e recém-pintadas paredes do antigo Colégio Visconde de Porto Seguro, na Praça Roosevelt, certamente vão estranhar as novas vozes que ecoarão pelas 22 salas de aula e longos corredores do prédio&#8221;, escreveu a repórter Gisella Bisordi na <em>Folha de S. Paulo</em> do dia 12. Se a prosopopeia das paredes mencionada na reportagem não fosse uma mera figura de linguagem, é possível que as paredes estranhassem ainda mais o ambiente em que estava inseridas, pois o prédio passou por uma grande reforma depois que foi adquirido pela Secretaria de Educação do estado de São Paulo, seu terceiro dono desde que o Porto Seguro o utilizou como parte do pagamento à construtora Servix, que ergueu o complexo de quatro alqueires no Morumbi, onde o colégio funciona desde 1975 — e onde estudei entre 1982 e 1993. A construtora devia ao Banco Central, a quem repassou o edifício, mais tarde vendido para a secretaria estadual.</p>
<p>A reforma, que custou cinco milhões de cruzeiros, foi feita em pouco mais de um mês, com mais de 250 operários trabalhando dia e noite para deixar tudo pronto para o início do ano letivo de 1978. Havia muito a se fazer nesse tempo, inclusive limpar o pórtico de granito com jatos d&#8217;água com pressão, mas nas paredes não foi necessário mexer, pois elas não tinham nenhuma rachadura. O projeto foi do arquiteto Benedito Lima de Toledo, que também tinha grandes planos para transformar o entorno da escola, a própria Praça Roosevelt, em um centro de convivência cultural, algo bem diferente do que a praça tinha se tornado naqueles primeiros oito anos após a inauguração da estrutura de concreto da praça, em 25 de janeiro de 1970, quando já apresentava sinais de degradação. Toledo era especialmente contra o supermercado que funcionava em um dos andares da praça. &#8220;Uma praça pública, construída com o dinheiro do povo, tem de ter equipamentos de utilidade pública&#8221;, declarou o arquiteto à <em>Folha</em> em 1978. Ele também sonhava com uma feira permanente de ciências, uma estufa, um herbário e um bromeliário.</p>
<p>Nada disso saiu do papel. Flores na praça de concreto, apenas nas floriculturas que ficavam atrás da Igreja Nossa Senhora da Consolação, próximo à área que ficava coberta pela Praça do Pentágono, uma das estruturas da Roosevelt. Áreas culturais floresceram de maneira independente no quarteirão da Rua Martinho Prado que margeia a praça, sob a forma de teatros alternativos que recuperaram parcialmente a região. O supermercado só seria fechado em 2006. Já as estruturas de concreto começaram a ser demolidas em setembro de 2010, e a praça voltou a ser um canteiro de obras, provavelmente não muito diferente do que <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2010/08/memorias-dos-tempos-da-escola.html">meu pai viu nos últimos anos em que estudou no Porto Seguro</a>, em fins dos anos 1960. Com a demolição das estruturas de concreto, o antigo prédio do Porto Seguro fica mais visível. Na foto abaixo, <a href="http://twitpic.com/50i0w">tirada em 12 de maio de 2009</a>, percebe-se que a Praça do Pentágono impedia que se tivesse uma boa visão do prédio.</p>
<p><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/08/porto-seguro-praca-roosevelt-2009.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-935" title="Praça Roosevelt em maio de 2009" src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/08/porto-seguro-praca-roosevelt-2009-640x426.jpg" alt="Praça Roosevelt em maio de 2009" width="640" height="426" /></a></p>
<p>O atual Caetano de Campos está bem conservado. O prédio ao lado, que um dia foi anexo do Porto Seguro, encontra-se totalmente abandonado e sem perspectivas de recuperação, mesmo com a reforma da praça, <a href="http://www.saopauloantiga.com.br/colegio-porto-seguro/">como aponta Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga</a>. Os arredores <a href="http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2010/10/congelado-no-tempo.html">não estão muito diferentes do que eram no fim dos anos 1960</a>. Mas a paisagem está para mudar por causa das reformas, que podem revitalizar a área. Isso pode acarretar as consequências de sempre como a chegada de ainda mais novos empreendimentos residenciais e comerciais na região. Um deles já está sendo vendido, no local do antigo Hotel Cad&#8217;Oro, na esquina das ruas Augusta e Caio Prado, um quarteirão acima do Caetano de Campos. O prédio de que falei dois meses atrás, <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/">na Rua Álvaro de Carvalho</a>, já citava em sua propaganda a Praça Roosevelt como um atrativo, algo inimaginável na época em que a foto acima foi tirada, meros 27 meses atrás.</p>
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		<title>Um espigão revitaliza?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 23:41:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<description><![CDATA[Na última página do caderno Mercado da Folha de S. Paulo de domingo, 1.º de maio, há um anúncio de página inteira exaltando o &#8220;breve lançamento&#8221; de um prédio de apartamentos de um e dois dormitórios chamado &#8220;Urbe&#8221; (o anúncio já deve ter sido repetido algumas vezes nesse meio-tempo). O de sempre: algumas dezenas de apartamentos, com área de 44 a 60 metros quadrados, incluindo unidades de dois dormitórios com 45 metros quadrados, possivelmente projetadas para protozoários, não para seres humanos. Imagine um casal com um filho morando em um desses cubículos, que são menores do que apartamentos de hotel&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/06/espigao-revitaliza/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última página do caderno Mercado da <em>Folha de S. Paulo</em> de domingo, 1.º de maio, há um <a href="http://www.pressdisplay.com/pressdisplay/showlink.aspx?bookmarkid=T90M8YR6HH03">anúncio</a> de página inteira exaltando o &#8220;breve lançamento&#8221; de um prédio de apartamentos de um e dois dormitórios chamado &#8220;Urbe&#8221; (o anúncio já deve ter sido repetido algumas vezes nesse meio-tempo). O de sempre: algumas dezenas de apartamentos, com área de 44 a 60 metros quadrados, incluindo unidades de dois dormitórios com 45 metros quadrados, possivelmente projetadas para protozoários, não para seres humanos. Imagine um casal com um filho morando em um desses cubículos, que são menores do que apartamentos de hotel de categoria intermediária.</p>
<p>Mas não há nada de diferente nesse anúncio, a não ser por sua localização: na Rua Álvaro de Carvalho, na Consolação, próximo à Praça da Bandeira. A Álvaro de Carvalho é uma rua degradada por dois viadutos, o Nove de Julho e o Major Quedinho, e tem saída de escadarias de acesso a esses viadutos, que costumam ser ocupadas por mendigos, moradores de rua e drogados, não exatamente a população que quem procura um apartamento desses gostaria de ter como vizinhos. O próprio empreendimento está localizado bem próximo ao Viaduto Nove de Julho.</p>
<p>Nada disso, claro, é citado no anúncio, que limita-se a citar &#8220;alguns atrativos da vizinhança&#8221;, como a proximidade do Masp, da Avenida Paulista, do Shopping Frei Caneca e da Rua Avanhandava. A não ser pela Avanhandava, realmente próxima, &#8220;proximidade&#8221; soa como um termo relativo, já que o Shopping Frei Caneca está a mais de um quilômetro e meio do empreendimento (distância que será maior para quem vai de carro), enquanto o Masp e a Paulista estão a mais de dois. Também são citados hospitais, universidades, uma &#8220;vida cultural intensa&#8221; e &#8220;grande oferta de serviços&#8221;. Outro atrativo, citado com ainda mais destaque, é que o empreendimento está a trezentos metros do Metrô.</p>
<p>Tudo verdade, inclusive a distância até o Metrô — até a entrada, bem entendido, porque para se chegar à plataforma da Estação Anhangabaú há que se descer três lances de escada, de tão funda que é a estação. Obviamente, outras verdades sobre a região não são mencionadas, como os já citados vizinhos, a insegurança e o abandono da região, o grande volume de veículos do horário do rush… Curiosamente, o mapa que acompanha o anúncio destaca a Praça Roosevelt, que fica a pouco mais de quinhentos metros do local. Até pouco tempo atrás, ela nunca foi um grande atrativo, abandonada e decadente que estava. Mesmo hoje, apesar de alguma revitalização proporcionada pelos diversos teatros em seus arredores e das reformas que prometem renovar de vez o logradouro, não tenho certeza se ainda é um grande chamativo.</p>
<p>Isto tudo posto, se a única diferença deste empreendimento para qualquer outro dentre as dezenas anunciados no jornal de hoje é a localização, por que eu decidi falar dele? Porque… bem, porque eu gosto da ideia dele, descontada a metragem ridícula de seus apartamentos. Sim, com cerca de 150 apartamentos (cálculo que fiz baseado na ilustração do prédio no anúncio), ele vai despejar uma quantidade de carros nas ruas do bairro que vai prejudicar ainda mais o trânsito. Mas talvez esse seja o preço a se pagar para revitalizar a Rua Álvaro de Carvalho e seu entorno. Quem sabe a Prefeitura volte a dar alguma atenção à região com supostos &#8220;formadores de opinião&#8221; ali, incluindo também na conta outro empreendimento, em estado um pouco mais avançado, poucos metros acima na mesma Álvaro de Carvalho. Além disso, tudo que o novo predio vai substituir é <a href="http://maps.google.com/maps?f=d&#038;source=s_d&#038;saddr=R.+Formosa&#038;daddr=R.+%C3%81lvaro+de+Carvalho&#038;hl=en&#038;geocode=FRWwmP4dwVc4_Q%3BFaGrmP4dLEw4_Q&#038;mra=dme&#038;mrsp=1&#038;sz=18&#038;dirflg=w&#038;sll=-23.54864,-46.641126&#038;sspn=0.002419,0.004823&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.548807,-46.641716&#038;spn=0.002419,0.004823&#038;t=h&#038;z=18&#038;layer=c&#038;cbll=-23.548765,-46.641636&#038;panoid=0cdc5Nq6OwqjH53VYQneNg&#038;cbp=12,332,,0,4.17">um anódino estacionamento</a>, ao contrário de um empreendimento similar que causou a criminosa <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2010/12/preocupacao-memoria/">demolição de um casarão na esquina das ruas Augusta e Antônia de Queiroz</a>, no final do ano passado.</p>
<p>É claro que isso poderia ter sido feito com a renovação e modernização de prédios de apartamentos já existentes na via. Um passeio por ali mostra que prédios residenciais ali não faltam, e a maioria deles está num estado lastimável de conservação. A utilização deles agrediria menos a região, pois não adicionaria um número de habitantes muito maior do que o atual. Pouco abaixo do Urbe, o prédio do antigo <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110616/not_imp733027,0.php" class="broken_link">Hotel Cambridge deverá agora ser reformado</a> para abrigar moradias populares, criando uma integração que costuma ser apontada como uma das soluções para reverter a situação de regiões degradadas. Estou certo? Não tenho tanta certeza; só o tempo dirá. Mas vale ter alguma esperança em relação a pelo menos um dos tantos empreendimentos lançados todos os anos em São Paulo.</p>
<p>O que você acha?</p>
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		<title>A Estação Roosevelt ainda existe para a CPTM</title>
		<link>http://blog.pittsburgh.com.br/2011/04/estacao-roosevelt-ainda-existe-cptm/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 00:48:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Praça Roosevelt]]></category>

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		<description><![CDATA[A Estação Roosevelt, também conhecida originalmente como Estação do Norte, era de onde saíam originalmente os trens rumo ao Rio de Janeiro. Em 1979 ela foi praticamente fundida com as estações Brás do Metrô e da então CBTU, mas manteve seu nome por algum tempo. Ele só foi mudado após uma reforma nas estações promovida pela CPTM, quando esta assumiu a administração das linhas de subúrbio da capital paulista. Localizado na Praça Agente Cícero, próximo ao Largo da Concórdia, o prédio dela é na minha opinião um dos mais bonitos de toda a CPTM, em estilo art déco, construído provavelmente&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/04/estacao-roosevelt-ainda-existe-cptm/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.estacoesferroviarias.com.br/r/roosevelt.htm">Estação Roosevelt</a>, também conhecida originalmente como Estação do Norte, era de onde saíam originalmente os trens rumo ao Rio de Janeiro. Em 1979 ela foi praticamente fundida com as estações Brás do Metrô e da então CBTU, mas manteve seu nome por algum tempo. Ele só foi mudado após uma reforma nas estações promovida pela CPTM, quando esta assumiu a administração das linhas de subúrbio da capital paulista. Localizado na Praça Agente Cícero, próximo ao Largo da Concórdia, o prédio dela é na minha opinião um dos mais bonitos de toda a CPTM, em estilo art déco, construído provavelmente nos anos 1940 para substituir o prédio original, de 1875. O nome da estação passou de Estação do Norte para Estação Roosevelt em 1945, quando da morte de Franklin Delano Roosevelt, então presidente dos Estados Unidos. Não foi a única homenagem: a Praça Roosevelt, <a href="http://maps.google.com/maps?f=d&#038;source=s_d&#038;saddr=Pra%C3%A7a+Franklin+Roosevelt,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;daddr=-23.5469066,-46.6327981+to:Largo+da+Conc%C3%B3rdia,+S%C3%A3o+Paulo,+Brasil&#038;hl=en&#038;geocode=FXytmP4dVTo4_SFgWEEIxeyP3A%3BFeazmP4donA4_Skxh9pFVVjOlDEwK3E78RArMQ%3BFVLGmP4dia84_SFvRJgeaBuqPg&#038;mra=ltm&#038;dirflg=w&#038;sll=-23.549432,-46.632285&#038;sspn=0.029191,0.055747&#038;ie=UTF8&#038;ll=-23.547347,-46.631513&#038;spn=0.029192,0.055747&#038;t=h&#038;z=15&#038;via=1">que fica a cerca de quatro quilômetros dali</a>, também ganhou o nome do presidente americano, algum tempo depois.</p>
<p>No começo do mês passado eu estava em busca de imagens dos mapas antigos que a Fepasa e a CBTU usavam nas linhas de subúrbio de São Paulo antes de serem encampadas pela CPTM. Nessa busca, na comunidade &#8220;CPTM — você também anda&#8221; do Orkut, o Caio César <a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=91288712&amp;tid=5349830720106797841&amp;na=4&amp;nst=1364&amp;nid=91288712-5349830720106797841-5583256540470424081" class="broken_link">disse ver todas as semanas</a> na Linha 7-Rubi um mapa que ainda apresentava a Estação Roosevelt. Achei estranho, pois ando quase que diariamente nessa linha e nunca tinha visto tal mapa. Meu palpite foi de que talvez ele fosse o mesmo mapa que certa vez encontrei, por baixo de outro mais recente (embora também desatualizado), foto esta que foi publicada em meu texto sobre os <a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/03/mapas-desatualizados-cptm/">mapas desatualizados da CPTM</a>.</p>
<p><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/03/mapa-cptm-integracao-inexistente-672x447.jpg" alt="Mapa incorreto da Linha 7 da CPTM" title="Mapa incorreto da Linha 7 da CPTM" width="640" height="426" class="alignnone size-large wp-image-754" /></p>
<p>Passei um mês prestando ainda mais atenção aos mapas nos trens, em busca do mapa onde se veria a Estação Roosevelt. E acabei por encontrá-lo, inteiro, na manhã de hoje, em um TUE série 1100. Não surpreendentemente, era o único mapa desse tipo no vagão. Os outros já estavam menos desatualizados. De fato, parece ser o mesmo mapa cuja pequena parte eu já tinha visto e fotografado. E ele mostra o perigo que é confiar nos mapas que a própria CPTM disponibiliza para seus usuários. Além do nome errado da estação, ele mostra integrações inexistentes nas estações Lapa e Água Branca, mostra as linhas 10-Turquesa e 11-Coral chegando até a Estação Barra Funda, mostra a Linha 7 parando na mesma Barra Funda, sem seguir até a Luz. Essas integrações até existiram por um tempo, no início da década passada, quando a Estação da Luz estava em reforma, mas já há anos não existem mais.</p>
<p>Além disso, não dá para ver na foto, mas a Linha 7-Rubi não só é mostrada como seguindo até Jundiaí, sem a baldeação hoje obrigatória em quase todos os horários em Francisco Morato, como a Linha 10 é mostrada seguindo, sem baldeação alguma, até Paranapiacaba. Aquela linha hoje vai apenas até Rio Grande da Serra. O trecho até Paranapiacaba foi extinto até como extensão operacional no início da década passada e hoje só é operado quinzenalmente, como expresso turístico.</p>
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		<title>Para variar, São Paulo debaixo d&#8217;água</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jan 2011 13:03:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Giesbrecht</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[alagamento]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
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		<category><![CDATA[Praça Panamericana]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã, apesar do tempo razoavelmente bom, São Paulo está parada. Não chove há algumas horas, mas a falta de um sol forte impediu que vários pontos de alagamento se dissipassem depois da chuva forte da noite de ontem. Cinco córregos e o Rio Tietê transboradaram, e São Paulo teve em determinado momento 63 pontos de alagamento, sendo 44 deles intransitáveis, segundo o jornal Agora. Eu vi alguns desses pontos. Fomos a um aniversário próximo ao Estádio do Morumbi ontem à noite. Apesar de ainda não ter chovido àquela hora, o trânsito na região estava péssimo, e levamos quase&#8230; [<a href="http://blog.pittsburgh.com.br/2011/01/para-variar-sao-paulo-debaixo-dagua/">Continuar a ler</a>]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje pela manhã, apesar do tempo razoavelmente bom, São Paulo está parada. Não chove há algumas horas, mas a falta de um sol forte impediu que vários pontos de alagamento se dissipassem depois da chuva forte da noite de ontem. Cinco córregos e o Rio Tietê transboradaram, e São Paulo teve em determinado momento <a href="http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u857991.shtml">63 pontos de alagamento, sendo 44 deles intransitáveis</a>, segundo o jornal <em>Agora</em>. Eu vi alguns desses pontos.</p>
<p>Fomos a um aniversário próximo ao Estádio do Morumbi ontem à noite. Apesar de ainda não ter chovido àquela hora, o trânsito na região estava péssimo, e levamos quase três vezes o tempo normal para ir da Ponte Cidade Jardim ao meu destino. Não sei o que ocasinou tanta confusão. Saímos de lá por volta das 22h40, já com chuva forte. Como passaríamos na Pompeia para deixar minha cunhada e meu sobrinho, atravessei a Ponte Cidade Jardim, e a princípio eu seguiria pelas avenidas Europa, Brasil e Sumaré. Nem cheguei à Avenida Europa.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/wp-content/uploads/2011/01/alagamento-avenida-cidade-jardim-3.jpg"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/01/alagamento-avenida-cidade-jardim-3-672x448.jpg" alt="Alagamento na Avenida Cidade Jardim (3)" title="Alagamento na Avenida Cidade Jardim (3)" width="672" height="448" class="alignnone size-large wp-image-569" /></a></div>
<p>O Túnel Max Feffer, que liga as avenidas Cidade Jardim e Europa por sob a Avenida Brigadeiro Faria Lima estava sendo fechado naquele instante pela CET. Fomos obrigados a seguir pela Cidade Jardim, mas o trânsito estava praticamente parado por ali. Vinte minutos depois, chegamos mais perto da Rua Mário Ferraz, onde constatamos que os carros que seguiam por aquela rua acabavam voltando pelo mesmo caminho pouco tempo depois. A própria esquina com a Cidade Jardim estava bem alagada e, pelo visto, mais para a frente estava ainda pior. A foto acima, com uma câmera simples e sem iluminação ideal, serve para ao menos dar uma ideia de como estava esse cruzamento.</p>
<p>Abortamos, pois, a ideia de seguir pela Cidade Jardim, também com um grande alagamento à nossa frente. Sem alternativa, viramos na contramão do cruzamento para pegar a mesma avenida no sentido oposto, voltando à Marginal Pinheiros. Ela tinha algumas poças na pista local, mas nada assustador. Saímos pels Praça Silveira Santos e Avenida Antônio Batuíra em direção à Praça Panamericana. A partir da metade do quarteirão entre a Avenida dos Semaneiros e a Rua Banibás (onde meu pai ficou com o carro preso em um alagamento em fevereiro passado, como mostra a foto abaixo, tirada naquele dia, em que ele carrega meu filho, então com 16 meses, no colo para tirá-lo do carro) a Antônio Batuíra estava completamente debaixo d&#8217;água.</p>
<div class="full-image"><a href="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/01/alagamento-pinheiros-rua-banibas.jpg" class="broken_link"><img src="http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2011/01/alagamento-pinheiros-rua-banibas-672x447.jpg" alt="Alagamento na Rua Banibás, em Pinheiros" title="Alagamento em 2010 na Rua Banibás, em Pinheiros" width="672" height="447" class="alignnone size-large wp-image-570" /></a></div>
<p>Mais um trecho na contramão, para pegar a Avenida dos Semaneiros e, em seguida, a Pedroso de Morais. Esta estava quase intransitável na altura do cruzamento com a Rua Banibás, mas ainda consegui passar, seguindo a dica de ouro de não tirar o pé do acelerador, seguindo sempre em primeira — atenção, que esta dica vale apenas para trechos transitáveis! No cruzamento com a Praça Panamericana, outro ponto de alagamento quase intransitável. A partir daí começamos a subir rumo à Rua Heitor Penteado, e, se não encontramos mais alagamentos nesse caminho, as corredeiras nas guias ou no próprio leito das ruas foram uma paisagem constante. Em uma delas, tivemos até dificuldade para subir uma rua.</p>
<p>Chegamos à Pompeia e de lá fomos para casa, no Bixiga, sem passar por novos pontos de alagamento, embora diversas poças ainda fossem visíveis. E não só elas. Havia muito, mas muito lixo nas ruas. No trecho sob a Praça Roosevelt da Ligação Leste–Oeste, <a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1860-chuva-em-sao-paulo#foto-35008">que esteve alagado pouco antes</a>, havia alguns funcionários da prefeitura recolhendo muitos quilos de lixo, enquanto as duas faixas da direita ainda estavam alagadas.</p>
<p>Não sei a que horas parou de chover, mas o noticiário comprovou que os reflexos da chuva de ontem à noite chegaram até a manhã de hoje.</p>
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